Os homens que não amavam as mulheres
Acabei de ler o primeiro livro da Trilogia Millenium, Os homens que não amavam as mulheres, escrito pelo sueco Stieg Larsson.
O romance policial trata de um enigma passado na vizinhança de Hedestad, Suécia: o sumiço da jovem herdeira de um império industrial.
É… a trama gira em torno da solução deste mistério, mas as adjacências são tão ou mais interessantes.
Os personagens são intrigantes, bem construídos, e a narrativa que nos prende do início ao fim são pano de fundo para eventos de violência contra a mulher, o que causa um desconcerto preocupante. Afinal, estamos na Suécia, país com alto índice de desenvolvimento. Mas não se deixe enganar: as mulheres da série não serão subjugadas impunemente. E a vendeta cai como uma luva para o leitor.
A série já foi adaptada para o cinema pela companhia sueca Yellow Bird e agora está sendo rodada em uma versão Hollywoodiana, dirigida por David Fincher. Assistimos ao primeiro filme sueco e gostamos muito.
Enfim, mais do que indico o livro Os homens que não amavam as mulheres. Quando eu terminar o segundo volume, A menina que brincava com fogo, venho comentar.
Nenhum comentárioPlaneta dos macacos no cinema do Boulevard
Nesta ultima quarta-feira estivemos no cinema do Boulevard para conferir o Planeta dos macacos – a origem. Além de termos gostado bastante do filme, gostamos muito da sala de exibição. A sala 2, pelo menos, pois não conhecemos as outras, é daquelas em que ninguém atrapalha ninguém. Os ingressos são comprados com lugares marcados e, pelo que vi, podem ser adquiridos pela internet. Enfim, dá pra comprar o ingresso de casa com antecedência e depois ir tranquilo para o cinema, sem se preocupar em correr para pegar um bom lugar. É uma mão na roda.
O filme, pra quem não leu nada a respeito (será que alguém ainda não leu?) explica como os símios tornaram-se inteligentes e capazes de se sobrepujar aos humanos. Pesquisas com vírus que poderiam ajudar no combate ao mal de Alzheimer acabam mal – como sempre, pelo menos nos filmes – e as cobaias, ou seja, os chimpanzés utilizados pelo laboratórios, acabam sofrendo uma espécie de mutação genética. Uma delas morre de maneira não esperada e seu filhote é levado às escondidas para a casa do pesquisador. Batizado de Cesar, numa explicita referência aos filmes da série, o símio logo deixa transparecer sua inteligência incomum e em determinado momento adquire consciência do poder que tem nas mãos. Por aí vai, enfim, a explicação da dominação sobre os humanos. É… eu curtiria uma continuação nos moldes deste filme, que está mais do que indicado.
1 comentárioO governo pode te calar?
A indicação desta postagem do blog da Natália Carvalho (e do vídeo, obviamente) é para todos aqueles que amam Minas Gerais como eu. E prezam a liberdade preconizada em nossa Constituição.
Precisamos dar um grito contra esta imprensa porca e vendida do nosso estado, e, logicamente, estar ao lado dos professores nesta hora crítica.
Lembrando, se é que precisa, que é bem mais fácil governar e subjugar estúpidos.
1 comentárioMamatraca: vida pré-filho e saudade
Hoje, lendo o site Mamatraca, muito interessante por sinal – eu indico – vi um post suscitando uma questão pertinente. Afinal, do que temos saudade da vida pré-filho?
Eu nem precisei pensar muito. Com gêmeos, tenho saudades de sair de casa apenas com minha bolsinha a tiracolo. De passear com o cachorro sem maiores preocupações, de viajar sem rumo e sem horários. De passar a tarde de sábado vendo tv ou lendo um livro..
Eles crescerão e faremos tudo isso juntos. Até que alcem vôo e eu sinta muitas saudades de hoje.
Dois bebês e um novo mundo
Não tem como. Ter filho faz uma reviravolta em nossa vida. A rotina muda radicalmente e as preocupações hoje são outras. Com dois bebês, então, mal dá tempo de vir postar no blog, porque, afinal de contas, tem sempre alguém acordado, alguém com fome, alguém com fralda suja…
Neste momento os Bichinhos começaram a “conhecer colo”, na linguagem dos antigos, e não querem ficar de bobeira na cama. Ele mais que Ela. Sim, os dois são muito, mas muito diferentes, desde o nascimento. Ele acorda e já quer um colinho: da mamãe, da Maria – nossa babá – ou da vovó, quem mais o mima.
Ela, por outro lado, acorda e fica olhando calminha calminha para os brinquedinhos sentados à beira do berço. Fixa os olhinhos neles, dá risinhos, bate os pezinhos.. Enfim, cada um na sua, ambos estão descobrindo o mundo, muito atentamente.
