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A Cabana

Sempre tive preguiça dos best-sellers. Indicam a compra voraz (e não a leitura) de livros que foram  bem trabalhados comercialmente. Vez por outra somos surpreendidos, como em A cidade do Sol e Princesa, mas a regra, pelo menos ao meu sentir, é que são um misto de cópia e enganação.

Falo isso porque acredito que devemos ler os clássicos. Afinal, são eles que nos darão as bases para verificar a grandeza – ou não – de uma obra recente. Pois se perpetuaram por décadas, séculos, milênios, sendo por inúmeras vezes analisados, interpetrados e, porquê não, testados. E se se mantiveram vivos ou são definitivamente bons ou úteis ou questionadores ou  simplesmente influenciaram sua época, por qualquer motivo que seja.

Na minha opinião não estamos lendo os clássicos como deveríamos. E os livros comerciais estão tomando conta. Enfim, tudo isto apenas para dizer que o livro A Cabana, um dos atuais best-sellers no país, não é o que andam falando por aí. É um livro bacana, de leitura fácil, mas de raro não tem absolutamente nada.

A história é previsível e em muitos momentos os personagens da trindade cristã parecem  infantis. Mas é aquela história: junte família,  crime, sofrimento, depressão, Jesus, Deus, perdão e redenção que você terá a atenção de muita gente. É assim desde que o mundo é mundo.

E o mais engraçado de tudo é que já tem um monte de gente – vide este vídeo, em inglês – chamando o escritor William P. Young de herege, que ele teria afrontado a figura da santíssima trindade etc etc etc.

Bom, sem querer dar nenhum palpite a respeito, pois a mim isto definitivamente não interessa, finalizo dizendo que o livro é, digamos, razoável, interessante no ponto em que toca nas razões do comportamento do assassino e no benefício do perdão para quem o dá. Mas apenas isto.

4 comentários

4 comentários até agora

  1. rose agosto 3rd, 2009 22:34

    Boa noite, querida.
    está uma boa crítica de literatura.Ando relendo O MUNDO DE SOFIA, já li algo sobre A CABANA, mas não li o livro(ainda).Adoro leitura
    e esta me parece intrigante, não é?
    Bjs, minha linda.

  2. Ela agosto 4th, 2009 10:51

    Ei Rose, tudo bem?
    O livro é interessante sim, mas não tudo o que andam dizendo por aí. Eu diria que é apenas mais um livro sobre aceitação, fé, superação, perdão.. o que não deixa de ser uma boa para muita gente. Mas é que o estardalhaço feito em torno desta obra não procede. Logo ao fim do último capítulo os editores dizem para o leitor que, se ele realmente foi tocado, ele deve presentear as pessoas queridas com um exemplar. A forma como o conselho é dado parece coisa de missionário, o que já desvirtua um pouco a história. O mundo de Sofia é muito bom, né? Em alguns momentos um pouco cansativo, eu achei, mas é extremamente proveitoso. Um grande abraço, Ela

  3. rose agosto 4th, 2009 19:36

    Tudo bem, Ela.
    Com sua critica ao livro perdi o tesão para lê-lo…rsrsrsrsrsrsr.
    Indicar livro é complicado, pois há gosto diferente para leitura.
    O MUNDO DE SOFIA é livro para ser lido sem pressa, sem tempo de terninar a leitura.Filosofia purinha, não é?
    Obrigada por achar minhas orquídeas belas(orgulho).
    Bjs.

  4. rose agosto 4th, 2009 19:38

    EM TEMPO:
    VAmos nos reunir e fazer a dança da chuva?
    Onde anda a água que vem do céu?Aqui tá precisando de uma chuvinha.

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