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O Poder das Emoções

Antes de ler Princesa, tinha lido O Poder das Emoções, do psiquiatra Galeno Procópio M. Alvarenga e sobre ele não poderia deixar de comentar.

O livro é bastante interessante e nos faz pensar em quanto a racionalidade humana é muito mais mito que realidade e que as emoções são as verdadeiras guias do cotidiano. A explicação sobre os neurotransmissores é bem legal e a gente acaba por entender melhor o que observa no dia-a-dia, por exemplo, como eles funcionam trazendo as boas sensações quando do dever cumprido.

Segundo o autor, “lançando mão das chatices da vida, você poderá receber sua quota de dopamina e noradrenalina. Assim, através desse alimento milagroso, fácil e barato, você irá domar e acalmar seu exigente organismo”. Ou seja, concretamente: “tome mais banhos frios, faça mais regime, enfrente tarefas duras e complicadas, procure outras e outras tarefas chatas e desagradáveis, tudo isso o tornará ‘feliz, bem feliz’…”

A explicação do psiquiatra para tais sugestões é a seguinte: ao iniciarmos a ação desagradável, como, por exemplo, ir ao banco pagar uma conta, o cérebro identifica e percebe que já estamos caminhando para pôr fim ao mal-estar proveniente do não pagamento. “Sentimos que os atos desagradáveis possivelmente irão terminar, pois estamos agindo conforme o roteiro estabelecido para isso”. E se o indiví­duo não realiza a ação desagradável, outros neurotransmissores, contrários í s ações tranquilizantes da dopamina ou noradrenalina serão produzidos, criando um desequilí­brio perturbador.

Enfim, o autor explica como funcionam os neurotransmissores, resumindo que a dopamina e a noradrenalina são os estimulantes de todos os seres vivos e devido a eles readaptamos todo o tempo o estado desarmônico do organismo (em razão de fatores internos ou extermos).

Bem, falei sobre um capí­tulo especí­fico; a obra aborda vários outros assuntos, valendo citar, a tí­tulo de ilustração, um trecho da contracapa:

“Por motivos históricos, nossa cultura endeusou a razão, deixando de lado a emoção; não sei o motivo de tanta antipatia. Muitas vezes deixamos de lado nossos preconceitos contra as emoções e, por instantes, elogiamos os que apreciam o belo, a arte, os amantes, os que sorriem ou sofrem. Portanto, convivemos, respeitamos e somos sensibilizados pelas emoções, mas, no fundo, as repudiamos, pois ocupam um lugar secundário em nossa vida. Essa idéia é errada.

Os indiví­duos que estão amando, tristes ou raivosos, não escolheram ou decidiram estar assim. As emoções ocorrem sem nossa vontade ou desejo. Elas são detonadas em virtude da ativação de circuitos e núcleos neurais…

Culturalmente, de um modo implí­cito, muitas vezes explí­cito, atacamos (com bastante raiva) a ira dos outros e, também, aplaudimos o amor da pessoa í  humanidade ou a um simples indiví­duo. Mas esta emoção produtora da ação – amar ao próximo – não foi escolhida, ela nos ocorre naturalmente.

O livro procura mostrar que frequentemente somos mais comandados por nossas emoções (irracionalidade: raiva, paixão) que pelas razões. Somos, por mais que acreditemos no oposto, mais idiotas que inteligentes…”

É isso aí­: gostei bastante do livro. Vale para quem deseja conhecer um pouquinho de como as emoções atuam no pensamento e na avaliação do comportamento humano, numa linguagem acessí­vel para leigos como eu.

Princesa, de Jean P. Sasson

Que as mulheres sempre foram e são alvo de toda sorte de preconceito sexual pelo mundo afora ninguém duvida, mas a condição a elas imposta pelo mundo árabe é perversa.

Um livro bacana pra quem tem interesse pelo assunto é o Princesa, de Jean P. Sasson, que retrata a vida de uma princesa da Casa Real Saudita. Nem preciso dizer que o texto é recheado de violência contra a mulher. O que espanta é a violência sexual, aceita como natural para a população masculina, inclusive cometida contra crianças menores de 10 anos.

A crí­tica religiosa encontra suporte no personagem Hadi. O mais hipócrita é também o mais beato (ou santarrão nos dizeres da autora), cujo cinismo enojante é protegido pela capa da religião.

Enfim, é bem interessante conhecer alguns hábitos e crenças do Islã, mas o grande mote do livro é descortinar ao mundo os atos de covardia praticados contra aquelas que são, na verdade, escravas de homens de Deus.

