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Bolo doce de arroz sem farinha de trigo (sem glúten)

Achei uma delí­cia esse bolo. Fofinho, com gostinho de queijo, vale a pena demais. A novidade é que não leva farinha de trigo nenhuma, ou seja, é totalmente sem glúten, o que pode beneficiar aqueles que descobriram que possuem reação imunológica í  ingestão de glúten, a proteí­na encontrada no trigo, na cevada e no centeio. Ou seja, um bom bolo para os celí­acos. 🙂

Ingredientes:

  • 1 xí­cara de arroz
  • 1 copo americano de leite
  • 1 copo americano de açúcar
  • 1 copo americano de óleo;
  • 3 ovos;
  • 1 pacote de queijo parmesão de 50 gramas;
  • 1 colher de sopa de fermento

Obs: Um copo americano tem 190ml quando enchido até a sua borda. Essa medida vale para um copo americano tradicional (multiuso) da marca Nadir Figueiredo.

Como fazer:

Deixe o arroz de molho no leite por pelo menos 12 horas. Pode ser de um dia para o outro.

Coloque o arroz (cru mesmo, junto com o leite) no liquidificador juntamente com todos os demais ingredientes (menos o fermento) e bata muito bem.

No final junte o fermento e apenas misture. Pode ser no liquidificador mesmo, mas rapidamente.

Asse em uma forma untada (com manteiga ou óleo) por mais ou menos 30 minutos. Não precisa de nenhuma cobertura; ele é muito gostoso puro mesmo, com leite, café ou chá.

Prato do dia

A categoria Prato do Dia me ajuda com ideias para o almoço; hoje publico para me lembrar que a marmita de salada delivery tava bem boazinha. Tudo fresco, com um molhinho suave e uma carne de hambúrguer gostosa. O entregador foi bem gente fina e nós vamos topar pedir novamente.

A situação neste momento de corona ví­rus não tá legal. A gente sabe que muitos restaurantes do bairro (milhares pela cidade, né?) estão penando.. Quem já vendia comida não teve que fechar as portas, mas teve que aturar uma concorrência muito grande. Impressionante como no grupo do bairro praticamente todo mundo está vendendo algum tipo de comida.

Eu costumo fazer almoço, mas quando pedimos vamos variando para ajudar a todos de alguma forma. Não tá fácil.

Vamos que vamos, nessa luta aí­.

Prato do dia

Mexidão para aproveitar as sobras do dia anterior, mas fiz também uma canjiquinha para alegrar o almoço dos meninos. Eles adoram.

No mexido: frango passado na farinha, bacon, linguicinha, arroz, feijão, couve e farofa temperada de farinha de milho. Delí­cia.

Saí­-andorinha

Resolvi fazer esse post apenas para manter em nossas lembranças o dia em que um casal de saí­-andorinhas entrou no quarto de minha menina e pousou em seu lustre. Isso foi no final de 2019.

Em verdade eles fizeram isso duas vezes e foi muito bonitinho. Ela me chamou, espantada e feliz, e foi uma grande pena que eu não estava com o telefone em mãos para documentar. Até parecia causo de pescador, já que esses pássaros não são muito vistos aqui no centro de BH, apesar de terem moradia constante no paredão da Serra do Cipó.

Um dia, rodando o Instagram, vi uma foto dos dois. Mal sabia eu que eram um casalzinho (com acentuado dimorfismo sexual), com certeza a procura de um lugar seguro para dar continuidade à famí­lia.

Uma peninha que não quiseram ficar. Terí­amos tido todo cuidado com os dois ‘pombinhos’ e sua prole.

Malala, a menina que queria ir para a escola

Terminamos ontem a leitura de Malala, a menina que queria ir para a escola, da jornalista Adriana Carranca. Eu li para os 2 durante uma semana mais ou menos, sempre í  noite, depois do banho e antes de dormir.

Eu achei esse livrinho incrí­vel. Ele é um livro pequeno, mas nem por isso raso. E até por isso mesmo demoramos uma semana inteira para finalizarmos.

