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Aniversário de 07 anos

Mais um ano e mais uma festinha em famí­lia. Chamamos os “de casa”. “De fora” apenas duas amiguinhas das crianças, vizinhas queridas.

Encomendei um bolo delicioso de nozes, brigadeiros e docinhos de leite ninho. Para comer, preparamos espetinhos de carne, batatas  fritas na hora (no fogão a lenha) e biscoitos de queijo assados. Além de petiscos como amendoim, pipoca…

Fiz uma mesa de bolo com os doces e esta acima, de café. Café preto com pamonha de forno e paçoquinhas. A comilança ficou na parte de fora do apê, que enfeitamos (com  a ajuda da minha sobrinha) com bandeirinhas, fogueira de papel e os indispensáveis balões.

Os meninos adoraram! Se acabaram na dança quando os convidados se foram e eu e Ele ficamos arrumando a casa!! Ano que vem tem mais.

Luiz Inácio Lula da Silva, A Verdade Vencerá

Te contar que estou cansada dos acontecimentos recentes brasileiros. Golpe na democracia, justiça nitidamente parcial, fascista e perseguidora. Quando chegou este livro aqui em casa fiquei até em dúvida se leria mais alguma coisa sobre o assunto “Lula”. Mas daí­ as primeiras páginas me animaram e terminei rapidinho.

Gostei.

O livro é, em verdade, uma entrevista com o ex-presidente. Ele fala um pouco sobre toda sua trajetória: sobre a vida pobre no nordeste, a ida para os sindicatos – levado pelo irmão -, sobre quando era oposição, sua época como deputado federal… Depois fala bastante sobre sua atuação como presidente da república, as negociatas polí­ticas, os encontros com vários lí­deres mundiais.  São bem interessantes as respostas sobre a relação com Dilma, sobre os erros cometidos pela então presidenta e sua falta de habilidade em dialogar com os que foram depois seus maiores algozes.

Lula também responde sobre o que faria se pudesse retornar í  presidência e também da coragem com que enfrentaria a possí­vel prisão (quando da edição do livro ele ainda não estava preso, mas sabia que iria ser).Â É um livro interessante, vale a leitura.

E não deixa de ser bastante incomodativo: porque o sujeito está preso, mas paira realmente uma grande dúvida se houve lisura no processo que o levou í  prisão. Se ele cometeu – e pode ter cometido – crimes outros, é outro caso. O que pega é que o processo que o mantém em cárcere apresenta muitas falhas e ví­cios processuais, dentre eles um dos mais grave que é a ausência do juiz natural.

Sigamos, enfim. Vamos ver quais são as cenas dos próximos capí­tulos.

Vagina, de Naomi Wolf

Da mesma autora já haviam me indicado  O mito da beleza, publicado em 91 e que se tornou referência do feminismo ao analisar a exigência de as mulheres se adequarem a um ideal de beleza e a relação desta exigência com a dificuldade da ascensão ao poder polí­tico e social. Não li ainda, mas pretendo.

Sobre Vagina eu sequer havia ouvido falar e quando mencionei em um grupo de amigas, me avisaram que a obra fora bastante criticada nos meios feministas.

Bem, achei a leitura  interessante, com pequenas ressalvas.

De iní­cio Naomi apresenta as conexões cérebro/vagina e como estas conexões são a chave para o entendimento do que acontece í s mulheres no dia-a-dia. Fora um problema de saúde da própria autora que a instigou para o fato de que vagina e cérebro formam uma rede ou um “único sistema” e que a vagina media a confiança, a criatividade e o sentido de transcendência feminina. O transcendente aqui, na minha opinião, refere-se ao que excede o limite do medí­ocre, mas em vários outros trechos do livro a autora  faz menção a experiências sexuais que contribuem para um sentido de alegria e interconexão da mulher com o mundo material e espiritual e é justamente esta parte mí­stica que me incomodou na leitura.

