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Autor: Ela Page 113 of 121

Cinco frações de uma quase história

Cuidado. Este post contém spoilers.

Ontem fomos ao cinema assistir o filme “Cinco frações de uma quase história“. É muito legal ver na tela do cinema os lugares por onde a gente passa todos os dias. Imagine só… Se a gente já ficou bastante empolgado ao ver num filme os lugares por onde a gente viajou, imagine ver o seu bairro, as ruas por onde você passa todos os dias numa história na tela do cinema. É bem legal a experiência.

Sobre o filme, decidimos dar nota 2,5. As histórias são um pouco fracas, í  exceção da história da noiva, que é bem interessante. Trata-se da história com a Cynthia Falabella. Esta é a última história do filme. Além dela, tem a história do homem que trabalha num abatedouro e flagra sua mulher numa traição (que é a segunda melhor história), tem também a história do juiz assassino (Jece Valadão) e do funcionário que é coagido pelo juiz a assumir a culpa do crime (história meio fraca, com uma referência clara ao Requiem para um Sonho – e até a Snatch – na maneira em que o uso de drogas é retratado. Achei meio fraco isso), tem a do Luiz Arthur, que é uma viagem bem maluca, que copia muito alguns filmes como A estrada perdida e coisas do gênero, mas de uma forma bem piorada (com direito í  participação daquela senhora do Grupo Galpão e com uma referência bem ruim ao Thelma e Louise) e tem a pior de todas que é a do fotógrafo podólatra. Nesta, um fotógrafo meio obcessivo vive o processo de construção de um ensaio sobre pés e sexo. A namorada dele é aquela atriz de ví­deos institucionais da prefeitura e repete no filme os mesmos trejeitos dos ví­deos da prefeitura de BH.

Em minha opinião, são histórias daquelas que apelam para recursos visuais fortes e apelativos que são desnecessários. Viagens psicológicas em excesso que, quando tenta-se colocar na forma de cinema, perdem muito do impacto. Não tenho dúvidas que ler os roteiros deve ser algo muito mais bacana do que assistir o filme. As histórias mostram comportamentos muito fora da realidade vivida pela maioria das pessoas. Isso afasta demais quem assiste o filme.

Talvez por isso – a distância entre as histórias e a realidade – a gente (eu e Ela) não tenhamos gostado tanto. Embora a gente se identifique com a cidade e tenha ficado boa parte do filme identificando os locais e achando aquilo um barato, as histórias são densas demais e mostram uma realidade que talvez nem exista daquele jeito. Não que a gente quisesse um filme água-com-açúcar, mas as histórias do filme parecem querer glamorizar um comportamento de submundo, uma coisa de gente que se droga e uma situação constante de desconforto. Mas não é o desconforto de Sin City, por exemplo, que também existe mas que fica claro que é algo da ficção, mas um desconforto de que aquilo que está lá é real e acontece de verdade, embora a gente saiba que não é. Sei lá. Só sei que não gostei tanto dessa idéia de ver gente que age daquela maneira que o fotógrafo ou o personagem do Luiz Arthur de uma maneira como se fosse a coisa mais corriqueira do mundo. Isso me incomoda bastante.

A prática do Yôga

Praticar yôga é uma das atividades mais prazerosas que conheço. A cada dia, a cada aula, a cada prática, apesar das dificuldades e as limitações do corpo, percebemos uma melhora, um avanço e a expectativa de mais superação nos reforça o caminho.

Pratico o Swásthya Yôga, mas entendo que cada pessoa deva procurar o melhor método para si. Não acho mesmo que exista uma corrente superior í s outras. Alguns professores vivem em guerra com outros, cada um puxando a sardinha para seu lado, mas, sinceramente, cada um que escolha o yôga que lhe faça mais feliz.

No meu caso, me identifiquei com o Swásthya Yôga pelos seguintes motivos: primeiramente se conceitua de uma maneira que me agrada, ou seja, é a metodologia estritamente prática que conduz ao samádhi, que é um estado de hiperconsciência.

Depois, pelo menos no meu caso, os resultados da prática foram excelentes. O corpo se torna bem mais flexí­vel, alongado, as articulações são fortalecidas, há um grande aumento de consciência corporal, isto tudo sem falar na prática da meditação, que é muito interessante.

Outra coisa que me agrada é a forma pela qual as aulas são ministradas: não há repetição nos ásanas, que formam, no conjunto, uma bela coreografia.

Ainda em relação ao conceito de swásthya yôga, vale dizer que a hiperconsciência é um estado pretendido pelo praticante, que deve dedicar-se imensamente, durante anos a fio, para alcançá-lo. Creio que muitos, dentre os quais me incluo, nunca o tocarão. Ainda assim, a busca se justifica e compensa. Bastante.

Enfim, aconselho e indico a todas as pessoas, de todos os sexos e idades.

Nossas novas suculentas

No meio, o detalhe das flores.

Pachyphytum oviferum, muito prazer

No post anterior, publiquei algumas fotos das nossas suculentas. Gostaria, então, que você desse uma olhadinha na última foto, na planta do meio.  Pois então, um belo dia cheguei í  varanda e me deparei com um lindo cachinho de flores que nela havia nascido. 

Eu estava percebendo mesmo que algo meio disforme estava crescendo, mas imaginei ser mais uma muda. Mesmo porquê, quando a comprei, tive a informação de que seria uma planta muito sensí­vel; ou seja, não imaginei que ela floriria. Fiquei tão encantada com as flores, um cacho mesmo, com 9 floreszinhas.

