Archive for the 'Teatro, Cinema e TV' Category
A fita branca
“A fita branca” é um filme alemão, ambientado na década de 20, um pouco antes da Primeira Guerra Mundial. Sua sinopse diz que é:
“…a história de crianças e adolescentes de um coral dirigido pelo professor primário do vilarejo e suas famílias: o barão, o reitor, o pastor, o médico, a parteira e os camponeses. Estranhos acidentes começam a acontecer e tomam aos poucos o caráter de um ritual punitivo. O que se esconde por trás desses acontecimentos?”
Vimos o trailler e decidimos assistir. A experiência entra para a lista daquelas que merecem ser digeridas aos poucos, com muita reflexão. É um filme desafiador e denso. Não sabemos dizer se é um bom filme ou um filme ruim. É um filme que nos afeta.
Parte de nós ficou indignada pelo fato de como os fatos são elencados no filme e como a trama se desenrola. Outra parte ficou fascinada com a ousadia de o filme se apresentar daquela maneira. Definitivamente um filme para assistir, mas não sei se vale a pena gastar o dinheiro de dois ingressos de cinema para tanto.
Este post foi originalmente escrito dia 19 de fevereiro de 2010.
1 commentDistrict 9
Dias atrás, em pleno feriado, fomos ao cinema assistir District 9, produção da Nova Zelândia que tem a mão do Peter Jackson (o mesmo que dirigiu a trilogia d’O Senhor dos Anéis). Como que juntássemos a fome com a vontade de comer, fomos lá assistir um filme de ficção (um de nossos gêneros favoritos) produzido por um cara de talento inquestionável.
O filme mostra, sob uma perspectiva bem diferente do que estamos acostumados a ver, a história da não tão tranquila co-existência entre humanos e aliens na terra. Tudo é um pouco fora do padrão de Hollywood, o que deixa a experiência ainda mais bacana. A abordagem, o roteiro e até as locações.
Pouco da trama é explicado de cara e a gente tem que ir se virando ao longo da história. Mas para bom entendedor, meia palavra basta, né? O filme não é complexo, mas a história e a narrativa nos prendem às poltronas do cinema. Os efeitos são bem bacanas, merecendo destaque e atenção.
Vale ressaltar que o mais legal da experiência é que se trata de um filme em que poderíamos passar longe de alienígenas que continuaríamos compreendendo a mensagem central. Para quem não assistiu, corra, pois creio que a película não ficará em cartaz por muito tempo. Para quem assistitu, gostaria de saber de suas opiniões nos comentários.
Nossa nota? Um merecido 5 (nota máxima em nossas avaliações).
2 commentsUp! Um excelente filme
Outro dia, depois de muito tempo, fomos ao cinema. O filme escolhido não poderia ser mais apropriado para uma gostosa tarde de fim-de-semana: Up! em 3D. Definitivamente uma das melhores coisas – senão a melhor – que estreou nas salas do Brasil este ano.
A história é linda e tocante. Não vejo maneiras de uma pessoa com o mínimo de sensibilidade não se emocionar com a história de vida do Sr. Fredricksen em seu casamento e depois também em sua relação com o jovem e engraçado escoteiro Russell.
Diversão garantida para a família inteira. Para ver, rever e ver de novo.
No commentsQuem quer ser um milionário?
Assistimos outro dia este excelente filme. Gostamos bastante da trama e do roteiro, que realmente te prendem e te deixam com uma vontade tremenda de ver o que vai acontecer em seguida. A história é bem legal.
Bacana para conhecer algumas coisas da India que não conhecemos normalmente. Em alguns aspectos, deu mais vontade de visitar o país. Especialmente para conhecer os lugares pitorescos que são mostrados. Entretanto, há um outro lado que deixa a gente com um pé atrás sobre o país (a questão da desigualdade social e da miséria); mas creio que não seja nada muito diferente daquilo que estamos acostumados a ver no Brasil, né?

