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Férias na Bahia – Capital
Não é segredo que nossas férias estavam programadas para serem na Argentina, mas imprevistos acontecem e a gente acabou por escolher um destino mais quentinho. E, no fim das contas, a temperatura até que estava tolerável. O calor não nos incomodou.
E foi bom demais, pois nenhum de nós dois conhecia a Bahia. Tivemos a oportunidade de ficar uns dias em Salvador e, depois, para relaxar da cidade grande, fomos para a Praia do Forte.
Então, estas fotos são de Salvador. A quarta é do Elevador Lacerda, que une a cidade baixa à cidade alta e a quinta é vista geral do mercado modelo, que fica pertinho da saída do elevador, na parte antigona da capital.
É apenas uma grande pena que Salvador esteja tão abandonada: a parte velha da cidade (ainda não estou falando do Pelourinho) está caindo aos pedaços. Dá um certo embaraço ver os turistas em meio a tanta sujeira, a tantos prédios literalmente caindo aos pedaços.
Mas, enfim, visitamos muito de Salvador, de carro e a pé. O trânsito é bem caótico – consegue ser pior que o de BH – e a pouca distribuição de renda salta aos olhos.
Nada disso, claro, tirou o brilho do nosso passeio. Conhecer lugares novos sempre é uma alegria e não há nada melhor do que ficar por conta do atôa.





Gripe suína nas férias dos outros é refresco
Tem horas em que a gente se pergunta o que fez de errado pra ser tão fechado. Afinal de contas desde o ano passado imaginávamos passar as férias de julho na Argentina. Estivemos na Bolívia, no Chile e, desde então, estamos com muita vontade de percorrer toda a América Latina. Nestas férias iríamos à Argentina e ao Uruguai.
Eu sei que ninguém tem culpa do vírus existir (pelo menos ainda não provaram), mas é o fim da picada querer ir pra determinado lugar e chegar à conclusão de que você tem restrições – sérias restrições. Parece ficção.
Sim, estou sendo mais do que egoísta ao reclamar da gripe. Principalmente em razão das mortes já registradas. Mas meu compromisso neste momento não é ser politicamente correta, mas desabafar a frustação de ter que modificar os planos definidos há mais de um ano.
O pior é que a saída, por ora, é ir a lugares quentes, onde a chance de contrair qualquer vírus que seja se reduz um pouco. Só não sei como ficará nossa promessa de não sair de Belo Horizonte em julho para pegar calor em outros lugares. Este clima fresquinho começa a ficar raro por aqui..
2 commentsPresentes bacanas

Em nossa viagem ao Chile, no ano passado, tivemos a oportunidade de conhecer lugares muito legais e experimentar coisas novas. Usamos bastante o guia do pessoal dO Viajante sobre o país. O livro é muito bom, como falamos aqui; pena que algumas pessoas não conseguem achá-lo facilmente para comprar… Entretanto, foi justamente esta dificuldade em comprar o guia que fez com que uma leitora de nosso blog nos procurasse em busca de uma cópia. De imediato nos prontificamos a ajudá-la. Infelizmente, não pudemos doar nosso livro original, por estar faltando páginas e com muitos rabiscos pessoais, mas conseguimos outra cópia e despachamos para ela.
Sua viagem foi, pelo relato, muito bacana. Ela passou pela Argentina, Chile e Uruguai. Vimos as fotos e ficamos com a maior saudade de Santiago e ainda com mais vontade de conhecer o sul do país (em nossa viagem, optamos pelo norte). Já estávamos muito felizes em poder ter ajudado alguém em sua viagem; mas isso ainda não estaria finalizado… Poucos dias depois de vermos as fotos da nossa leitora na web ela nos enviou dois presentes bem bacanas, direto do Ushuaia; é a foto deles que ilustra este post.
Saldo final: ficamos ainda mais felizes em poder colaborar…
Frutos do cerrado brasileiro
Bom, pelo menos por enquanto, este é nosso último post sobre a Chapada dos Veadeiros e, claro, sobre o cerrado brasileiro. Nele gostaríamos de apresentar para quem ainda não conhece a Sorveteria Frutos do Cerrado e uma pequena frutinha prima do caju, o cajuí.
Bom, sobre a Frutos do Cerrado, a vimos pela primeira vez na cidade de Coromandel. Mas, por uma série de fatores, não tivemos tempo nem oportunidade de ir experimentar os sorvetes. Depois, passamos por Brasília, mas também lá não a encontramos.
Foi com surpresa que, em razão do tal Encontro Multicultural que ocorria em São Jorge, nos deparamos com uma barraquinha improvisada da sorveteria e, claro, experimentamos alguns sorvetes.
Como podem ver, tomamos (e aprovamos) os sorvetes de jaca, pequi, cajamanga e araticum. Eu achei o de jaca um pouquinho enjoativo, apesar de gostar da fruta. O de pequi é bem especial e o de cajamanga é delicioso, bem azedinho.
O sorvete de araticum, por sua vez, é bem saboroso. É como se você estivesse comendo os pedacinhos da fruta que, no cerrado mineiro, também é conhecida por “cabeça de nêgo”.
Adoramos tudo o que provamos, só lamentando que não tivemos tempo de testar os inúmeros outros sabores. Ao retornarmos a BH, todavia, tivemos nossa tristeza aplacada, pois soubemos que aqui também há Frutos do Cerrado. Pois é, estávamos desatualizados em relação a isto, o que é inadmissível!
Enfim, ainda não tivemos oportunidade de visitar a nossa Frutos do Cerrado, mas avisaremos quando o fizermos.
