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Viagem pelo cerrado – Aracê e Oca Lila

A foto que você vê aí­ em cima foi tirada no segundo dia de nossa estada na Chapada, enquanto nos deliciávamos com a cerveja artesanal Aracê durante um almoço vegetariano bem gostoso no Oca Lila – um charmoso espaço para quem curte comida vegetariana de boa qualidade.

Ao lado da cerveja, os companheiros inseparáveis de viagem: O Guia e os óculos escuros. Sol nos olhos não dá, né?

Sobre o almoço, bem… Este restaurante merece destaque especial em nossa jornada por Alto Paraí­so e São Jorge só pela qualidade da comida. Muito boa, com serviço excelente e muitas opções, incluindo quinua em uma salada muito gostosa e diferentes opções com soja e brotos de feijão e bambu. Mesmo que você não seja vegeratiano, vale a pena experimentar.

Sobre a cerveja, recomendo que quem puder a experimente. É bem gostosa. Tem um sabor marcante e a consistência é boa. Nos refrescou no almoço e depois em outras ocasiões em São Jorge.

A Aracê é produzida em Cavalvanti, um dos municí­pios que integram a chapada. Os responsáveis pela Aracê, curiosamente, não são brasileiros. Pelo que pudemos apurar: 

O produto é fabricado artesanalmente pelos chilenos Manolo Murga e Soledad Ramirez. Eles fundaram a cervejaria há cerca de um ano e meio. Deu tão certo que o casal já planeja aumentar a produção a partir do próximo ano, saltando dos atuais 500 litros/mês para 1.500 litros. A microcervejaria fica na estrada que liga Cavalcante ao municí­pio de Colinas do Sul e pode ser visitada pelos turistas. 

Infelizmente, não tivemos a oportunidade de visitar a fábrica, mas que deu vontade, deu. Ah, e antes que briguem com a gente, tomamos uma única garrafa da cerveja e esperamos por mais de três horas para podermos dirigir. Enquanto o tempo passava, almoçamos e depois passeamos a pé por Alto Paraí­so.

Viagem pelo cerrado – Pousada Trilha Violeta

Saí­mos da Saborella e pegamos estrada rumo í  Chapada dos Veadeiros. Já tinham nos informado de que melhor seria se ficássemos no distrito de São Jorge, a 35 km de Alto Paraí­so. Metade da estrada entre as localidades é de terra e, como a maioria das atrações fica mais para o lado de São Jorge, se você por lá se hospeda evita um pouco de trânsito na poeira.

Enfim, chegamos a São Jorge já de noite e, apesar de ser terça-feira, praticamente todas as pousadas estavam lotadas. Ah, sim, por causa das férias? Um pouco. O que realmente lotava a cidadezinha era o VIII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros.

De toda forma, não sabí­amos deste evento; fomos pegos totalmente desprevenidos. Demos sorte que, em nossas andanças, encontramos a Trilha Violeta, uma pousadinha bem bonitinha e confortável. Realmente, a dona da pousada condicionou nossa hospedagem ao fechamento de um pacote maior do que o que planejávamos, mas isto acabou sendo bom. Descansamos bastante e aproveitamos muito o perí­odo em que ficamos por lá.

Fica, enfim, a dica. São Jorge é lotada de pousadas e creio que muitas sejam excelentes. Mas se você estiver pensando em fazer uma reserva í  distância e tiver a Trilha Violeta como opção, pode fazê-la sem susto que não será surpreendido. O café da manhã é bem gostoso, as camas são confortáveis, o banho é bom e o atendimento idem.

Viagem pelo cerrado – Brasí­lia

Continuando nossa viagem, estivemos em Brasí­lia a caminho da Chapada, por dois dias. A capital é velha conhecida de todos, ainda que pelos telejornais. Eu já tinha estado na cidade. Ele não e, ao final de nossa estadia, tirou a mesma conclusão: Brasí­lia é muito bacana se você estiver a passeio. Para morar talvez não seja a melhor escolha. Pelo calor, pela secura do ar, pela distância de tudo ou pela impessoalidade que passa aos visitantes.

