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Segundona atípica

Normalmente as segundas-feiras são dias de arrumação doméstica. Faço comida, ponho roupa pra lavar, coloco os meninos para fazerem o para casa da sexta-feira.. não saímos muito de casa às segundas-feiras pela manhã. Mas hoje resolvi mudar um pouco e fomos passear logo que as tarefas escolares ficaram prontas.

Eu tinha algumas comidinhas prontas na geladeira e então resolvi passar a manhã com os meninos no clube. Eles não quiseram nadar, então fizeram trabalhos manuais, correram no brinquedão… enquanto isso eu coloquei a leitura de “Os demônios” em dia.

A manhã foi super tranquila e agradável. Nada como dar espaço e atividade às crianças. 🙂

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Pequena biografia de Dostoiévski

Dostoiévski nasceu em 30 de outubro de 1821, num hospital para indigentes onde seu pai trabalhava como médico. Ele era o segundo dos sete filhos nascidos do casamento entre Mikhail Dostoievski e Maria Fiodorovna. A mãe do escritor morreu em 1837, de tuberculose e, no ano seguinte, Fiódor ingressa na Escola de Engenharia Militar de São Petersburgo, onde aprofunda conhecimentos das literaturas russa, francesa e outras. Em relação a seu pai, vários textos dizem que foi assassinado em 1838, pelos próprios servos de sua propriedade rural, que o consideravam autoritário. Alguns biógrafos afirmaram que foi quando Dostoievski teve sua primeira crise epilética. Joseph Frank, famoso biógrafo de Dostoiévski, diz haver provas de que o pai dele teria morrido, na verdade, de um AVC e que os boatos em contrário foram propagados para diminuir o preço da propriedade dos Dostoiévski, pela qual um vizinho mostrava interesse. Tal hipótese é pouco aceita pelo que percebi de minhas buscas e leituras.

Em 1844, com apenas 23 anos e pais já falecidos, abandona a carreira militar e escreve seu primeiro romance, Gente Pobre, publicado em 1846, com grande recepção da crítica.  Desde esta época começa a contrair algumas dívidas e a sofrer de uma enfermidade nervosa, frequentemente confundida com sua epilepsia, que começou a se manifestar muitos anos mais tarde.

É acusado de  frequentar círculos revolucionários de Petersburgo e, em 1849  – com 28 anos -, é preso e condenado à morte. No último minuto, entretanto, teve a pena comutada para 4 anos de trabalhos forçados, seguidos por prestação de serviços como soldado na Sibéria. Tal experiência foi retratada no livro Recordação da casa dos mortos (publicado em 1961), uma coleção de fatos e eventos ligados à vida nestas prisões.

Façamos um adendo para explicar que Nicolau I, imperador Russo da época, era extremamente conservador e seu reinado foi marcado por uma grande expansão territorial, repressão de dissidentes, estagnação econômica, políticas ruins de administração, burocracia e guerras frequentes. Enquanto isso,  a Europa ocidental estava em polvorosa. Era justamente o período das Revoluções de 1848 (Primavera dos povos), série de revoluções que eclodiram principalmente em razão de regimes governamentais autocráticos, de crises econômicas e da falta de representação política das classes médias, dentre outras.

Influenciados pelas Revoluções de 1848, um grupo de intelectuais progressistas (dentre eles Dostoiévski) começou a se reunir e, apesar de não terem um ponto de vista uniforme sobre questões políticas (o organizador era Mikhail Petrashevski, um seguidor do socialista utópico francês Charles Fourier), a maior parte deles se opunha à autocracia do Tsar e ao sistema de semi-servidão. Este grupo ficou conhecido como o Círculo Petrashevski e foi oficialmente proibido pelo governo do czar Nicolau I, que o confundiu com uma organização subversiva revolucionária. O círculo foi banido em 1849 a seu mando, seus membros foram detidos e alguns fuzilados.

O Círculo Petrashevski era dedicado principalmente à discussão das condições de vida na Rússia, centrada nas obras da imensa biblioteca de obras proibidas de Petrashevsky, obras que, segundo os registros da sociedade, Dostoiévski consultou em várias ocasiões. Na verdade, Dostoiévski não ia às reuniões do Círculo há mais de três meses quando foi preso, e participava realmente de uma organização radical liderada por Nikolai Spechniev, radical que se tornaria o protótipo para Nikolai Stavróguin, protagonista de Os Demônios. Essa organização, porém, não foi descoberta pelas autoridades e sua existência só veio a público em 1922.[17]

