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Categoria: Nossos gêmeos

Em uma semana.. seis meses de gravidez

Estou verificando meus emails e a barriga não para de mexer. Acho que no momento são chutes do nosso menininho, pois no último ultrassom ele estava do lado esquerdo e é exatamente aí­ que a barriga sacoleja. Sentindo mais forte a presença dos nossos filhotes,  não resisti a vir aqui postar as sensações desta fase da gestação, bem como em que pé estão as mudanças no meu corpo, na nossa casa, na nossa vida..

Estou bem mais pesada. Engordei quase 4 kilos no último mês, o que me rendeu um conselho óbvio do obstetra: “pare de comer tanto carboidrato e continue as caminhadas”.  Então, mesmo com a gestação gemelar, não deixo de me exercitar. Tenho feito caminhadas de 45 minutos, 3 vezes por semana. Vez ou outra até aumento a periodicidade do exercí­cio e só tenho benefí­cios. As caminhadas reduzem as dores articulares, as dores nas pernas devidas í  má circulação, favorecem o funcionamento do intestino, ajudam no controle do peso e, claro, fazem um bem danado í  cabeça.

Se eu não estivesse fazendo estes exercí­cios estaria, com toda certeza, sentindo muito mais desconforto, pois volta e meia sinto dores no cóccix e fico um pouquinho descadeirada. Para dormir também já sinto um pouco de incômodo, porque sempre dormi de bruços e agora não dá. Não dá mesmo! Enfim, só falta tomar mais conta da alimentação. Ando realmente comendo muito carboidrato. Mau sapão.

Ainda bem que não tenho tido minhas famosas dores de cabeça e enxaquecas. Seria terrí­vel já que não posso tomar remédios fortes. A grávida, é bom ressaltar, deve se limitar a tomar, vez ou outra, o paracetamol. Outras drogas representam riscos para o feto.

Quanto ao enxoval dos nossos amorezinhos, está quase tudo pronto. Já compramos muita coisa e agora resta-nos fazer os ajustes finais. Ele, ‘o papai’, escolheu e comprou muitas peças, tudo com bom gosto; escolheu o carrinho, as cadeirinhas para o carro e vários outros trequinhos lindos de bebê.

Então.. Vamos montar os berços que já chegaram, pintar o quartinho, instalar cortina, nichos, quadrinhos. Vou organizar o armário bem bonitinho, forrar gavetas, separar as roupinhas menores das maiores. Depois, claro, vou lavar tudo e ficar í  espera dos “recheios”.  🙂

O importante é que eu faça tudo no próximo mês porque estou ficando pesada muito rápido e logo logo estarei sem jogo de cintura, literalmente. Mais a mais, em qualquer gestação de gêmeos há um risco de nascimento antes do termo. Não esperamos por isso de jeito nenhum, mas devemos nos precaver. Queremos muito que os dois fiquem quietinhos até a hora certa, crescendo, engordando e se desenvolvendo da maneira mais natural possí­vel. Porém, não vamos bobear com os preparativos. Até mesmo para não gerar ansiedade desnecessária no final (mais do que a normal, que já é grande).

Nossa vida anda agitada, cheia de afazeres, Ele trabalhando muuito, mas tudo está sendo muito bom. Sabemos do trabalho que nos espera, das incertezas, dos medos que virão. Mas nada supera a alegria de ter a famí­lia aumentada, dobrada! Enfim, vamos que vamos.

Eu vou indo por aí­ e a barriga chegando na frente cada vez mais rápido!

 

 

A imaginação voa..

E então fizemos o ultrassom morfológico de nossos filhotes. Estavam alvoroçados em suas caminhas, mexendo pra lá e pra cá.

Pra quem não conhece, este ultrassom é sempre realizado por um especialista em medicina fetal para uma avaliação pormenorizada da anatomia do feto. Visualmente não é bacana como os US 3D que estão na moda, mas, principalmente com a condução e descrição do  especialista, conseguimos ver muito do bebê, inclusive seus órgãos internos.