De qualquer forma, tivemos um tempo bom por lá. Visitamos os locais de praxe, fomos a um ótimo restaurante/bar mexicano e a uma sorveteria deliciosa, a Saborella. Quem já passou por aqui sabe o quanto apreciamos a iguaria e que quando falamos que é bom, pode apostar. 🙂

É aquela coisa, né, se você é um aspirante a servidor público e, ao alcançar o objetivo, precisa ir pra Brasí­lia, ok. O lance é rezar pra conseguir voltar pra casa logo. E olha que Belo Horizonte já está ficando quente demais. Quente e seco demais.

Alumiando o pensamento

Falando em cerrado e em Coromandel, é interessante salientar que a população do Alto Paranaí­ba tem sotaque e palavrear bastante caracterí­sticos. Tudo é bem diferente de quem mora na capital e as pessoas pronunciam expressões do tempo do onça ou nunca utilizadas por aqui.

Quando criança, passando férias por lá, especialmente quando ficava na fazenda, me assustava ouvir verbos como apear, arribar, alumiar e muitos outros que não me recordo agora. Por vezes não sabia mesmo o que queriam me dizer e, na minha ignorância, por vezes achava que aquela linguagem encontrava-se em desacordo com a norma do português.

Mais tarde, estudando e lendo mais e mais, compreendi que, em verdade, não há um português errado ou correto. Há, sim, a norma culta, que deve obedecer aos padrões gramaticais e é utilizada em ocasiões especí­ficas, mas o português – definitivamente – não se resume a ela e as diferentes regiões e/ou populações possuem a sua linguagem particular, que deve ser respeitada.

Pois então. Na nossa última viagem, ouvimos por vezes o verbo alumiar. Chegando a Beagá, continuei a leitura de Anna Karenina e, pra minha surpresa, em uma tradução não muito recente, lá estava ele. Eu não imaginava, sinceramente, que alumiar é verbo regular da 1ª conjugação. Aproveitei e verifiquei apear e arribar e também são, isto mesmo, verbos constantes da norma culta. O que quero dizer: o que eu, por vezes, achei fosse “errado”, não era. E o meu desconhecimento, minha ignorância, fora fruto de algum preconceito.

E ainda que não fossem verbos da norma culta, vale dizer, estariam inseridos em um contexto próprio, ou seja, em nada desqualificariam seus falantes. Hoje, claro, tenho uma visão mais crí­tica e a mim me agrada bastante conhecer um pouco mais da riqueza de nossa lingua.

Enfim, em Coromandel, por várias razões, ficamos um pouco mais ricos em matéria de lingua portuguesa, o que também foi muito bacana.

Viagem pelo cerrado – Coromandel

Como prometido, iremos postar algumas fotos da nossa viagem de julho. Foram 10 dias muito bacanas, começando a viagem pela cidade de Coromandel.

Coromandel é uma pequena cidade do Alto Paranaí­ba/MG. Daquelas em que os vizinhos ainda se visitam e pegam panelas emprestadas. E que no sábado bolos gostosos e pães de queijo amarelinhos (um dos melhores de Minas) saem do forno. As crianças ainda podem brincar nas ruas e uma festa de peão com show de Bruno e Marrone é um grande acontecimento. 😉

São de lá vários dos maiores diamantes brasileiros. Curioso, inclusive, que alguns, ao matar galinhas, ainda tenha o costume de conferir em suas moelas a presença de algum cisco de diamante. É que as coitadas comem tudo o que chama a atenção e, logo, mandam fácil pra dentro uma pedrinha que esteja brilhando ao sol. No passado, podem acreditar, não era raro encontrarem o pequeno tesouro dentro do bucho das penosas. Hoje, acho eu, isto não é tão frequente.

Várias cachoeiras transformam o lugar em encantador, mas são quase todas em áreas particulares ou de difí­cil acesso. Nós passeamos bastante pela região e, além de ver dezenas e dezenas de belas plantações, conhecemos alguns lugares não turí­sticos, como a cachoeira da usina de Lages.

Vendo ou alugo chave do céu

E não é que a Igreja Universal do Reino de Deus foi condenada a devolver a um de seus fiéis todo o dinheiro ofertado a tí­tulo de dí­zimo, desde 1996? O sujeito, portador de doença mental, envolveu-se até o pescoço com os ‘pastores’ da ‘igreja’, que chegaram a lhe vender a chave do céu. Quem tentasse dissuadi-lo, claro, era chamado de demônio.