Leia entrevista da autora.

Delícias do mês de junho

O fato é que eu não podia deixar acabar junho sem postar algo sobre esta época do ano, de dias de um belo azul e pôr-do-sol impecável. E ah… aí­ vem as comidas… o mês de junho em BH é uma coisa deliciosa.

Outro dia, enquanto cozinhava minha canjica, sentia a do vizinho já temperada, com aquele amendoinzinho esperto. O cheiro vai longe, perpetuando a tradição. 🙂

Mas, enfim, o friozinho do mês de junho permite pratos mais suculentos, quentinhos e isto é a cara de Beagá. Há dois fins de semana, a propósito, tiramos a barriga da miséria. Eu e Ele passamos o sábado na cozinha e fizemos uma vaca atolada e um caldo de feijão deliciosos.

Como eu já tinha feito canjica (sem côco), arroz doce e mais uma carne (cuja receita farei questão de postar, pois é deliciosa), o ‘jeito’ foi chamar a famí­lia e mandar brasa.  O pão de queijo não foi caseiro, mas estava presente, claro, como não podia deixar de ser.

 

Violentos são os outros?

í€s vezes aproveito pra adiantar o almoço ainda cedo pela manhã. Cozinho um legume, corto uma couve, ou seja, deixo alguma coisa no jeito pra facilitar a vida. Hoje foi assim. Eu só não imaginava que enquanto eu cumpria minha tarefa, o jornal da Rede Record, o nacional que começa í s 8 horas, teria o atrevimento de passar um ví­deo de um sujeito sendo torturado pelos mesmos traficantes que, nesta semana, mataram os jovens que lhes foram entregues por um tenente do Exército no Rio.

í“bvio que os jornalistas, se inquiridos, se defenderão apontando o direito do cidadão em obter informação e blá blá blá.. a gente já sabe de tudo. Mas, alto lá, foi de um mal gosto tão grande que me fogem as palavras. Passei o dia todo relembrando aquele áudio (porque não olhei a tv) e, claro, me questionando sobre as razões de tamanha barbaridade.

Eu imagino que, nestes casos, os telejornais deveriam se limitar a dizer que um ví­deo tal e tal fora apreendido, mas que em respeito aos expectadores ele não seria exibido. Eu tenho convicção que a atitude seria aplaudida por muitos.

A verdade é que nunca gostei de televisão em cozinha. Mas, como costumo passar algum tempo sozinha, cozinhando, resolvemos comprar uma daquelas tvs pequeninas, de porteiro. E, geralmente, nos perí­odos de passageira solidão, vejo algum telejornal ou um destes programas bestas que passam na tv aberta.

Mas a minha implicância com a tv tem todo fundamento. Praticamente todas as vezes em que almoçamos ou jantamos com a a tv ligada, vendo jornal, fomos surpreendidos por alguma notí­cia desagradável (e dispensável), o que é o fim da picada. Justamente por isto, vale dizer, ela tem permanecido desligada durante as refeições.

Mas, como eu ia dizendo, hoje, eu com a mão suja de alho, não tive tempo de alcançar o aparelho e livrar-me daqueles sons absurdos, que ainda estão a povoar meus pensamentos. Sabe-se lá até quando.

Sugestões para o dia dos namorados em BH – II (Maharaj)

Dando seqí¼ência í s sugestões para comemoração do dia dos namorados em BH, indico o Maharaj. Embora BH também conte com o Jay Rama, acredito que o Maharaj é uma opção mais completa para uma comemoração. O Jay Rama tem mais cara de almoço rápido e o ambiente não inspira uma comemoração í  altura da ocasião (a não ser que você seja altamente descolado, pois não quer dizer que o ambiente do Jay Rama seja ruim; ele é apenas muito informal).

Mas falemos do Maharaj. O ambiente é algo que – por si só – já vale a visita. O restaurante é todo decorado com peças indianas de excelente gosto. As instalações são aconchegantes e requintadas. A localização ajuda (o restaurante fica na rua Paraí­ba; próximo í  praça Tiradentes) bastante e, lá dentro, não há como não se surpreender com as imagens dos deuses indus e com os móveis, gravuras e por aí­ vai.

Além do ambiente, é importante falar da cozinha indiana. Temperos mil e sabores acentuados. Variações de “carga” de pimenta que vão do suave até o mais repleto teor picante. Tudo é muito bem explicado e os mais sensí­veis para pimenta – como eu – não se sentem desamparados e, portanto, não precisam ficar desesperados.