Ainda na esteira mí­stica, a  mim me parece pueril o “invocar a deusa” ou trazer í  tona o Tantra como solução para os problemas sexuais. Ela mesma diz que não gostaria de trazer í  mente imagens piegas dos anos 70 de adoração da deusa pagã em retiros femininos nos parques estaduais americanos, mas é exatamente isto que é feito na parte final do livro. A parte quatro do livro, enfim, parece um manual de auto ajuda, com gurus salvadores de mulheres perturbadas. Não que eu ache que práticas sexuais antigas relatadas pela tradição taoí­sta, por exemplo, sejam besteira. O que incomoda é o tom utilizado por Naomi. Soa infantil, soa revista feminina dos anos 80.

Quando fiz yôga, por exemplo (Swasthya Yôga), nos ensinavam que o tantrismo é uma filosofia de caracterí­sticas matriarcais, sensoriais e desrepressoras. Só por estas caracterí­sticas já podemos pressupor um benefí­cio í s mulheres. Então penso que o assunto pode e deve ser tratado, mas sem a parte das energias sobrenaturais. Este papo de sexualidade como caminho para o divino não me cai muito bem.

Gostei bastante das explicações de como funciona a inervação da pelve feminina, de como os nervos pélvicos se ramificam a partir da medula espinhal. A rede neural feminina é bastante complexa e  muito mais sujeita aos efeitos de hormônios do que nos lembramos no cotidiano (trechos de “dopamina, opiáceos e oxitocina).

Há muita coisa boa no livro: Naomi investiga o que sustenta a prática do estupro, passeia pelas vaginas sagradas dos tempos pré-históricos da humanidade, fala sobre as narrativas gregas do Eros e do desejo feminino, discorre sobre a evolução da vergonha da vagina judaico-cristã..  Chama a atenção o capí­tulo “A vagina vitoriana: medicalização e subjugação”; este perí­odo da história transferiu a saúde sexual e reprodutiva das mulheres de classe média das mãos de parteiras para as de médicos homens e, claro, estes arrasaram com suas pacientes, fazendo intervenções precipitadas e í s vezes violentas. Não í  toa a masturbação feminina era descrita em importantes tratados médicos como incontinência habitual produtora de doenças e muitas mulheres que insistiam na prática sofreram como punição a clitorectomia forçada, voltando dóceis e mansas í s suas famí­lias.

Já no fim do século XIX e iní­cio do século XX a contracultura liberacionista começa a defender a sexualidade feminina. O livro faz referência a várias obras a partir de tal época, passando por todas as décadas até a atualidade. Curiosamente, segundo a autora, embora estejamos na era da liberação, pós-revolução sexual, pós feminismo, vivemos uma epidemia de infelicidade sexual feminina. Nossa cultura sente-se muito confortável com isso, inclusive, o que demonstra que a estrada feminina (e feminista) é ainda muito longa.

Enfim, indico a leitura. Apesar dos contrapontos que fiz em relação í  sacralidade da sexualidade exposta em alguns trechos do livro, a obra tem muita pesquisa e informação interessante. Me instigou a ler mais a respeito e a ler também os demais livros de Naomi, amada e criticada entre as feministas. Como bem disse Márcia Tiburi no Voz Ativa de março de 2018 , o feminismo não é um só. Ele não é universal, é plural, é um jogo de linguagem em busca da desconstrução do machismo. Então.. leiamos todas e tomemos nossas próprias conclusões.

Falsa cebola do Outback

Esta cebola foi feita pelo Maridex. E agradou a nós todos.

Faça vários cortes verticais na cebola (escolha as grandes), sem atingir a raiz. Passe a cebola já cortada no ovo batido e depois em uma mistura de farinha de rosca com sal, páprica doce, páprica picante, alho em pó e cebola em pó. As quantidades foram no olho mesmo.

Asse até ficar crocante.

Você pode passar as pétalas no molho de sua preferência. Aqui comemos com carne de boi feita na churrasqueira de fogão e salada verde.

Delí­cia!

 

Uma breve história do mundo, de Geoffrey Blainey

Pois bem, terminei o livro de fevereiro, Uma breve história do mundo, de Geoffrey Blainey. A leitura foi agradável, o texto é gostoso de se ler; um resumo pode ser interessante em alguns momentos.

