Estamos em casa novamente e já preparando alguns posts com fotos de nossa viagem. Inicialmente fomos até a cidade de Coromandel, no Alto Paranaíba, iniciando o percurso pelo cerrado mineiro. Depois, fomos até Brasília e, após uma breve estada na Capital Federal, fomos para a Chapada dos Veadeiros, GO, fixando lugar em São José, distrito da conhecida Alto Paraíso. Tudo foi muito bacana e teremos muito prazer em compartilhar aqui algumas belas fotos.
Fomos ver o filme Jogo de Amor em Las Vegas. Realmente, em se tratando de comédia romântica, não apresenta nenhuma inovação. Mas o filme é uma diversão bem gostosa, descompromissada. Rimos bastante, que é o que realmente interessa.
í“timo para dias em que se tem vontade de ir ao cinema, mas não quer sair dali meditabundo, aborrecido ou com profundos questionamentos filosóficos. 😉
Mas uma das coisas mais engraçadas/amendrotadoras da viagem foi que, em busca de cachoeiras e lugares mais lindos ainda, resolvemos nos embrenhar por uma estradinha das mais toscas possível. A tarde foi caindo e, sem que nos déssemos conta, estávamos no meio do nada, indo pra lugar nenhum.
E aí o que não queríamos aconteceu. Começou a chover forte e o que era estrada virou um lamaceiro daqueles. Resultado: nosso amigo Pálio não aguentou e ficou definitivamente atolado.
Foram horas e horas de esforço. Tentamos tudo que podíamos, mas tudo em vão. E o pior é que naquela estradinha não passava ninguém, nem uma alma sequer que pudesse nos ajudar a desatolar o carro. Nos sujamos, rimos, nos preocupamos, a noite caiu e nada. Ninguém (nem duende ou ET).
Embora normalmente sejamos cuidadosos, naquele dia nada havia sido planejado. Tínhamos saído do hotel em São Tomé apenas para conhecer uma sociedade alternativa que fica í beira da estrada. Mas, depois disto, fomos seduzidos pelo lugar e continuamos sem carregar água, comida, cobertores e celulares. Havia uma outra motivação. É que faltava gasolina em São Tomé e como as placas indicavam um outra cidadezinha ao fim da estradinha (Luminárias), resolvemos continuar.
Fato é que, depois de atolados e já sem gasolina o bastante, resolvemos dormir, mas não sem antes passar horas conversando. Estávamos bem tensos, isto é fato, afinal não conhecíamos o lugar.
Na manhã seguinte, bem menos preocupados, vimos o sol dar as caras e secar um pouco o chão, o que nos ajudou bastante. Ele, como bom motorista, também foi peça fundamental na resolução da bagunça e, depois de “umas boas meia-horas”, conseguimos nos safar da lama. 😉
O objetivo agora era conseguir um pouco de gasolina numa das fazendas da redondeza e retornar í cidade para um bom café da manhã, algumas horas de sono decente e mais uns passeios pela belíssima natureza de São Tomé das Letras.
Bem, hoje acabam-se os prometidos 5 posts de viagens passadas. Já estamos chegando a Belo Horizonte e, em breve, teremos muita coisa nova do nosso mais recente passeio.
Saindo de Monte Verde, passamos em Três Corações e, de lá, fomos para São Tomé das Letras, cidade que eu sempre quis conhecer. Não que a fama de riponga da cidade tivesse me atraído. O que eu queria ver era a natureza do lugar, que é lindíssima. E lá fomos nós.
Ele achou a cidade um pouco suja, feia e sem atrativos. Eu gostei bastante. O lugar realmente não se encontra muito arrumadinho para turistas. Não há hotéis legais ou pousadas interessantes dentro da cidade, apenas estabelecimentos mais simples, mais sem graça. Os que querem fazer algum estilo partem para o tema exoterismo. Ou seja, o lugar é realmente destino de mochileiros sem grana. Bem, esta foi a impressão que eu tive da cidade, claro, e eu gostaria mesmo de ser contrariada por alguém que conhece São Tomé melhor que eu.
Mas, ainda assim, com todos estes poréns, gostei demais do passeio. Gostei das casas (quase todas) revestidas de pedras e do clima jovem do lugar. Isto sem falar, obviamente, em quanto é linda a natureza da região, em quantos passeios podem ser feitos, em quanto você não fica deslumbrado por tudo aquilo ali simplesmente existir.
Vista do centro da cidade.
Muitas casas, bares e restaurantes são revestidos de pedras.
Detalhe para o visitante sentado no telhado.
O que mais tem em São Tomé são bares para a garotada.
Monte Verde não é apenas um antro de comilança. A natureza do lugar é muito, mas muito bela. Há inúmeras opções de passeios, a pé ou a cavalo, para todo tipo de pessoa: de crianças a idosos, de preguicosos a animados.
Há trilhas de apenas 30 ou 40 minutos, como as que te levam ao Chapéu do Bispo e í Pedra Redonda. De 1h30m chegando no Platô ou na Pedra Partida. E até trilhas de 2h30m chegando ao Pico Selado. Estes, claro, são os pontos turísticos mais famosos de Monte Verde, mas, com toda certeza, há ainda muito mais o que ver na região, o que deve ser feito com a presença de um guia local para evitar aborrecimentos.
No nosso caso, fizemos todas as caminhadas possíveis e foi muito bom. Abaixo, algumas imagens da vista que se tem quando se chega ao destino das trilhas.
Fizemos, em 2004, uma viagem muito gostosa. Saímos de BH em direção a Monte Verde e, depois de uma semana de frio, fondues, várias caminhadas e muito, mas muito sono, fomos para São Tomé das Letras.