A história de Malala traz um novo mundo para as crianças e aí­ inúmeras dúvidas surgiam o tempo todo por parte dos dois. Até penso que esse livro seja para meninas e meninos de uns 10 a 12 anos, mas resolvi ler por agora mesmo. Eles ganharam de presente e eu achei que a leitura seria legal nesse momento.

Surgiram questionamentos de todos os tipos: “porque as pessoas daquela região são assim? Porque se vestem assim? Porque desprezam as meninas? Quem são esses talibãs?”

Minha filha logo se espantou com o que fazem com as mulheres por lá: “mas mamãe, todos eles vieram de uma mulher, como podem se comportar assim?” Meu filho também achou revoltante e falou que não existem diferenças entre homens e mulheres…

Tive que explicar muita coisa sobre as pessoas daquele lado de lá do mundo: religião, cultura, hábitos diferentes.. e isso foi muito bom. Conhecer mais do mundo é um privilégio.

Eu também gostei de conhecer em maiores detalhes a história dessa moça tão forte e guerreira. Merecedora, de fato, de tudo o que conquistou até aqui. E digo isso sem deixar de dar os meus humildes parabéns ao pai dela, que soube perceber a importância da filha como ser humano tão digno de valor como os seus outros dois rapazes.

Gostei e indico.

O melhor bolo de banana

Melhor bolo de banana que conheço. Esse agrega aveia e farinha de trigo, frutas secas e castanhas.. canela só para polvilhar.

Experimente, não vai se arrepender.

Ingredientes:

  • 3 bananas caturras médias bem maduras;
  • 1 xí­cara de açúcar mascavo;
  • 3/4 de xí­cara de óleo;
  • 1 ovo;
  • 1 + 1/1 xí­cara de aveia;
  • 1 + 1/1 xí­cara de farinha de trigo;
  • 1 mão de passas picadas;
  • 1 mão de ameixas secas picadas;
  • 1 mão de castanhas do pará picadas;
  • 1 colher de sopa de fermento;
  • Pitada de sal.

Faça assim:

Bata a banana, o açúcar mascavo, o óleo e o ovo no liquidificador.

í€ parte, em uma vasilha, junte todos os ingredientes secos (farinhas, frutas secas, castanhas e o sal) e depois jogue por cima o conteúdo do liquidificador. Junte o fermento no final.

Coloque a massa em um tabuleiro untado (eu gosto de polvilhar com farinha também), salpique aveia, canela e asse por uns 40 minutos.

Sirva com leite ou chá.

Só não coma tudo de uma vez.

Cenas do 30/06/20

Hoje não tem receita, apenas fotos dos biscoitinhos que eu e a pequena fizemos juntos.

A ideia veio de um dos livros escolares, mas não estava muito certa. Então adicionamos mais 2 ovos e mais manteiga.

Enrolamos de várias maneiras e ficou muito gostoso: sequilho de coco “mãe e filha”, no olhômetro mesmo. Ela ficou orgulhosa que só… 🙂

Junina em quarentena

E ontem, sábado, fizemos uma festinha junina para nós 4. O pai trabalhou até as 17 horas; então nós 3 preparamos a mesa, ajeitamos as bandeirinhas e ficamos no aguardo.

Quando o trabalho terminou, pedimos pastéis e a festa começou. No cardápio, além dos pastéis, tivemos pipoca, canjica, suco de uva, cervejinha Caracu e bolo de banana.

Rolou muita música, dança e nos divertimos. Um sábado mais alegre. 🙂

Prato do dia

Arroz com lentilhas, homus, coalhada seca, tabule, pão sí­rio, grão de bico refogado, kibe e alface.

O arroz com lentilhas, o homus, a coalhada seca e o tabule são do Vila írabe.

O vírus mais pernicioso

Estamos completando 100 dias em casa.

Sem aulas, sem clube, sem saí­das, sem avós, sem primos, sem amigos, sem rua, sem brincadeiras na garagem, sem atividades fí­sicas adequadas, sem sol adequado.