O que eu não gostei é que o autor trata personagens cuja veracidade na história são questionáveis como reais, sem mencionar nada sobre tal questão ou mostrar as fontes de suas informações. Sobre as fontes, entendo que ele não as especifique porque são inexistentes. Mas seria mais correto, no meu entender, que ele fizesse menção ao fato de que Sidarta Gauthama, Maomé, Jesus são personagens controversos. Não há, de fato, comprovação histórica da existência destas pessoas. Ele poderia citar a influência que estas figuras, como personagens religiosas, teve na cultura mundial, mas ele relata histórias de vidas como se ocorridas semana passada, amplamente divulgadas pela mí­dia e com farta documentação.

Tirando este fato, gostei.  Como já tinha definido que leria também uma outra obra de Blainey, vou manter a combinação comigo mesma e hoje mesmo já começo Uma breve historia do Século XX. 😀

Nosso pratinho aos 6 anos e quase 9 meses

Mais uma vez mostro que a comida boa vai de vento em popa aqui em casa. Lógico que há dias em que um ou outro não quer algo ou que estão realmente sem apetite. Respeito. Há dias que rejeitam certas comida para provocar os pais também, não temos dúvidas disso. E vamos que vamos.

Neste dia (quando há sobrinha do dia anterior temos mais variedade, né?)  temos arroz, ervilha, almôndega recheada com queijo, cenoura, abóbora, repolho, tomatinho, jiló  e rúcula.

Sapiens, Uma breve história da humanidade

Eu diria que os últimos capí­tulos de Sapiens, de Yuval Noah Harari, são muito Black Mirror.  E daí­ você vê que Black Mirror não é tão viagem como parece; pelo menos para uma pequena parte dos sapiens que tem acesso í s mais recentes descobertas cientí­ficas relativas í  bioengenharia, genética, engenharia cyborg…

〈Música impactante〉:D

Então.. Sapiens é, de fato, bastante surpreendente. O autor, após resumir de maneira espetacular a história humana, salta í  filosofia. Existe sentido na vida? Se sim, qual é? O que é a felicidade? Somos mais felizes hoje que nossos ancestrais?  Conseguiremos reviver criaturas extintas? Conseguiremos atingir a imortalidade?

Harari consegue fazer com que o leitor vague por um futuro distante nos capí­tulos finais, um ensaio para o seu outro livro, Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã, no qual, de acordo com algumas resenhas que li, projeta com mais afinco cenários futuros da humanidade. Fato que mesmo em Sapiens o escritor já demonstra uma desenvoltura espetacular ao mencionar um possí­vel futuro em que nos tornamos um verdadeiro deus.

Não só os capí­tulos finais me fascinaram. O livro é dividido em 4 partes: revolução cognitiva, revolução agrí­cola, a unificação da humanidade e a revolução cientí­fica. Cada uma destas 4 partes apresenta capí­tulos envolventes e o livro só vai ficando mais difí­cil de largar.

A vida dos caçadores-coletores, a ‘fraude’ da revolução agrí­cola, as ‘ficções’ que impulsionam a humanidade (dentre elas a religião), as descobertas cientificas, o colapso da famí­lia e da comunidade frente ao Estado, a paz obtida pelo poder atômico… assuntos conhecidos, porém sob uma perspectiva diferente – pelo menos em alguns tópicos.

Mesmo tendo adorado o livro, não concordo com 100% dos posicionamentos do autor. Me incomoda a forma pela qual ele trata a fatalidade do imperialismo, como se com ele não pudéssemos nos indignar por sua inevitabilidade e quase necessidade para o andamento do desenvolvimento do ser humano como sociedade e indiví­duo. Não que ele não sinta pelas populações dizimadas pelos dominadores – dos astecas aos aborí­genes tasmanianos -  mas me parece que existe uma mensagem de que não há como ser diferente e isto é assim: natural.