Neste post também mostramos o cajuí, um fruto que apresenta as mesmas características do caju velho de guerra. A diferença está mesmo no tamanho e no fato de que o delicado cajuzinho é, como milhares de outros alimentos, um fruto do cerrado, a segunda mais rica formação vegetal brasileira em variedade biológica.
Estes cajuís margeavam nossa trilha por dentro do Parque da Chapada dos Veadeiros e foram, obviamente, deixados em seu devido lugar.
20 commentsJá comeu paçoca de carne? E de soja?
Coisa gostosa foram as paçocas de carne e de soja que comemos em São Jorge, Goiás. A de carne tinha bem mais carne que farinha e um temperinho muito do bom. Nos foi vendida na porta de uma casa da vila, demonstrando como o turistmo pode ser um excelente ganha-pão.
A de soja foi vendida na feira montada para as comemorações do Encontro Multi Étnico que ocorria na cidade e era caprichada no coentro. Eu adoro coentro e com a soja realizou-se um perfeito casamento.
Ele já não é muito fã, mas creio seja um pouco de preconceito com esta erva cheirosa, originária do Egito (quem diria, jurava que era baiana!). Bem, como alguém pode não gostar de coentro? Pra mim, era perfeita apenas em peixes e em saladas. Agora também na paçoca de soja.
Mas, enfim, deliciosas as paçocas, que representam bem a comida do tropeiro, do homem rústico do cerrado. Conservam-se bem por um bom tempo fora da geladeira e são uma verdadeira refeição.
No commentsCandombá, a flor do cerrado
Dentre as inúmeras espécies da flora do cerrado brasileiro, esta bela planta de flor lilás nos impressionou. As pétalas coloridas reinavam quase que absolutas dentro do Parque da Chapada dos Veadeiros; caminhávamos um pouco e, ôpa, lá estavam mais algumas dezenas delas.
Nosso guia nos mostrou, outrossim, que o seu caule libera uma seiva que entra facilmente em combustão. Esta resina é vista com facilidade na planta: é grossa, escura e, infelizmente, faz com que as queimadas se propaguem com facilidade na região.
Brincou o guia que os garimpeiros tiram uma onda com a resina do candombá, dizendo que ela é o seu filtro solar. Imagine só.
No commentsVale da Lua – Chapada dos Veadeiros
Nosso último passeio na Chapada foi ao Vale da Lua, um lugar bem curioso onde as pedras do rio foram arredondamente moldadas pela água. Fica em área de fácil acesso e, mais uma vez, deve-se acordar cedo para visitar o local. Quando já o deixávamos chegou um ônibus lotado lotado.
Para quem não conhece a região, vai a dica de que este Vale fica fora do Parque, em terras de particulares, que estão a cobrar R$ 5,00 por pessoa. No estacionamento forjado na entrada do Vale há algumas barraquinhas onde se encontra de milho verde a cerveja. Pois é, como já disse, chegue bem cedinho no local e desfrute do sossego enquanto é tempo.
Cachoeira Morada do Sol – Chapada dos Veadeiros
Além da visita ao Parque Nacional, há muito (muito mesmo) o que se ver/fazer na Chapada dos Veadeiros.
Esta é a cachoeira Morada do Sol, propriedade privada onde se entra pagando uma pequena taxa. É um bom lugar para ir com crianças e pessoas que não tenham possibilidade de fazer grandes caminhadas, já que o carro fica estacionado perto das quedas d´água.
Gostamos muito deste lugar também, mas se você o visitar em época de férias ou em finais de semana prolongados tome o cuidado de ir bem cedo pela manhã, pois a quantidade de visitantes que aparece lá pelas 11 da manhã pode ser bem irritante.
Enfim, não há o que se fazer em relação a isto, pois todos querem se divertir. Apenas acorde bem cedo e tome o seu rumo.
A propósito, achei um post sobre 10 programas na Chapada para quem não quer ou não pode se desgastar fisicamente. Achei interessante e, portanto, digno de nota.
No commentsSegundo banho no Parque da Chapada dos Veadeiros
Após o lanche e os nados no segundo salto seguimos adiante. Andamos mais uns 40 minutos e nos deparamos com mais uma grande piscina. Claro que não dava pra passar em branco e caímos n´água mais uma vez. Nesta área a água estava bem mais quentinha. Porque a região é mais descampada e estava no auge do calor também; só sei que foi bom demais.
Eu já falei que não é muito bacana dividir o guia com pessoas desconhecidas. Pois então: imagine você nadando em um belo lugar como este, divertindo-se com o marido, namorado, filhos, amigos, e alguém com quem você dividiu o guia, do nada, encasqueta de ir embora. Não rola.
No commentsPrimeiro banho no Parque da Chapada dos Veadeiros
Este aí da foto é o segundo salto da trilha que fizemos, a dos saltos. A outra (como já disse, o turista só pode percorrer duas trilhas determinadas) é a trilha dos canions.
Bem, este lugar é delicioso. Porque a piscina, apesar da friagem da água, é perfeita. É grande, tem profundidade em alguns pontos e, bem, é avistada naquele momento em que a caminhada já te fez ter fome e calor suficientes.
Então, fizemos uma longa parada neste salto de 80 metros. Lanchamos e depois caimos nágua. Verdade é que caí primeiro; Ele estava super resistente a banhar-se, já que a água estava geladíssima (era julho, diga-se). Mas depois da minha insistência e amolação ele se rendeu e nadamos bastante. Bom demais.
























