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	<title>Em Geral &#187; Literatura</title>
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	<description>Um blog sobre todas as coisas Em Geral</description>
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		<title>Roverandom, de Tolkien</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jul 2010 16:08:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Há uns 2 anos, mais ou menos, temos em casa o livro Roverandom, do Tolkien, mas só agora, neste mês de junho, que fui lê-lo. E foi bem grata a leitura. Roverandom é um pequeno romance infantil que conta a história de Rover, um cãozinho que inadvertidamente morde as calças de um velho mago, que, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há uns 2 anos, mais ou menos, temos em casa o livro Roverandom, do Tolkien, mas só agora, neste mês de junho, que fui lê-lo. </p>
<p>E foi bem grata a leitura. Roverandom é um pequeno romance infantil que conta a história de Rover, um cãozinho que inadvertidamente morde as calças de um velho mago, que, furioso, o transforma em brinquedo.</p>
<p>Sendo um brinquedo mágico, Rover passa, então, a viver várias aventuras, primeiro voando até a lua, depois viajando dentro de uma baleia para as  profundezas do oceano.. Seu nome pelos companheiros de aventura? Roverandom. </p>
<p>Rover significa explorador em inglês (há outros significados como viajante e até vagabundo, mas explorador é o que serve como uma luva para o personagem) e o random significa aleatório. O cãozinho seria, portanto, um viajante errante, um explorador sem rumo, algo assim. </p>
<p>Vale fazer um parênteses para dizer que Tolkien escreveu Roverandom e  vários outros livros maravilhosos na mesma época em que Monteiro Lobato escrevia seus também excelentes romances infantis. E lendo a história de Rover lembrei-me muito de Lobato, de suas fantasias e sonhos. Ambos irretocáveis.  </p>
<p>Enfim, não deixem de ler Tolkien. Não percam a magia de seus contos de fadas e de seu particular mundo sobrenatural. Não haverá arrependimentos. </p>
<p> <img src='http://emgeral.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>A metamorfose  &#8211; Kafka</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 18:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre tive curiosidade em ler Kafka, especificamente sua Metamorfose, mas sempre achei que seria uma leitura difícil, penosa. Mais a mais, dei preferência a autores mais familiares, uns mais clássicos, outros mais populares. E Kafka ia ficando pelo caminho.. Num belo dia, por um acaso, Ele traz pra casa Oscar Wilde, Platão, Kant e&#8230; Kafka, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre tive curiosidade em ler Kafka, especificamente sua <a href="http://www.culturabrasil.pro.br/ametamorfose.htm" target="_blank">Metamorfose</a>, mas sempre achei que seria uma leitura difícil, penosa. Mais a mais, dei preferência a autores mais familiares, uns mais clássicos, outros mais populares. E Kafka ia ficando pelo caminho..</p>
<p>Num belo dia, por um acaso, Ele traz pra casa Oscar Wilde, Platão, Kant e&#8230; Kafka, pondo um fim ao antigo desejo.</p>
<p>Li <em>A Metamorfose</em>, <em><a href="http://mosaico.blogs.ie/2008/02/08/carta-a-meu-pai-de-franz-kafka/" target="_blank">Carta a meu pai</a></em> e o conto <em>O artista da fome</em>. Inicialmente  não compreendi nada do universo de Kafka. A Metamorfose é um livro pra baixo, depressivo. A linguagem utilizada é simples (pelo menos a tradução que li), porém seu conteúdo é tão denso que chega a causar mal-estar.</p>
<p>O que ocorre é que quem lê Kafka sem conhecer um pouco de sua biografia não entende bem as razões pelas quais há este peso em sua escrita. Depois que li um pouco a respeito de sua vida e também li <em>Carta a meu pai</em>,  pude compreender um pouquinho o espírito do escritor. Ele é um  atormentado pelas relações familiares e  descrente do homem. Como não poderia deixar de ser, tais características são refletidas em seus textos e seus leitores, bem, não ficam impunes.</p>
<p>Fato é que me assustei com Kafka, pelo menos  a princípio. Me pareceu muito frustado e surreal.  Mas agora, depois  que ingressei em seu universo nonsense, resta-me compreendê-lo e ler mais alguns de seus escritos. O Veredicto e O processo estão na minha lista.</p>
