um blog sobre todas as coisas em geral

Categoria: Literatura Page 3 of 12

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

Acabei de acabar. E gostei tanto quanto gostei dos dois primeiros volumes.

Eu realmente não entendo o porquê de algumas pessoas terem implicado com Harry Potter na época em que crianças e adolescentes estavam na crise com as obras.. os livros são tão gostosinhos de ler..

Eu, já velhona de guerra, fico com aquela vontade de entrar dentro das páginas e conseguir um lugarzinho em Hogwarts.. 😀

Imagina uma criança.. A gente vai se afeiçoando aos personagens (o meu favorito é o Hagrid, queria um amigão como ele), tomando antipatia de outros (odeio toda a famí­lia Malfoy rs ) e a leitura se torna uma grande diversão..

Enfim, muita distração, muito prazer ao ler Harry Potter. Indico para todas as idades!

Livros para 2021

Senta que lá vem lista!

Tenho uma meta para esse ano, que é não deixar nenhum desses livros para trás. A ordem da leitura não importa; importa que quero dar conta de todos! 😀

A princí­pio colocarei 13 livros. Caso apareçam mais obras que eu queira – e consiga ler – vou adicionando. 🙂

Acho que a meta é ambiciosa sim, pois nossa rotina não tem sido nada fácil. Mas tentar não tira pedaço nem paga imposto! Os livros lidos em 2021 tem link.

Livros

  1. Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban;
  2. Harry Potter e o Cálice de Fogo;
  3. Harry Potter e a Ordem da Fênix;
  4. Harry Potter e o Enigma do Prí­ncipe;
  5. Harry Potter e as Relí­quias da Morte;
  6. A grande história da evolução, do Richard Dawkins;
  7. Irmãos Karamazov, de Dostoiévski;
  8. Memórias do subsolo, de Dostoiévski;
  9. Clássicos do Conto Russo, ed.34;
  10. Antologia do Humor Russo, ed34;
  11. A Divina Comédia, de Dante Alighieri;
  12. Ana Karenina, de Tolstoi, texto adaptado ( sobre o original);
  13. Os Romanov, do Simon Sebag Montefiore;
  14. Ilha de Sacalina, de Anton Tchékcov

Contos

  1. De Quanta Terra Precisa Um Homem?, de Tolstoi

E vamos que vamos! Será que conseguirei?

Espero ter saúde, paz e tempo para isso.

Bem, foram só 09 leituras em um ano inteiro, fora, claro, as inúmeras leituras técnicas que faço diariamente para poder trabalhar. Fiquei um pouco decepcionada comigo mesma, mas eu tenho que convir que esse ano foi osso duro de roer. Puxa vida!!! Pandemia que não termina, meninos voltando í s aulas somente em agosto, muito medo ao voltar í  vida.. além dos perrengues com as próprias crianças, em suas fases de vida nada fáceis. Mas vamos levando, levando e levando… ano que vem tem mais. 🙂

Clube da luta, de Chuck Palahniuk

Terminei ontem Clube da Luta, de Chuck Palahniuk.

Olha, esse livro é doido. Mas quando você lê o posfácio você entende melhor o autor e vê que, bem, parece que pra ele todo aquele texto maluco foi uma grande brincadeira.

Eu tinha visto o filme, mas há mil anos. Então, não me lembrava dos personagens nem muito bem de como era a história. Depois da leitura, dei uma boa refrescada na memória, mas ainda assim fiquei com vontade de revê-lo

Engraçado que eu já tinha tentado ler esse livro ano passado, mas ele não me desceu. E agora recomecei, insisti, e achei uma boa experiência. É bacana mudar de ares na literatura, ler formatos diferentes.

Harry Potter e a Câmara Secreta

Terminei hoje Harry Potter e a Câmara Secreta e gostei demais. História fluida, gostosa de ler. Prende a atenção daquele jeito mais bacana, que é quando você torce para ter um tempinho em paz para dedicar-se í  leitura.

Não vou negar que me sinto novamente uma adolescente acompanhando as altas aventuras e confusões da galerinha em Hogwarts… Estou até pensando em rever os filmes! Hehehehe…

De verdade, a vida é tão melhor quando podemos sair um pouco da realidade e mergulhar na fantasia.. adoro! Ainda mais em tempos tão bicudos.

Enfim, os dois livros do Harry até agora foram super prazerosos. Vou ler Clube da Luta e depois continuar a saga do bruxinho.

