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Vaca atolada, delícia mineira.

Passei a tarde de ontem, sexta-feira, fazendo uma panelada de vaca atolada. Ficou boa, embora eu tenha usado uma carne gordurosa, o que me deu um pouco mais de trabalho.

É que eu usei uma costela bovina sem osso daquelas embaladas no vácuo, e a peça que eu usei  estava especialmente gorda. Então, o que fiz: fritei a carne no alho e cebola e depois a cozinhei bastante na pressão. Quando já estava bem macia, desfiando, separei a carne do caldo. Retirei toda a gordura visí­vel da carne e  levei o caldo ao congelador para também facilitar a retirada da gordura.

Então: usei um quilo de costela bovina; porém, pelo tanto de gordura e pelancas que retirei, acho que ficaram uns 600 gramas de carne bem desfiadinha num caldo bem suculento.Â í€ parte cozinhei um quilo de mandioca picada e quando  ele já estava bem macio juntei ao caldo. Ajustei o sal e salpiquei um caldinho de pimenta.

O lance da vaca atolada, então, é: nunca cozinhe a mandioca no caldo da carne direto. Mandioca e carne devem ser preparadas separadamente e depois juntas em uma panela grande. Também não é necessário usar costela de boi; use a carne de sua preferência. Adicione uma pimentinha, salsinha, cebolinha picadinhas e aproveite.

Para quem não tem prática na cozinha as quantidades são as seguintes: um quilo de carne para um quilo de mandioca. Meia concha de óleo para refogar a carne em 3 cebolas, 6 dentes de alho, uma colher grande de alho e sal e uma colher de sopa de colorau. Você ainda pode adicionar no caldo da carne 2 folhas de louro  (que devem ser retiradas posteriormente) e juntar cheiro verde ao resultado final. Importante também é a qualidade da carne. Quem não  gosta do sabor forte da costela deve usar uma carne mais nobre. Fica divino.

Macarrãozinho batuta

Tem jeito não. Aqui em casa o macarrão com molho de tomates reina absoluto. Eu e Ele amamos, ainda mais com um bom queijo parmesão e um vinho gostosinho. É prático, fácil, rápido e barato. Faça também o seu e aproveite!

Aledora doces – um light do qual não gostamos

Me arrisquei comprando um doce light/diet da marca Aledora e não fiquei satisfeita. Porque em toda a minha vida, até o dia em que paguei R$ 9,00 por um vidrinho de brigadeiro light deste fabricante, eu nunca havia jogado no lixo, de cara, um pote cheio de comida.

Na verdade eu sempre via este “brigadeiro” sendo vendido no Carrefour e sempre tive um pé atrás. Sempre soube que não poderia existir um brigadeiro light/diet que fosse uma gostosura. No entanto, resolvi arriscar e levá-lo para meu pai, que controla a ingestão de açúcares. Afinal, mesmo que não fosse uma delí­cia, poderia dar uma adoçadinha no paladar.

A surpresa, portanto, não foi a de que o produto não fosse gostoso. A surpresa é que o produto é bem ruim. Nem lembra gosto de chocolate, mas sim de queijo estragado.

Foi inteiro para o lixo.

Recebemos hoje, dia 4 de janeiro de 2012, um comentário do Alexandre, dono da fábrica de doces Aledora, dizendo-nos que talvez tenhamos sido contemplados por um doce estragado, sugerindo, inclusive, que eu deveria tê-lo trocado na ocasião. Reli meu post e tive a sensação de que a desconfiança procede. Afinal, reclamamos bastante do cheiro e gosto azedos do produto. Ficamos, pois, comprometidos de testar novamente o doce quando tivermos a oportunidade e de passar nossa experiência aqui no blog. Ah, gostaria de reafirmar que da marca somente provamos o brigadeiro diet/light. Nada podemos dizer dos demais doces da marca .

Mais uma coisinha: dei uma editada no meu texto porque hoje(23/07/2014), relendo o que escrevi e tendo recebido mais um comentário avaliando bem o produto, tive a ní­tida noção de que eu devo ter comprado um produto estragado. Ainda não me dispus a gastar mais com os doces, mas resolvi pegar mais leve. Eu devo ter sido injusta e não é nossa intenção. O doce que nós compramos estava mesmo intragável, mas deve ter sido um caso a parte, um caso isolado.

 

Céu de Belo Horizonte, céu de Monet

Tardes de maio; lindas em Belo Horizonte. Ainda bem que tenho um resquí­cio de vista. Pena que a máquina não capte 1/10 da beleza real.

A fita branca

“A fita branca” é um filme alemão, ambientado na década de 20, um pouco antes da Primeira Guerra Mundial. Sua sinopse diz que é:

“…a história de crianças e  adolescentes de um coral dirigido pelo professor primário do vilarejo e suas famí­lias: o barão, o reitor, o pastor, o médico, a parteira e os camponeses. Estranhos acidentes começam a acontecer e tomam aos poucos o caráter de um ritual punitivo. O que se esconde por trás desses acontecimentos?”

Vimos o trailler e decidimos assistir. A experiência entra para a lista daquelas que merecem ser digeridas aos poucos, com muita reflexão. É um filme desafiador e denso. Não sabemos dizer se é um bom filme ou um filme ruim. É um filme que nos afeta.

Parte de nós ficou indignada pelo fato de como os fatos são elencados no filme e como a trama se desenrola. Outra parte ficou fascinada com a ousadia de o filme se apresentar daquela maneira. Definitivamente um filme para assistir, mas não sei se vale a pena gastar o dinheiro de dois ingressos de cinema para tanto.

Este post foi originalmente escrito dia 19 de fevereiro de 2010.

