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Primeiro salto do Parque Chapada dos Veadeiros

O Parque da Chapada dos Veadeiros é um lugar maravilhoso. Nos encantamos com os saltos e as cachoeiras. A propósito, aqui em Minas não estamos muito acostumados com o uso da palavra saltos para quedas d´água.

Nos explicaram que saltos são as quedas em que a água cai sem bater em pedras e/ou paredões. No caso da cachoeira, por outro lado,  a água desce tendo como obstáculos pedras e plantas. Sinceramente, acho que isto não é nada técnico, mas nos demos por convencidos.  ;)

Fato é que este é o primeiro salto do Parque da Chapada (120m) e não há como não se encantar com sua beleza, sua potência e sua intangibilidade.

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O Parque da Chapada dos Veadeiros

Antes de postar as fotos que tiramos, acho interessante relatar algumas impressões que tivemos do Parque da Chapada.

É que muita coisa nos surpreendeu. Estamos acostumados a visitar parques ecológicos de Minas Gerais e nunca vimos uma estrutura tão bacana como a que foi montada nesta chapada. Os visitantes só podem caminhar pelo parque se estiverem acompanhados de guias treinados e só há duas trilhas liberadas. Os demais pontos do parque são inacessíveis ao público, o que permite um controle mais rigoroso da região.

Em razão da obrigatoriedade de o turista contratar o guia não há lixo espalhado, não há coleta de mudas e plantas e o visitante, claro, aprende um pouco sobre a fauna e a flora do cerrado. E o que é mais legal: ainda fica conhecendo um pouco mais da cultura da região pela troca de informações com o guia, que cobra R$ 60,00 por cada passeio.

Há o costume de se formar grupos para visitar o parque ou outras regiões da chapada e, então, as pessoas dividem o preço do serviço. Mas nós preferimos ir sozinhos com nosso guia, não tendo preocupações com horários e/ou aborrecimentos com terceiros desconhecidos. De fato, o melhor a fazer é pagar o guia para o casal, para a família ou grupo de pessoas amigas.

Enfim, foi para nós uma boa surpresa conhecer o Parque da Chapada dos Veadeiros. Embora ele tenha sido, no passado, dez vezes maior em hectares e hoje tenha sido reduzido a apenas 65.500 ha é um reduto fantástico de incontáveis espécies e nascentes de água e merece, com toda ênfase, a visita de todos.

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Termas da Chapada dos Veadeiros

Após deixarmos a linda visão do Jardim de Maytreia, fomos dar umas voltas pelas Termas da Chapada dos Veadeiros. Como a tardinha ainda não havia chegado, continuava bem quente, o que não convidava a  mergulho em termas de nenhuma natureza. Então, paramos no  bar que serve de apoio às termas, pedimos umas batatinhas fritas, tomamos refrigerantes e ficamos papeando.

Na verdade, parece que o costume é ir nadar à noite. Então, exatamente em razão deste costume da turistaiada, resolvemos ir nadar à tarde. Enfim, quando a tarde começou a cair, fomos ter com as piscinas de águas naturais.

Quando chegamos nos encontramos apenas com alguns turistas franceses que estavam a nadar nesta primeira piscina da foto. A segunda piscina estava vazia e nós a ocupamos felizes da vida, ficando por lá por umas 2 horas, mais ou menos, sem aparecer ninguém. Foi uma delícia.

Saindo da piscina, retornamos ao bar, tomamos um cafezinho e voltamos bem cansados para São Jorge. Terminamos o dia em um delicioso self service de massas.

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Jardim de Maytreia – Chapada dos Veadeiros

Este post vem com uns dias de atraso, mas ok, vamos lá.

No mesmo dia em que almoçamos no Oca Lila, em Alto Paraíso,  fizemos passeios em que não precisaríamos nos exercitar. Estava muito quente, muito seco e minha cabeça não estava lá estas coisas. Aproveitamos, então, para tão somente admirar a beleza da região.

Após o Oca Lila, tomamos sorvete na Mel & Cia, que oferece sorvetes com cobertura de florais. Muito bacana. Vá lá  e peça sorvete com cobertura de chuva dourada, rosas do cerrado, pinika ou alecrim dourado. Cada uma lhe trará um benefício: tranqüilidade, equilíbrio amoroso, organização, energia…  Mesmo que não acredite nos efeitos, não custa experimentar.

Saímos da sorveteria e fomos admirar a região conhecida como Jardim de Maytreia, um lindo lugar que, pra nossa admiração, estava cheinho de araras azuis. Não sei se era aquela ameaçada de extinção. Mas era arara; e era azul.

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Viagem pelo cerrado – Aracê e Oca Lila

A foto que você vê aí em cima foi tirada no segundo dia de nossa estada na Chapada, enquanto nos deliciávamos com a cerveja artesanal Aracê durante um almoço vegetariano bem gostoso no Oca Lila – um charmoso espaço para quem curte comida vegetariana de boa qualidade.