Em 23 de abril de 1849, ele e os outros membros do Círculo Petrashevski foram presos. Dostoiévski passou oito meses na Fortaleza de Pedro e Paulo até que, em 22 de dezembro, a sentença de morte por fuzilamento foi anunciada. Em 23 de dezembro, os membros foram levados ao lugar da execução, e três membros do grupo, inclusive o próprio Petrashevski, foram amarrados aos postes em frente ao pelotão. Dostoiévski era um dos próximos, e se lembrou, posteriormente, de ter dividido seu tempo para se despedir dos amigos e refletir sobre sua vida. Quando disse a Nikolai Spechniev, que se encontrava atrás dele, “Nós estaremos com Cristo”, o revolucionário respondeu “Um pouco de poeira”. Antes da ordem para o fuzilamento, chegou uma ordem do Czar para que a pena fosse comutada para prisão com trabalhos forçados e exílio. Depois os membros souberam que a ordem havia sido assinada há dias, mas que o czar exigira a falsa execução como uma punição a mais. Dostoiévski recebeu os grilhões e partiu para o exílio na noite de Natal. Todos esses fatos foram contados pelo escritor em uma carta a seu irmão Mikhail Dostoiévski, na qual ele faz várias referências à obra “Os Últimos Dias de um Condenado à Morte”, de Victor Hugo.”

A condenação, enfim, ocorreu por Dostoievski ter supostamente conspirado contra Nicolau I. A partir de então começou a escrever Memórias da Casa dos Mortos, baseado em suas experiências como prisioneiro; ele teve condições de descrever com grande autenticidade as condições da vida nas prisões e sobre o caráter dos condenados que nelas viviam. Interessante que os condenados eram proibidos de escrever memórias e relatos, então Dostoiévski disfarçou a obra como ficção, dizendo-a obra de um homem preso por assassinar a esposa em uma crise de ciúmes. Por anos muitos acreditaram que esse havia sido de fato o crime do escritor.

Em 1857, aos 36 anos,  Fiódor casa-se com Maria Dmitrievna e, três anos depois, de volta a Petersburgo, funda com o irmão a revista literária O Tempo, fechada pela censura em 1863. Lança posteriormente outra revista, A época, onde imprime trechos de Memórias do Subsolo. Aos 43 anos perde a mulher e o irmão e, em 1866, publica Crime e Castigo. No mesmo ano de Crime e Castigo conhece Anna Grigórievna, estenógrafa que o ajuda a terminar o livro O jogador e que será sua mulher até o fim da vida. Em 1867, cheios de dívidas, embarcam para a Europa, fugindo dos credores. Neste período escreve O idiota (1868) e O eterno marido (1870).

Retorna a Petersburgo e publica Os demônios (1871), O adolescente (1875) e começa a edição do Diário de um escritor (1873-1881). Em 1878, com 57 anos, perde o filho Aleksiêi, de apenas três anos e começa a escrever Os Irmãos Karamázov, que será publicado em fins de 1880. Dostoiévski falece em 28 de janeiro de 1881, com 58 anos, deixando várias obras inconclusas, dentre elas a continuação de Os irmãos Karamázov, considerada um dos principais monumentos da história da literatura universal.

OS FILHOS DE DOSTOIÉVSKI

Dostoievski teve quatro filhos, sendo que dois deles morreram ainda na infância. A filha Lyuba, não teve filhos; logo, seus herdeiros descendem de seu filho Fyodor, que teve dois filhos: um deles – também Fyodor, assim como o avô e o pai e que morreu ainda muito jovem. Do outro, Lopatin, descendem os herdeiros vivos do grande autor.

BIBLIOGRAFIA DE DOSTOIÉVSKI

1846 – Gente Pobre

1846 – O Duplo

1847 – A Senhoria

1848 – Noites Brancas

1849 – Nietotchka Niezvanova

1859 – O Sonho do Tio

1859 – A Aldeia de Stiepântchikov e Seus Habitantes

1861 – Humilhados e Ofendidos

1862 – Recordações da Casa dos Mortos

1862 – Uma História Lamentável

1863 – Notas de Inverno Sobre Impressões de Verão

1864 – Memórias do Subsolo

1865 – O Crocodilo

1866 – Crime e Castigo

1867 – O Jogador

1869 – O Idiota

1870 – O Eterno Marido

1872 – Os Demônios

1873 – Diário de Um Escritor

1873 – Bóbok

1875 – O Adolescente

1876 – O Mujique Marei

1876 – A Dócil

1877 – Sonho de um Homem Ridículo

1879 – Os Irmãos Karamasov

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Gente pobre, de Dostoiévski

Gente pobre é o primeiro romance de Dostoiévski e foi imediatamente aclamado pelo público, fazendo do autor um escritor consagrado da noite para o dia.