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		<title>Cultura: últimos livros lidos</title>
		<link>http://emgeral.com/2010/02/23/cultura-ultimos-livros-lidos/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 16:52:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ele</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Nestas férias de janeiro lemos um bocado. Eu li O Hobbit e Noturno durante o mês de janeiro, enquanto Ela leu O ensaio sobre a cegueira, Noturno e  Civilizações extraterrenas. Bem, sobre Noturno posso dizer que trata-se de um livro feito para virar filme. E tem tudo para virar um excelente filme. A história é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nestas férias de janeiro lemos um bocado.</p>
<p>Eu li <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Hobbit" target="_blank">O Hobbit</a> e <a href="http://www.trilogiadaescuridao.com.br/" target="_blank">Noturno</a> durante o mês de janeiro, enquanto Ela leu <a href="http://www.ensaiosobreacegueirafilme.com.br/" target="_blank">O ensaio sobre a cegueira</a>, Noturno e  <a href="http://www.cienciamao.if.usp.br/tudo/exibir.php?midia=liv&amp;cod=_civilizacoesextraterrenas" target="_blank">Civilizações extraterrenas</a>.</p>
<p>Bem, sobre Noturno posso dizer que trata-se de um livro feito para virar filme. E tem tudo para virar um excelente filme. A história é a primeira de uma trilogia de terror que trata do tema dos vampiros e de como eles (até o momento) estão conseguindo tomar conta do planeta. O texto é  bem dinâmico. Um verdadeiro e merecido best-seller escrito por Guillermo del Toro e Chuck Hogan que nos deixa curiosos do início ao fim. Diversão garantida com uma abordagem contemporânea bem interessante de um tema  fácil de virar cliché.  Nas mãos deles não virou, ainda bem.</p>
<p>O Hobbit é um clássico. A leitura é motivada pela notícia da produção do filme que <a href="http://portalcinema.blogspot.com/2009/06/guillermo-del-toro-fala-sobre-hobbit.html" target="_blank">conta com Guillermo del Toro</a> (um dos escritores de Noturno) na direção. Obra de leitura mais fácil e agradável do que a trilogia de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Senhor_dos_An%C3%A9is" target="_blank">O Senhor dos Anéis</a>, mas igualmente excitante, relata  as aventuras de Bilbo Baggins quando ele ainda era jovem. Ou seja: bem anterior aos acontecimentos de OSDA. Na minha opinião é um livro mais desleixado&#8230; Quem &#8211; como eu &#8211; leu OSDA mais de uma vez sempre acha uma ou outra incongruência entre as tramas. Nada que atrapalhe, mas mostrando nitidamente  que foram escritas de maneira independente.</p>
<p>Enfim, ficam as minhas indicações para quem gosta de ficção e terror: O Hobbit e Norturno.   <em>O ensaio sobre a cegueira</em> já foi analisado por mim em suas versões <a href="http://emgeral.com/2009/03/04/livros-de-janeiro-e-fevereiro/" target="_blank">livro</a> e <a href="http://emgeral.com/2008/10/14/ensaio-sobre-a-cegueira/" target="_blank">filme</a>. Agora deixo para Ela suas reflexões, como também acredito que o fará em relação ao livro do Issac Azimov, Civilizações extraterrenas.</p>
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		<title>O retrato de Dorian Gray</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 21:41:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[E o que falar, após de reler O Retrato de Dorian Gray? Difícil, pois são emblemáticas as  referências à obra e ao seu autor.  O que preciso consignar aqui no Emgeral é que a obra de Wilde é leitura obrigatória para os que gostam dos romances ingleses do século XIX e que a profundidade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E o que falar, após de  reler <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Retrato_de_Dorian_Gray" target="_blank">O Retrato de Dorian Gray</a>? Difícil, pois são emblemáticas as  referências à obra e ao seu autor.  O que preciso consignar aqui no Emgeral é que a obra de Wilde  é leitura obrigatória para os que gostam dos romances ingleses do século XIX e que a profundidade de sua escrita vai muito além da concisão de seus textos, observada em O retrato de Dorian Gray e em alguns de seus contos. Enfim, leitura mais que recomendada.</p>