É uma recomendação de lugar que serve – inclusive – para alertar a importância de se experimentar algo novo. No Maharaj eu experimentei um prato í  base de cordeiro – coisa que eu nunca havia comido – e gostei muito. Muito legal para ver o que há de diferente nos pratos daquele paí­s e, de quebra, impressionar-se com as novidades.

Sobre a comida, como disse, recomendo os pratos í  base de cordeiro. Há dois muito legais: o que é complementado com curry e castanha de caju e o que tem creme de leite e espinafre; o segundo é mais apimentado que o primeiro. As sobremesas í  base de sorvete e manga (com direito a sorvete de manga) são muito gostosas. Até eu que não sou nada fã da fruta, me deliciei.

Vinhos? A carta é repleta de boas opções; os preços não são salgados e você recebe auxí­lio para fazer uma escolha que seja apropriada ao prato que vai comer.

Quanto se gasta? Entre 150 e 200 Reais para um casal (ref: 2008).

Sugestões para o dia dos namorados em BH – I (Amigo do Rei)

Embora esteja um pouco em cima da hora, creio que esta dica pode ajudar as pessoas que ainda não decidiram o que farão hoje í  noite.

Se você está lendo isso fora da época do dia dos namorados, a dica vale para uma outra comemoração.

Então, para a primeira dica, recomendo o restaurante Amigo do Rei, de culinária persa. O único de BH.
Pra começar, é sempre bom lembrar que a culinária persa nada tem a ver com a árabe. Não vá pra lá esperando comer quibe cru. Comer no Amigo do Rei é uma experiência completamente diferente. A começar pela recepção e pelo ambiente. O clima é bastante amistoso e í­ntimo. Como são poucos lugares na casa, é imprescindí­vel que se faça reserva. A decoração não é pomposa, mas você se sente bem í  vontade no lugar. Sua experiência começa com uma apresentação de como é o estilo da comida e você pode até experimentar o tempero antes de fazer o seu pedido para conhecer melhor a casa e a cozinha persa.

Recomendo a experiência de uma refeição completa; começando com uma sopa, passando por um prato principal e encerrando com uma sobremesa. A chef visita as mesas e explica como são os pratos e, durante a refeição vai acompanhar e receber um feedback dos clientes. Muito legal. O restaurante é daqueles que – se hoje um ingrediente não estava bom quando a chef foi comprar, os pratos que levam aquele ingrediente não serão ofertados.

A carta de vinhos não é a mais repleta de tí­tulos da cidade, mas para um consumidor como eu que gosta de um bom vinho, mas não faz questão de ser um enófilo, acredito ser mais do que suficiente. Os preços são bacanas para uma comemoração e bastante compatí­veis com o que você leva de benefí­cio.

Recomendações: sopa de romã, sopa de iogurte, cubos de frango com açafrão e a sobremesa que leva um creme de pistache que eu não me recordo o nome. Tudo muito delicioso. A riqueza dos temperos da culinária persa é algo que surpreende e agrada bastante.

Quanto se gasta? Entre 100 e 150 Reais (ref: 2006)

Cinco frações de uma quase história

Cuidado. Este post contém spoilers.

Ontem fomos ao cinema assistir o filme “Cinco frações de uma quase história“. É muito legal ver na tela do cinema os lugares por onde a gente passa todos os dias. Imagine só… Se a gente já ficou bastante empolgado ao ver num filme os lugares por onde a gente viajou, imagine ver o seu bairro, as ruas por onde você passa todos os dias numa história na tela do cinema. É bem legal a experiência.

Sobre o filme, decidimos dar nota 2,5. As histórias são um pouco fracas, í  exceção da história da noiva, que é bem interessante. Trata-se da história com a Cynthia Falabella. Esta é a última história do filme. Além dela, tem a história do homem que trabalha num abatedouro e flagra sua mulher numa traição (que é a segunda melhor história), tem também a história do juiz assassino (Jece Valadão) e do funcionário que é coagido pelo juiz a assumir a culpa do crime (história meio fraca, com uma referência clara ao Requiem para um Sonho – e até a Snatch – na maneira em que o uso de drogas é retratado. Achei meio fraco isso), tem a do Luiz Arthur, que é uma viagem bem maluca, que copia muito alguns filmes como A estrada perdida e coisas do gênero, mas de uma forma bem piorada (com direito í  participação daquela senhora do Grupo Galpão e com uma referência bem ruim ao Thelma e Louise) e tem a pior de todas que é a do fotógrafo podólatra. Nesta, um fotógrafo meio obcessivo vive o processo de construção de um ensaio sobre pés e sexo. A namorada dele é aquela atriz de ví­deos institucionais da prefeitura e repete no filme os mesmos trejeitos dos ví­deos da prefeitura de BH.