Mas, voltando a Monte Verde, estas são as fotos da cidade, excelente para ser visitada no inverno, especialmente se você é daqueles que, como nós, adora um friozinho. As opções de restaurantes e bares são inúmeras, sem falar nas dezenas de cafés que servem aquelas coisas mais gostosas do mundo.
Como há uma certa influência alemã na região, é bem fácil achar vários tipos de tortas de maças e os deliciosos ‘joelhos de porco’. Falando nisto, foi em Monte Verde que comemos o joelho de porco mais gostoso de todos. Ele veio í mesa meio branquelo, meio esquisito, mas quando o experimentamos soubemos que não seria fácil achar outro igual.
Outra delícia que nos marcou em Monte Verde foi uma beringela/berinjela com queijo que comemos em um restaurante da rua principal. A parmeggiana do Trás os Montes também estava deliciosa. Também houve uma carne seca na abóbora moranga e uma carne de lata que não esqueceremos, esta última no restaurante O Caipira. Isto sem falar num maravilhoso fondue de queijo deliciado exatamente na madrugada do dia 01º de janeiro de 2005, depois de passarmos o reveillon no aeroporto mais alto do país.
🙂
A propósito, nos hospedamos na Pousada Sol Nascente e não tivemos nenhuma reclamação. Quarto com lareira bem aconchegante e um café da manhã bem gostoso. Tudo por um preço justo.
Tá certo que comemos um pouco demais nesta viagem, mas compensamos com as caminhadas pela região, como se verá no próximo post.
Uma de nossas primeiras viagens juntos foi para Lavras Novas, uma pequena cidade pertinho de Ouro Preto. O lugar é uma gracinha, bem fresquinho, cheio de bares, restaurantes e pousadas bastante agradáveis. Também é cheio de trilhas para trekking e cachoeiras para quem se aventura um pouco mais.
Quando lá estivemos estava um frio lascado; me lembro bem que quando acordávamos não víamos nada da paisagem, mas apenas aquela névoa gostosa, que te chama continuamente para os cobertores.
Bem, Lavras Novas é a primeira cidade a ser retratada numa pequena série de 5 posts que serão publicados sobre algumas de nossas andanças por Minas Gerais. Como disse, esta foi a nossa primeira viagem; ainda em 2004.
Durante este mês de julho, enquanto viajamos pelo cerrado mineiro, escalamos a publicação de alguns dos destinos já visitados. Quando voltarmos de nossa pequena incursão pelo cerrado, haverá muita coisa nova e bela para postar.
Mas, enfim, este é o centro de Lavras Novas. Como podem ver, é uma rocinha, mas lotada de bares e restaurantes bem bacaninhas, todos bem rústicos e que surpreendem os visitantes que se deparam com esta pequena vila no alto da serra.
E toda esta movimentação deve-se, claro, aos inúmeros turistas que lotam Lavras Novas, normalmente vindos de Belo Horizonte, nos fins de semana e nos feriados prolongados.
Construção antiga em adobe, preservada para observação e deleite dos turistas. Vale dizer, ainda sobre o turismo em Lavras Novas, que a cidade recebe bem aqueles que gostam de acampar, havendo mesmo uma aura riponga no lugar.
No nosso caso, ficamos na Pousada Bem Querer e fomos muito bem atendidos. Também gostamos bastante da carne com molho chimichurri do Kokopelli, uma delícia.
Lojinha de artezanato em Lavras Novas. Como esta há várias, bem enfeitadas, coloridas e charmosas, onde você poderá encontrar toda sorte de trequinhos mineiros.
Enfim, vale a pena dar um pulo em Lavras Novas, especialmente se você já estiver em Ouro Preto. Apenas tenha bastante cuidado com a estrada, que é de terra e bem sinuosa. Por isso mesmo não é aconselhável chegar lá quando a noite já tiver caído.
Outro dia assistimos o filme “Filhos da Esperança“. Eu estava esperando muito do filme, que – por motivos vários – não havíamos conseguido assistir no cinema. Ela também aguardava com ansiedade a oportunidade de conhecer a história tão prometida no trailler que vimos há um tempão.
Mas o filme decepcionou. Não sei, mas parece que muita coisa passa em branco. Por exemplo: por qual motivo as mulheres deixam de ser férteis? O que está acontecendo no mundo que gerou aquela quantidade de conflitos? Por qual motivo são criados os campos (cidades) de refugiados? O quê são os tais “Peixes”? E, por último: por qual motivo medicamentos que induzem í morte são vendidos e anunciados í população?
A soma disso tudo e de uma narrativa um tanto quanto confusa é o que temos no filme. Como disse, fiquei decepcionado. De certa forma, o filme me lembrou o “Extermínio“… Que gostei mas que também deixa muita coisa sem ser explicada.
Bem, se estiver passando na TV a cabo e você assistir, tudo bem, mas não recomendo gastar seu dinheiro alugando e nem seu tempo baixando o filme.
Fomos, neste fim de semana, conferir o filme Na Natureza Selvagem, de Sean Penn. Eu gostei bem mais que Ele, que achou o personagem principal um revoltado de butique. Inclusive, lendo na net a respeito, encontrei este post, que me lembra, em sua primeira parte, a critica que ouvi ao sair do cinema.
Na minha opiniao, esta imaturidade faz parte da construção do personagem, que, ao final, por uma dezena de motivos, compreende a real extensão das consequências de seus atos. Só que o aprendizado custa-lhe muito e, bem, veja o filme.
Esta critica do filme é muito boa também, vale a pena.
Foi bem bacana ver o novo Indiana Jones. Harrison Ford continua (quase) o mesmo e nós nos sentimos com 10 anos de idade. Ficamos nos lembrando de como ficávamos emocionados dentro do cinema naquela época e em como os filmes eram mais que filmes.
Muito boa diversão. Não foi do nada que bateu as expectativas.




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