Por exemplo: ele cita um estudioso imperialista, William Jones, que chegou í  índia em 1783 para servir como juiz na Suprema Corte de Bengala. Jones era um representante do império inglês, mas estudava as culturas, histórias e as sociedades da ísia, em particular da índia. Foi Jones quem apontou similaridades entre o sânscrito, o grego e o latim, bem como similaridades entre todas essas lí­nguas e o gótico, o celta, o persa antigo, o francês e o inglês, identificando, portanto, aquela que veio a ser conhecida como a famí­lia de lí­nguas indo-européias.

Este é apenas um exemplo que achei interessante; há vários outros mostrando que os impérios aterrorizavam (ainda o fazem), mas também contribuí­am (e contribuem) para  o desenvolvimento do conhecimento de toda a humanidade e ainda para apresentar ao povo “conquistado” avanços que estes ainda não teriam alçado, como indiví­duos ou coletividade.

Gosto de pensar que podemos ser melhores que isto, principalmente porque em território brasileiro há inúmeras tribos indí­genas sem contato com o homem branco. Elas precisam de nossos avanços, leis, costumes, tecnologia? Os caçadores-coletores não eram provavelmente mais felizes? Não demos um tiro no pé ao entrarmos de cabeça na revolução agrí­cola?  São coisas a se pensar.

Indico, enfim, fortemente, a leitura do livro. Tenho certeza que não irá se arrepender. Se tudo der certo acrescentarei em minha lista do ano o Homo Deus, dele também. Certeza de ótima leitura.

Hotel Fazenda Vale Amanhecer

Estivemos neste mês de janeiro no Hotel Fazenda Vale Amanhecer. O saldo do passeio foi muito bom, exceto pelo fato d´Ele ter passado muito mal no último dia, coitado, e isso foi bem chato. Mas o restante do passeio foi muito bom. Os meninos brincaram absurdamente, fizeram muitas amizades e andaram bastante a cavalo. Aliás, esta pousada é uma das poucas que valoriza o passeio a cavalo. Quero dizer, eles realmente deixam  que o hóspede ande, passeie fora da propriedade com o animal. Sempre acompanhado por um funcionário, claro, mas o passeio não é curto ou engessado. Achei muito bacana isso.

As acomodações são boas, os funcionários extremamente gentis, mas a comida é um ponto fraco. Muito pesada, mais gordurosa mesmo. Carnes e massas bem gordas. Nada, em verdade, que nos tivesse aborrecido, mas que é bom pontuar.

Pela primeira vez na vida os meninos pescaram e foi uma piada. Fomos ao “pesque e solte”, conseguimos pegar um peixinho com ração, mas todos ficamos penalizados com o peixe. Acho que foi a primeira e última vez deles. E a minha última. 🙂

Patrí­cia Goedert Doçaria

Domingão e os meninos foram para o teatro com a prima. Aproveitamos para fazer um programinha a sós e degustar um cafezinho na Patrí­cia Goedert Doceria, que fica na rua Guaicuí­, n. 297, loja 10, bairro Luxemburgo, BH. Do ladinho da Domino´s Pizza da Guaicuí­ (observação: o espaço kids da Domino´s fechou).

O café – claro – foi acompanhado de gostosuras à  altura do lugar, muito bem decorado e ambientado.

🙂

Atualização: essa loja da rua Guaicuí fechou e não sabemos se abriram em outro lugar. Fiz uma breve procura e não encontrei.

Gruta da Lapinha/Lagoa Santa

Passamos o dia de hoje na Gruta da Lapinha, gruta que fica em Lagoa Santa, bem pertinho daqui de BH. Foi a primeira vez que os meninos entraram em uma gruta e visitaram o museu da Lapinha, onde se encontram valiosos achados arqueológicos brasileiros.

Para entrar na gruta cada pessoa paga R$ 25,00 (meia para crianças e maiores de 60) e para entrar no museu o preço é único de R$ 4,00. Vale a visita. E vale ler sobre os achados arqueológicos brasileiros. Tem muita coisa relevante e interessante. Uma pena nosso paí­s não dar condições para mais e mais pesquisadores. 🙁

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