O livro é uma troca de cartas entre Makar Diévuchkin e Varvara Alieksiêievna, moradores de um dos bairros miseráveis de Petersburgo. Ele um funcionário público ordinário, um senhor de meia idade, e ela uma jovem órfã injustiçada, ambos pobres e praticamente jogados à própria sorte na Rússia de Nicolau I.  Há uma expressão dos afetos com grande sensibilidade e, ainda que apenas por cartas (de amor ou fraternais?) trocadas por ambos, traz ao leitor as condições de grave injustiça social em que viviam as populações da cidade e do campo daquela época. As vidas sofridas e os pequenos acontecimentos do dia-a-dia refletem as individualidades que se tornam insignificantes pela miséria.

Vale citar um trecho do posfácio do livro da Editora 34, da tradutora Fátima Bianchi. Nele a especialista diz que:

“No “homem sem importância”, na mais limitada natureza humana, ele procura mostrar um ser pleno, capaz de pensar e sentir, e mesmo de agir, da maneira mais profunda, apesar de sua pobreza e humildade social.

A intenção do escritor, na representação do cotidiano de seu personagem em sociedade, é demonstrar, através da imagem que ele tem de si mesmo, que sua miséria exterior não espelha o que lhe vai nas profundezas do coração.”

Os contos “O chefe da estação”, de Púchkin e “O capote”, de Gógol, são citados na obra, indicando as então principais influências de Dostoiévski.  Makar Diévuchkin, a propósito, lembra a todo instante o Akaki Akakievich de Gógol, ambos copistas, funcionários inexpressivos de repartição pública de Petersburgo, homens sem importância, pobres e desolados por serem privados do objeto de seu amor obsessivo.

É muito interessante a maturidade de Dostoiévski. Aos 25 anos – o livro foi escrito em  1845 e publicado em 1846 – conseguiu sair do completo anonimato para a glória, tendo sido imediatamente aclamado por poetas consagrados; Dmitri Grigoróvitch, por exemplo, logo após ler os  manuscritos de Gente pobre, anunciou o surgimento de um novo Gógol.

A predição de um grande futuro ao jovem escritor confirmou-se formidavelmente.

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54 opções de almoço/jantar com espaço kids em BH

Estabelecimentos com espaços kids em Belo Horizonte!

crianças brincando

espaço kids Rancho Boi

espaços livres

Então, se tem uma coisa difícil é o casal sair para almoçar, lanchar ou jantar levando consigo seu (s) filho (s) podendo fazer uma refeição demorada, com calma, relaxando um pouco. Ajudam muito os bares, restaurantes e lanchonetes que reservam em sua casa o tal do “espaço kids”.

Vale dizer que nossos meninos nunca precisaram de tablets ou celulares para serem entretidos enquanto esperamos a comida, mas é claro que, ainda que aguardem com calma o rango chegar, ficam ansiosos para sair da mesa ao fim da refeição. E nós, pais, merecemos e queremos ficar um pouco mais conversando no restaurante. Para te ajudar e para nos ajudar a lembrar dos bons lugares, fiz (com a ajuda de amigas reais e virtuais) esta lista. Vamos a ela.

Primeiramente a lista com os estabelecimentos que já conhecemos; se você precisar saber de algo mais a respeito de algum deles fique a vontade para perguntar. Tentaremos responder o mais breve possível. Também aconselhamos verificar antes de ir, via telefone ou pelo site, sobre o horário de funcionamento, a disponibilidade dos espaços kids…  Apesar de a lista estar sendo sempre atualizada, já quebramos a cara! Também é legal ver o que outras pessoas falaram sobre os estabelecimentos por aí. Na medida do possível faremos posts específicos sobre cada casa que já frequentamos.

Vamos à lista!