No nosso caso o primeiro a ser analisado foi nosso menino. Ele estava mais baixo e foi considerado o feto 1 (F1). Vimos sua cabecinha,  cerebelo, nariz, boca, bulbos dentários.. Os ossos longos foram medidos, os órgãos mais importantes avaliados (coração, rins, estômago). Uma graça como ele mexia! No final do exame já estava com os pezinhos na cabeça da irmã.

40 minutos depois foi a vez de nossa mocinha. Todo o procedimento foi repetido nela (F2). Cabecinha, abdômen, perninhas.. Tudo visto e de acordo com o esperado, o que nos deixou bem felizes. Ela ainda deu um bocejo bem gostoso e, segundo o médico, estava com o estômago cheio. Será que vai ser gulosinha que nem mãe e pai?

Enfim, saí­mos do exame bem tranqí¼ilos porque está tudo ok com nossos bebês. O difí­cil é controlar a imaginação que voa, pensando em como serão seus rostinhos, seus gênios, gostos, vontades, vozes..

🙂

 

São gêmeos; e agora?

Tem sido muito curiosas minhas sensações como gestante de gêmeos. Inicialmente senti um baque, porque por toda a vida imaginei gerar  uma vida, um bebê. Imaginei segurar – pelo menos por vez, claro, um recém nascido nos braços, amamentá-lo, levá-lo ao banho, a passear.. Pensei preparar-lhe o enxoval, o quartinho…

Com Ele também não foi diferente, acho. Quando nos disseram no ultrassom:

– “É.. há dois saquinhos gestacionais aqui.. vamos ver se há bebezinhos em ambos.. sim, são dois bebês…”

Nós nos entreolhamos e um sorriso aberto saltou de nossos lábios. Nossa primeira reação  foi de euforia, vontade de sair telefonando para todos da famí­lia. Saí­mos da sala do exame calados, mas nossos olhos diziam tudo. Felicidade total. A ficha ainda não tinha caí­do, óbvio. Nos olhávamos e rí­amos.

Passamos uns 3 meses achando a coisa mais engraçada nos referirmos í  minha barriga  no plural. E tudo o que falávamos no plural era seguido de um riso gostoso, mas de perplexidade  também, de espanto. Neste mesmo perí­odo, confesso, tive  momentos de alguma aflição, afinal de contas como eu faria para dar a atenção que cada um dos dois precisa e merece? Passei algumas noites sem dormir direito  pensando nos dois precisando de mim no mesmí­ssimo momento. Como mostrar a ambos que eu estaria ali, por eles e para eles?

Mas o mais bacana é que, como mágica, a ideia dos dois bebês vai se tornando a coisa mais natural do mundo. Não concebo mais um sem o outro. Sinto a barriga mexer e me pergunto quem dos dois está acordado brincando.. passo a mão em um lado da barriga e, automaticamente, também do outro. Afinal, desde agora cuido dos dois, cuidarei dos dois e sei que nenhuma atenção faltará a nenhum deles. É claro que precisarei de me desdobrar. Literalmente. Mas a sensação hoje não é mais de medo ou insegurança. É de confiança, de tranqí¼ilidade, de boas expectativas.  Até porque eles terão não só meus braços amorosos por eles, mas também os do paizão, que não se aguenta de ansiedade de conhecer seus rostinhos.

A gestação é um momento muito bacana. Preparamo-nos, de todas as formas e conforme as necessidades. E assim as coisas vão se ajeitando e ficando bem.

Dois umbiguinhos

Há muito que não escrevemos aqui no Emgeral. Mas não é que tenhamos nos esquecido do  blog; muito menos dos nossos amigos leitores.

Estivemos ocupados.

Primeiramente nos alegrando. E muito. Logo após passando noites em claro pensando em como será o amanhã.

Depois..  enjoando pacas. Passando mal do estômago. Tendo azia e refluxo.

Agora estamos apenas ansiosos, alegres, na expectativa.

Querendo ver o rostinho de nosso menininho e de nossa menininha que estão previstos para chegar em agosto.

🙂

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