Ao lado da cerveja, os companheiros inseparáveis de viagem: O Guia e os óculos escuros. Sol nos olhos não dá, né?

Sobre o almoço, bem… Este restaurante merece destaque especial em nossa jornada por Alto Paraíso e São Jorge só pela qualidade da comida. Muito boa, com serviço excelente e muitas opções, incluindo quinua em uma salada muito gostosa e diferentes opções com soja e brotos de feijão e bambu. Mesmo que você não seja vegeratiano, vale a pena experimentar.

Sobre a cerveja, recomendo que quem puder a experimente. É bem gostosa. Tem um sabor marcante e a consistência é boa. Nos refrescou no almoço e depois em outras ocasiões em São Jorge.

A Aracê é produzida em Cavalvanti, um dos municípios que integram a chapada. Os responsáveis pela Aracê, curiosamente, não são brasileiros. Pelo que pudemos apurar

O produto é fabricado artesanalmente pelos chilenos Manolo Murga e Soledad Ramirez. Eles fundaram a cervejaria há cerca de um ano e meio. Deu tão certo que o casal já planeja aumentar a produção a partir do próximo ano, saltando dos atuais 500 litros/mês para 1.500 litros. A microcervejaria fica na estrada que liga Cavalcante ao município de Colinas do Sul e pode ser visitada pelos turistas. 

Infelizmente, não tivemos a oportunidade de visitar a fábrica, mas que deu vontade, deu. Ah, e antes que briguem com a gente, tomamos uma única garrafa da cerveja e esperamos por mais de três horas para podermos dirigir. Enquanto o tempo passava, almoçamos e depois passeamos a pé por Alto Paraíso.

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Viagem pelo cerrado – Pousada Trilha Violeta

Saímos da Saborella e pegamos estrada rumo à Chapada dos Veadeiros. Já tinham nos informado de que melhor seria se ficássemos no distrito de São Jorge, a 35 km de Alto Paraíso. Metade da estrada entre as localidades é de terra e, como a maioria das atrações fica mais para o lado de São Jorge, se você por lá se hospeda evita um pouco de trânsito na poeira.

Enfim, chegamos a São Jorge já de noite e, apesar de ser terça-feira, praticamente todas as pousadas estavam lotadas. Ah, sim, por causa das férias? Um pouco. O que realmente lotava a cidadezinha era o VIII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros.

De toda forma, não sabíamos deste evento; fomos pegos totalmente desprevenidos. Demos sorte que, em nossas andanças, encontramos a Trilha Violeta, uma pousadinha bem bonitinha e confortável. Realmente, a dona da pousada condicionou nossa hospedagem ao fechamento de um pacote maior do que o que planejávamos, mas isto acabou sendo bom. Descansamos bastante e aproveitamos muito o período em que ficamos por lá.

Fica, enfim, a dica. São Jorge é lotada de pousadas e creio que muitas sejam excelentes. Mas se você estiver pensando em fazer uma reserva à distância e tiver a Trilha Violeta como opção, pode fazê-la sem susto que não será surpreendido. O café da manhã é bem gostoso, as camas são confortáveis, o banho é bom e o atendimento idem.

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Viagem pelo cerrado – Brasília

Continuando nossa viagem, estivemos em Brasília a caminho da Chapada, por dois dias. A capital é velha conhecida de todos, ainda que pelos telejornais. Eu já tinha estado na cidade. Ele não e, ao final de nossa estadia, tirou a mesma conclusão: Brasília é muito bacana se você estiver a passeio. Para morar talvez não seja a melhor escolha. Pelo calor, pela secura do ar, pela distância de tudo ou pela impessoalidade que passa aos visitantes.

De qualquer forma, tivemos um tempo bom por lá. Visitamos os locais de praxe, fomos a um ótimo restaurante/bar mexicano e a uma sorveteria deliciosa, a Saborella. Quem já passou por aqui sabe o quanto apreciamos a iguaria e que quando falamos que é bom, pode apostar. :)

É aquela coisa, né, se você é um aspirante a servidor público e, ao alcançar o objetivo, precisa ir pra Brasília, ok. O lance é rezar pra conseguir voltar pra casa logo. E olha que Belo Horizonte já está ficando quente demais. Quente e seco demais.

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Viagem pelo cerrado – Coromandel

Como prometido, iremos postar algumas fotos da nossa viagem de julho. Foram 10 dias muito bacanas, começando a viagem pela cidade de Coromandel.