  1. Rancho do Boi, em Nova Lima (a la carte);
  2. Xico da Carne, na Cidade Nova (a la carte);
  3. Chalé da Mata, Av.Eng. Carlos Goulart, 1123, Buritis (quilo);
  4. Vitelos, no Cidade Jardim (a la carte, $$$);
  5. Recanto, Bairro Jardim da Torre, parte de cima do Belvedere (a la carte);
  6. Vila da Pizza, no Santa Lúcia (para crianças até uns 6 anos);
  7. Etna, na Raja, só fins de semana (para tomar um café na loja :))
  8. Shopping Falls, recreação paga;
  9. Shopping Anchieta – praça de alimentação – recreação paga;
  10. Café Paddock, na Pampulha (a la carte);
  11. Boi Vindo, no Sagrada Família, av. Petrolina, 875 (quilo);
  12. República da Esbórnia, no Buritis (ótimo, a la carte);
  13. Solar do Engenho, indo p/ 7 Lagoas – Km 479 da BR-040 (por pessoa);
  14. Caminho de Minas, saída para Rio, atrás do Faz de Conta (quilo);
  15. Jardim de Minas, no Aeroporto (quilo);
  16. Pizzaria Fazendinha, Rua Izabel Bueno, 1082, Sta Rosa (a la carte);
  17. Parrillero, na Av. Portugal, 180 – Pampulha (quilo e la carte);
  18. Tio Carmelo, na Conselheiro Lafaiete, Sagrada Família;
  19. Farroupilha da Av. Portugal (o espaço é pequeno, mas atende bem);
  20. Casa Leopoldina, Leopoldina, 357/Sto Antônio (quitutes e café da manhã);
  21. Xapuri, na Pampulha (a la carte $$$);
  22. Rancho Fundo, no Buritis (quilo ou por pessoa);
  23. Bar do Antônio, rua Guaicuí, Luxemburgo;
  24. Via Cristina; Rua Cristina, Sto Antônio.

Não fomos ainda nestes abaixo (mas temos planos de ir):

  1. Paladino, no Braúnas;
  2. Choperia Pinguim, no Sion, nos fins de semana;
  3. Faz de Conta, no Jardim Canadá;
  4. Albanos Sion; Rua Pium-í, 611 (Espaço Kids Digital);
  5. Boi Werneck, no Buritis;
  6. Lobos Grill, na Silva Lobo;
  7. Pizzarone, no Padre Eustáquio, rua Progresso, 951.
  8. Sitio Bar, em Macacos, Espaço kids com monitoria;
  9. Nino Pizzaria e Restaurante, no Padre Eustáquio;
  10. Pizzaria e Restaurante Paulista, no Betânia;
  11. 68 pizzaria, somente aos domingos;
  12. Raja Grill, na Raja Gabáglia;
  13. Porcão, na Raja Gabáglia (espaço pequeno pelas fotos, confira);
  14. Pizzaria Scuola, o da Silviano Brandão (difícil de estacionar)
  15. Applesbee’s (Bh Shopping);
  16. Baiuca Picanha e Cia, na Rua Piauí, 1884;
  17. Tudo na Brasa, no Alípio de Melo;
  18. Choperia Almanaque, na Pium-í,675 – Anchieta
  19. Amarelim, na Prudente de Moraes;
  20. Café Asa de Papel, Piauí, 631 (sem área kids, crianças bem vindas!);
  21. Pizzaria Mangabeiras do Bairro Castelo (área kids espaçosa);
  22. Filé Espeto & Cia, Bairro Ouro Preto – Av. Fleming (a la carte);
  23. Bravíssimo Pizzaria, Alípio de Melo;
  24. Nutreal Restaurante, Miguelão – Nova Lima (a la carte);
  25. Feijoaria, Desemb. Fernando Bhering, 244 – Dona Clara
  26. Monjardim Costelaria e Botequim, Curitiba 2076, Lourdes (à la carte);
  27. Siri Peixes, Av. Fleming 241, Ouro Preto (à la carte);
  28. Petisqueira do Jacaré, Francisco Negrão de Lima 61, Céu Azul;
  29. Via Geraes, Av. Contagem, Sta. Inês
  30. Canto do Mato, Alameda Campo Alegre 20, Contagem;

E você, sabe de algum lugar bacana aonde levar as crianças para almoçar, lanchar ou mesmo tomar um café com calma? Conte pra gente que teremos o prazer de ir conhecer e de listar aqui no blog para que mais famílias possam se beneficiar.*um adendo para ressaltar que as casas mencionadas tem preços bem diferentes entre si. É bom dar uma conferida na net ou podemos ajudar em relação aos que já conhecemos. Alguns deles cobram os vitelos, digo, olhos da cara!

** outro ponto é que é muito interessante que a lista contenha dicas de estabelecimentos situados em todas as regiões de Belo Horizonte. Normalmente só encontramos dicas de lugares na zona sul ou na região da Pampulha. Por isso a importância de sua dica quando passar por aqui! Deixe seu comentário aqui no blog! Podemos ajudar muitas famílias.

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Prato do dia

Arroz, feijão carioca, repolho refogado com tomates e manjericão, abóbora refogada, omelete de cebola e couve.

Abaixo, o pratinho dos meninos. Continuam comendo super bem.

