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Férias

Nestas férias aproveitamos para fazer todas as coisas que ficamos impossibilitados de fazer durante o primeiro semestre em razão da minha queda e quebra do joelho. Fomos aos médicos necessários: pediatra, oftalmologista, dentista..

Fizemos também muitos passeios divertidos. Almoçamos bastante fora, fomos a rodí­zio de pizza, caldos e petiscos, fomos ao clube várias vezes… Pela primeira vez a Pequena dormiu na casa da avó por dois dias seguidos apenas com a prima e ele ficou conosco. Fomos também í  feirinha de comidas do bairro, ao cinema, papai fez hambúrguer, pipoca e brigadeiro de panela. Jogamos alguns jogos, montamos quebra-cabeças…

Também pela primeira vez levei apenas minha filha ao teatro, enquanto o filhote foi com pai a uma festinha de colega. Ela queria muito ir ao Teatro Francisco Nunes ouvir histórias da cultura Pataxó, contada por um legí­timo Pataxó e ele não se interessou. Então fomos nós duas ao teatro – que foi muito bacana, diferente e interessante – e depois encontramos os rapazes na festa.

Enfim, entre compromissos e prazeres, foram férias gostosas e divertidas, embora curtas, de apenas 15 dias. Agora só em dezembro e eles já as estão aguardando, assim como os adultos da casa.



Cenas da casa – 8

Leite da roça deixando a casa perfumada… e os Ets que foram feitos durante a colônia de férias. Um mês de julho frio e muito gostoso.

Seyit e Shura, de Nermin Bezmen

Em 2018 acompanhei pelo Netflix a série Seyit e Shura, um romance daqueles impossí­veis, em que as famí­lias dos respectivos amantes não aprovam a união. No caso, na época dos acontecimentos, o amor entre um turco de famí­lia muçulmana e uma russa cristã não era cogitado, principalmente pelos turcos mais conservadores.

Depois de um tempo descobri que a série foi baseada em uma história real, contada pela neta de Kurt Seyit e me interessei em ler o livro. E é bacana, um livro de quase 3 décadas de existência, a propósito. Além do relato da paixão intensa dos protagonistas, Nermin Bezmen conta um pouco da Revolução Russa e dos conflitos existentes na região da Turquia das décadas de 20/30. Ela fez um pesquisa intensa de sua própria famí­lia e também conseguiu relatos de familiares da russa Shura, conseguindo dados impressionantes do que foi a vida dos dois namorados.

Como não quero dar spoilers vou ficando por aqui, deixando mesmo apenas um registro de mais esta leitura. Fique com o suspense de como o casal passou pelas agruras da Revolução Russa, o que aconteceu com cada um e como foi o destino de ambos. Ficaram juntos? 😉

Ribeirinhos

E o mês mais gostoso do ano também é o mês das prendas familiares. Enfeite para a festa junina feito a 8 mãos, com muito gosto.

Risoto de cogumelos

Delí­cia de risoto com este cogumelo Yanomami. Fiz da forma tradicional, porém usei uma cachacinha no lugar do vinho branco. Mais a mais, cozinhei o riso no caldo de legumes, juntei os cogumelos já refogados na manteiga e cebola e finalizei com manteiga e parmesão. Todos aprovaram, inclusive os dois pequenos, que amam uma boa comida. 🙂

Assados delí­cia com abóbora e nozes

Eu adorei estes assados com abóbora. Deliciosos para comer com salada, carne ou puros mesmo. Fiz de dois tipos.

O primeiro deles, que mais gostei, levou os seguintes ingredientes: 1/2 quilo de abóbora de cabeça, 2 maças verde, 1 xí­cara de nozes, 150 gramas de bacon e mel.

O segundo tipo levou 1/2 quilo de abóbora de cabeça, 150 gramas de bacon, 1 xí­cara de passas sem sementes, 1 xí­cara de nozes, 1/2 xí­cara de azeite, páprica, noz moscada, cardamomo, sal e pimenta branca.

Não tem erro não. É só picar todos os ingredientes mais ou menos do mesmo tamanho e levar ao forno. Eu usei papel alumí­nio e não gostei, pois os ingredientes grudaram um pouco. Da próximo usarei o tapete de silicone. Experimentem, vale muito a pena. Receita cheirosa e saborosa.

Escondidinho de carne seca

Infelizmente me esqueci de tirar foto do prato pronto. Mas quis registrar a receita de qualquer forma, até pra me lembrar que a carne seca da marca Vapza é boa. Comprei esta caixa numa oferta e fiquei naquela dúvida se teria ou não gosto de ‘comida de caixinha’. E ó, não tem. A empresa diz que os alimentos são cozidos no vapor e embalados a vácuo; você abre o pacote e não sente cheiro nenhum de conservante. A carne também não é salgada, o que é ótimo.

Então: cozinhei mais ou menos 1 quilo de mandioca, que levei ainda quente na batedeira, com manteiga e sal, para virar um purê.

A carne eu refoguei no alho, cebola, temperos variados e depois juntei uma lata de tomates pelados picados. Deixei formar um molho e fiz as camadas. Mandioca, carne, mandioca e queijo ralado. Levei ao forno para gratinar e pronto. O prato ficou muito gostoso e prático de fazer. Recomendo e fico devendo uma foto dos finalmentes da próxima vez.

Cenas da casa – 7

Cumbuquinhas que ganharam quando ainda eram bebês. Eles as adoram.

Lanche especial

Hoje o lanchinho da escola foi mais especial. Aniversário dos meus pequenos, fiz um brigadeirão bem gostoso, usando cacau 100%.

Mandei suco de laranja, croissant quentinho e um pedaço do brigadeirão. Pra completar o dia, almoçamos no restaurante japonês (que eles amam) e í  noite nós três, já que papai ainda estava trabalhando, lanchamos quiche de queijo, pasteizinhos e coxinha.

O dia foi ótimo e eles adoraram os presentes que ganharam. No próximo sábado faremos um bolinho para a famí­lia e cantaremos os parabéns.

O Processo, de Kafka

Também li O Processo, de Kafka, durante minha recuperação. E esta leitura foi, pra mim, tão difí­cil e complicada quanto a leitura de A Metamorfose.

O Processo, confesso, achei ainda mais difí­cil de digerir. O livro é absurdo e distópico, sendo que a realidade na qual o personagem Josef K. está imerso é claustrofóbica. Há uma série de surpresas surreais, geradas por uma realidade inacessí­vel. Josef K., o protagonista, desorienta-se diante do absurdo das situações, trazendo ao leitor – como não? – o mal-estar tí­pico das obras de Kafka.

Josef K. nunca é informado por que motivos está sofrendo o processo e isto é angustiante. O texto é atual e provoca questionamentos acerca dos costumes e crenças arbitrários, que podem ser, sim, bizarros quanto os acontecimentos da vida de K.

Kafka não é meu autor preferido, mas penso que ele é necessário.

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