Coromandel é uma pequena cidade do Alto Paranaíba/MG. Daquelas em que os vizinhos ainda se visitam e pegam panelas emprestadas. E que no sábado bolos gostosos e pães de queijo amarelinhos (um dos melhores de Minas) saem do forno. As crianças ainda podem brincar nas ruas e uma festa de peão com show de Bruno e Marrone é um grande acontecimento. ;)

São de lá vários dos maiores diamantes brasileiros. Curioso, inclusive, que alguns, ao matar galinhas, ainda tenha o costume de conferir em suas moelas a presença de algum cisco de diamante. É que as coitadas comem tudo o que chama a atenção e, logo, mandam fácil pra dentro uma pedrinha que esteja brilhando ao sol. No passado, podem acreditar, não era raro encontrarem o pequeno tesouro dentro do bucho das penosas. Hoje, acho eu, isto não é tão frequente.

Várias cachoeiras transformam o lugar em encantador, mas são quase todas em áreas particulares ou de difícil acesso. Nós passeamos bastante pela região e, além de ver dezenas e dezenas de belas plantações, conhecemos alguns lugares não turísticos, como a cachoeira da usina de Lages.

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Atolados em São Tomé das Letras

Mas uma das coisas mais engraçadas/amendrotadoras da viagem foi que, em busca de cachoeiras e lugares mais lindos ainda, resolvemos nos embrenhar por uma estradinha das mais toscas possível. A tarde foi caindo e, sem que nos déssemos conta, estávamos no meio do nada, indo pra lugar nenhum.

E aí o que não queríamos aconteceu. Começou a chover forte e o que era estrada virou um lamaceiro daqueles. Resultado: nosso amigo Pálio não aguentou e ficou definitivamente atolado.

Foram horas e horas de esforço. Tentamos tudo que podíamos, mas tudo em vão. E o pior é que naquela estradinha não passava ninguém, nem uma alma sequer que pudesse nos ajudar a desatolar o carro. Nos sujamos, rimos, nos preocupamos, a noite caiu e nada. Ninguém (nem duende ou ET).

Embora normalmente sejamos cuidadosos, naquele dia nada havia sido planejado. Tínhamos saído do hotel em São Tomé apenas para conhecer uma sociedade alternativa que fica à beira da estrada. Mas, depois disto, fomos seduzidos pelo lugar e continuamos sem carregar água, comida, cobertores e celulares. Havia uma outra motivação. É que faltava gasolina em São Tomé e como as placas indicavam um outra cidadezinha ao fim da estradinha (Luminárias), resolvemos continuar.

Fato é que, depois de atolados e já sem gasolina o bastante, resolvemos dormir, mas não sem antes passar horas conversando. Estávamos bem tensos, isto é fato, afinal não conhecíamos o lugar.

Na manhã seguinte, bem menos preocupados, vimos o sol dar as caras e secar um pouco o chão, o que nos ajudou bastante. Ele, como bom motorista, também foi peça fundamental na resolução da bagunça e, depois de “umas boas meia-horas”, conseguimos nos safar da lama. ;)

O objetivo agora era conseguir um pouco de gasolina numa das fazendas da redondeza e retornar à cidade para um bom café da manhã, algumas horas de sono decente e mais uns passeios pela belíssima natureza de São Tomé das Letras.

Bem, hoje acabam-se os prometidos 5 posts de viagens passadas. Já estamos chegando a Belo Horizonte e, em breve, teremos muita coisa nova do nosso mais recente passeio.

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São Tomé das Letras, Minas Gerais

Saindo de Monte Verde, passamos em Três Corações e, de lá, fomos para São Tomé das Letras, cidade que eu sempre quis conhecer. Não que a fama de riponga da cidade tivesse me atraído. O que eu queria ver era a natureza do lugar, que é lindíssima. E lá fomos nós.

Ele achou a cidade um pouco suja, feia e sem atrativos. Eu gostei bastante. O lugar realmente não se encontra muito arrumadinho para turistas. Não há hotéis legais ou pousadas interessantes dentro da cidade, apenas estabelecimentos mais simples, mais sem graça. Os que querem fazer algum estilo partem para o tema exoterismo. Ou seja, o lugar é realmente destino de mochileiros sem grana. Bem, esta foi a impressão que eu tive da cidade, claro, e eu gostaria mesmo de ser contrariada por alguém que conhece São Tomé melhor que eu.

Mas, ainda assim, com todos estes poréns, gostei demais do passeio.  Gostei das casas (quase todas) revestidas de pedras e do clima jovem do lugar. Isto sem falar, obviamente, em quanto é linda a natureza da região, em quantos passeios podem ser feitos, em quanto você não fica deslumbrado por tudo aquilo ali simplesmente existir.

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Vista do centro da cidade.

Muitas casas, bares e restaurantes são revestidos de pedras.

Detalhe para o visitante sentado no telhado.

O que mais tem em São Tomé são bares para a garotada.

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