<p>A propósito, mais uma refilmagem da história foi lançada no dia 09/09/09, na Inglaterra, e deve estrear no Brasil até o fim do ano. Pelo menos estas foram as informações que obtivemos.</p>
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		<title>A Cabana</title>
		<link>http://emgeral.com/2009/08/03/a-cabana/</link>
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		<pubDate>Mon, 03 Aug 2009 21:31:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre tive preguiça dos best-sellers. Indicam a compra voraz (e não a leitura) de livros que foram  bem trabalhados comercialmente. Vez por outra somos surpreendidos, como em A cidade do Sol e Princesa, mas a regra, pelo menos ao meu sentir, é que são um misto de cópia e enganação. Falo isso porque acredito que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre tive  preguiça dos best-sellers. Indicam a compra voraz (e não a leitura) de livros que foram  bem trabalhados comercialmente. Vez por outra somos surpreendidos, como em <a href="http://emgeral.com/2008/04/18/a-cidade-do-sol-nota-maxima/" target="_blank">A cidade do Sol</a> e <a href="http://emgeral.com/category/literatura/" target="_blank">Princesa</a>, mas a regra, pelo menos ao meu sentir, é que são um misto de cópia e enganação.</p>
<p>Falo isso porque acredito que devemos ler os clássicos. Afinal, são eles que nos darão as bases para verificar a grandeza &#8211; ou não &#8211; de uma obra recente. Pois se perpetuaram por décadas, séculos, milênios, sendo por inúmeras vezes analisados, interpetrados e, porquê não, testados. E se se mantiveram vivos ou são definitivamente bons ou úteis ou questionadores ou  simplesmente influenciaram sua época, por qualquer motivo que seja.</p>
<p>Na minha opinião não estamos lendo os clássicos como deveríamos. E os livros comerciais estão tomando conta. Enfim, tudo isto   apenas para dizer que o livro <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Cabana" target="_blank">A Cabana</a>, um dos atuais best-sellers no país, não é o que andam falando por aí. É um livro bacana, de leitura fácil, mas de raro não tem absolutamente nada.</p>
<p>A história é previsível e em muitos momentos os personagens da trindade cristã parecem  infantis. Mas é aquela história: junte família,  crime, sofrimento, depressão, Jesus, Deus, perdão e redenção que você terá a atenção  de muita gente. É assim desde que o mundo é mundo.</p>
<p>E o mais engraçado de tudo é que já tem um monte de gente &#8211; <a href="http://www.youtube.com/watch?v=XBaVvAx03nU" target="_blank">vide este vídeo, em inglês</a> &#8211; chamando o escritor William P. Young de herege, que ele teria afrontado a figura da santíssima trindade etc etc etc.</p>
<p>Bom, sem querer dar nenhum palpite a respeito, pois a mim isto definitivamente não interessa, finalizo dizendo que o livro é, digamos, razoável, interessante no ponto em que toca nas razões do  comportamento  do assassino e no benefício do perdão para quem o dá. Mas apenas isto.</p>
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		<title>Livros de janeiro e fevereiro</title>
		<link>http://emgeral.com/2009/03/04/livros-de-janeiro-e-fevereiro/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Mar 2009 13:27:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ele</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Janeiro e fevereiro foram meses de relativo descanso e muita leitura. Gostei bastante de ler, em janeiro, o livro &#8220;Uma breve história do mundo&#8220;. O texto é simples e bem direto. Informa sem ser profundo ou científico demais. Leitura agradável para descobrir  coisas que achávamos que sabíamos mas, quando lemos, vemos que não foram bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Janeiro e fevereiro foram meses de relativo descanso e muita leitura.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-756" title="bhm" src="http://emgeral.com/wp-content/uploads/2009/03/bhm.png" alt="bhm" width="127" height="182" /></p>
<p>Gostei bastante de ler, em janeiro, o livro &#8220;<a title="Ed. Fundamento" href="http://loja.editorafundamento.com.br/lstDetalhaProduto.aspx?pid=111">Uma breve história do mundo</a>&#8220;.</p>
