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Temperada pela natureza

Estava pensando em como a beringela/berinjela é versátil e em como a utilizamos constantemente em casa. Pesquisando na net, li que é digestiva e laxante, sendo um fruto (como o tomate) muito rico em nutrientes. Normalmente a comemos em conserva ou assada no molho de tomate.

Ela pode ser colocada (picada miúda) no molho í  bolonhesa. Vai cozinhar, sumir e encorpar de um jeito saudável o prato. A dica é boa para quem quer reduzir a quantidade de calorias da refeição.

De qualquer forma, iniciei o assunto justamente para compartilhar a receita da pasta de beringela defumada que fiz hoje, enquanto terminava o almoço. A receita é tão fácil que vale a pena.

Basta que você finque a beringela em um garfo ou faca, levando-a í  chama do fogão até que fique bem macia por dentro. A casca pode queimar, não se preocupe. A queima da casa, inclusive, é que confere o gostinho de defumado í  pasta. Quando a beringela estiver bem macia e a casca bem queimadinha, retire a polpa e a triture com alho, sal e azeite. Fica uma delí­cia com pão árabe e pasta de grão de bico.

Pra quem não tem muita experiência com a beringela, lembre-se que ela combina bem com: azeite, alho, tomate, queijos, azeitona, alcaparras, cebola, tomate, orégano, shoyo.. e com mais o que der na telha.

A Concha Y Toro

Não sei porquê cargas d’água resolvemos visitar a Concha Y Toro após o almoço, ou melhor, após um Mac Minhoca dos grandes e num dia de imenso calor. Calma aí­. Não tí­nhamos o hábito de comer este tipo de comida. Enquanto estivemos no Chile comemos tudo quanto era comida tí­pica.

Já começávamos o dia com um bom pan de pascua ou um pan amasado com geléia. Depois.. empanadas, pollo, porotos verdes, pastel de choclo.. Papas fritas, então… nem se fala! No Atacama também comemos vários pratos diferentes, de modo que nunca poderemos ser acusados de preconceito alimentar. Ocorre que, neste dia, estávamos (isto mesmo, os dois) sofrendo as conseqí¼ências de uma pequena complicação intestinal e resolvemos almoçar algo familiar.

Sede da Concha Y Toro

Então, depois de um bom sanduí­che, numa tarde bem quente, fomos í  Concha Y Toro degustar alguns vinhos.A viní­cola é bastante bonita; tem uma sede linda, um casarão estilo década de 50. O que nos decepcionou um pouco é que você não vê o vinho sendo produzido. O guia te leva a uns vinhedos, explica a origem da empresa, que é gigante, diz algumas gracinhas como é comum em passeios guiados… e fica nisto. Você degusta 3 tipos de vinho. Um branco e dois tintos, sendo um destes, claro, o Casillero del Diablo.

Uvas

Como disse, estava muito quente e, pelo menos pra mim, um dia não muito propenso a vinhos, de modo que acabei jogando fora – disfarçadamente – o resto da terceira taça. Mas é legal o esquema que eles montaram para promover o Casillero del Diablo. Há uma adega climatizada abaixo do solo e lá eles fizeram uma espécie de cela onde o demo encontra-se aprisionado. Mas, sério, achei meio engana turista o passeio na Concha Y Toro. Muito caro, muito rápido e pouco a se ver.

Mas valeu, principalmente pela região onde se localiza a viní­cola, que é muito bela. Fiquei imaginando aquilo ali no inverno, que maravilha deve ser. Há glaciares e montanhas muito, mas muito bonitas. Da Concha Y Toro trouxemos as taças da degustação, sob meus protestos. Eu achava que não resistiriam ao resto da viagem e que seria bobeira ficar pra cima e pra baixo carregando aquela sacolinha maleta.

Mas no fim, apesar da trabalheira que alguém teve (não fui eu), deu tudo certo e agora, de vez em quando, tomamos um vinhozinho nas taças chilenas.

Voltando à nossa viagem ao Chile

Um dia antes de irmos a Valparaí­so e Vinã del Mar, fomos a uma estação de metrô de Santiago e, lá dentro, em uma das agências da TurBus, compramos nossas passagens para Calama. De Calama comprarí­amos passagens para São Pedro do Atacama, a cidade que serve de apoio ao deserto do Atacama.

Em verdade, quando fomos í  procura das passagens, querí­amos partir logo rumo ao norte do paí­s, mas para que viajássemos na chamada cama premium tivemos que esperar mais alguns dias.

A cama premium é uma poltrona que praticamente vira uma cama, muito confortável e necessária se você vai viajar – como viajamos – por aproximadamente 1700 km. Em cada ônibus premium há apenas 6 poltronas assim, situadas no primeiro piso do veí­culo. No segundo, há cadeiras clássicas. A passagem não é barata; se não estou enganada, é praticamente o preço do avião. Mas querí­amos (eu, principalmente) conhecer o interior do Chile e esta seria uma maneira legal. Pois então, como são poucas as camas premium, não havia passagens para aquele dia.

