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Mês: setembro 2020

Cenas de setembro de 2020

Mês de torta gostosa, de reforma na cozinha e de trabalhinhos para a escola.

Ela aguardava o livro do Harry Potter que o irmão ainda lia e enquanto isso pegou o Roverandon, mas depois o pai baixou o que ela queria em PDF. 🙂

Como tivemos uma pequena reforma na cozinha, improvisamos por aproximadamente 15 dias as refeições na cobertura. Usamos airfrier, panela elétrica, microondas, fizemos saladinhas… e também pedimos várias comidinhas fora de casa. Deu tudo certo, sem grandes estresses.

Um mês seco, muito quente até o dia 21… depois chuvoso e fresco por poucos dias apenas, seguidos por dias infernais de quentes.

No último domingo fizemos um passeio bem gostoso, visitando uma famí­lia que está recolhida há um bom tempo (por causa pandemia). Foi o primeiro grande passeio em 6 meses!!

Um mês bom, na medida do possí­vel.

A morte de Ivan Ilitch, de Tolstói

A morte de Ivan Ilitch, pra mim, é um livro essencial. Eu fico impressionada com a sensibilidade de Tolstói pra perceber as nuances da vida, das nuances dos relacionamentos e da psiquê humana.

No caso desse livro especí­fico eu acho incrí­vel como ele consegue desnudar o desejo do doente (no caso, do doente terminal) de ser tratado com mais piedade, com mais compaixão e verdade.

Fiquei tentando me colocar em uma situação parecida da do protagonista (é difí­cil) e realmente me parece que em um momento como aquele o que mais desejamos é que alguém esteja por perto para nos ajudar a analisar a morte e enfrentá-la sem rodeios ou trapaças.

Ivan Ilitch quer ser tratado como uma criança que merece dó, quer que entendam a miserabilidade de suas dores, mas, ao contrário, tanto a famí­lia quanto os médicos parecem tentar confortá-lo com mentiras. Tudo o que ele não precisa.

Em certo momento ele começa a recordar da infância, momento de sua vida que lhe traz um pouco de felicidade real; também interessante a lembrança em relação í  utopia juvenil sobre fazer deste um mundo melhor. Ele não entende como saiu dali e virou-se para uma vida completamente burocrata e sem amor.

Muito do texto é sobre as escolhas de Ivan, mas muito também é sobre como o mundo nos força a seguir um caminho e certas regras sem sentido. Talvez, se Ivan não tivesse amarras invisí­veis, teria tido um fim muito mais digno. Se é que dá pra falar em dignidade na dor e no sofrimento constantes.

Livro maravilhoso: pra ler, pra pensar, pra reler, pra ler na juventude e na velhice. Pra presentear e indicar.

Passeio em 6 meses de quarentena

Ontem, domingo, fizemos um passeio bem gostoso. Fomos convidados por um casal de amigos para uma visita até a casa de campo em que eles estão morando em razão da quarentena. Eles estão se preservando e nós também; então achamos que seria interessante as crianças se encontrarem, brincarem, se divertirem um pouco.

Pra nós também foi muito bom; deu pra dar uma pausa na tensão que esta pandemia maluca está nos causando. Eu não sei o que será de nós daqui a um tempo, nem sei se tudo voltará ao normal. Está tudo chato, muito chato, e as pessoas começam a dar sinais de que ficar isolado não é coisa de gente.

Os meninos, que há meses não punham os pés numa piscina, passaram o dia dentro de uma. Voltaram cansados e felizes.

Na volta da viagem aproveitamos para dar uma olhada na obra de arte instalada no viaduto Santa Tereza. As duas cobras compõem a obra de arte “Entidades” e marcaram o iní­cio do Circuito Urbano Artí­stico (Cura) de BH, que vai até 4 de outubro.

Um dia bom.

Como é ser mãe/pai ateia/ateu?

Essa postagem é baseada no texto 9 Ways Atheist Moms Are Different From Religious Moms. Sigo a autora no twitter e até tentei me comunicar com ela via direct pra ver se ela aceitaria que eu fizesse a tradução do texto e postasse aqui, literalmente. Mas ela não tem direct aberto. Então vou traduzir algumas partes, mas abraçando o pai nessa história, já que aqui somos os dois ateus e estamos criando crianças sem deus.

Lembrando que nem todos os pais religiosos são iguais. Há os que fazem um ótimo trabalho e nós sabemos muito bem disso.

Então, vamos lá! Como nós somos como pais ateus?