<p>O texto é simples e bem direto. Informa sem ser profundo ou científico demais. Leitura agradável para descobrir  coisas que achávamos que sabíamos mas, quando lemos, vemos que não foram bem assim durante o desenvolvimento da humanidade.</p>
<p>Bem interessante o destaque dado no livro ao desenvolvimento das navegações e da formação das potências que conhecemos hoje.</p>
<p>Uma das coisas que eu achava que sabia mas fiquei sabendo de verdade foi a origem de vários alimentos e sobre as características das civilizaçòes romana, grega e também sobre os astecas, maias e incas. Enfim, leitura bem interessante que me envolveu durante o primeiro mês do ano.</p>
<p>Em fevereiro a leitura foi a do &#8220;<a title="Wikipédia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ensaio_sobre_a_Cegueira">Ensaio sobre a cegueira</a>&#8220;, do Saramago. Foi o primeiro livro que li do autor; confesso que comecei a leitura com certa preguiça, em virtude da <a title="O filme é ruim" href="http://emgeral.com/2008/10/14/ensaio-sobre-a-cegueira/">minha experiência com o filme</a>. Novamente, confirmou-se o óbvio: o filme é uma droga e o livro é bacana. Tive muito menos impressões chatas do livro, se comparadas às impressões que tive do filme. No livro, é bem mais fácil entender o que acontece com aquelas personagens, em especial a mulher do médico. Bem interessante, embora torne a leitura chata de quando em vez, ver os artifícios do autor de escrever sem dar nomes às personagens e usando um esquema de organização do texto diferente. Interessante ressaltar que muito mais coisa acontece com a rapariga de óculos escuros, o velho e o médico do que é mostrado no filme. Além disso, as partes onde há a troca de alimento por sexo com as mulheres, embora extensivamente descritas no livro, são menos nojentas do que no filme. Ou seja: foi uma boa leitura.</p>
<p>Para março, já iniciei a leitura de &#8220;<a title="Ed. Fundamento" href="http://loja.editorafundamento.com.br/lstDetalhaProduto.aspx?pid=383">Uma breve história do século XX</a>&#8220;; que tem mostrado o Geoffrey Blainey interesante e mais leve / simples / palatável que o já lido (por mais de uma ocasião) &#8220;<a title="Wikipédia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Era_dos_Extremos">Era dos extremos</a>&#8220;, do Hobsbawn.</p>
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		<title>Ana Karenina</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jan 2009 17:41:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro, Cinema e TV]]></category>

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		<description><![CDATA[Em novembro terminei a leitura de Ana Karenina e, desde então, estou para escrever a respeito. Me esqueço ou acabo me desanimando, pois sei que não conseguirei postar nada à altura. Mesmo assim, lá vai. Ana Karenina foi um dos melhores, ou o melhor, livro que já li. O romance é surpreendente porque, apesar de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/EMZCM8Tv2qg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/EMZCM8Tv2qg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0xe1600f&amp;color2=0xfebd01" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Em novembro terminei a leitura de <a href="http://www.livrosparatodos.net/livros-downloads/ana-karenina.html" target="_blank">Ana Karenina</a> e, desde então, estou para escrever a respeito. Me esqueço ou acabo me desanimando, pois sei que não conseguirei postar nada à altura.</p>
<p>Mesmo assim, lá vai. Ana Karenina foi um dos melhores, ou o melhor, livro que já li. O romance é surpreendente porque, apesar de ser conhecido como o maior romance da literatura mundial cujo tema é o adultério, o texto não se resume, de maneira alguma, a este tópico.</p>
<p>Relacionar Ana Karenina <em>apenas</em> com o adultério é reduzir demais o conteúdo da obra, que aborda com destaque profundas questões existenciais. É claro que o assunto é uma constante, mas não é o único. O personagem Lievin é questionador e assume papel importantíssimo no decorrer da leitura. Li, inclusive, que Lievin seria o próprio Tolstói encarnado e, parando para pensar, bem que pode ser verdade. Ele assume um personagem que de secundário nada tem e assombra com suas dúvidas e percepções.</p>
