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Uma “vitória” indigesta

E hoje chegamos ao final do processo eleitoral elegendo um homem sem nenhuma capacidade para governar o paí­s. Um homem sem competência, sem experiência e, sobretudo, sem humanidade para lidar com uma população tão diversa como a brasileira.

Tristes, abatidos e ainda sem acreditar.

Porém já na resistência e na esperança de mudança.

Já acordei e reli o poema de Alejandro Robino. Se a poesia dói nos filhos da puta, ela revigora e fortalece outros corações.

Alguns me mandaram mensagens dizendo que choraram muito. Eu não. Eu não choro por isso. Eu me revolto com as pessoas, não as entendo e julgo sim. O tempo e a luta são a solução, só espero que o estrago não seja tão absurdo quanto tememos.

 

#ELENÃO #ELENÃO

Há mais ou menos 17 anos, eu ainda solteira, Luciana Gimenez estreava como apresentadora de televisão no comando do programa  Superpop, na RedeTV. Segundo a Wikipédia, este programa apresentava entrevistas com famosos e tratava de “fatos polêmicos” envolvendo os mesmos. A RedeTV, que apresentava (e ainda apresenta) programas de baixí­ssima qualidade, não conseguia famosos de fato… Os convidados eram subcelebridades ou polí­ticos locais (do Rio de Janeiro) que traziam audiência justamente por virem a público falar toda sorte de atrocidades.

A dinâmica do programa era simples: de um lado um convidado expunha um ponto qualquer da vida e o outro convidado dava seus pitacos a respeito. O ní­vel dos debates era sempre muito abaixo da crí­tica, parecia tudo combinado, apenas para causar – em diversos casos – ojeriza.

Vou confessar e dizer que eu assistia sim ao programa, com todo o lixo produzido. Não havia Netflix, vamos nos lembrar rsrsrsrs

Então.. uma das crias da Luciana Gimenez – um dos mais nojentos convidados que ela já teve – foi Jair Bolsonaro. O homem sempre foi um ESCROTO. Um ESCROTO. Um ESCROTO que só sabia discursar contra gays, lésbicas e fazer apologia a  pena de morte. Ele era bastante convidado e da boca dele jamais saiu algo  que prestasse.

Me lembro de eu e mamãe assistindo ao programa: o cara era um poço sem fim de ignorância. Ignorância, preconceito, falta de humanidade… tudo isto garantido pelos privilégios de ser deputado. O programa era bem ruinzinho, mas quando o sujeito aparecia os recordes de imbecilidade eram sempre batidos.

E assim ele veio vindo de mansinho, ocupou um lugar na TV aqui, outro ali… Muitos anos depois começou a aparecer no programa CQC, da TV Bandeirantes e, como o programa tinha bem mais audiência, foi ficando mais conhecido. O programa CQC o criticava, mas também dava palco para o doido dançar e ele foi tendo mais admiradores.

Então, meu amigo, com o passar do tempo os “homens de bem, amantes da famí­lia, de deus e da pátria”, começaram a festa. Pessoas que não conseguem fugir do que é tradicional, do que foi fixado pelo tempo, pela religião… Tem medo do que é diferente delas. Diferente da suposta  “normalidade”. E o cara não era deputado a  toa, certo? O era porque já havia um eleitorado cujas ideias batiam com as dele.

Num paí­s tão sem estudo,  sem leitura e educação, as chances  de embotamento mental são maiores mesmo. E dá-lhe aumento dos seguidores do Coiso. Enfim, de vereador pelo Rio de Janeiro a candidato a presidente com chances de ir a segundo turno: um caminho tão improvável como aterrador.