 

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Passeio a Furnas

Há exatos 7 dias estávamos na estrada, a caminho de Capitólio, onde ficam a Lagoa de Furnas e a hidrelétrica de mesmo nome, idealizadas na década de 50, a partir de estudos da CEMIG, que atestaram o potencial hidrelétrico do Rio Grande. A construção da usina foi bastante tumultuada: encontrou opositores que discordavam do impacto ambiental e da desapropriação de grande parte da população da região (mais de 35 mil pessoas foram retiradas de suas casas, muitas pelas Forças Armadas).

Não obstante os opositores, dentre eles o governador de Minas Gerais, Bias Fortes, a obra (primeira grande obra da Mendes Júnior (nada é por acaso nesta vida, não é mesmo?))  tinha força total do governo federal de JK e foi finalmente inaugurada no governo de Castelo Branco. Enfim, a região foi totalmente modificada pela transposição das águas do Rio Grande, que formaram um reservatório que é, propriamente, o lago de Furnas. Hoje 34 municípios são banhados pelo lago e muitos deles se valem do turismo para superar as perdas com áreas férteis então desapropriadas.

Pois bem.

Saímos de BH às 6 da manhã e chegamos em Furnas às 11. A viagem demorou mais de 4 horas; fizemos uma parada para um café e depois gastamos mais uma meia hora até o centro de Itaúna para pegar dinheiro para os benditos pedágios. Só sei que nossos meninos, ao chegarem ao local, colocaram seus maiôs e calções e.. piscina praticamente o dia todo. Mal faziam uma pausa para um churrasquinho e já voltavam para a água. Já à tardinha foram com a prima e o tio nadar na represa. Nadaram, andaram de caiaque, se divertiram como nunca. Pensei que às 19/20 horas estariam podres de cansaço, pedindo penico.  😉

Minha menina até aventou ir dormir cedo, mas a presença de outras crianças a atiçou. Quando vi já estavam todos brincando novamente, agora de pique esconde, o que durou até 23:00hs! Mas foi tanta brincadeira, tanta alegria, que delícia vê-los assim. A noite foi muito tranquila. Todos, o papai principalmente, dormiram pesado. O cansaço estava forte, mas não nos impediu de acordar cedo no domingo…

No domingo pela manhã fomos fazer o passeio de lancha pelos canions do lago. Fui com os meninos e Ele ficou descansando. Mas que lugar maravilhoso! As fotos não captam, de jeito nenhum, a beleza e a grandeza do lugar. Aconselho fortemente que você procure vídeos da região no Youtube. As imagens captadas do alto mostram melhor que espetáculo a região ficou. Enquanto navegávamos por ali, pensei no quanto de coisa fora coberta pela água. Casas, lojas, coisas, cemitério, áreas e mais áreas férteis, flora, fauna, sonhos… Felizmente, a vida se renova.

Voltamos pro sítio, os meninos voltaram pra piscina e depois almoçamos.  Já já chegaria a hora de dar adeus. O passeio foi curto, mas os dois pequenos se ligaram muito aos amigos que fizeram e ao lugar delicioso. Choraram, brigaram, se recusaram a voltar. Fiquei com pena; se pudesse ficaria com eles por mais uns dias lá. Lembrei-me das épocas em que passava férias e feriados na fazenda. A hora de ir era hora de dor, literalmente. A gente muda, né, e a casa da gente acaba virando o lugar perfeito para voltar. Mas eu também já fui assim, de não querer voltar. De doer o coração quando tinha que partir. Os dois relutaram, relutaram e por fim entenderam. Conversamos, cantamos, dormiram… um retorno sem pausas, sem paradas e, ainda assim, foram 4 horas de Furnas até Belo Horizonte. Ouvimos um podcast inteiro sobre a maldita reforma previdenciária do ForaTemer!!

Chegando a BH lanchamos na Vila Árabe e depois fomos descansar.  Um fim de semana bem intenso, principalmente para o já cansado papai, mas que valeu e que vai ficar na memória.

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Dente definitivo aos 5 anos e 10 meses

E não é que ontem pela manhã, enquanto fazíamos o ParaCasa, minha pequena me reclamou de que algo a incomodava na língua? Fui olhar e levei o maior susto. Minha pitica, este fiapito de pessoa, nem 6 anos ainda, já com um dentinho definitivo saindo. Fiz festinha com ela, mas fiquei preocupada. Logo liguei para nossa dentista e agendei consulta para a parte da tarde. De ontem mesmo. Digo que fiquei preocupada não pela idade dela, mas pelo dentinho surgindo por detrás dos de leite. Eu realmente não tinha vivenciado isso. 😉

Lá fomos nós, então, a família toda, ver o que a médica falava.