<p>É tocante como Tolstói consegue passar em palavras as várias nuances do amor, do desejo, do ciúmes, da vingança, da fé e a minuciosa descrição da época e dos costumes a mim me agrada muito. Sei que tal característica da obra de Tolstói afugenta muita gente, ainda mais em uma época em que a falta de tempo é a tônica dos bate-papos, mas vale a pena dar-se esta oportunidade.</p>
<p>O clipe acima é do filme de 1997, ao qual, a propósito, assistimos hoje. A música é belíssima e os personagens charmosos, mas é óbvio que assistir ao filme não exime de ler o livro se você quiser realmente conhecer a história.</p>
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		<title>O Encantador de Cães</title>
		<link>http://emgeral.com/2008/12/19/o-encantador-de-caes/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Dec 2008 18:55:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro, Cinema e TV]]></category>

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		<description><![CDATA[Há dois meses,  mais ou menos, eu e Ele temos assistido, às terças-feiras às 22:00hs, no Animal Planet, Cesar Milan e seus clientes problemáticos. Para quem não o conhece, ele é autor do livro O Encantador de Cães, cuja resenha fora muito bem feita pelo pessoal da Bitcão. Pra quem cria cães, recomendo fortemente a leitura desta obra. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há dois meses,  mais ou menos, eu e Ele temos assistido, às terças-feiras às 22:00hs, no Animal Planet, Cesar Milan e seus clientes problemáticos.</p>
<p>Para quem não o conhece, ele é autor do livro O Encantador de Cães, cuja <a href="http://www.bitcao.com.br/cachorro-63.htm" target="_blank">resenha</a> fora muito bem feita pelo pessoal da Bitcão.</p>
<p>Pra quem cria cães, recomendo fortemente a leitura desta obra. E os casos mostrados na tv também são bastante interessantes; ilustram muito bem os ensinamentos de Cesar.</p>
<p>Inicialmente, Cesar Milan conta um pouco de sua vida, relata sua trajetória como  imigrante ilegal nos EUA e de como seus conhecimentos no trato com os cães fizeram com que ele caísse no gosto das celebridades americanas.</p>
<p>Ophra  e Will Smith foram seus clientes e daí em diante as portas do sucesso se abriram para Cesar. Estou pensando se o livro pode ser incluído no ramo editorial da <em>auto-ajuda</em>. Bem, acho que não. É boa parte autobiográfico e, posteriormente, bate na tecla de que devemos tratar os cães como cães e não como crianças, fornecendo excelentes noções de matilha, dominância e submissão caninas.</p>
<p>Não são fornecidas dicas de como se deve fazer em casos concretos, ou seja, não é um livro de adestramento. Cesar pretende te fazer entender a real natureza de seu bicho de estimação  e de como o animal pode ser infeliz  se alijado de suas necessidades básicas.</p>
<p>Enfim, apesar de ser um daqueles best sellers dos quais normalmente desconfiamos, a leitura é agradável e muito, mas muito útil a quem possui cães e deseja &#8211; sem egoísmos &#8211; que os mesmos sejam apenas felizes.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Amor de cão, de Marjorie Garber</title>
		<link>http://emgeral.com/2008/10/20/amor-de-cao-de-marjorie-garber/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 12:38:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Há  poucos anos li o livro Amor de Cão, de Marjorie Garber, e sempre me esqueço de escrever a respeito. Hoje, arrumando umas coisas, achei umas anotações. O livro é interessante, apesar de monótono em alguns capítulos. Citar trechos de livros não é o objetivo deste blog, mas há certas partes da obra de Marjorie [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há  poucos anos li o livro <a href="http://www.editoras.com/record/050534.htm" target="_blank">Amor de Cão, de Marjorie Garber</a>, e sempre me esqueço de escrever a respeito. Hoje, arrumando umas coisas, achei umas anotações. O livro é interessante, apesar de monótono em alguns capítulos.</p>
<p>Citar trechos de livros não é o objetivo deste blog, mas há certas partes da obra de Marjorie que nos fazem refletir profundamente e, por isso, tomo a liberdade de transcrevê-las aqui. Por exemplo, quando a autora se questiona de quem é a vida do cão, cita Laika, a famosa &#8220;astronauta&#8221;:</p>