Falo de embotamento mental, sem medo de errar, porque não há suporte moral para gostar de alguém que, sem pudor, vomita (link do Pragmatismo Polí­tico):

1. O erro da ditadura foi torturar e não matar. (Jair Bolsonaro, em discussão com manifestantes)

2. Pinochet devia ter matado mais gente. (Bolsonaro sobre a ditadura chilena de Augusto Pinochet. Disponí­vel na revista Veja, edição 1575, de 2 de Dezembro de 1998 – Página 39)

3.Seria incapaz de amar um filho homossexual. Prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí­ (Jair Bolsonaro em entrevista sobre homossexualidade na revista Playboy)

4.Não te estupro porque você não merece. (Jair Messias Bolsonaro, para a deputada federal Maria do Rosário)

5.Eu não corro esse risco, meus filhos foram muito bem educados (Bolsonaro para Preta Gil, sobre o que faria se seus filhos se relacionassem com uma mulher negra ou com homossexuais)

6.A PM devia ter matado 1.000 e não 111 presos. (Bolsonaro, sobre o Massacre do Carandiru)

7.Não vou combater nem discriminar, mas, se eu vir dois homens se beijando na rua, vou bater. (Afirmação de Jair Bolsonaro após caçoar de FHC sobre este segurar uma bandeira com as cores do arco-í­ris)

8.Você é uma idiota. Você é uma analfabeta. Está censurada! (Declaração irritada de Jair Bolsonaro ao ser entrevistado pela repórter Manuela Borges, da Rede TV. A jornalista decidiu processar o deputado após os ataques)

9.Parlamentar não deve andar de ônibus. (Declaração publicada pelo jornal O Dia em 2013)

10.Mulher deve ganhar salário menor porque engravida (Bolsonaro justificou a frase: quando ela voltar [da licença-maternidade], vai ter mais um mês de férias, ou seja, trabalhou cinco meses em um ano)

Ele ainda diz que as minorias precisam se curvar às maiorias, como se a democracia fosse a ditadura da maioria.

Além do Coiso ser, sim, um poço fundo de ignorância, jamais trouxe contribuições interessantes para o paí­s. Ficou mais de 20 anos em cargo legislativo sem um projeto aprovado sequer (aprovou 2 projetos depois de 26 anos de “trabalho”: viraram lei uma proposta que estendia o benefí­cio de isenção do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para bens de informática e outro que autorizava o uso da chamada pí­lula do câncer, a “ fosfoetanolamina sintética”.

Parece que ele até tem grande atividade parlamentar, mas o que vem propondo ao longo dos anos não é acolhido na constituição. Ele se preocupa mais, vamos ser sinceros,  em barrar propostas progressistas, como barrar material didático contra a homofobia, isso quando não está votando para aumentar o próprio salário ou contra os direitos dos trabalhadores.

Praticou nepotismo, teve funcionária fantasma.. é um poço de hipocrisia e ignorância. Adora criar fake news e ajudou a colocar 3 filhos em cargos eletivos. Não deve colocar a filha, pois já disse que ela nasceu de uma fraquejada. Não deve atribuir capacidade à  filha.

O antipetismo o favorece demais nestas eleições. Talvez, não sei, se o PT tivesse feito uma análise anterior de seus erros a história fosse um pouco diferente. E digo uma análise pública mesmo, um mea culpa, já que muitas oportunidades foram perdidas neste processo todo. Sobre a escolha de Dilma (até agora livre de qualquer acusação de corrupção), Lula já falou no livro Luiz Inácio Lula da Silva, A Verdade Vencerá, mas é preciso que o partido expresse ao povo que falhou; e em quais medidas falhou. Estamos em um processo de trevas tão grande que talvez esta análise seja difí­cil por ora, mas ela precisa ser feita.

Ter que afirmar o óbvio é muito chato, mas votar neste boçal é estar cego, surdo e mudo para a humanidade.

Amanhã teremos manifestações por todo o paí­s pelo #ELENÃO e nós do Emgeral teremos o prazer de participar.

Tempo frio e seco…

Hoje é segunda-feira. Desde quarta í  noite precisamos  medicar nossa filha, logo depois que o pai a levou no atendimento de urgência, já que reclamava de dores de ouvido. Na mesma madrugada foi a vez do filho, que chorou também pela mesma dor. Resultado: ambos tomando Amoxicilina, usando corticoide no nariz e soro. Eu não fico atrás com a tal da sinusite. Dores, incômodos.. aff! Mas desta vez estou tentando me resolver apenas com o soro. Vamos lá, né? Aguentar este tempo frio, seco e poeirento.

Copa do Mundo de 2018

É bem verdade que esta Copa do Mundo está sendo um fracasso em animação.