Ufa, ainda bem, não é nenhum bicho de 7 cabeças. A hora é adequada e o único porém é que só um dente da frente está um pouco mole (um pouquinho só, na verdade). Então ela nos recomendou que façamos uma massagem nos dois dentes da frente (inferiores) para que eles caiam naturalmente. E só. Se (e somente se) os dois dentinhos inferiores não caírem até o final deste mês deveremos levá-la ao consultório para que sejam extraídos. Claro que esta possibilidade é bem chata, tadinha. Então vamos fazer o possível para amolecer estes dois a tempo.

O nosso garoto ainda não tem nenhum dente amolecendo (apenas dentes abalados devido aos tombos e tombos..rs). Vamos ver quando acontecerá. No mais, aproveitamos a viagem e ambos fizeram uma boa limpeza.

O início do nascimento dos dentes definitivos marca, sem dúvidas, mais uma etapa. Eles estão crescendo, estão crescendo… Esta frase não me sai da cabeça.

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Mais um bolo de banana delicioso!

Sempre mando bolo de banana caseiro para o lanche dos meninos. E o bolo faz um sucesso danado! Esta semana a professora do ano passado veio me pedir a receita. Como eu sempre faço de olho, mesmo tendo várias anotadas, fiquei meio sem saber qual passar. Daí fiz hoje um tabuleirão e anotei o que fiz  tintim por tintim. E para não perdê-la – pois ficou muito boa – vou postar aqui. 🙂

BOLO DE BANANA

Ingredientes

  • 10 bananas caturras médias
  • 1 colher de sopa de manteiga mole
  • 4 ovos
  • 1 xícara de uvas passas
  • ¾ de xícara de castanhas do pará picadas
  • 2 xícaras de aveia grossa
  • 1 xicara de açúcar mascavo
  • 1 colher de sopa (rasa) de canela
  • 1 pitada de sal
  • 1 colher de chá de fermento

Modo de fazer

Pique as bananas em rodelas e adicione o restante dos ingredientes, menos o fermento. Mexa até que se forme uma massa, sem se preocupar em amassar toda a banana. Não tem problema (é ate bom) que fiquem os pedacinhos de banana sem amassar. Depois junte o fermento, coloque na forma untada com manteiga e polvilhe canela por cima. Asse por uns 30 minutos em forno pré-aquecido e de temperatura média.

Agora é só impressionar as visitas! 🙂

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Ronaldo Simões Coelho

Esta é uma história legal, algo que nos aconteceu há mais ou menos um (ou dois) ano (s).

Havíamos acabado de deixar um parente em casa, no bairro Sion (BH) e depois passamos na drogaria Araújo da av. Uruguai. Era um fim de tarde de domingo e algo grande estava acontecendo na cidade. Talvez fosse um jogo no Mineirão ou Independência. Talvez um show no Mineirinho. Copa do Mundo, será? Não me recordo mais. Só sei que era quase noite e a cidade estava em polvorosa por alguma razão. Por isso, poucos taxis livres no momento.

Meu marido entrou na drogaria e eu fiquei no carro com os meninos. Lá dentro ele percebe um senhor idoso tentando sem sucesso encontrar condução. Consternado, oferece uma carona.

O senhor aceitou de bom grado e veio até o carro, nos cumprimentou e ficou com uma carinha bem satisfeita ao ver as duas crianças conosco. Nos fez várias perguntas e logo logo se apresentou. “Meu nome é Ronaldo Simões Coelho“, sou escritor de livros infantis, psiquiatra com consultório na Savassi, estou voltando da casa de uma filha e não consegui taxi”. A simpatia dele logo nos contagiou e batemos papo até chegar à sua casa,  um prédio bacana onde, por coincidência, havíamos olhado um apartamento para comprar alguns meses antes.

Na despedida o senhor Ronaldo pediu nosso endereço e telefone.

Pois bem, qual não foi nossa surpresa na manhã do dia seguinte! Bate a campainha e quem está na porta, com um envelope grande para nos entregar?

Ele mesmo, com a mesma carinha boa de satisfação, o doutor Ronaldo Simões Coelho. Veio até em casa, em sinal de agradecimento, nos presentear com duas de suas obras. Estava indo para o consultório, como faz todas as manhãs,  e fez questão de dar uma parada aqui em casa.