<blockquote><p>&#8220;Em novembro de 1957, Laika, uma cadela mestiça de tamanho médio, tornou-se a primeira criatura terrestre viva a viajar no espaço. Fotografias de sua cara sorridente em um arreio que parecia um capacete e da rede de fios que monitoravam suas respostas apareceram nos jornais do mundo todo e milhões de votos de felicidades acompanharam sua jornada na Sputinik 2. Logo ficou claro, no entanto, que ela não iria voltar.</p>
<p>Laika latiu, flutuou sem peso no espaço, comeu alimentos que tirava da máquina e, depois de uma semana, quando o ar da cabine se esgotou, morreu.&#8221;</p></blockquote>
<p>Em outro momento, faz uma digressão histórica a respeito da responsabilidade penal canina, relatando-nos o seguinte e absurdo caso:</p>
<blockquote><p>&#8220;Quatrocentos anos atrás, em 1595, na cidade de Leiden, um cachorro mordeu uma criança com tamanha gravidade que ela morreu. O cão foi condenado à forca e seu corpo &#8216;arrastado numa carroça até o local do patíbulo&#8217; onde deveria &#8216;permanecer pendurado no cadafalso a fim de intimidar todos os outros cachorros&#8217;. A ata do tribunal garantia aos leitores que a condenação &#8216;originou-se da confissão do próprio prisioneiro, feita por ele sem o uso de tortura ou grilhões de ferro&#8217;.</p></blockquote>
<p>O <a href="http://veja.abril.com.br/131200/p_228.html" target="_blank">livro de Marjorie Garber</a> tem partes bem curiosas. Em um de seus capítulos, explica que nosso envolvimento com os cães é basicamente cultural, o que significa que os porcos bem poderiam fazer as vezes dos peludos. E não duvide, porque eu mesma conheço quem tem uma porquinha tão inteligente como nossos cachorros &#8211; e tão carismática e adorável que se livrou definitivamente da panela.</p>
<p>A propósito, sobre os galgos, utilizados em corridas de competição nos EUA,  são, segundo o livro, bastante judiados; se não vencem, são maltratados e, como são marcados como gado, tem partes do corpo mutiladas para quando forem abandonados não terem suas origens identificadas.</p>
<p>O lado bom da coisa é que existem alguns grupos de resgate que se mantêm ocupados encontrando novos lares para os corredores abandonados e os cães que sequer conseguiram chegar às pistas.</p>
<p>Outro ponto do livro que causa certa aversão é a que nos lembra que na China, Coréia e algumas outras localidades mundo afora, a carne de cão é bastante apreciada. O que é interessante é a fala de um local:</p>
<blockquote><p>&#8220;Sim, ainda estamos comendo cachorros na China. Qual é o problema?, escreveu James Piao, que viveu nos EUA por sete anos, para o The New York Times. &#8220;A América foi um país perfeito pra mim, exceto por uma coisa: eu sentia falta da carne de cachorro que tinha em casa&#8221;. Piao tinha curiosidade em saber porque os americanos, tão ávidos no consumo de carne bovina, estabeleciam uma diferença tão radical entre um animal e outro. &#8220;Uma espécie animal desfruta mais direitos do que outra?&#8221;, perguntava. &#8216;Não sinto vergonha de comer cachorro. Tenho uma cor de pele diferente. Falo uma língua diferente e venho de uma cultura diferente&#8221;.&#8221;</p></blockquote>
<p>No Vietnã ainda comem carne de cachorro, considerado um animal inútil, de manutenção cara. De fato, num país endurecido pela guerra e pela fome, o cão será o primeiro a ser sacrificado. Coréia e Filipinas também mantém fazendas de cães em territórios isolados.</p>
<p>É uma pena, mas os cães não são apenas cultuados ou degustados, mas também, em algumas partes do mundo, aviltados como símbolos de tudo o que é sujo e degradante.</p>
<p>Finalizando, citei algumas partes do livro que me marcaram, mas a obra não é um poço de tragédias. Pelo contrário, como se pode verificar pelos links que adicionei, cita e explica aspectos fantásticos do relacionamento homem/animal, relata sobre a vida de cães célebres e mostra, acima de tudo, detalhadamente, como a existência destas criaturas pode nos fazer muito, mas muito mais felizes.</p>
<p>Recomendo a leitura.</p>