Pesquisando um pouco mais sobre esta planta mexicana, descobri seu nome cientí­fico, Pachyphytum oviferum, e que os cachos de flores podem ser vistos nas épocas menos quentes do ano. Pois então, a nossa não fugiu í  regra!

 

Plantas, delicadezas da vida

A casa de minha mãe sempre foi cheia de vasos de plantas, mas eu jamais fora responsável por eles e, por isso, tinha dúvidas se conseguiria manter e cuidar dos meus próprios. Assim, logo depois que meu casei, providenciei umas suculentas, que são plantas de fácil lida. Posteriormente, fomos adquirindo outras  e eu posso garantir que gosto e me preocupo muito com cada uma delas.

Enfim, pra minha surpresa, não só as suculentas vingaram. Hoje temos uma pequena jabuticabeira, uma dama-da-noite, algumas arecas, uma jibóia, uma orquí­dea, dois pés de alamanda, um imbé, uma pitangueira, dois ficus, um pé de mexerica, um bonsai de romã, algumas azaléias miniatura, dois vasos de beijinho, um pezinho de boldo e um de hortelã.

Isto, claro, sem contar as suculentas: temos as da foto, três dependuradas na parede e uma que teve que se mudar para a cozinha. A área de serviço também teve que abrigar uma planta que não suportou o sol constante da varanda.

Compramos algumas mudas, ganhamos outras.. o que sei é que, apesar de dar um pouquinho de trabalho, ter e cuidar de plantas é uma das coisas gostosas da vida. E quando elas nos surpreendem com frutos e/ou flores é bem bacana; é mesmo supimpa pra quem preza observar as delicadezas da vida.  

 

Cum granu salis

Embora consagrada, a expressão latina acima nunca fez parte do meu vocabulário. Hoje, coincidentemente, a vi em dois textos e, bem, ela pode ser útil algum dia.  Pra quem gosta, enfim, de curiosidades da linguagem, cum granu salis quer dizer com ponderação, com parcimônia, como ela mesma já deixa transparecer.

O cheiro do ralo – não perca seu tempo

Se existisse no blog a categoria ‘lixo’ o filme O Cheiro do ralo nela seria catalogado. Foi mal, mas eu não entendi a piada e não percebi a dramaticidade. E falo isto do filme pois, como não li o livro, que nem sabia existir até agorinha mesmo, dele não posso falar.

Voltando ao filme, valha-me deus, que perda de tempo; eu bem que poderia, durante sua exibição, ter tentado zerar o Mário ou, sei lá, ter lido um pouco. E só não joguei a toalha porquê, se não me engano, Ele gostou. Ou seja, fiquei firme e forte por compa (ixão) nheirismo.

Quando ouvi falar de O cheiro do ralo, diziam que agradaria sobretudo aos homens, pois a história trazia í  tona os mais í­ntimos desejos masculinos. Tá ok, as mulheres conhecem esta história, tudo bem o filme direcionar-se para um público especí­fico, mas ele poderia ser ao menos mais ou menos!

Filminho sem pé nem cabeça, pra ser discutido em rodinhas cool. 🙂

Mario Bros e as poucas habilidades manuais

Eu sei que ficou tosquinho, mas foi apenas um teste. Fiz rapidinho, em papel mole e com tesoura grande. Da próxima, vou fazê-lo colorido e caprichar.

😀

Boa literatura e cinema: poucas chances de fracasso

A propósito, o ator que interpreta Caspian (Crônicas de Nárnia) será o personagem Dorian Gray na nova adaptação da obra escrita por Oscar Wilde – O retrato de Dorian Gray. Este livro é tão bacana que eu já conto os minutos para ver o filme.

Também aguardo com ansiedade os filmes Paixão índia, Cidade do Sol e, como não poderia deixar de ser, a refilmagem de Duna, uma obra prima da literatura.

Crônicas de Nárnia 2 – O Príncipe Caspian

Vimos ontem, no Diamond Mall, “O Prí­ncipe Caspian”. Adoramos.

Quando do primeiro filme, Ele me deu “As Crônicas de Nárnia”, que li rapidinho. Fiquei encantada com as histórias, com a imaginação do autor, com a beleza dos personagens; enfim, com tudo. Senti por não ter conhecido a obra bem antes, quando era criança e a fantasia fazia ainda mais parte do meu dia-a-dia.

Pois é, C.S. Lewis publicou o “O Leão, A Feiticeira e o Guarda-roupa” em 1950. Depois se interessou em escrever outras crônicas que explicariam a origem do mundo de Nárnia. Ou seja, a ordem de publicação na coletânea é diferente da ordem em que as crônicas foram redigidas. Os filmes, por tudo o que indica, obedecerão a ordem em que as crônicas foram escritas pelo autor, que, após escrever “O Leão, A Feiticeira e o Guarda-roupa”, escreveu, em sequência, “O Prí­ncipe Caspian” e “A Viagem do Peregrino da Alvorada”, que estará em cartaz em 2010.

Apesar do alto conteúdo cristão dos escritos de C.S.Lewis, a obra não se prende a demonstrá-lo de maneira explí­cita, o que a torna ainda mais primorosa a meu sentir. Pois que Nárnia pode ser, sim, exclusivamente, um mundo de fantasia a povoar a cabeça de adultos e crianças e não um evangelho fantástico. E quem quiser que assim o seja, tudo bem.

 

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