um blog sobre todas as coisas em geral

Mês: agosto 2009

Férias na Bahia – o Projeto Tamar

O Projeto Tamar é uma daquelas coisas que faz a gente se sentir bem ao visitar. Mais ainda por se tratar de uma ação feita em nosso paí­s.

Com um histórico de quase trinta anos de ações de preservação da vida das tartarugas marinhas, o projeto tem uma de suas bases (a primeira) na Praia do Forte, local onde passamos os últimos dias de nossas férias na Bahia. Diariamente são realizados tours explicativos conduzidos por guias que são formados na própria comunidade. Além de preservar a vida dos animais, o projeto tem uma função social muito bacana pois emprega muita gente da vila. Gente que antes era criada para matar estes animais, agora trabalha no auxí­lio de sua preservação.

A estrutura faz inveja a locais semelhantes que já visitamos em outros paí­ses. Os tanques são bem legais e além de algumas tartarugas pudemos ver tubarões-lixa e outros animais que habitam o oceano. A visita guiada é, como disse, bem legal. O guia explica tudo sobre as diferentes espécies de tartarugas marinhas e faz questão de responder todas as dúvidas de crianças e adultos em dois idiomas.

Na saí­da passamos pela lojinha do projeto e ficamos maravilhados com a qualidade dos produtos e com os preços, que são bem mais em conta do que estávamos acostumados a ver em gift-shops de museus, por exemplo. Obviamente compramos alguns presentinhos.

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Férias na Bahia – Mata de São João

A Vila da Mata de São João é um lugar muito charmoso. Há cafés e bares bem montados, bem decorados. Tudo começou com uma vila de pescadores, mas hoje é fácil ver que vários restaurantes são de forasteiros.

Em uma de nossas refeições estava louca por uma salada. E não sem motivo, porque todo mundo sabe o quando é forte a comida baiana. Então, tratei logo de pedir uma salada de camarão com manga. Ele foi num prato um pouco mais carboidrático. Estávamos no Sabor da Vila, altamente recomendado. Comida muito bem feita, bem temperada, deliciosa. E de um ex-pescador, o que nos agradou ainda mais.

Comemos a tapioca desta barraquinha da foto. Gostosa, mas ficamos um pouco decepcionados, pois, sinceramente, as de Recife eram bem melhores.

E não podemos nos esquecer de indicarmos o restaurante Made in Bahia, também na rua principal da Vila, onde comemos um delicioso bobó. Saudade…

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Férias na Bahia – Praia do Forte

Chegamos a  Salvador em uma segunda-feira í  tarde. Na terça conhecemos um pouco da cidade a pé. Foram muitas horas de caminhada, podes crer. Na quarta-feira alugamos um carro, rodamos Salvador, e na quinta nos pusemos rumo í  Praia do Forte, que fica  a uns 60 km da capital, para visitar o Projeto Tamar.

Passamos, então, toda a quinta-feira na Praia do Forte, retornando í  noite para nosso hotel. Confesso que ficamos com aquela dúvida se deverí­amos ter reservado pousado nesta vila de pescadores e não em Salvador, mas tudo bem: na sexta conhecemos mais pontos turí­sticos da capital, voltamos ao Pelourinho, e foi tudo ótimo.

Só que o clima da Praia do Forte não nos saí­a da cabeça, de modo que, no sábado de manhã, já um pouco cansados do trânsito, devolvemos o carro e pegamos um ônibus pra lá. Fomos com reserva em uma das únicas pousadas que ainda possuí­a vagas para o fim de semana. A Praia do Forte, distrito da Mata de São João, fica bem cheia nos fins de semana e tem aquele clima turí­stico gostoso, de que ninguém ali, salvo os moradores, está trabalhando. A galera vai a praia pela manhã, dorme í  tarde e frequenta restaurantes í  noite. Muitos turistas estrangeiros são vistos, muitos deles até com bebês, confirmando o clima de paz do local.

O clima estava bom, não muito quente (pegamos até chuva por lá, mas daquelas pancadas passageiras) e nós pudemos descansar de acordo. Fiquei feliz por Ele não ter que dirigir, ou melhor, por não “ter que” fazer nada, a não ser dormir, passear, descansar..

Pois então, o fim de nossas férias foi num paraí­so de calmaria, bem longe de trânsito, stress, shoppings e flanelinhas. Perfeito. 😉

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Férias na Bahia – o Pelourinho

Sempre tive muita vontade de conhecer o Pelourinho e, podes crer, ele não nos decepcionou. O lugar é maior do que eu imaginava. Andando por suas ruas, parece estarmos bem longe daquela capital movimentada. O ritmo é diferente, mais lento mesmo, como se estivéssemos no interior.

Para quem estiver de carro em Salvador e for ao Pelourinho durante o dia, sugiro que deixe o carro no estacionamento que fica quase em frente ao Cineclube; o preço é justo e você ficará livre de flanelinhas te amolando. Se você for í  noite, deixe o carro dentro do Pelourinho mesmo, é mais seguro. Ou vá de taxi, um pouco caro em Salvador.