E a maratona para sair de casa? No domingo último fizemos nosso primeiro passeio, para a casa da vovó materna. Saímos de casa às 13 horas, mais ou menos, mas começamos os preparativos às 10. Banho de um, leitinho deste um.. depois banho do outro, leitinho do outro.. e arruma malinha, leva carrinho pro carro, arruma bebê conforto.. e isto tudo sob os olhares curiosos da cachorrinha, que ainda foi com a gente no passeio.
Eu e Ele, claro, estamos cansados. Mesmo com a babá o trabalho é grande e a noite, então, em que somos só nós dois, é maior que o Mato Grosso.
Mas tudo vai indo. E eu não quero que passe logo esta fase. Eles são fofos, lindos, gostosos. E todos os outros adjetivos que uma mãe mais que coruja poderia encontrar.
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Ranço
Eu tenho vários ranços. E um deles é ter preguiça de quem fala que filhos são o “bem mais precioso” que eles tem. Filho não é bem… E muito menos é de alguém.
Tenho ranço também de quem chama filho de “pessoinha especial”.
Não me pergunte porquê. É meu ranço.
Divulgando a feira de adoção!
No próximo sábado, dia 03 de setembro, haverá feira de adoção de cães e gatos no Sion, no Pet Shop Bom pra Cachorro, das 9 às 15hs.
Legal demais para quem deseja um amigão. Lembrando das responsabilidades de um adotante, eim! Um animal de estimação é para toda vida, com todas as alegrias e responsabilidades que o acompanham.
1 comentárioRabada com angu
Neste último domingo resolvi realizar uma vontade antiga: fazer eu mesma uma boa rabada. A sogra faz uma deliciosa e foi com ela mesmo que eu aprendi o truque do prato.
O lance é, primeiro, lavar bastante a rabada em água corrente. Depois, deixá-la de molho em água com vinagre por umas 2, 3 horas. Após este período, dê uma boa refogada nas peças (use pouco óleo) com bastante alho e cebola e as deixe cozinhar na pressão por 1 hora ou mais.
Acerte o tempero e veja se a carne já se solta do osso. É preciso que tudo fique bem cozidinho e macio. Finda esta etapa deixe reduzir o caldo da carne e vá adicionando um molho de tomate bem gostoso. Enquanto isso, a carne vai ficando ainda mais tenra.
O prato está pronto quando você tem peças super cozidas, macias e soltando do osso, mergulhadas em um molho suculento, bem temperado.
Como acompanhamento, angu mole ou arroz (ou ambos, como eu prefiro!)
Ah, durante o processo vá retirando todo o excesso de óleo que puder do prato. Não o torna nada light, mas o fígado já agradece.
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Primavera em um mês…
E os ipês já começaram a florir.
Este na rua Sergipe com Antônio de Albuquerque – Savassi.
1 comentárioRasmalai mineiro
Desde quando passamos a frequentar o restaurante Maharaj fiquei fã número um de uma sobremesa indiana chamada Rasmalai.
Só experimentando mesmo. São umas bolinhas de queijo super delicadas envolvidas numa calda de creme e polvilhadas com pistache. Delícia demais.
Na semana passada fiz uma receita que achei na internet. Ficou muito boa. Não ficou igual ao Rasmalai do Marahaj, obviamente, mas ficou muito bom. É difícil fazer igual, pois nem sempre conseguimos usar os mesmos ingredientes usados no restaurante. E tem, lógico, toda uma expertise que desconheço. Mas, enfim, desta vez passada (não fotografei, infelizmente) cortei a massa em cubinhos e os mergulhei numa calda feita de creme de leite fresco com açúcar e especiarias. Só não usei pistache ou amêndoas porque não os tinha em casa.
Hoje resolvi botar pra quebrar de novo, mas desta vez resolvi deixar o meu Rasmalai no tabuleiro. Digo meu Rasmalai porque fui fazendo sem receita mesmo, só respeitando os ingredientes básicos da sobremesa indiana, ou seja, ricota, leite e açúcar.
Fiz assim: bati no liquidificador uma ricota grande (usei a da marca Saldanha, muito boa) com leite, até obter um creme grosso e bem homogêneo. Depois fui adicionando acúcar. Quando a massa já estava bem consistente, já difícil de bater no liquidificador, despejei em um tabuleiro untado com manteiga e assei por uns 40 minutos em forno médio.
Preciso dizer que ficou divina? Só resolvi não cortar em cubos e despejar na calda, como dantes, porque ficou um ‘pouco doce demais’ e aí já seria apelação.
Ah, no fundo.. no fundo.. o que fiz foi um bolo de ricota, mas deixa eu pensar que estou a comer o meu Rasmalai mineiro. Tudo para matar as saudades ‘daquela’ sobremesa.
Ps: Vale ver aqui no Google imagens do verdadeiro Rasmalai para vocês terem uma ideia do que estou falando. E, se puderem, vão ao Maharaj conferi-lo!
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