Acho que estivemos na agência em uma segunda-feira e compramos passagens para a quinta. Logo, se não fiz confusão com os dias, passeamos por Santiago na segunda (a pé e de metrô; depois, í  tarde, contratamos um carro para a terça-feira), fomos a Valpa e Vinã na terça e, na quarta, estivemos na Concha Y Toro, situada no belo Valle del Maipo.

Falo mais sobre a TurBus quando contar sobre a viagem rumo ao Atacama. Fiquemos, por ora, com o passeio í  Concha Y Toro e com uns pequenos incidentes alimentares.

A Cidade do Sol

Inicio hoje a leitura de A Cidade do Sol, de Khaled Hosseini. Não há quem não saiba que ele é também o autor de O caçador de pipas.

Como não li este último livro – apenas vi o filme – não tenho nenhuma referência direta do escritor, apenas boas expectativas. Tive a notí­cia de que também já foram vendidos os direitos de filmagem deste novo romance; vamos ver no que vai dar.

Álcool no Palio

Já completamos o tanque do Palio três vezes. A média de consumo tem sido de 10 km/l com gasolina e 9 km/l com álcool. Um tanque com álcool durou uma semana rodando 368 km. Um tanque com gasolina durou uma semana rodando 408 km.

O primeiro tanque foi enchido com gasolina. Este é o terceiro tanque e, como dito, o segundo com álcool. Saiu mais barato, embora tenhamos rodado menos com o carro. Mas o tempo de duração do tanque foi o mesmo, o que nos convenceu a repetir a dose com álcool. Já ouvi falar que era recomendado fazer uma mistura de 50% dos dois combustí­veis para economizar. Tentarei em breve.

A única questão relacionada ao álcool é que, por mais que você evite falar no assunto, o carro demora um pouquinho para pegar de manhã. Nada que incomode. Coisa de uns segundos a mais…

Edir Macedo – a biografia

Gostaria muito de descobrir se o Edir Macedo realmente acredita no que prega.

De qualquer forma, terminei a leitura de sua biografia e dela extraí­ algumas frases que poderiam ter saí­do da minha boca. Ei-las:

– Tem gente fumando aí­! Eu não aguento cigarro,“ esbraveja, abanando o ar com as mãos. (Edir Macedo, fls. 26);

– E as pessoas que fazem romaria, as pessoas que acreditam em outro tipo de santo, também não estão sendo ví­timas de charlatanismo? (o bispo, fls. 41 “ detalhe para o também.)

– Eu enfrento o diabo, mas não enfrento uma barata. (Edir Macedo, fls. 89);

– Assim é o Brasil. Tudo na base do troca troca. (Honorilton Gonçalves, sobre a compra da Record; fls 145);

Hahahha……

Não aguento este senhor..

A menina que roubava livros – impressão final

Como disse num post anterior, estava em dúvidas sobre o livro, se estava ou não me agradando.

Bem, a história até dá um bom filme, destino de muitos dos best sellers atuais. É dramática, forte, apelativa. Mas só isso. A linguagem é arrastada demais e os personagens são muito insossos. De 0 a 5, vai ficar com apenas 2. E que fique bem claro que os 2 pontos são para a esperteza do autor em utilizar-se da segunda guerra para encher os bolsos de tutu. Não me convenceu.

Passo agora í  leitura da biografia do Edir Macedo – O Bispo, a história revelada. Sei que vou passar raiva, mas beleza.

Chile – Valparaíso e Vinã del Mar

Nosso carro em Santiago

Nosso primeiro passeio fora de Santiago foi para as cidades de Valparaiso e Vinã del Mar. Estávamos num Susuki bem bacaninha e dispostos a rodar pelas boas estradas do Chile.

Valparaí­so

Primeiro fomos a Valparaí­so, cidade portuária encantadora, nascida em 1559 e declarada Patrimônio Cultural da Humanidade em 2003. A cidade é puro morro, motivo pelo qual foram construí­dos os chamados ascensores, uma espécie de funicular mencionado no post anterior, que comunicam a parte alta da cidade com a baixa.

Eles sobem dando aquelas engasgadinhas de carroça velha, mas é bem bacana. E não entre em pânico se, durante a subida, você for surpreendido por algum tremor de terra, coisa comum em Valparaí­so. Fique bem quietinho que o ascensor vai parar e os funcionários estarão a postos para te ajudar!

Bem, antes de passar adiante, vale ressaltar que há quem ache “Valpa” uma grande favela, com aquele amontoado de casas coloridas em cima dos inúmeros morros, tendo como pano de fundo um grande porto. Mas, vá lá, há um encanto na cidade, não sei bem o motivo. Talvez seja o ar histórico, o cheiro e a brisa friazinha do Pací­fico…

Nós gostamos.

O Pací­fico

Após, fomos até Vinã del Mar, uma cidade mais esnobe, mais moderna. Um belo balneário, em verdade. A praia estava repleta e nós fizemos uma longa caminhada pela orla. Fomos andando até o Casino Vií±a del Mar e nos encantamos com os belos jardins da cidade, que tem uma das coisas mais legais do mundo, um clima ameno, quase frio, mesmo no verão. Pra falar a verdade, passamos frio em Vinã del Mar ao cair da noite, pois ví­nhamos de Santiago, que estava um forno, com roupas leves.