A CBF por si só já é motivo de vergonha pelos escândalos de corrupção etc .. aliado a isso a camisa da seleção tem sido utilizada pelos patos amarelos desde os suspeitos movimentos de 2013. Mesmo a bandeira do paí­s pode ser confundida. Quem a balança torce pelo futebol ou por intervenção militar? Enfim.. as pessoas já não sentem a mesma satisfação e sossego anteriores para usar ou empunhar sí­mbolos nacionais.

De qualquer forma…… temos dois torcedores mirins aqui e eles estão no clima. Então fizemos um almocinho simples com os familiares para torcer pelo Brasil. Foi uma pena que não vimos uma vitória (1 a 1, Brasil x Suí­ça). Não ouvimos um foguete ou rojão sequer..

Mas valeu o encontro. Meus irmãos vieram e os meninos ficaram felizes.

A propósito, fiz arroz, espetinhos, molho de tomates/pimentões e a torta de abobrinha que os meninos amam. E já prometi que ontem foi o último dia de canjica deste ano! 😉

Resoluções para 2018

Em 2010 postamos nossas resoluções e hoje, 8 anos depois, postaremos novamente. Algumas coisas mudaram… outras não… 🙂

As resoluções dEla:

Este ano eu vou:

1 – ler muito mais (li pouco em 2017);
2 – ter mais paciência quando os meninos começam a brigar ou fazer arte;
3 – beber mais água (não mudei nada de 2010 pra cá);
4 – controlar mais minha compulsão alimentar (ainda é uma questão) e;
5 – continuar me exercitando adequadamente (não sou mais sedentária).

As resoluções dEle:

1 – nadar pelo menos 300 km ao longo do ano;
2 – usar menos redes sociais;
3 – me irritar menos (ter mais paciência);
4 – postar mais no blog

Quem viver verá. 😉

Feliz ano de 2018!

Sempre no iní­cio de um novo ano eu faço internamente alguns “pedidos ao universo”. Não peço nada a nenhum ser imaginário. Os “pedidos” são apenas uma forma de expressão, uma maneira de dizer que torço, desejo, ambiciono, que o ano seja um ano de mais boas notí­cias que ruins. Pois a vida é isso. Um conjunto de notí­cias: boas, maravilhosas, ruins, péssimas ou avassaladoras.

O ano de 2017 foi um excelente ano pessoal. Famí­lia com saúde, emprego.. quase nada nos incomodou, nada relevante ruim aconteceu. Se assim for 2018 estarei muito feliz. E é isso que desejo.

 

 

 

Feliz Natal de 2017!

Trabalho novo da mamãe

Antes dos meninos nascerem eu já estava sem trabalhar fora de casa. Trabalhei formalmente até fins de 2008 e já comecei 2009 estudando para fazer concurso público. Passei o ano de 2009 fazendo cursos, estudando e cuidando da casa. Mas eu não estava feliz; pelo contrário, estava péssima. E então, em meados de 2010, dei uma guinada nas ideias.

Já expus aqui que 2010 foi um dos anos mais difí­ceis de nossas vidas: um ano emblemático, de mudanças. Passamos por doenças na famí­lia, morte, dificuldades em vários sentidos e foi aí­ então que eu – sendo obrigada a pensar e repensar a vida – percebi que não queria estudar mais para concurso público, que não queria trabalhar na minha área de formação. Que eu precisava mudar. Mudanças í s vezes são muito difí­ceis, mas penso que o stress do momento foi o empurrão.  A notí­cia da gravidez de gêmeos em dezembro me deu mais confiança na decisão de ficar em casa, sem trabalho externo. E foi assim por 6 anos. Se eu gostei? Amei. ♥

De vez em quando me batia algo estranho, um vazio. A cobrança dos outros também incomodava bastante. Sempre tem alguém para criticar a opção, dizer que eu me arrependeria, que minha faculdade não poderia ter sido perdida, que as crianças já já cresceriam e eu ficaria perdida! São tantos palpites… E também de vez em quando… batia aquele vazio. E eu ficava me remoendo como fazer algo diferente, sem comprometer meu tempo com os meninos. Porque adoro ficar em casa, cozinhar pra eles, deixar a casa arrumadinha e com cara de lar. Lar, aquele lugar em que a geladeira tem sempre uma comidinha, nem que seja só um arrozinho, feijão e um restinho de couve.