Hancock

Vimos ontem o  Hancock, com o Will Smith. Muito bacana e divertido. Tudo bem que ele vai na onda já batida dos mutantes (ou super-heróis, como preferir), mas isto não o prejudica. Principalmente se você for como nós do Em Geral que acha que filme de ficção é sempre bacana, ainda que não seja lá grandes coisas. Mas este não é o caso de Hancock; o filme é bom e o roteiro surpreende. Indicamos, pois vale a pena.

Justiça complacente

Milhares de polí­ticos cuja vida pregressa está pior que pau de galinheiro irão disputar as próximas eleições. Acabo de ver, por exemplo, a cara lavada do atual prefeito de Uberaba/MG, Anderson Adauto, em sua atual campanha. O santinho estampa um sorriso aberto de quem ‘aga e anda’ pra quantidade de denúncias que correm contra ele.

E tudo com respaldo da Justiça brasileira, especialmente das instâncias superiores, pois creio haver muitos magistrados (singulares) bem intencionados.Â É isto que me impressiona e aborrece.

Arquivo X e Batman, o Cavaleiro das Trevas

Sobre Batman, o Cavaleiro das Trevas, sem comentários, pois supera as expectativas, é realmente excelente.

Arquivo X, assistimos numa ida infrutí­fera ao cinema, querendo ver Batman. Mas é bem legalzinho, apesar de meio arrastado e de eu achar meio chatinha a tal da Scully.

(Fuja do) Tosco Burguer. Tosco em todos os sentidos

Bem, como vocês devem ter lido no post abaixo, voltamos a BH. Nossa jornada de volta da Chapada dos Veadeiros (GO) foi um tanto quanto longa; afinal, são quase 1500 KM. Aguarde as fotos e o relato da viagem. Valeu muito a pena.

Voltando ao tema deste post… Quando chegamos a BH, a fome apertava. Muito. Resolvemos, então, experimentar o Tosco Burguer, uma lanchonete daqui de BH que é famosa pelos desafios que oferece. Aparentemente trata-se de um local onde você come sanduí­ches grandes e é desafiado a comer uma quantidade quase absurda de comida em um determinado tempo e ganhar dinheiro (e fama) com isso.

Enfim, como a fama do local é de oferecer sanduí­ches, digamos, “bem servidos”, resolvemos matar nossa fome de viajantes com as iguarias do local. Eu encarei um TOSCO IV e Ela, um TOSCO I. Minha intenção inicial era até participar do tal desafio, que consistia em comer dois sanduí­ches, beber dois refrigerantes e duas taças de sorvete em duas horas. Em troca, receberia R$ 30,00 em crédito e não pagaria pela refeição. Ainda bem que Ela me alertou que primeiro testasse o sanduí­che e, numa segunda oportunidade, participasse do desafio. Ainda bem mesmo.

Digo isso pois a única coisa boa lá é o refrigerante, que é industrializado e vem direto da Antarctica. De resto, os sanduí­ches são muito ruins. Parece que eles se esforçam para fazer a coisa ser realmente desafiadora. O pão é ruim, os hambúrgueres são de terceira e a batata palha é sofrí­vel. Na verdade, todos os ingredientes são de qualidade inferior. Nem o catchup salva.

Ou seja, você não precisa entrar num desafio de comer uma quantidade enorme de comida para sentir o drama. O desafio é terminar de comer um único sanduí­che.

Saí­mos do local com aquela impressão de que desperdiçamos espaço em nossas barrigas. Teria sido muito mais válido comer um treiler de sanduí­ches comum ou até mesmo encarar uma pizza. Valeu pela experiência. Desmistificou o local e serviu para que construí­ssemos nossa (péssima) impressão sobre o Tosco Buguer. Se BH fosse uma cidade turí­stica, o local poderia ser considerado como uma daquelas armadilhas básicas para pegar os incautos.

Se você quer comer bons sanduí­ches made in BH, há excelentes opções: Xodó (no estilo fast-food) e Eddie (no estilo americano).

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