Harry Potter e a Pedra Filosofal

Terminei hoje o primeiro livro do Harry e gostei muito. Marido tinha comprado a coleção há uns 5 anos, mas foi apenas depois que meus meninos começaram a ler e a gostar muito das histórias e dos filmes que eu animei.

É um livro muito prazeroso e, como eu adoro livros de fantasia, também entrei no mundo de Hogwarts. Fico me imaginando criança, com esses livros em mãos. Iria sonhar em estar naquela turma.

Em nada me espanta o sucesso da autora; ela soube como fazer e fez muito bem. Amanha já começo o segundo, A Câmara Secreta, e sei que serão muitas horas de diversão também. Depois do pesado Os demônios, quero mais é magia. 😀

Os demônios, de Dostoiévski

Terminei.

Livro difí­cil, não vou negar. Li metade, dei um tempo, li outras coisas mais leves, depois continuei. Eu já tinha lido 1/3 mais ou menos quando resolvi imprimir uma lista de personagens, o que me ajudou muito. Tenho estado muito cansada, os dias tem sido muito difí­ceis. Então a lista me deu um apoio quando eu dava aquela voada sobre quem era quem…

Então, vou deixar a lista aqui ao final do post. Eu a retirei desse site – que deve ser visitado para conhecer um pouco mais sobre Os demônios – e ainda incluí­ alguns outros que achei necessários. E, ainda assim, não está nada completa! Em certo momento me cansei e parei de atualizar…rs

Enfim, vamos lá: o livro é um confronto de ideias entre a geração dos anos 1820s, utopistas, protagonistas de um ateí­smo militante e a geração dos anos 1840s, messiânicos, ou seja, do movimento ideológico que prega a missão de que um homem (ou grupo) estaria investido na salvação da humanidade. Esses, os mais novos, são membros do Cí­rculo.

Foi inspirado no episódio real de 1868 quando Serguiêi Nietcháiev (Piort no romance) – discí­pulo de Bakúnin – e outros quatro membros da organização clandestina Justiça Sumária do Povo, matam o colega Ivan Ivánovitch Ivanov (Chatóv), suspeito de traição ao plano de provocar uma insurreição na Rússia na primavera de 1870.

O assassinato ocorre mais no fim da narrativa e antes disso tem história pra dar com pau. Eu não sou a melhor pessoa para discorrer sobre essa obra não, mas tem muito material de grande valor na internet.

Enfim, apesar de difí­cil, gostei. É um desafio cumprido.

Personagens Principais

  • Stiepan Trofí­movitch Vierkhoviénski – intelectual decadente, sustentado por Varava, preceptor de Nikolai
  • Piotr (Pietrucha)  Stiepánovitch Vierkhoviénski – filho de Stiepan, lí­der da Sociedade, 27 anos
  • Varvara Pietrovna Stavróguina – viúva, aristocrática e rica, financia os encontros do Cí­rculo – “livre pensadora”
  • Nikolai  Vsievolódovitch Stavróguin (Nicolas) – filho de Varvara, libertino, ateu, duelista, Prí­ncipe Harry
  • Lizavieta (Liza) Nikoláievna  Túchina – 22 anos, aristocrática, foi aluna de Stiepan – filha de Ivan e Praskóvia
  • Andreêi e Yúlia von Lembke – novos governadores da proví­ncia. Ela é parente de Praskóvia e adepta de novas ideias
  • Dária Chátova – irmã de Chátov, protegida de Varvara, bom coração, apaixonada de Nikolai
  • Aleksiêi Ní­litch Kirí­llov – 27 anos, ateu, engenheiro, solitário e suicida