Foi então que em uma manhã de setembro deste corrente ano, em um dia lindo e ensolarado, resolvi mandar do clube mesmo – enquanto os meninos nadavam – um email para uma empresa que ja despertava meu interesse há muitos e muitos anos. Esta empresa tem um esquema de trabalho diferente, são apenas 25 horas por semana e o trabalho não é feito em dias corridos. Nada a ver com minha área de formação, muití­ssimo pelo contrário, mas eu lidaria com muitas pessoas, o que me agrada bastante. Mandei o email e me espantei tremendamente, pois fui respondida em tempo recorde. Umas duas semanas apenas depois deste primeiro contato fui entrevistada pela gerente da filial. Conversa vai, conversa vem, fui contratada em um ano de grande crise no nosso paí­s.

O papai precisou ajustar sua programação no trabalho pra conseguir buscar os meninos nos dias que eu estiver trabalhando í  noite; os meninos também sentiram o baque de eu não estar em casa uma ou duas noites por semana. A filhota sentiu mais. Pelo menos falou mais. Reclamou e ainda reclama. Eu também senti bastante quando tive que ir trabalhar em um ou dois dias em que o filhote esteve com febre. Como as mães conseguem trabalhar o dia inteiro fora? Me pergunto todos os dias, sem exceção.

Apesar das pequenas dificuldades que vem cercando esta nova rotina e do baixo salário, tenho tido ganhos. Estou conhecendo muita gente nova. Saio de casa e sinto que faço algo importante para várias pessoas. Minha rotina mudou um bocado, aprendi a fazer coisas diferentes e tenho alguma expectativa de – no futuro – ainda mudar de função nesta empresa, o que me traria alguns outros desafios.  Realmente, como disse, o salário é baixo, mas também pouco comprometi meu tempo disponí­vel para a famí­lia, que é algo que eu sei ser bastante importante para a comodidade de todos. Digo isto, claro, dentro do esquema da nossa casa, das nossas necessidades e possibilidades. Cada famí­lia se ajeita como acha que deve e pode.

Enfim, a mamãe tem um novo trabalho e as crianças estão se adaptando. Mais tarde – daqui a muitos anos – elas entenderão as necessidades desta nova etapa e verão o quanto fizemos e faremos sempre pelo seu bem estar.

Nossas férias de julho de 2017

Nestas férias de meio de ano de 2017 não viajamos. Eu queria muito ficar aqui em BH mesmo, curtindo a casa, os passeios, ter uma rotina que não podemos ter nos dias normais de trabalho.

Nossas noites foram marcados pela leitura do Pequeno Prí­ncipe. Todas as noites, antes de deitar, eu lia um pedacinho da história pros meninos. O Pequeno Prí­ncipe, em verdade, é para meninos um pouco maiores (vou reler daqui a uns anos), mas eu garanto que os dois entenderam um bocado da história. Me surpreendi realmente como eles conseguiram perceber a moral da coisa. Foi muito bacana.

Enfim, em nossos 15 dias de férias brincamos bastante em casa (com amigos e vizinhos também), recebemos vovó e tio para o almoço, fomos a exposições, cinema, tomamos muito sorvete, pipoca… passamos muito tempo no clube, comemos pizzas, comida japonesa, fomos a restaurantes com brinquedos, andamos a cavalo no Paladino.. visitamos as duas vovós, fomos a dois aniversários… ficamos muito tempo juntos na cama pela manhã, foi muito bom!

De todos os programas o mais gostoso: ficarmos no sofá abraçadinhos, no friozinho gostoso deste mês de julho. Vai deixar lembranças. E saudades, sempre.

Um dia, três comemorações

Um domingo gostoso e alegre, tendo como convidados apenas alguns poucos familiares. Festejamos mais um ano de vida das crianças e da mamãe.

Fizemos tudo com muito carinho e cuidado e os meninos ficaram muito felizes.

A saboneteira de pássaros foi presente da vovó; acho que sou eu e Ele. Sempre juntinhos e cada dia mais próximos, amigos e amores. <3

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