Enfim. Sobre o filme, muito bacana. Legal demais a seqüência de perguntas que levam ao prêmio e como as respostas se encaixam nas vidas dos protagonistas. É um filme muito legal, mas não o suficiente, em minha opinião, para ganhar o Oscar. Acho que A Troca (reportado anteriormente) seria uma escolha mais bacana. Mas acho que estou meio por fora, já que o filme com a Angelina nem foi indicado.
De qualquer forma, recomendamos muito que assistam “Quem quer ser um milionário”.
No commentsRafinha Bastos em BH – Nós fomos
Fomos à primeira sessão (foto abaixo tirada na sessão pelo próprio Rafinha) do stand-up do Rafinha Bastos em BH no domingo. O ingresso estava comprado há quase um mês e estávamos muito afim de ver o Rafinha aqui na cidade. Acompanho o Rafinha desde o tempo em que ele era apenas o dono da Página do Rafinha (a melô da pamonha é um clássico).

Ver o cara ao vivo contando suas piadas foi bem bacana. O espetáculo tem alguns momentos fracos, mas isso é normal. A experiência com o texto é – no geral – boa.
Infelizmente a experiência não foi completamente bacana em virtude do despreparo do pessoal do Minascentro.
A nota zero da noite fica para a organização do local do evento, o Minascentro. A sessão das sete começou com mais de meia hora de atraso. Obviamente isso deve ter impactado em atraso para a sessão das nove.
Incrível a incompetência do pessoal do Minascentro. Uma fila que dobrava o quarteirão – literalmente – e apenas um cara checando os ingressos na porta do teatro. Uma vergonha. Sem mencionar a falta de estrutura do entorno do local. Paramos o carro no estacionamento do teatro (que não comporta o volume de carros de um espetáculo de teatro) e ficamos abismados com a falta de opçòes seguras para estacionar lá. Ou era neste estacionamento, ou era na rua; sendo que há dois outros estacionamentos que ficaram fechados durante o evento. Perderam dinheiro. E a cidade perde.
Pra piorar, o mapa de ingressos estava invertido na hora da venda. Compramos antecipadamente um local que imaginávamos (pelo mapa que vimos na aquisição dos ingressos) que seria perto do palco; mas isso não aconteceu. Ou seja, a produção do evento em BH pecou muito.
2 commentsA troca – deveria ter vencido o Oscar
Embora cronológicamente atrasados, não podemos deixar passar a oportunidade (antes tarde do que nunca, não é?) de falarmos sobre o filme A troca, com a Angelina Jolie.