Não quero entrar no mérito de que tem gente em pior situação, sem ter como manter os filhos estudando, sem ter comida suficiente. Penso todos os dias naqueles que precisam sair í s ruas para conseguir levar o pão pra casa. Sei que tem aqueles que não vão ter nem esse pão. Há também os que sequer abrigo.

Nossa situação é boa. Temos casa, comida, trabalho. As crianças podem continuar as aulas remotamente. Podemos fazer compras pela internet. Podemos comprar comida pronta quando necessário ou simplesmente quando desejamos. Podemos ficar em casa, seguros, no quentinho. Podemos assegurar que nossos pais fiquem seguros. Ou seja, privilegiados. Ainda mais que somos um casal companheiro. Não brigamos por causa do isolamento. Temos dias difí­ceis no trabalho, com as crianças, mas (falo por mim) estar ao lado Dele é sempre bom, 24 horas por dia.

Mas… estamos há 100 dias em casa com duas crianças cheias de energia, crianças ativas, que já estão ficando cansadas. Estão crescendo rápido, se desenvolvendo, com saudades das avós, com saudades dos tios e primos, com saudades dos amigos. Crianças que estão sem aulas presenciais, penando com as aulas online, com os ‘para casas’ intermináveis e ainda com pais eventualmente nervosos por não saberem como será o dia seguinte em relação a essa pandemia. Para os dois filhos também tem dias bons e ruins. Às vezes falam que o dia está ótimo, às vezes a gente percebe que estão aflitos com a situação. Eles têm tido mais medos a  noite, estão carentes.. O marido trabalha que nem um condenado siberiano, praticamente sem tempo para dormir (mesmo assim dá a atenção que as crianças demandam) e assim seguimos.

E vou ser muito franca. Há dias que os meninos transformam a casa em um verdadeiro inferno e nós nos irritamos muito. Temos em casa (e eu espero que ele leia isso em algum momento da vida) um garotinho muito esperto e que está na fase de contestar tudo o que pedimos. Nossa moça também é contestadora, mas quando temos uma conversa franca com ela parece compreender com mais facilidade o momento em que nos encontramos. Ele não e muitas vezes o ‘para casa’ vira uma tarefa muito angustiante, tanto para nós quanto para ele. Lembrando que nosso trabalho e prazos NÃO param e nada foi facilitado neste período, muito pelo contrário.

Será que precisávamos passar por isso tudo, pelo menos dessa forma??

Em vários outros paí­ses a quarentena foi feita e, aos poucos, a situação tem sido contornada. Pessoas mais conscientes (cada paí­s reagiu de uma forma) tomaram as precauções necessárias, ficaram em casa, respeitaram o comando de seus governantes. Mesmo paí­ses que deram uma pisada na bola no iní­cio, como a Inglaterra, voltaram atrás e definiram que o isolamento seria necessário.

O que aconteceu, meu deus, aqui? Qual a razão pela qual temos tantos negacionistas da doença? Prefeitos e governadores precisaram brigar para definir seus protocolos. E, enquanto isso, vimos o idiota do presidente indo pra rua, abraçando pessoas, pedindo que fossem pras ruas trabalhar.

Nunca, em nenhum momento, tivemos a voz do poder federal em favor da saúde do povo. A besta fera agiu em desconformidade com tudo o que a OMS definiu. Deslegitimando a OMS, inclusive, e tudo o que envolve a ciência.

Hoje uma ignorante me disse que esse “ví­rus chinês” é o mal do mundo. Burrice em sua forma mais pura.

Não há que se falar em “ví­rus chinês“. O ví­rus é do mundo, é da natureza, é da vida (até agora não se sabe sua origem com certeza, mas as chances de ser produzido são quase nulas). O mal do mundo é compactuar com uma pessoa (e votar nela) que defende torturador, que acha lindo ser homofóbico, misógino, machista. E essa mesma pessoa agora simplesmente não liga se 20 ou 50 ou 100 mil brasileiros vão morrer dessa doença aterradora.

