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Autor: Ela Page 114 of 119

3º dia no Atacama – voltando para São Pedro

Deixamos os geiseres de lama – com muito pesar, a propósito – e viajamos de volta a São Pedro. No caminho, várias cenas e paisagens inesquecí­veis. Na primeira foto, um grupo de vicuí±as selvagens. A respeito delas, ficamos sabendo pelo guia que nunca puderam ser domesticadas, por sua natureza. Normalmente andam em grupos de seis: cinco fêmeas e um macho. Se uma outra vicuí±a se aproxima, é grande a chance de ser um outro macho, desejoso por tomar as meninas do atual companheiro.

Na outra foto, vemos lhamas domesticadas perto de uma pequena vila, chamada Machuca. Pode-se ver que há água no lugar e a vegetação é verdinha, verdinha. A vila tem pouquí­ssimos moradores e ganham a vida conosco, os turistas, vendendo empanadas e churrasco de lhama. Não tivemos coragem de experimentar as bichinhas depois de vê-las tranquilas e sorridentes pastando. Mas a empanada de queijo de cabra que comi estava perfeita.

A última foto é do deserto de cactos, muito exótico. Os cactos são enormes, alguns têm mais de 3 metros de altura. Crescem muito devagar – se não me engano um centí­metro por ano – dando a idéia de quão antiga é esta vegetação. Passeio perfeito.

3º dia no Atacama – o canjão europeu

Ainda no Parque dos Geiseres del Tatio, há uma grande piscina de água quente, na qual os turistas (na grande maioria europeus) podem tomar um banhozinho. Eles desafiam os 5 graus negativos e, sem pudores friorí­sticos, tiram a roupa na maior.

Nós não tivemos o despautério de ficar de maiô/calção naquele frio danado, cozinhando na panelinha de pressão com aquele punhado de gente. Parecia, guardadas as devidas proporções, com a galera nadando com peixinhos nas piscinas naturais de Porto de Galinhas.

😉

3º dia no Atacama – os geisers, parte IV

Neste dia dos geiseres del Tatio, estávamos utilizando os serviços da Cactus Tur, empresa situada em São Pedro do Atacama, obviamente. Pois então, nosso guia fez uma ceninha e disse que nós, diferentemente dos demais turistas, após a visita aos geiseres, serí­amos também levamos a conhecer os geiseres de lama.

Os geiseres de lama são realmente incrí­veis; eu só não acredito no papo da exclusividade anunciada pela Cactus Tur. De toda forma, não vimos outros turistas no lugar naquele dia, de modo que, se você fechar um passeio aos geiseres, pergunte se a empresa o levará até estes geiseres, que são muito, muito curiosos.

Eles ficam em um outro vale, mas na mesma região Del Tatio; há geiseres de lama vermelhinha e outros como este da foto, que parece um cimento fervente. Neste mesmo lugar encontra-se o “Garganta do diabo”. Enorme, é um geiser que surge na margem de uma pequena lagoa. Devido í  grande pressão existente naquele lugar, um som alto, gutural, é ouvido de bem longe. Um espetáculo.

3º dia no Atacama – os geisers, parte III

Quando nos aproximamos mais dos geiseres, nos avisaram que já houve mortes no local, em razão da imprudência e/ou desconhecimento de alguns. Os turistas chegaram muito perto das crateras e foram pegos no susto pelos jatos d´água ferventes. Atordoados, caí­ram na água e, infelizmente, não resistiram í s queimaduras.

Sinceramente, não tivemos como comprovar estas informações, que nos foram passadas pelo guia, mas que as crateras são grandes e cabem facilmente algumas pessoas, isso cabem.

Um geiser, dos bem grandes, fora rodeado de pequenas pedras, para que ninguém dele se aproxime além da conta. Algumas pedrinhas formam letras anunciando o perigo e a proibição de ultrapassá-las. O guia avisa ter sido ali que os turistas se estrupiaram e a gente fica com aquela cara de desconfiança, de quem acha que qualquer pessoa com QI > -1 não iria se aproximar tanto daquelas panelas de pressão.

De toda forma, nos folhetos explicativos que nos foram entregues na entrada do parque, nos avisam dos riscos de de aventurar muito perto dos geiseres. Nos dão informações sobre primeiros socorros e fazem muitas, mas muitas recomendações. Daí­, acho eu que as mortes podem, sim, ter ocorrido, e não serem apenas conversa para assustar turista.

3º dia no Atacama – os geisers, parte II

Me lembro que estávamos aflitos para chegar logo perto dos geiseres, que sempre foram, pelo menos pra mim, um evento natural improvável de ser visto. Quando estivemos na Bolí­via, cogitamos a possibilidade de ir ao sul do paí­s conhecê-los, mas os planos mudaram e nós visitamos outras regiões. De toda forma, havia chegado a hora e lá estávamos nós.