Pois então, para chegar até o Pelourinho, saindo deste estacionamento, você passará pela praça do Elevador Lacerda. Inúmeros vendedores te abordarão presenteando com fitinhas do Senhor do Bonfim. Recuse educadamente. Se aceitar, terá um sujeito chato no seu pé até que você compre alguma bugiganga. Nós tí­nhamos lido isto no site O Viajante e acontece mesmo. Como estávamos previnidos, não houve aborrecimentos.

Fomos ao Pelourinho duas vezes e na primeira comemos uma deliciosa moqueca de camarão no restaurante Odoya, que fica no Terreiro de Jesus. Durante a outra visita estivemos na Fundação Casa de Jorge Amado e rodamos bastante as lojinhas de artesanato do lugar.

Vale aqui fazer uma ressalva sobre a passagem rápida de Raul Castro pelo Pelourinho enquanto estávamos lá. Foi curioso ver a movimentação da Polí­cia Federal, aquele estardalhaço todo, sendo que quase ninguém sabia quem era aquele senhor sorridente. Como não gosto de ditadores, a menção ao sr. Raul  foi feita tão somente para formalizar meu desprezo por todos eles.

Enfim, o Pelourinho é como se fosse uma Ouro Preto gigante dentro de uma capital gigante, o que é fantástico. Fica apenas nosso apelo para que o Governo da Bahia e a Prefeitura de Salvador lhe dê um pouco de atenção: ele merece.  Ele merece.

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Férias na Bahia – História

Este post é uma lembrança do nosso segundo dia na capital baiana, quando fomos no Museu que se encontra dentro do Forte de Santo Antônio da Barra, na praia da Barra.

A época da escravidão, como não poderia deixar de ser, é relembrada no museu. A primeira foto é de uma maquete de um navio demonstrando como os escravos eram trazidos ao paí­s e as duas últimas são de anúncios reais de jornais da época.

Abominável.

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Férias na Bahia – Capital

Não é segredo que nossas férias estavam programadas para serem na Argentina, mas  imprevistos acontecem e a gente acabou por escolher um destino mais quentinho. E, no fim das contas, a temperatura até que estava tolerável. O calor não nos incomodou.

E foi bom demais, pois nenhum de nós dois conhecia a Bahia. Tivemos a oportunidade de ficar uns dias em Salvador e, depois, para relaxar da cidade grande, fomos para a Praia do Forte.

Então, estas fotos são de Salvador. A quarta é do Elevador Lacerda, que une a cidade baixa í  cidade alta e a quinta é vista geral do mercado modelo, que fica pertinho da saí­da do elevador, na parte antigona da capital.

É apenas uma grande pena que Salvador esteja tão abandonada: a parte velha da cidade (ainda não estou falando do Pelourinho) está caindo aos pedaços. Dá um certo embaraço ver os turistas em meio a tanta sujeira, a tantos prédios literalmente caindo aos pedaços.

Mas, enfim, visitamos muito de Salvador, de carro e a pé. O trânsito é bem caótico – consegue ser pior que o de BH – e a pouca distribuição de renda salta aos olhos.

Nada disso, claro, tirou o brilho do nosso passeio. Conhecer lugares novos sempre é uma alegria e não há nada melhor do que ficar por conta do atôa.

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Quem joga lixo no chão…

Bom, daqui a pouquinho daremos iní­cio aos posts sobre nossa viagem de julho. E eu achei por bem replicar aqui uma placa que vi em nosso destino. Achei o máximo; podí­amos espalhá-la por todos os cantos de nossa cidade.

Temos muitos destes por aqui. E não são tão simpáticos como o do cartaz.

😉

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A Cabana

Sempre tive preguiça dos best-sellers. Indicam a compra voraz (e não a leitura) de livros que foram  bem trabalhados comercialmente. Vez por outra somos surpreendidos, como em A cidade do Sol e Princesa, mas a regra, pelo menos ao meu sentir, é que são um misto de cópia e enganação.

Falo isso porque acredito que devemos ler os clássicos. Afinal, são eles que nos darão as bases para verificar a grandeza – ou não – de uma obra recente. Pois se perpetuaram por décadas, séculos, milênios, sendo por inúmeras vezes analisados, interpetrados e, porquê não, testados. E se se mantiveram vivos ou são definitivamente bons ou úteis ou questionadores ou  simplesmente influenciaram sua época, por qualquer motivo que seja.

Na minha opinião não estamos lendo os clássicos como deverí­amos. E os livros comerciais estão tomando conta. Enfim, tudo isto apenas para dizer que o livro A Cabana, um dos atuais best-sellers no paí­s, não é o que andam falando por aí­. É um livro bacana, de leitura fácil, mas de raro não tem absolutamente nada.

A história é previsí­vel e em muitos momentos os personagens da trindade cristã parecem  infantis. Mas é aquela história: junte famí­lia,  crime, sofrimento, depressão, Jesus, Deus, perdão e redenção que você terá a atenção de muita gente. É assim desde que o mundo é mundo.

E o mais engraçado de tudo é que já tem um monte de gente – vide este ví­deo, em inglês – chamando o escritor William P. Young de herege, que ele teria afrontado a figura da santí­ssima trindade etc etc etc.

Bom, sem querer dar nenhum palpite a respeito, pois a mim isto definitivamente não interessa, finalizo dizendo que o livro é, digamos, razoável, interessante no ponto em que toca nas razões do comportamento do assassino e no benefí­cio do perdão para quem o dá. Mas apenas isto.

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