Archive for janeiro, 2009
Ana Karenina
Em novembro terminei a leitura de Ana Karenina e, desde então, estou para escrever a respeito. Me esqueço ou acabo me desanimando, pois sei que não conseguirei postar nada à altura.
Mesmo assim, lá vai. Ana Karenina foi um dos melhores, ou o melhor, livro que já li. O romance é surpreendente porque, apesar de ser conhecido como o maior romance da literatura mundial cujo tema é o adultério, o texto não se resume, de maneira alguma, a este tópico.
Relacionar Ana Karenina apenas com o adultério é reduzir demais o conteúdo da obra, que aborda com destaque profundas questões existenciais. É claro que o assunto é uma constante, mas não é o único. O personagem Lievin é questionador e assume papel importantíssimo no decorrer da leitura. Li, inclusive, que Lievin seria o próprio Tolstói encarnado e, parando para pensar, bem que pode ser verdade. Ele assume um personagem que de secundário nada tem e assombra com suas dúvidas e percepções.
É tocante como Tolstói consegue passar em palavras as várias nuances do amor, do desejo, do ciúmes, da vingança, da fé e a minuciosa descrição da época e dos costumes a mim me agrada muito. Sei que tal característica da obra de Tolstói afugenta muita gente, ainda mais em uma época em que a falta de tempo é a tônica dos bate-papos, mas vale a pena dar-se esta oportunidade.
O clipe acima é do filme de 1997, ao qual, a propósito, assistimos hoje. A música é belíssima e os personagens charmosos, mas é óbvio que assistir ao filme não exime de ler o livro se você quiser realmente conhecer a história.
No commentsVinca, beijinho ou maria-sem-vergonha



Tivemos vários vasos de beijinho ou maria-sem-vergonha. Gosto demais desta planta, pois flore o ano todo, o tempo todo. O problema é que tanto suas folhas como flores são muito pouco duradouras.
E, como moramos em uma cobertura, tudo o que delas caía ia direto para nosso ralo, me causando muita preocupação. Vai que venta, chove muito, as florezinhas boicotam nosso ralo, e a água invade nosso apartamento?
Pensando nisso, fui obrigada a me ver livre delas, mas não sem sentir muito. As fotos acima foram tiradas antes do adeus.
No commentsO dia (em) que a terra parou

Já tem um tempo que assistimos O dia (em) que a terra parou; mas a correria das férias (acreditem, isso existe) impediu que relatássemos o ocorrido aqui antes.
O filme é um remake (dentro das possibilidades) do original dos anos 1950. Digo dentro das possibilidades porque muita coisa é diferente do original (a cidade onde Klaatu desembarca no em 1951 é Washington e no filme atual é NY) e isso pode causar certo estranhamento aos puristas.
Nós, no entanto, gostamos do filme e recomendamos para quem quiser se divertir com um blockbuster de ficção.O final é um pouco decepcionante, devo confessar; mas pelo conjunto da obra, é um filme que merece uma boa avaliação e precisa ser assistido; afinal, ficção científica é como pizza, mesmo quando é ruim, é bom
Destaques positivos:
- O robozão que acompanha o Klaatu.
- John Cleese
- Excelentes efeitos especiais das seqüências de destruição e a sacada dos nanorobôs.
Destaques negativos:
- O enteado da Helen Benson, que é muito mal interpretado e retratado.
- A paradinha desnecessária no McMinhoca
- O final (queríamos que o Klaatu continuasse sua missão)
Vista de Belo Horizonte, do Alta Vila




Vista de BH do AltaVila. Estávamos a 432 metros de altura em relação ao centro da cidade. E na divisa de Nova Lima. Zoom na primeira e terceira foto.
No commentsSete vidas

