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Hotel Paris, Santiago – alerta aos brasileiros

Em Santiago, ficamos em três hotéis: Londres, Paris e Posada del Salvador. O último é bem superior aos dois primeiros. Nada a reclamar dele. Sobre preços, 60 dólares para o casal neste último e a partir de 14 mil pesos para um casal com banheiro no Paris e 16 mil nas mesmas condições no Londres – em janeiro de 2008. O Londres e o Paris ficam pareados em termos de conforto. O Paris é um pouco “menos velho” e aceita cartão de crédito…

Em compensação, mexeram em nossas coisas no hotel Paris (no Londres isso não aconteceu). Não nos levaram nada, mas de outra brasileira, que conhecemos em São Pedro e reencontramos em Santiago, levaram uma câmera digital profissional… No consulado, a nossa colega foi avisada que isso acontece com frequência naquele hotel. Também soubemos na feirinha do Serro Santa Lucia, por vendedores locais, de furtos no Hotel Paris. A dona, uma senhora que se parece com aquela Sue Johanson da TV, foi bastante rude e nos tratou super mal… Com nossa colega (que foi roubada enquanto nós já haví­amos mudado para a Posada Del Salvador) ela foi ainda mais rude.

Desrecomendamos totalmente o Paris. Quando esta brasileira chamou os carabineiros para reclamar do furto da câmera no Paris, a dona do Hotel disse que eles tinham mais o que fazer, evidenciando total cumplicidade desta senhora nos furtos ocorridos no seu hotel. Uma vergonha…

Retornando a Santiago

Nossa viagem de retorno a Santiago fora tão bacana quanto a ida ao Atacama. Assistimos a vários filmes e dormimos bem í  noite, de modo que a viagem passou mais rápido do que se pode imaginar. De fato, durante a viagem, descansamos da correria dos passeios no Atacama. Chegando a Santiago, procuramos, desta vez, um hotel no bairro Providência, que  nos lembrou o bairro Funcionários aqui da capital mineira. Pois bem, ficamos na Posada del Salvador, um hotelzinho bem simpático e bem diferente do Hotel Paris, do qual iremos falar no próximo post.

Quando chegamos inicialmente em Santiago, antes de visitar a região de Antofagasta, estávamos naquela sangria de conhecer tudo da cidade, todos os pontos turí­sticos, todas as indicações de conhecidos. Agora não. Estávamos em Santiago e irí­amos acordar tarde, curtir os restaurantes, passear tranquilamente pelos bairros da cidade, conhecer suas livrarias e lojas de Cds, seus shoppings, sua noite, suas lojas de antiguidades. E, como não poderia deixar de ser, visitar seu grande museu. Ou seja, estávamos ali para vivenciar a cidade, o que foi delicioso.

Quanto ao bairro da Providência, nós realmente o adoramos. Há muitos bares e restaurantes gostosos e muitas, mas muitas lojas interessantes. Santiago, de uma forma geral, nos pareceu muito boa para se viver; o povo é educado e simpático. A cidade é limpa, cuidada e não parece ser perigosa. E as estradas do Chile – pelo menos todas as que percorremos – são excelentes, o que, claro, conta pontos a favor da capital.

5º dia no Atacama – retorno a Santiago

Na manhã do 5º dia em que estávamos em São Pedro, passeamos pela cidade, fotografamos o exuberante Licancabur (primeira foto, encoberto por grossas nuvens), deixamos nossas calças jeans para lavar, mandamos mensagens para a famí­lia e até cogitamos em postergar a viagem de volta. Afinal, não tí­nhamos tido a oportunidade de fazer o passeio astronômico, em razão do mau tempo e, bem, estávamos (talvez eu mais) um pouco saudosos de deixar a cidade.

Todavia, depois de conversar um pouco, concluí­mos que valeria a pena retornar í  Santiago e aproveitar um pouco mais da cidade da qual também ficamos fãs. Destino decidido, almoçamos este pratão aí­ da foto, pegamos nossas calças jeans e rumamos para a rodoviária.

Vale ressaltar que no dia em que viemos embora, passamos em uma drogaria que nos pareceu servir especialmente aos habitantes da cidade de São Pedro e não aos turistas. Pois bem, na parede do estabelecimento havia um grande banner e nele havia informações sobre a existência de minas terrestres na região do Atacama. O banner explicitava as espécies de minas, como reconhecê-las, o perigo de encontrá-las e as precauções devidas. Ficamos nos entreolhando com cara de espanto, mas não tivemos a coragem de perguntar nada, pois o dono da loja, ao perceber nossa curiosidade, não mostrou nenhuma receptividade, o que nos deixou sem jeito. Restou, então, a curiosidade e o arrependimento por não termos sido mais cara de pau. Ou melhor, fomos educados e sacamos que o assunto era meio tabu; não estávamos ali para incomodar ninguém.   

 

Mais fotos do pôr-do-sol no Atacama

Nos despedí­amos do Atacama e fomos presenteados por este lindo pôr-do-sol.