  • Não nos referimos a nossos filhos como pecadores.
  • Não dizemos a nossos filhos que algumas pessoas vão para um lugar após a morte para serem torturadas e queimadas para a eternidade.
  • Nunca dizemos a nossos filhos que, se eles adotarem certos comportamentos, eles também podem acabar no inferno.
  • Não dizemos a nossos filhos que o pão que estão comendo é a carne de um homem que morreu 2.000 anos antes.
  • Não dizemos a nossos filhos que eles estão sendo observados por um homem invisí­vel que julga seu comportamento.
  • Não decoramos nossas casas com métodos de execução ou damos joias a nossos filhos com métodos de tortura.
  • Não fazemos nossos filhos acreditarem que, se desejarem da maneira certa, um ser todo-poderoso pode conceder esse desejo, apesar de bilhões de pessoas desejarem diariamente as necessidades básicas da vida.
  • Nunca dizemos a nossos filhos que doenças de qualquer tipo podem ser curadas por um homem mágico, desde que você faça as orações certas e apenas o suficiente para agradá-lo. Queremos que nossos filhos cresçam entendendo que a melhor chance de vencer uma doença é consultar o médico. Por quê? Acho que só queremos que nossos filhos tenham uma vida longa e saudável. Chame-nos de loucos.
  • Conversamos sobre todas as religiões (até onde as conhecemos e sempre dispostos a aprender) e tentamos não demonizar nenhuma delas.
  • Ensinamos o que é intolerância religiosa e que isso não é legal.
  • Explicamos que há pessoas que querem ou precisam acreditar; e que tudo bem, que respeito é essencial. 
  • Jamais dirí­amos a nossos filhos que um homem invisí­vel no céu é mais importante do que a famí­lia. (lembrando que o mote do atual excremento do Brasil é ‘Brasil acima de tudo e Deus acima de todos.’).
  • Ensinamos que atitudes decentes contribuem para uma sociedade decente e que isso é muito benéfico pra nós mesmos.  

Enfim, acreditamos que agir assim ajuda as crianças a se tornarem pensadores saudáveis ​​e inteligentes, que podem cuidar de si mesmas e contribuir para um mundo melhor.

Se você ainda precisa acreditar, ok, mas nos deixe em paz ensinando aos nossos filhos a razão e o pensamento crí­tico. O que elas farão com essas informações, já adultas e criadas, foge ao nosso alcance.

É isso. 

 

Domingão

Teve bom nosso domingão. Rodamos muito de carro.. Fomos até o Alphaville, depois passamos por Macacos, paramos num barzinho para comer um hamburgão.. fomos até o Mirante da região..

Em Macacos até fomos perto das cachoeiras, mas estava lotadí­sismo; então ali naquele ambiente sequer saí­mos do carro. Fomos parar apenas num barzinho vazio, para dar alguma coisa para os meninos e esticar as pernas. Com todos os cuidados, é claro, tirando a máscara apenas na hora de beber e comer.

Depois da parada é que fomos até o Mirante, vimos Nova Lima e pegamos uma estrada diferente na volta. Fizemos uma estrada por dentro, entre Macacos e Nova Lima.

Chegamos em casa e já tinha estrogonofe de frango nos esperando. Almoçamos e fomos ver um documentário sobre a Alimentação no Brasil, enquanto os meninos se divertiram nos joguinhos on line.

Lá pelas 15 horas fiz esse docinho rápido: é só untar uma forma, picar bolacha Maria/Maisena e jogar leite condensado por cima. Forno por uns 10/15 minutos e pronto. Ah, eu salpiquei cacau antes do leite condensado.

Para um pacote inteiro de biscoito (tipo Maria ou Maisena, mas penso que outros tipos devem servir) 1 lata e meia de leite condensado ficaria perfeita na receita. Alguns pedaços de biscoito ficaram meio secos. Bem bom e fácil!

Cookie de amendoim com cacau

Biscoito delí­cia, faça:

Você vai precisar de:

1 xí­cara de cacau em pó 100%;
350 g de açúcar de confeiteiro;
300g de amendoim torrado e sem pele;
3 claras e
1 pitada de sal

Faça assim:

Bata as claras em neve, mas sem ser muito dura. Misture aos outros ingredientes e coloque aos poucos com uma colher no tabuleiro forrado com papel manteiga untado ou tapete de silicone (ele gruda!).

Vá formando cookies. Na minha primeira leva eu fiz biscoitos maiores, depois reduzi os tamanhos. Asse em forno preaquecido 200 graus e vá tomando conta para não queimar.

Delí­cia!

07 de setembro na pandemia

Apesar de grande parte dos brasileiros estar vivendo como se nenhuma pandemia existisse, ainda estamos com todos os cuidados com nossa famí­lia.

As pessoas estão saindo em peso para as ruas; então agora, quando saí­mos em horários normais, sempre há uma certa aglomeração. Infelizmente não tivemos um bom controle dessa doença no paí­s. O ví­rus se disseminou e agora está entre nós de maneira (acho) definitiva.

Para que as crianças não fiquem apenas em casa, temos saí­do bem cedo pela manhã. Encontramos praças e ruas vazias. Podemos andar, caminhar em paz.. eles podem brincar e correr.

Nesta segunda-feira, dia 07 de setembro de 2020, foi assim que nos divertimos. Acordamos cedo, os dois mega empolgados.

Se cansaram, correram.. e, como saí­mos bem cedo de casa, deu pra fazermos uma boa caminhada. Tomamos sol e voltamos pra casa por volta das 10 da manhã, exatamente o horário em que as pessoas começaram a aparecer.

E vamos que vamos. Nosso feriado foi bom.

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