Uma história tão simples deixa de ser tão simples quando moramos em uma cidade como Belo Horizonte. Enorme, tímida, arisca. Onde pessoas mal se cumprimentam – pelo menos na região mais central – e pouco se ajudam. Onde caronas para estranhos são quase proibidas. Onde agradecimentos tão gentis são raros. Deixa de ser tão simples quando um dos protagonistas é um senhor de 83/84 anos (hoje com 85) que vai trabalhar em seu consultório rotineiramente, andando a pé por aí, distraindo-se e distraindo os demais com sua simpatia.

Enfim. Os livros foram muito apreciados. E são apreciados até hoje. Sempre que os pego para ler os meninos relembram a história “do senhor gentil que veio nos trazer os livros”. Um senhor muito gentil sim e também muito interessante. Médico, mais de 50 obras infantis e uma vitalidade de cair o queixo.

Não tenho notícias do senhor Ronaldo Simões Coelho, mas sempre nos lembramos dele. Que seu consultório esteja aberto e ele esteja na labuta, escrevendo e clinicando, como pareceu gostar tanto de fazer.

 

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Ideias de receitas para o programa Express/VP

Não sei como funciona com as outras pessoas, mas quando estou fazendo o programa Express, do Vigilantes do Peso, eu viro a tarada das receitas. Pode ser simples, pode ser singela, mas eu tenho que bolar coisas diferentes para agradar ao paladar. Ter restrição alimentar é meio chato (o Express apresenta algumas restrições, diferentemente do programa regular de emagrecimento dos Vigilantes do Peso) e aí eu vou dando trato à bola pra criar comidinhas diversas.

Vou começar a listar as ideias que tive (ou que me deram, mesmo sem conhecer o Express, e eu adaptei) pra ajudar a galera amiga e também a mim mesma, que fico gulosa gulosa por não precisar contar os propontos. Brincadeiras a parte, porque não dá para abusar nas quantidades, cito as ideias sem fornecer a receita. Se algum leitor não souber/não conseguir realizar o prato, comenta aí que eu ajudo.

  • Carne moída magra com tomates e polenta
  • Carne de boi picada com cogumelos e grão de bico
  • Macarrão integral com abobrinha, tomates, cebolas, cogumelos, tofu, manjericão (escolha os ingredientes que mais combinam por vez)
  • Ovos picados com batatas picadas temperadas com iogurte desnatado
  • Refogado de lentilhas ou ervilhas com legumes
  • Risoto de arroz integral com batatas (para dar cremosidade) e frango desfiado
  • Legumes assados com alecrim e laranja
  • Carnes assadas com mini cebolinhas com casca
  • Carne magra assada em 1 vidro de shoyu e gengibre
  • Pimentões assados com vinagre balsâmico
  • Doce de abóbora com adoçante
  • Bolo de fubá sem açúcar e sem óleo (esse eu vou postar a receita posteriormente!)
  • Panquecas de ovos, aveia, banana

E por aí vai… a lista vai aumentar!

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Alimentos Express – Vigilantes do Peso

Se você faz o programa Express dos Vigilantes do Peso pode gostar desta lista. Ela ajuda a definir as compras do supermercado.

E daí você compra muitas frutas e verduras também. E está pronta a festa. 🙂

Leite e derivados

  • Leite desnatado e semi-desnatado
  • Iogurte desnatado
  • Iogurte líquido 0% gordura
  • Cottage 0% gordura
  • Queijo frescal 0% gordura
  • Coalhada desnatada

Frios

  • Blanquet de peru (4 fatias)
  • Peito de peru light (2 fatias)
  • Kani (3 unidades)
  • Presunto light

Carboidratos

  • Pão de forma light: preto, integral, com grãos (1 fatia)
  • Torrada light
  • Pão sírio light
  • Mandioca
  • Mandioquinha
  • Arroz integral e selvagem
  • Aveia
  • Batata/batata doce/baroa
  • Cará/inhame
  • Flocos de milho sem açúcar e cereal integral sem açúcar
  • Cuscuz sem gordura
  • Macarrão integral

Grãos em geral

  • Milho (tb pipoca light e mini milho em conserva de água)
  • Todos os feijões
  • Grão de bico
  • Grão de soja
  • Quinoa (seco 20g, cozido 1/2x)
  • Lentilha
  • Canjica de milho
  • Cevadinha em grão
  • Ervilha

Farinhas

  • Farelo de trigo
  • Farinha de trigo integral
  • Fubá seco (1/4 x)
  • Trigo para quibe seco (1/2x)
  • Farelo de aveia.