Rei do Mate em BH. Uma experiência que você precisa viver

Já tem um tempo que – sempre que podemos – vamos ao Rei do Mate, em BH. Desde quando a loja começou a funcionar na cidade (no ano passado) comemoramos bastante e aproveitamos cada oportunidade para nos deliciarmos com os deliciosos shakes de mate com frutas e leite condensado.

Para nós, esta loja é uma verdadeira vitória para a cidade. Sempre que viajamos, para o Rio ou nordeste, encontramos diversas lojas e aproveitamos bastante os produtos de lá. Mas um pensamento nunca deixava nossas cabeças: por qual motivo não ví­amos uma loja da franquia em BH? Bem, desde o ano passado não precisamos mais lamentar, pois há uma loja na Av. Cristovão Colombo, entre Getúlio Vargas e Contorno.

Torcemos para a moda pegar na cidade. Os chás são deliciosos e representam uma ótima alternativa aos refrigerantes para matar a sede a qualquer hora do dia. Se você ainda não experimentou, recomendamos começar com o shake de limão. Depois, vale experimentar o de abacaxi, o de maçã e o de pêssego. Todos deliciosos!

Deliciosos iogurtes

Outro dia tomamos coragem e resolvemos experimentar um Frozen Yogurt no Yoggi (que fica na rua Fernandes Tourinho, quase esquina com Levindo Lopes). Refiro-me a tomarmos coragem pois o estabelecimento divide espaço com a Koni Store, uma Temakeria que tem uma decoração grotesca (luzes de neon vermelho) que literalmente afasta qualquer um do local…

Enfim, depois de confabularmos um pouco acerca da iguaria e colocarmos na balança os prós e contras de entrar naquele local, resolvemos experimentar. É necessário dizer que valeu muito a pena arriscar.

Eu experimentei um iogurde natural com pedaços de três frutas: lichia, kiwi e blueberries. Ela trocou a lichia por morango.

O gosto do iogurte é fabuloso… Um azedinho marcante sem ser enjoativo e uma textura muito prazeroza.

Recomendamos para aqueles que não se importarem com a ambientação do local e nem com o preço (quase dez Reais por um pote médio de iogurte com três frutas picadas). Ainda vamos voltar lá para experimentar o iogurte de jabuticaba – que neste dia, havia acabado.

Alma-de-gato

A cada dia que passa vejo mais e mais  almas-de-gato em Belo Horizonte. Já ouvi relato que eles, mansos como pombas,  estariam até vindo comer pipocas ao solo.

Foto tirada na Praça da Liberdade, dia 13 de abril.

A Metamorfose – Kafka

Sempre tive curiosidade em ler Kafka, especificamente sua Metamorfose, mas sempre achei que seria uma leitura difí­cil, penosa. Mais a mais, dei preferência a autores mais familiares, uns mais clássicos, outros mais populares. E Kafka ia ficando pelo caminho..

Num belo dia, por um acaso, Ele traz pra casa Oscar Wilde, Platão, Kant e… Kafka, pondo um fim ao antigo desejo.

Li A Metamorfose, Carta a meu pai e o conto O artista da fome. Inicialmente  não compreendi nada do universo de Kafka. A Metamorfose é um livro pra baixo, depressivo. A linguagem utilizada é simples (pelo menos a tradução que li), porém seu conteúdo é tão denso que chega a causar mal-estar.

O que ocorre é que quem lê Kafka sem conhecer um pouco de sua biografia não entende bem as razões pelas quais há este peso em sua escrita. Depois que li um pouco a respeito de sua vida e também li Carta a meu pai,  pude compreender um pouquinho o espí­rito do escritor. Ele é um  atormentado pelas relações familiares e  descrente do homem. Como não poderia deixar de ser, tais caracterí­sticas são refletidas em seus textos e seus leitores, bem, não ficam impunes.

Fato é que me assustei com Kafka, pelo menos  a princí­pio. Me pareceu muito frustado e surreal.  Mas agora, depois  que ingressei em seu universo nonsense, resta-me compreendê-lo e ler mais alguns de seus escritos. O Veredicto e O processo estão na minha lista.

A-ha em Belo Horizonte

E então chegou o dia do show.

Apesar da forte chuva que atrapalhou a vida de muitas pessoas na tarde de domingo, chegamos a tempo de ver um excelente show. A banda tocou muito bem e não deixou barato. Comparado aos mais recentes shows que fomos no mesmo local (Pet Shop Boys e Faith no more), o do A-ha foi o que mais gente levou ao Marista/Chevrolet Hall.

Teve de tudo. As músicas do disco novo (que é muito bom, por sinal) e os grandes hits.

A grande ocupação do local foi boa e ruim ao mesmo tempo. Boa pois mostrou do que o A-ha é capaz; ruim porque acabamos ficando um pouco mais distantes do palco que gostarí­amos.

Isso não foi, no entanto, um impedimento para que fizéssemos alguns ví­deos do show. Apesar de o ví­deo não ter a melhor qualidade, o áudio está bem bacana. Assista nossos ví­deos e diga-nos o que achou.

Foot of the mountain

Scoundrel days

The blood that moves the body

Move to Memphis

Stay on these roads

Cry wolf

Crying in the rain

Como disse, o show foi ótimo! Colocou o dia 14 de março de 2010 em nosso calendário de datas marcantes.

Além dessas músicas, os caras tocaram “Early morning”, “Manhattan Skyline” e a indefectí­vel “Take on me” (no segundo bis!). Uma pena que a bateria e o cartão do celular não aguentaram o tranco…

Apenas sentimos falta de “You are the one”. Acho que, se eles tivessem tocado esta música, certamente serí­amos transportados de vez para a década de 1980…

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