Os geiseres são como fontes que, em determinados intervalos de tempo, jorram jatos de água quente e vapor. Eles surgem em razão de atividade vulcânica; no subsolo da região onde existem geiseres há lava e água. A água se aquece e, sob pressão, jorra por onde há escapatória, ou seja, pelos buracos da superfí­cie.

Um cheirinho de enxofre, bem leve, inunda o lugar. A mim me pareceu que estavam cozinhando centenas de dúzias de ovos.

🙂

3º dia no Atacama – os geisers, parte I

O terceiro dia no Atacama foi pesado. Acordamos de madrugadinha e, além da visita aos geiseres del tatio, a algumas vilas e à  floresta de cactus, andamos bastante pelo Vale da Lua. Tudo foi muito, muito bacana, mas nada se compara à  primeira atração.

Como disse, acordamos ainda de madrugada, já que havia previsão de que a van (da empresa de turismo) estaria na  porta da pousada às 4 da manhã. E assim foi. Nos encapotamos, improvisamos um café da manhã e, depois de mais de uma hora pelo deserto, praticamente no escuro, estávamos na entrada do parque que dá acesso aos geiseres.

Durante a viagem pudemos ver montanhas maravilhosas e ficamos impressionados com todos aqueles cumes cobertos de neve. Também nos espantou a habilidade do motorista da van ao visualizar estrada  em uma região quase intocada. Neste ponto, de se alertar que não é muito recomendável ir aos geiseres sem o acompanhamento de um guia experiente. Pode acontecer – e não acho isso muito improvável – do turista se perder, o que é péssimo em se tratando de uma área pouquí­ssimo habitada como o Atacama.

Bom, chegando ao ponto de apoio ao turista, no parque, você já vê a imagem retradada nestas fotos: um grande vale, montanhas cobertas de neve e um monte de fumacinhas saindo do chão. O frio intenso, inédito para nós, dava o toque final na aura de exoticidade.

A Bolí­via é logo ali – disse alguém – atrás daquelas montanhas. E nós tivemos a clara idéia de quanta estrada tí­nhamos rodado desde o iní­cio da viagem.

Cachorro-quente especial – São Pedro

O quê? Cachorro-quente com abacate? Sim. É isso mesmo que vocês estão vendo. O abacate é bastante usado na culinária chilhena em sanduí­ches e pratos. É a chamada palta hass.

Este da foto, em especial, é um “Italiano”. Trata-se de um pão de cachorro-quente, com uma salsicha e base de molho de tomate. A surpresa fica para a pimentinha no molho e um complemento de abacate. A salsicha é um pouco diferente, mais branca. O sabor é semelhante í s salsichas brasileiras e ela costuma vir bem cozida neste tipo de lanche. Ao contrário daqui, ela é colocada separada do molho. Ou seja: parece que só nós, brasileiros, cozinhamos a salsicha e a servimos no molho. Lá é separado.

O abacate não tem gosto tão forte quanto o que conhecemos aqui. É mais suave e, neste prato, é servido moí­do em cima de tudo.

Como complemento, os condimentos que conhecemos. Maionese e catchup.

Embora bastante exótico para nós, brasileiros, o “Italiano” chileno é bem gostoso. A mistura fica interessante. E é realmente um costume nacional. Haja visto que o McDonald’s tem um sanduí­che com abacate. Vale a experiência.

2º dia no Atacama – A igreja de São Pedro

Enquanto estivemos em Santiago, ví­amos por toda parte – especialmente em shoppings – a propaganda de uma empresa de telefonia celular anunciando maior cobertura para a região do Atacama. As fotos do anúncio eram todas da igreja de São Pedro. E eram tão bonitas, tão branquinhas e exóticas, que já deixavam transparecer o que nos aguardava.

2º dia no Atacama – as lagunas

Vale dizer que a laguna Miscanti possui 15 quilômetros quadrados de superfície e a Minhiques, 1,5, sendo que ambas estão a 4.200 metros de altitude. Em relação à  fauna, tivemos a oportunidade de ver uma enorme quantidade de pássaros e inúmeros guanacos e vicunhas. Estas, inclusive, beiravam a laguna no momento da foto, mas como estávamos um pouco distante…

2º dia no Atacama – Lagunas Miscanti e Minhiques

Ao nos deparamos com estas lagunas houve um encantamento imediato. E o mais legal: elas eram, num passado remoto, uma só laguna, que fora separada em duas pelas lavas de um dos vulcões que as cercam. A distância de São Pedro é considerável, mais ou menos 100km, mas vale cada minuto de sacolejo pelas estradinhas de rí­pio.

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