Creio ter sido a maior injustiça do Oscar deste ano este filme não ter vencido na indicação de melhor atriz e nem ter sido indicado na categoria de melhor filme. A história, embora inusitada, prende. Ainda mais quando vemos que foi baseado num fato real, o filme se torna ainda mais interessante. Uma pena os detalhes de violência, mas como fazem parte dos acontecimentos, não vejo outra maneira de mostrar as coisas. O filme mostra que o Clint Eastwood, além de um ótimo ator, é um excelente diretor (Sobre meninos e lobos já era um ótimo exemplo e estamos com muita vontade de assistir Gran Torino).
A impressão é que a Angelina Jolie se esforçou bastante para mostrar que é mais do que uma Lara Croft. Neste filme estava muito boa a sua atuação. Gostamos bastante mesmo. Pena que não venceu.
1 commentFilmes na TV
Neste último fim de semana assistimos a dois filmes água-com-açúcar na TV. Vestida para casar e PS. Eu te amo.
Bacaninhas. O Vestida para casar é, digamos assim, um pouco mais infantil, mas é boa diversão. Tira um pouco de onda com as fantasias femininas acerca da cerimônia do casamento, mas acaba por defendê-la acima de tudo.
O PS. Eu te amo cutuca um pouco mais, relembrando a transitoriedade da vida e a necessidade de viver o presente sem expectativas maiores que as necessárias.
É claro que ambos não fogem de alguns clichês, mas tudo dentro da normalidade. Notas 3 e 3,5 respectivamente.
No commentsAna Karenina
Veja trecho de Anna Karenina (de 1997) e ouça a maravilhosa trilha sonora
Em novembro terminei a leitura de Ana Karenina e, desde então, estou para escrever a respeito. Me esqueço ou acabo me desanimando, pois sei que não conseguirei postar nada à altura.
Mesmo assim, lá vai. Ana Karenina foi um dos melhores, ou o melhor, livro que já li. O romance é surpreendente porque, apesar de ser conhecido como o maior romance da literatura mundial cujo tema é o adultério, o texto não se resume, de maneira alguma, a este tópico.
Relacionar Ana Karenina apenas com o adultério é reduzir demais o conteúdo da obra, que aborda com destaque profundas questões existenciais. É claro que o assunto é uma constante, mas não é o único. O personagem Lievin é questionador e assume papel importantíssimo no decorrer da leitura. Li, inclusive, que Lievin seria o próprio Tolstói encarnado e, parando para pensar, bem que pode ser verdade. Ele assume um personagem que de secundário nada tem e assombra com suas dúvidas e percepções.
É tocante como Tolstói consegue passar em palavras as várias nuances do amor, do desejo, do ciúmes, da vingança, da fé e a minuciosa descrição da época e dos costumes a mim me agrada muito. Sei que tal característica da obra de Tolstói afugenta muita gente, ainda mais em uma época em que a falta de tempo é a tônica dos bate-papos, mas vale a pena dar-se esta oportunidade.
O clipe acima é do filme de 1997, ao qual, a propósito, assistimos hoje. A música é belíssima e os personagens charmosos, mas é óbvio que assistir ao filme não exime de ler o livro se você quiser realmente conhecer a história.
No commentsO dia (em) que a terra parou

Já tem um tempo que assistimos O dia (em) que a terra parou; mas a correria das férias (acreditem, isso existe) impediu que relatássemos o ocorrido aqui antes.
O filme é um remake (dentro das possibilidades) do original dos anos 1950. Digo dentro das possibilidades porque muita coisa é diferente do original (a cidade onde Klaatu desembarca no em 1951 é Washington e no filme atual é NY) e isso pode causar certo estranhamento aos puristas.
Nós, no entanto, gostamos do filme e recomendamos para quem quiser se divertir com um blockbuster de ficção.O final é um pouco decepcionante, devo confessar; mas pelo conjunto da obra, é um filme que merece uma boa avaliação e precisa ser assistido; afinal, ficção científica é como pizza, mesmo quando é ruim, é bom
Destaques positivos:
- O robozão que acompanha o Klaatu.
- John Cleese
- Excelentes efeitos especiais das seqüências de destruição e a sacada dos nanorobôs.
Destaques negativos:
- O enteado da Helen Benson, que é muito mal interpretado e retratado.
- A paradinha desnecessária no McMinhoca
- O final (queríamos que o Klaatu continuasse sua missão)
Sete vidas

Embora confuso nos primeiros minutos, Sete Vidas é um filme que se revela excelente e tocante. A sinopse, se lida isoladamente, soa até piegas, mas ao assistir a coisa sendo contada na tela do cinema a gente vê que a construção da trama convence e envolve.
Will Smith não para de surpreender com sua versatilidade e talento. Num dia ele é um piloto de caça na guerra do fim do mundo, em outro, um homem que se diz fiscal do imposto de renda se envolvendo com sete pessoas para mudar suas vidas. Gostamos bastante do filme que mostra uma história comovente com um desfecho muito bacana.
Uma pena a referência do nome não ser tão clara para nós. A tradução muda o sentido do título do filme, que originalmente se chama seven pounds e não faz referência direta às vidas das pessoas, mas sim uma espécie de “homenagem” ao mercador de veneza em função das sete ações (cada uma representando uma libra de carne, como no mercador eram cotadas as dívidas) que ele tem que fazer.
Em nossa escala de 0 a 5 este filme fica com um merecido 4.
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