Proteína

  • Ovo (claras pasteurizadas são boa opção)
  • Cogumelos
  • Boi: Alcatra, contrafilé, coxão duro, mole, chã, filé mignon, lagarto, músculo, patinho, picanha sem gordura
  • Porco: lombinho, picanha limpa.
  • Frango: peito.
  • Peixe: bacalhau e atum frescos, badejo, cação, tilápia, atum em água, kani.
  • Peru: coxa assada (1), peito assado.
  • Soja: Hambúrguer 2% de gordura, soja texturizada, leite de soja sem açúcar e tofu.

Outros

  • Gelatina sem açúcar
  • Tomate seco sem óleo
  • Caldos (tempero) 0% gordura
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O Incolor Tsukuru Tazaki e Seus Anos de Peregrinação

Haruki Murakami é um fenômeno mundial. O Incolor Tsukuru Tazaki e Seus Anos de Peregrinação vendeu mais de 1 milhão de exemplares no Japão só na semana em que foi lançado. Também  atingiu, ao redor do mundo, o primeiro lugar das listas de mais vendidos. Até este ano eu não o conhecia, mas me emprestaram o livro com recomendações e decidi ler.

Não conheço os demais livros de Haruki Murakami. Li “O Incolor” e, sinceramente, não achei nada demais.

A história não surpreende: Tsukuru Tazaki, o protagonista,  é um homem solitário, perseguido pelo passado. Na época da escola, morava com a família em Nagoya e tinha quatro amigos inseparáveis. Já adulto vai para Tóquio – onde trabalha no projeto e na construção de estações de trem – e namora uma mulher dois anos mais velha. Mas não se esquece de um trauma sofrido dezesseis anos antes: inexplicavelmente foi expulso deste grupo fechado de amigos e nunca mais os viu. A trama trata exatamente desta revista ao passado, da busca por explicações  e do reencontro com aqueles que o abandonaram.

Em praticamente todas as sinopses que eu li fala-se de uma jornada que leva Tsukuru a locais distantes, fala-se de  uma transformação espiritual na busca pela verdade… Mas eu achei bastante morno, sem graça e até previsível. De emocionante não tem nada não; pelo menos foi este o meu sentir.

Como o autor está realmente na crista da onda, vou ver se animo a ler um outro famoso romance em forma de trilogia chamado  1Q84. Aguardemos. 🙂

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Carnaval de 2017

O Carnaval ForaTemer foi tranquilo pra gente.

Na sexta-feira eu e Ele aproveitamos a aula dos meninos para dar um passeio pelo shopping e comprarmos uma TV nova. No sábado fomos ao Leroy Merlin (mais uma vez comprar itens domésticos) e depois almoçamos em casa mesmo, restinho de sexta. O sábado estava muito chuvoso e friorento, então ficamos quietos em casa. No domingo fomos ao bailinho matinê do clube e na segunda-feira fomos ver o carnaval de rua de BH, que está bombando (quem diria!).

Terça-feira foi dia de brincadeiras no clube (sem piscina), almoço na rua e depois filme em casa, em família. Mais uma vez o tempo chuvoso e frio estava perfeito para isso.  Já na quarta-feira, último dia do carnaval, aproveitamos para ir conhecer o Xapuri. Gostamos muito do lugar e da comida. Pedimos o prato individual “Porco, porco, porco” e 1/2 frango preguento. Tudo delicioso, porém bem salgadinho no preço.

Enfim, foi um bom carnaval.

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Bolo de banana sem óleo e sem açúcar – Express!

Este bolo de bananas é delicioso, leve e totalmente integral! É um bolo adaptado para o programa Express dos Vigilantes do Peso e, portanto, não leva óleo e açúcares. Os intolerantes a lactose também podem se deliciar. 🙂

Você vai precisar (para a massa básica) de:

  • 4 bananas bem maduras
  • 2 ovos
  • 1 xícara de aveia
  • 1 CS de canela
  • 1CS de fermento

Para adicionar na massa básica:

  • 2 bananas picadas
  • 1 maça grande picada (com casca)

Bata todos os ingredientes da massa básica no liquidificador. Depois junte à mão as 2 bananas e a maça picadas (junte as frutas de sua preferência!). Salpique canela e asse em forno pré-aquecido por 20 minutos. Como usei uma forma de silicone nem precisei untar.

Saindo do Express, adicione frutas secas e castanhas de sua preferência.

Este bolo é ótimo (principalmente se incrementado com frutas secas e castanhas) para o lanche das crianças. 🙂

Faça, você não vai se arrepender.

 

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Prato do dia

Hoje tivemos arroz integral com couve e cheiro verde, abóbora, tomates refogados com bastante manjericão, feijão e carne moída com pimentões vermelhos.

Delícia aprovada pelas crianças.

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