í€ noite, comemos em um delicioso restaurante mexicano, tomamos um sorvete na Braví­ssimo – a melhor sorveteria do Chile – e volvemos a Santiago já de madrugada.

Chile – conhecendo Santiago

Bairro Bela Vista

Bom, no segundo dia, saí­mos do Hotel Residencial Londres e fomos para o Hotel Paris, onde ficamos alguns dias, mas este estabelecimento é totalmente desaconselhado por nós. Depois explico o porquê.
Enfim, nos dias seguintes fizemos alguns passeios tradicionais: conhecemos o Serro Santa Lucia, o Mercado Central, outros bairros da cidade, como o Providência e o Bela Vista e o Serro São Cristóvão, que abriga um zoológico bem legal.

Viveiro

Da base do serro até o topo você pode subir de funicular – uma espécie de bondinho – mas não sem antes parar no meio do caminho, no zoológico, e dar uma olhada em alguns animais bem bacanas, como a pantera negra e o urso polar. Você também pode entrar dentro de um viveiro gigante; a experiência é bem legal.

Bondinho - Serro São Cristóvão ao bairro Providência

Depois, já no alto do São Cristóvão, descemos de bondinho (quase 20 minutos de descida) e demos mais um rolé no bairro Providência. Não me esqueço do mote com huesillos que experimentamos no alto do São Cristóvão.

Bairro Las Condes
Santiago é uma metrópole interessante. Limpa, tem um excelente metrô, comida gostosa, passa sensação de segurança, tem de tudo o que você imaginar no quesito comércio, as pessoas são educadas, gentis com os turistas e fazem questão de, pelo menos, tentar te entender se você fala aquele portunholzinho mal-acabado.

O centro é bem legal também; há muitos cafés – inclusive uns meio esquisitos, estilão prostí­bulo, dentro de umas galerias. Não confundir com os tradicionais cafés con piernas, onde umas mocinhas em vestidinhos bem curtos te atendem sorridentes. Nestes nós fomos algumas vezes; naqueles, apesar da curiosidade, não.

Bom, depois de rodarmos muito í  pé e de metrô, resolvemos alugar um carro pra dar umas voltinhas pelos arredores de Santiago.

Chile – primeiro contato

Rua Paris, Santiago

Estivemos no Chile em janeiro deste ano. Foi muito bacana. Santiago, Vinã del Mar, Valparaí­so, a Concha y Toro… Mas viajar por mais ou menos 1800 km de ônibus até o deserto do Atacama, pra mim, foi a melhor das experiências. Viajamos margeando o Pací­fico por um bom tempo, vimos um lindo pôr-do-sol no oceano, passamos por La Serena, Antofagasta até que chegamos í  cidade de Calama, a 100 km de São Pedro do Atacama. É em São Pedro que se hospeda para conhecer o deserto. Lá é, vamos dizer assim, o ponto de apoio do deserto do Atacama. E que lugar bacana, lindo, misterioso!

Mas vamos por partes com esta viagem, que ela merece ser pormenorizada.

Bem, no inicinho de janeiro chegamos í  Santiago. Saí­mos de Belo Horizonte apenas com muitas informações na cabeça e um bom guia de viagem nas mãos. Não tí­nhamos reservas nem conhecí­amos nada da cidade. Chegando ao aeroporto, trocamos dinheiro suficiente apenas para o ônibus até o centro. Sabí­amos que os táxis em Santiago são famosos por extorquir turistas e que o câmbio do aeroporto é absurdo. Mas, enfim, foi ótimo termos pegado ônibus; como levamos pouquí­ssima bagagem – apenas duas mochilas – não tivemos contratempos.

Já no centro, fomos até a rua Paris, mencionada no nosso guia O Viajante Chile, de Zizo Asnis & Os Viajantes, e nos informamos dos preços. Passamos a primeira noite no Hotel Residencial Londres, um lugar de preço bom, mas simples, estilo antigão. O problema do lugar é que não aceitava cartão de crédito, o que nos fez procurar uma outra pousada no dia seguinte.

Detalhe interessante do Chile é que as pousadas de lá normalmente não incluem nos preços das diárias o café da manhã. Hotéis mais bacanas sim, mas pousadas ou hostels cobram o café í  parte e ele normalmente significa uma xí­cara de leite com Nescafé e um pão chileno com manteiga e/ou geléia. Nada mal, porém diferente do que estamos acostumados.

Inclusive, nós preferimos, em praticamente todos os dias em que ficamos por lá, tomar café na rua mesmo e, assim, aproveitávamos para conhecer mais a cidade, as pessoas e tal.

Dica boa é que você deve dar umas rodopiadas pela Passeo Ahumada e adjacências, ruas cheias de casas de câmbio; lá, após uma breve pesquisa, você encontrará um bom lugar para adquirir mais pesos chilenos.

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