Em minha opinião, são histórias daquelas que apelam para recursos visuais fortes e apelativos que são desnecessários. Viagens psicológicas em excesso que, quando tenta-se colocar na forma de cinema, perdem muito do impacto. Não tenho dúvidas que ler os roteiros deve ser algo muito mais bacana do que assistir o filme. As histórias mostram comportamentos muito fora da realidade vivida pela maioria das pessoas. Isso afasta demais quem assiste o filme.

Talvez por isso – a distância entre as histórias e a realidade – a gente (eu e Ela) não tenhamos gostado tanto. Embora a gente se identifique com a cidade e tenha ficado boa parte do filme identificando os locais e achando aquilo um barato, as histórias são densas demais e mostram uma realidade que talvez nem exista daquele jeito. Não que a gente quisesse um filme água-com-açúcar, mas as histórias do filme parecem querer glamorizar um comportamento de submundo, uma coisa de gente que se droga e uma situação constante de desconforto. Mas não é o desconforto de Sin City, por exemplo, que também existe mas que fica claro que é algo da ficção, mas um desconforto de que aquilo que está lá é real e acontece de verdade, embora a gente saiba que não é. Sei lá. Só sei que não gostei tanto dessa idéia de ver gente que age daquela maneira que o fotógrafo ou o personagem do Luiz Arthur de uma maneira como se fosse a coisa mais corriqueira do mundo. Isso me incomoda bastante.

A prática do Yôga

Praticar yôga é uma das atividades mais prazerosas que conheço. A cada dia, a cada aula, a cada prática, apesar das dificuldades e as limitações do corpo, percebemos uma melhora, um avanço e a expectativa de mais superação nos reforça o caminho.

Pratico o Swásthya Yôga, mas entendo que cada pessoa deva procurar o melhor método para si. Não acho mesmo que exista uma corrente superior í s outras. Alguns professores vivem em guerra com outros, cada um puxando a sardinha para seu lado, mas, sinceramente, cada um que escolha o yôga que lhe faça mais feliz.

No meu caso, me identifiquei com o Swásthya Yôga pelos seguintes motivos: primeiramente se conceitua de uma maneira que me agrada, ou seja, é a metodologia estritamente prática que conduz ao samádhi, que é um estado de hiperconsciência.

Depois, pelo menos no meu caso, os resultados da prática foram excelentes. O corpo se torna bem mais flexí­vel, alongado, as articulações são fortalecidas, há um grande aumento de consciência corporal, isto tudo sem falar na prática da meditação, que é muito interessante.

Outra coisa que me agrada é a forma pela qual as aulas são ministradas: não há repetição nos ásanas, que formam, no conjunto, uma bela coreografia.

Ainda em relação ao conceito de swásthya yôga, vale dizer que a hiperconsciência é um estado pretendido pelo praticante, que deve dedicar-se imensamente, durante anos a fio, para alcançá-lo. Creio que muitos, dentre os quais me incluo, nunca o tocarão. Ainda assim, a busca se justifica e compensa. Bastante.

Enfim, aconselho e indico a todas as pessoas, de todos os sexos e idades.

Nossas novas suculentas

No meio, o detalhe das flores.

Pachyphytum oviferum, muito prazer

No post anterior, publiquei algumas fotos das nossas suculentas. Gostaria, então, que você desse uma olhadinha na última foto, na planta do meio.  Pois então, um belo dia cheguei í  varanda e me deparei com um lindo cachinho de flores que nela havia nascido. 

Eu estava percebendo mesmo que algo meio disforme estava crescendo, mas imaginei ser mais uma muda. Mesmo porquê, quando a comprei, tive a informação de que seria uma planta muito sensí­vel; ou seja, não imaginei que ela floriria. Fiquei tão encantada com as flores, um cacho mesmo, com 9 floreszinhas.

Pesquisando um pouco mais sobre esta planta mexicana, descobri seu nome cientí­fico, Pachyphytum oviferum, e que os cachos de flores podem ser vistos nas épocas menos quentes do ano. Pois então, a nossa não fugiu í  regra!

 

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