Embora confuso nos primeiros minutos, Sete Vidas é um filme que se revela excelente e tocante. A sinopse, se lida isoladamente, soa até piegas, mas ao assistir a coisa sendo contada na tela do cinema a gente vê que a construção da trama convence e envolve.
Will Smith não para de surpreender com sua versatilidade e talento. Num dia ele é um piloto de caça na guerra do fim do mundo, em outro, um homem que se diz fiscal do imposto de renda se envolvendo com sete pessoas para mudar suas vidas. Gostamos bastante do filme que mostra uma história comovente com um desfecho muito bacana.
Uma pena a referência do nome não ser tão clara para nós. A tradução muda o sentido do título do filme, que originalmente se chama seven pounds e não faz referência direta às vidas das pessoas, mas sim uma espécie de “homenagem” ao mercador de veneza em função das sete ações (cada uma representando uma libra de carne, como no mercador eram cotadas as dívidas) que ele tem que fazer.
Em nossa escala de 0 a 5 este filme fica com um merecido 4.
No commentsMolho de tomates frescos
No dia em que fiz tomates secos aproveitei o miolo dos frutos para fazer um molho. Ele não ficou muito vermelhinho, acho que por causa do tipo/qualidade dos tomates, e eu não quis usar colorau. Mas ficou muito gostoso.
Fiz assim: apesar de na foto os tomates estarem no liquidificador eu não os triturei antes de refogar. Eu separei os miolos do suco (água do miolo), piquei em pedaços pequenos e os refoguei no azeite com um pouco de açúcar. Apenas os pedaços foram refogados; o suco dos tomates eu fui adicionando devagar, ao longo do processo.
Pois bem, deixei que a polpa do tomate fosse cozinhando aos poucos, sem acrescentar água. Quando necessário juntava um pouco do suco do próprio tomate, mantendo o fogo brando. Também aos pouquinhos juntei o sal e provei. Podia ser que um pouco mais de açúcar fosse desejado (pra reduzir a acidez).
É, o molho de tomates frescos não é pra ser feito com pressa; deve ficar no fogo por um bom tempo para apurar o sabor. No caso deste aí da foto eu não usei nenhuma água a não ser a do próprio tomate e quando ele já estava pronto desliguei o fogo e adicionei um bom molho de manjericão.
Fato é que quando adicionei um pouco de açúcar no azeite quente e, logo após, refoguei os tomates, a casa toda recendeu e foi uma delícia. Tão gostoso quanto saborear o pratinho de macarrão que vocês viram aí.
Salada de grãos de soja cozidos

Todo mundo sabe o quanto a soja é saudável, mas poucos conhecem boas receitas que a utilizem in natura. Eu mesma já tive preconceito com a soja em grão, mas porque desconhecia como prepará-la. Quando pensava em soja, pensava na soja texturizada ou na soja assada, comida como petisco.
Outro dia andei pesquisando em alguns sites e li que o grão de soja deve, inicialmente, antes de ser cozido, passar por um choque térmico. Ou seja, jogue a soja em água fervente e, após 5 minutos, a transfira para a água gelada. Isto vai ajudar a reduzir o sabor de feijão cru do grão e facilitar a retirada das casquinhas. Eu vou esfregando a soja com as mãos até conseguir me livrar de todas elas.
Depois do choque térmico, cozinhe bastante a soja até que fique macia. E, então, pode temperá-la a seu gosto. Nas fotos acima eu a temperei com alguma antecedência antes de comer. Piquei tomate, pimentão e cebola e temperei com azeite, sal, orégano, pimenta do reino e manjericão em pó. Ficou gostosa.
Hoje eu tive a idéia de fazer novamente a receita, mas acabei deixando a panela queimar. Torrei a soja que escapou ilesa na frigideira, sem óleo algum. Ele aprovou, mas acho que são muitas calorias em algo que não é tão gostoso assim. Prefiro a salada.
Tentarei em breve fazê-la refogada com alho. Conto aqui.
No commentsQuarentena: 1h29m perdidos
Até agora não acreditamos como – mais uma vez – tivemos a coragem de entrar em um cinema para ver um filme de terror. A verdade é que gostamos de filmes de terror e nos resta uma esperança, ainda que abalada, que algum dia encontraremos um bom filme neste gênero.
Ontem não foi diferente. Estivemos no shopping para ver O curioso Caso de Benjamin Button, mas a sessão já estava lotada. Havia outras escolhas, mas fomos direto no tal do Quarentena, um dos piores filmes de terror em nossa opinião.
A coisa já começa errada no momento em que a câmera encontra-se nas mãos de um dos atores, no pior do estilo “estamos fazendo uma reportagem”. Bem, praticamente toda historia de terror é ridícula, com monstros inexistentes, zumbis pra lá de barangos, mas este filme não provoca nada a não ser risos.
Muita gente – inclusive Ele – teve acesso de risos dentro do cinema, principalmente na cena em que a menininha dona do cachorro inicialmente doente ataca os médicos do governo. Foi realmente hilário, se não fosse pelo fato de que perdemos uma boa oportunidade de ver, por exemplo, A Troca, com a Angelina Jolie.
A propósito, acabei de ler que Quarentena é uma refilmagem de REC. Vamos baixá-lo e ver qual é. Depois postamos aqui a respeito.
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