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		<title>O Poder das Emoções</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jul 2008 11:18:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes de ler Princesa, tinha lido O Poder das Emoções, do psiquiatra Galeno Procópio M. Alvarenga e sobre ele não poderia deixar de comentar. O livro é bastante interessante e nos faz pensar em quanto a racionalidade humana é muito mais mito que realidade e que as emoções são as verdadeiras guias do cotidiano. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de ler <a href="http://conexaooriente.wordpress.com/2007/08/30/princesa/" target="_blank">Princesa</a>, tinha lido <a href="http://www.robertazampetti.com.br/pagina_abre.asp?id=125&amp;area=10" target="_blank">O Poder das Emoções</a>, do psiquiatra Galeno Procópio M. Alvarenga e sobre ele não poderia deixar de comentar.</p>
<p>O livro é bastante interessante e nos faz pensar em quanto a racionalidade humana é muito mais mito que realidade e que as emoções são as verdadeiras guias do  cotidiano. A explicação sobre os neurotransmissores é bem legal e a gente acaba por entender melhor o que observa no dia-a-dia, por exemplo, como eles funcionam trazendo as boas sensações quando do dever cumprido.</p>
<p>Segundo o autor,  &#8220;lançando mão das chatices da vida, você poderá receber sua quota de dopamina e noradrenalina. Assim, através desse alimento milagroso, fácil e barato, você irá domar e acalmar  seu exigente organismo&#8221;.  Ou seja, concretamente: &#8220;tome mais banhos frios, faça mais regime, enfrente tarefas duras e complicadas, procure outras e outras tarefas chatas e desagradáveis, tudo isso o tornará &#8216;feliz, bem feliz&#8217;&#8230;&#8221;</p>
<p>A explicação do psiquiatra para tais sugestões é a seguinte: ao iniciarmos a ação desagradável, como, por exemplo, ir ao banco pagar uma conta, o cérebro identifica e percebe que já estamos caminhando para pôr fim ao mal-estar proveniente do não pagamento. &#8220;Sentimos que os atos desagradáveis possivelmente irão terminar, pois estamos agindo conforme o roteiro estabelecido para isso&#8221;. E se o indivíduo não realiza a ação desagradável, outros <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Neurotransmissor" target="_blank">neurotransmissores</a>, contrários às ações tranquilizantes da dopamina ou noradrenalina serão produzidos, criando um desequilíbrio perturbador.</p>
<p>Enfim, o autor explica como funcionam os neurotransmissores, resumindo que a dopamina e a noradrenalina são os estimulantes de todos os seres vivos e devido a eles readaptamos todo o tempo o estado desarmônico do organismo (em razão de fatores internos ou extermos).</p>
<p>Bem, falei sobre um capítulo específico; a obra aborda vários outros assuntos, valendo citar, a título de ilustração, um trecho da contracapa:</p>
<p><em>&#8220;Por motivos históricos, nossa cultura endeusou a razão, deixando de lado a emoção; não sei o motivo de tanta antipatia. Muitas vezes deixamos de lado nossos preconceitos contra as emoções e, por instantes, elogiamos os que apreciam o belo, a arte, os amantes, os que sorriem ou sofrem. Portanto, convivemos, respeitamos e somos sensibilizados pelas emoções, mas, no fundo, as repudiamos, pois ocupam um lugar secundário em nossa vida. Essa idéia é errada.</em></p>
<p><em>Os indivíduos que estão amando, tristes ou raivosos, não escolheram ou decidiram estar assim. As emoções ocorrem sem nossa vontade ou desejo. Elas são detonadas em virtude da ativação de circuitos e núcleos neurais&#8230;</em></p>
<p><em>Culturalmente, de um modo implícito, muitas vezes explícito, atacamos (com bastante raiva) a ira dos outros e, também, aplaudimos o amor da pessoa à humanidade ou a um simples indivíduo. Mas esta emoção produtora da ação &#8211; amar ao próximo &#8211; não foi escolhida, ela nos ocorre naturalmente. </em></p>
<p><em>O livro procura mostrar que frequentemente somos mais comandados por nossas emoções (irracionalidade: raiva, paixão) que pelas razões. Somos, por mais que acreditemos no oposto, mais idiotas que inteligentes&#8230;&#8221;<br />
</em><br />
É isso aí: gostei bastante do livro. Vale para quem deseja conhecer um pouquinho de como as emoções atuam no pensamento e na avaliação do comportamento humano, numa linguagem acessível para leigos como eu.</p>
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