4º dia no Atacama – Pôr-do-sol no Salar

Pouco depois de vermos o arco-í­ris no salar, presenciamos um lindo pôr-do-sol. A sensação é muito maluca; há pouquí­ssimos minutos estávamos com calor, mas os ventos e as núvens que ameaçavam despejar água faziam a temperatura oscilar bastante. Com o sol baixando, o frio veio pra ficar. E como o ar estava bastante seco, as cores que ví­amos pareciam ser mais fortes e vivas.

A quantidade de tons de amarelo e sombras que ví­amos no céu foi algo muito surpreendente. Uma pena estar nublado, mas, ainda assim, foi um espetáculo e tanto. A segunda foto deste post mostra as nossas sombras, abraçados no deserto. Esta mesma foto vai decorar – ampliada – a sala de nossa casa.

4º dia no Atacama – Arco-íris no Salar

Como já disse, presenciamos chuva ao iniciar o passeio pelo Vale da Lua; na ocasião, fomos informados de que o evento era consequência de algo chamado “Inverno Boliviano” que, naquela época do ano (janeiro) faz com que a temperatura baixe um pouco e ocorram precipitações isoladas. Apesar disso, há regiões no deserto que nos disseram nunca ter chovido.

Durante este passeio pelo salar fomos ameaçados por nuvens negras. Neste dia, entretanto, não choveu. Ao entardecer, quando estávamos fazendo um pequeno lanche com o pessoal da empresa de turismo e os outros turistas (franceses, alemães e uma iraniana, como já foi dito) presenciamos um lindo arco-í­ris.

É uma pena que a foto não consiga mostrar a magnitude da coisa. Como estávamos numa grande área plana, o arco-í­ris era gigantesco e parecia bem mais perto de nós. Uma pena também não dispormos de equipamentos adequados e/ou conhecimento necessário para registrar aquele lindo momento em foto.

4º dia no Atacama – Salar de Atacama, parte II

Mais fotos do Salar.

Exuberância das formas que surgem no curso da evaporação do pouco que resta de água na região.

4º dia no Atacama – Salar de Atacama, parte I

Este é o Salar do Atacama, uma imensidão de sal rodeada por montanhas, vulcões e, eventualmente, uma laguna de águas quentes. Em algumas áreas do salar ainda pode-se ver água e, consequentemente,  flamingos se alimentando da artêmia, um pequeno crustáceo rico em beta-caroteno, que lhes confere a cor rosada.

Os cristais de sal impressionaram, só não sei se mais que as nuvens negras que pairavam por sobre o salar.

🙂

4º dia no Atacama – Laguna Salada e Ojos del Salar

Após o passeio arqueológico, fomos conhecer a Laguna Salada, os Ojos del Salar e o Salar de Atacama. O passeio foi bem bacana, mas estávamos meio aflitos porque o tempo não estava nada bom. Ameaçava cair um baita temporal – podes crer – e o guia nos disse que se chovesse não poderí­amos ir até o Salar. As fotos não mentem; mostram bem o que é o tal do inverno boliviano. Frio e chuva em janeiro, em pleno deserto.

A primeira foto é da Laguna Salada. Há tanto sal nesta água que não se afunda. A água, bem na superfí­cie, é um pouco fria, mas vai esquentando conforme a profundidade, em razão da atividade vulcânica existente em toda região. Mas, como eu dizia, a água é tão salgada que depois de um mergulho, quando você se seca, vê os cristaizinhos de sal na pele e nos cabelos. Logo, não é muito conveniente mergulhar a cabeça nesta laguna. Pode, mas não deve!

Os Ojos del Salar são dois buracões no meio do nada, cheios de água salobra. Ou seja, a água não é tão salgada quanto a da Laguna Salada, mas também não é doce. Na foto, vemos um dos ojos, misterioso como tudo no Atacama.

Como nem tudo é perfeito, ficamos pouco tempo nesta área, pois umas francesas super legais estavam com frio e queriam porquê queriam ir logo embora, em direção ao Salar do Atacama. É, passeios em turma tem disto; não se pode agradar a todos, todo o tempo.

Homenagem aos povos atacamenhos

Abaixo, tradução livre da placa existente na parte mais alta do Pukara de Quitor, em homenagem a mais um povo dizimado pelos espanhóis.

“Defendiam sua liberdade, famí­lia, alimentos e animais contra uma centena de aventureiros ávidos pelo ouro. Isto ocorreu em 1540, quando os invasores, em seus cavalos, apareceram no deserto do Atacama.

Este feito marca o decadente destino da desenvolvida cultura Atacamenha… até nossos dias.

O atacamenho é quem aqui, desamparado por seus deuses e pelo deus que lhe impôs o conquistador, imitando o Cristo crucificado grita: Deus meu, porque me abandonaste?

Esta obra busca a conciliação e procura apagar as cicatrizes da história. Simboliza o espí­rito harmonioso dos homens de boa vontade da cidade de São Pedro do Atacama e do planeta Terra”

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