Mas é aquela coisa: ele nunca ligou e todos sabí­amos disso. Quem não sabia é outra besta ou muito mau caráter. E olha que estou falando só de corona; nem menciono nenhuma das outras atrocidades dessa criatura.

Bolsonaro não saiu matando as pessoas com suas próprias mãos, mas suas decisões, suas falas e suas atitudes mataram milhares de pessoas. Sua ineficiência, sua necessidade de agradar aos interesses dos milionários e sua pouca empatia mataram todos esses quase 54 mil brasileiros (olhei agora) e vão matar muitos mais.

Hoje no Brasil contamos com os prefeitos e governadores. Aqui em Minas Gerais contamos com o prefeito, no qual votei apenas para “não deixar” o oponente ganhar. Mas acabei ficando feliz com meu voto, pois ele teve pulso firme e segurou Belo Horizonte por um tempo. A fase de flexibilização, inclusive, foi estabilizada agora, pois os casos estão aumentando muito. Mas ó.. tinha que ter fechado era mais, mas os interesses financeiros são sempre maiores.

De toda forma, um paí­s grande como esse precisava ser liderado por alguém mais inteligente, pelo amor de deus! E não por esse ‘jegue que se cair não levanta’. A voz de uma autoridade máxima, sem brigas com governadores e prefeitos, levaria a um comando único nacional, com as pessoas ficando em casa, usando suas máscaras para as saí­das indispensáveis, enquanto o serviço essencial continuava seu rumo. Se tivesse havido mais disciplina talvez estivéssemos com mais controle agora.

É muito importante frisar que os eleitores do verme são mais resistentes ao isolamento e í  proteção pessoal nas ruas. Exatamente porque o Bosta, com suas atitudes ignorantes, leva (esse tipo de) o cidadão a crer que a situação é melhor do que é na realidade. E aí­ durante todo esse perí­odo de 100 dias tivemos que ver vizinho fazendo festa, pessoas burlando praças fechadas para correr ou andar de bicicleta.. Também né.. quem votou na besta só pode ser besta. Pronto.

Eu fico muito penalizada pensando nos comerciantes e donos de estabelecimentos que tiveram que fechar suas portas. Não consigo fazer um julgamento de quem começa a ficar apertado de dinheiro e se desespera. Mas julgo – e muito – aquela pessoa que age contra as regras sem necessidade. Vai de forma escusa ao cabeleireiro, à  academia (importante morrer sarado ou fazer bonito no enterro dos outros?).. sai para passear, vai a cultos e missas (gente, se tem um deus ele deve estar ouvindo vocês de casa mesmo, apesar da grande demanda).

Ah, para. Só para. Nem eu nem você estamos felizes com isso tudo. Se eu posso sossegar meu rabo em casa, porque você não pode?

Também faço um aparte para falar de regiões mais pobres. Não estou comparando uma pessoa de classe média, que insiste em fazer a corridinha na Lagoa Seca, com uma pessoa que mora num cubí­culo, rodeado por mil vizinhos. Ou com uma pessoa que mora em uma casinha/barracão junto a vários filhos. O que me enraivece é aquela pessoa que pode ficar em casa e não fica, que só pensa em si. Até por essa diferença social, temos ainda mais obrigação de fazer o isolamento e dispensar nossos funcionários domésticos (com pagamento), pois, ao contrário, terão que diariamente pegar ônibus, circular e se colocar em risco.

A gente vê, sim, várias ações da sociedade civil em prol de comunidades carentes, mas o que eu gostaria era de ver menos caridade e mais luta por polí­ticas que diminuam a desigualdade.

Enfim, 100 dias em casa, lidando com inúmeros desafios. Mas também 100 dias bem movidos ao ódio por viver num lugar de gente tão atrasada, tão egoí­sta, tão vaidosa a ponto de furar a quarentena em seu pior perí­odo para alisar o cabelo, para fazer atividades fí­sicas, para ir beber com os amigos.

Vidas que se foram desnecessariamente valem bem mais que isso.

Fora Bolsonaro, Fora Genocida.

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