Personagens Secundárias

  • Anton Lavriéntiev Gorovov – narrador, muito próximo de Stiepan, do Cí­rculo
  • Ivan í“ssipovitch – velho governador da proví­ncia, parente de Varvara Ivan Chátov – socialista e depois idealista russo, é do Cí­rculo, dissidente da Sociedade
  • Mária Chátova – mulher de Chátov, com quem só ficou seis semanas Virguinski – funcionário pobre, humanista, do Cí­rculo e da Sociedade
  • Ignat Timofêivitch Lebiádkin – capitão, falsário, surra a irmã louca, antigo amante da mulher de Virguinski, mas apaixonado por Liza, frequenta o Cí­rculo vez ou outra
  • Mária Timofêivitch Lebiádkina “a desconhecida” – irmã de Ignat, aleijada e louca, casada secretamente com Nikolai Stavróguin em Petersburgo
  • Serguiêi Lipútin – funcionário, ateu, intriguento, do Cí­rculo de da Sociedade
  • Ivan Ivánovitch Drozdov – general amigo do velho Stavróguin, falecido
  • Praskóvia Drozdova – generala, amiga de Varvara, mãe de Liza Sêmion – Generala, amiga de infância de Varvara. Drozdova pelo segundo casamento; Túchina pelo primeiro. Esclerosada.
  • Aliena Frólovna – criada de Praskóvia, criou Liza
  • Karmazí­nov – escritor conhecido, parente da nova governadora
  • Mavrikii Drozdov – pretendente de Liza, capitão, sobrinho de Praskóvia, 30 anos
  • Chigalí­ov – cunhado de Virguinski, carrancudo, soturno, da Sociedade
  • Kapiton Maksí­movitch – participa do cí­rculo
  • Virguinski – vivia isolado com esposa
  • Virguí­nskaia (Arina Prokhorovna) – niilista, parteira, traiu marido com Lebiádkin
  • Liámchin –
  • Tolkatchenko –
  • Aliocha Teliátnikov – funcionário aposentado protegido do governador
  • Sêmion Iegórovitch Karmazí­nov – Escritor conhecido. Maduro. Parente da governadora A personagem Sêmion Karmazí­nov teria o intuito de ridicularizar Ivan Turguêniev.
  • Stiepan Vissótski von Blum – funcionário da chancelaria da proví­ncia
  • liá Ilitch – chefe de polí­cia
  • Vassili Ivánovitch Flibustiêrov – delegado de polí­cia
  • Agáfia – doméstica idosa

E se fosse você?

No meio da minha leitura de Os demônios, tenho lido uma coisinha ou outra. Esta semana chegou aqui em casa o livro da Manuela D´ívila, “E se fosse você?”.

Olha, tenho até dificuldades de falar sobre esse livro. Porque estou tão cansada e chateada com essa cultura de fake news (ela explica o termo no livro, gostei) e de apedrejamento de pessoas sem mais nem menos, por uma simples postagem nas redes ou em grupos de whatsup…

Nem nos meus piores sonhos eu imaginaria o que nossa sociedade se tornou – e isso apenas porque pudemos ter livre acesso a todo e qualquer tipo de informação.

O livro é pequenininho. Li numa sentada, enquanto fazia minha bicicleta. Mas o conteúdo é denso, é triste, é chocante.. são muitas as ví­timas da informação mentirosa, que vem sempre contaminada por algum interesse polí­tico escuso. Será que isso vai melhorar? Pelo ní­vel da educação que nossas crianças e adolescentes vêm recebendo… não tenho muitas esperanças.

Fiquei triste lendo o livro. Triste pela Manuela, pela Lola, pelo Jean Willys.. e por todos que sofrem nas mãos de um povo conservador, hipócrita e ignorante.

A morte de Ivan Ilitch, de Tolstoi

A morte de Ivan Ilitch, pra mim, é um livro essencial. Eu fico impressionada com a sensibilidade de Tolstói pra perceber as nuances da vida, das nuances dos relacionamentos e da psiquê humana.

No caso desse livro especí­fico eu acho incrí­vel como ele consegue desnudar o desejo do doente (no caso, do doente terminal) de ser tratado com mais piedade, com mais compaixão e verdade.

Fiquei tentando me colocar em uma situação parecida da do protagonista (é difí­cil) e realmente me parece que em um momento como aquele o que mais desejamos é que alguém esteja por perto para nos ajudar a analisar a morte e enfrentá-la sem rodeios ou trapaças.

Ivan Ilitch quer ser tratado como uma criança que merece dó, quer que entendam a miserabilidade de suas dores, mas, ao contrário, tanto a famí­lia quanto os médicos parecem tentar confortá-lo com mentiras. Tudo o que ele não precisa.

Em certo momento ele começa a recordar da infância, momento de sua vida que lhe traz um pouco de felicidade real; também interessante a lembrança em relação í  utopia juvenil sobre fazer deste um mundo melhor. Ele não entende como saiu dali e virou-se para uma vida completamente burocrata e sem amor.

Muito do texto é sobre as escolhas de Ivan, mas muito também é sobre como o mundo nos força a seguir um caminho e certas regras sem sentido. Talvez, se Ivan não tivesse amarras invisí­veis, teria tido um fim muito mais digno. Se é que dá pra falar em dignidade na dor e no sofrimento constantes.

Livro maravilhoso: pra ler, pra pensar, pra reler, pra ler na juventude e na velhice. Pra presentear e indicar.

Kurt Seyit e Murka

Na foto Kurt Seyit em pé, í  direita. Murka sentada e suas duas filhas ao lado. Não sei quem é o rapaz ao lado de Seyit. Deve ser o sobrinho, filho da irmã.

Há exatamente um ano eu estava terminando a leitura do livro Kurt Seyit e Shura. Dá uma conferidinha no texto que postei e saiba como se dá o iní­cio da história do livro da vez, Kurt Seyit e Murka.

Então.. desta vez preciso dar um spoiler sobre o romance da russa Shura e do turco Kurt Seyit. Eles não acabam juntos. A tradição de que turco se casa com turco (ainda é, assista ao canal do Youtube Sobrevivendo na Turquia) foi mais forte e Kurt Seyit abandona definitivamente Shura para casar-se com Murka, a avó de Nermin Bezmen, autora de ambos os romances.

Eu gostei demais desse livro também. Nermin detalha bastante o que foram as várias décadas de relacionamento do casal: ela descreve com muita clareza o que foi para Murka viver apaixonadamente ao lado de um homem que – pelo menos nos primeiros anos de casado – não a queria.

Seyit, apesar de (digamos assim) ter escolhido Murka, não se esquecia de Shura. Então vivia aquele eterno desgosto de estar em uma rotina e companhia que não lhe satisfaziam.

Traí­a Murka a torto e a direito, sumia de casa sem aviso… e a pobre sofria.. ah, como sofria.. como casou-se muito menina, cresceu na marra e na base da angústia.

Somado ao sofrimento emocional dos personagens, o livro descreve as mudanças históricas (passam por guerras e perseguições), sociais e econômicas que ocorreram na Turquia da época. Depois a história ainda encontra Ataturk e os personagens vivenciam mudanças muito significativas no paí­s.

Há muitos relatos sobre as perseguições realizadas por Stalin na Crimeia também, tudo muito triste e inimaginável. É preciso ver que a autora conta sob o ponto de vista de quem era perseguido por ele, ou seja, por quem tinha os alemães nazistas como salvadores de suas almas.

Para uns a Crimeia foi liberta dos exércitos da Alemanha e de seus aliados; outros tantos ainda revivem o trauma da deportação por Stalin. Não é necessário entrar nesse mérito, enfim…

O importante aqui é ver a transformação dos personagens, talvez tentar entender seus atos e reações aos fatos da vida e perceber como histórias podem se transformar a partir de decisões errôneas.

Ao final da vida, Seyit demonstrava gostar de Murka, mas nunca foi verdadeiramente feliz a seu lado.

A trajetória da vida do casal é muito interessante e eu indico a leitura. Apesar de triste, a história é cativante. O texto te faz refletir sobre a diversidade de culturas; te marca e inspira. Leia!

Malala, a menina que queria ir para a escola

Terminamos ontem a leitura de Malala, a menina que queria ir para a escola, da jornalista Adriana Carranca. Eu li para os 2 durante uma semana mais ou menos, sempre í  noite, depois do banho e antes de dormir.

Eu achei esse livrinho incrí­vel. Ele é um livro pequeno, mas nem por isso raso. E até por isso mesmo demoramos uma semana inteira para finalizarmos.

A história de Malala traz um novo mundo para as crianças e aí­ inúmeras dúvidas surgiam o tempo todo por parte dos dois. Até penso que esse livro seja para meninas e meninos de uns 10 a 12 anos, mas resolvi ler por agora mesmo. Eles ganharam de presente e eu achei que a leitura seria legal nesse momento.

Surgiram questionamentos de todos os tipos: “porque as pessoas daquela região são assim? Porque se vestem assim? Porque desprezam as meninas? Quem são esses talibãs?”

Minha filha logo se espantou com o que fazem com as mulheres por lá: “mas mamãe, todos eles vieram de uma mulher, como podem se comportar assim?” Meu filho também achou revoltante e falou que não existem diferenças entre homens e mulheres…

Tive que explicar muita coisa sobre as pessoas daquele lado de lá do mundo: religião, cultura, hábitos diferentes.. e isso foi muito bom. Conhecer mais do mundo é um privilégio.

Eu também gostei de conhecer em maiores detalhes a história dessa moça tão forte e guerreira. Merecedora, de fato, de tudo o que conquistou até aqui. E digo isso sem deixar de dar os meus humildes parabéns ao pai dela, que soube perceber a importância da filha como ser humano tão digno de valor como os seus outros dois rapazes.

Gostei e indico.

Page 3 of 12

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén