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Autor: Ela Page 112 of 121

Lavras Novas, Minas Gerais

Uma de nossas primeiras viagens juntos foi para Lavras Novas, uma pequena cidade pertinho de Ouro Preto. O lugar é uma gracinha, bem fresquinho, cheio de bares, restaurantes e pousadas bastante agradáveis. Também é cheio de trilhas para trekking e cachoeiras para quem se aventura um pouco mais.

Quando lá estivemos estava um frio lascado; me lembro bem que quando acordávamos não ví­amos nada da paisagem, mas apenas aquela névoa gostosa, que te chama continuamente para os cobertores.

Bem, Lavras Novas é a primeira cidade a ser retratada numa pequena série de 5 posts que serão publicados sobre algumas de nossas andanças por Minas Gerais. Como disse, esta foi a nossa primeira viagem; ainda em 2004.

Durante este mês de julho, enquanto viajamos pelo cerrado mineiro, escalamos a publicação de alguns dos destinos já visitados. Quando voltarmos de nossa pequena incursão pelo cerrado, haverá muita coisa nova e bela para postar.

Mas, enfim, este é o centro de Lavras Novas. Como podem ver, é uma rocinha, mas lotada de bares e restaurantes bem bacaninhas, todos bem rústicos e que surpreendem os visitantes que se deparam com esta pequena vila no alto da serra.

E toda esta movimentação deve-se, claro, aos inúmeros turistas que lotam Lavras Novas, normalmente vindos de Belo Horizonte, nos fins de semana e nos feriados prolongados.

Construção antiga em adobe, preservada para observação e deleite dos turistas. Vale dizer, ainda sobre o turismo em Lavras Novas, que a cidade recebe bem aqueles que gostam de acampar, havendo mesmo uma aura riponga no lugar.

No nosso caso, ficamos na Pousada Bem Querer e fomos muito bem atendidos. Também gostamos bastante da carne com molho chimichurri do Kokopelli, uma delí­cia.

Lojinha de artezanato em Lavras Novas. Como esta há várias, bem enfeitadas, coloridas e charmosas, onde você poderá encontrar toda sorte de trequinhos mineiros.

Enfim, vale a pena dar um pulo em Lavras Novas, especialmente se você já estiver em Ouro Preto. Apenas tenha bastante cuidado com a estrada, que é de terra e bem sinuosa. Por isso mesmo não é aconselhável chegar lá quando a noite já tiver caí­do.

Children of Men

Outro dia assistimos o filme “Filhos da Esperança“. Eu estava esperando muito do filme, que – por motivos vários – não haví­amos conseguido assistir no cinema. Ela também aguardava com ansiedade a oportunidade de conhecer a história tão prometida no trailler que vimos há um tempão.

Mas o filme decepcionou. Não sei, mas parece que muita coisa passa em branco. Por exemplo: por qual motivo as mulheres deixam de ser férteis? O que está acontecendo no mundo que gerou aquela quantidade de conflitos? Por qual motivo são criados os campos (cidades) de refugiados? O quê são os tais “Peixes”? E, por último: por qual motivo medicamentos que induzem í  morte são vendidos e anunciados í  população?

A soma disso tudo e de uma narrativa um tanto quanto confusa é o que temos no filme. Como disse, fiquei decepcionado. De certa forma, o filme me lembrou o “Extermí­nio“… Que gostei mas que também deixa muita coisa sem ser explicada.

Bem, se estiver passando na TV a cabo e você assistir, tudo bem, mas não recomendo gastar seu dinheiro alugando e nem seu tempo baixando o filme.

Na Natureza Selvagem

Fomos, neste fim de semana, conferir o filme Na Natureza Selvagem, de Sean Penn. Eu gostei bem mais que Ele, que achou o personagem principal um revoltado de butique. Inclusive, lendo na net a respeito, encontrei este post, que me lembra, em sua primeira parte, a critica que ouvi ao sair do cinema.

Na minha opiniao, esta imaturidade faz parte da construção do personagem, que, ao final, por uma dezena de motivos, compreende a real extensão das consequências de seus atos. Só que o aprendizado custa-lhe muito e, bem, veja o filme.

Esta critica do filme é muito boa também, vale a pena.

Indiana Jones

Foi bem bacana ver o novo Indiana Jones. Harrison Ford continua (quase) o mesmo e nós nos sentimos com 10 anos de idade. Ficamos nos lembrando de como ficávamos emocionados dentro do cinema naquela época e em como os filmes eram mais que filmes.

Muito boa diversão. Não foi do nada que bateu as expectativas.

O Poder das Emoções

Antes de ler Princesa, tinha lido O Poder das Emoções, do psiquiatra Galeno Procópio M. Alvarenga e sobre ele não poderia deixar de comentar.

O livro é bastante interessante e nos faz pensar em quanto a racionalidade humana é muito mais mito que realidade e que as emoções são as verdadeiras guias do cotidiano. A explicação sobre os neurotransmissores é bem legal e a gente acaba por entender melhor o que observa no dia-a-dia, por exemplo, como eles funcionam trazendo as boas sensações quando do dever cumprido.

Segundo o autor, “lançando mão das chatices da vida, você poderá receber sua quota de dopamina e noradrenalina. Assim, através desse alimento milagroso, fácil e barato, você irá domar e acalmar seu exigente organismo”. Ou seja, concretamente: “tome mais banhos frios, faça mais regime, enfrente tarefas duras e complicadas, procure outras e outras tarefas chatas e desagradáveis, tudo isso o tornará ‘feliz, bem feliz’…”

A explicação do psiquiatra para tais sugestões é a seguinte: ao iniciarmos a ação desagradável, como, por exemplo, ir ao banco pagar uma conta, o cérebro identifica e percebe que já estamos caminhando para pôr fim ao mal-estar proveniente do não pagamento. “Sentimos que os atos desagradáveis possivelmente irão terminar, pois estamos agindo conforme o roteiro estabelecido para isso”. E se o indiví­duo não realiza a ação desagradável, outros neurotransmissores, contrários í s ações tranquilizantes da dopamina ou noradrenalina serão produzidos, criando um desequilí­brio perturbador.

Enfim, o autor explica como funcionam os neurotransmissores, resumindo que a dopamina e a noradrenalina são os estimulantes de todos os seres vivos e devido a eles readaptamos todo o tempo o estado desarmônico do organismo (em razão de fatores internos ou extermos).

Bem, falei sobre um capí­tulo especí­fico; a obra aborda vários outros assuntos, valendo citar, a tí­tulo de ilustração, um trecho da contracapa:

“Por motivos históricos, nossa cultura endeusou a razão, deixando de lado a emoção; não sei o motivo de tanta antipatia. Muitas vezes deixamos de lado nossos preconceitos contra as emoções e, por instantes, elogiamos os que apreciam o belo, a arte, os amantes, os que sorriem ou sofrem. Portanto, convivemos, respeitamos e somos sensibilizados pelas emoções, mas, no fundo, as repudiamos, pois ocupam um lugar secundário em nossa vida. Essa idéia é errada.

Os indiví­duos que estão amando, tristes ou raivosos, não escolheram ou decidiram estar assim. As emoções ocorrem sem nossa vontade ou desejo. Elas são detonadas em virtude da ativação de circuitos e núcleos neurais…

Culturalmente, de um modo implí­cito, muitas vezes explí­cito, atacamos (com bastante raiva) a ira dos outros e, também, aplaudimos o amor da pessoa í  humanidade ou a um simples indiví­duo. Mas esta emoção produtora da ação – amar ao próximo – não foi escolhida, ela nos ocorre naturalmente.

O livro procura mostrar que frequentemente somos mais comandados por nossas emoções (irracionalidade: raiva, paixão) que pelas razões. Somos, por mais que acreditemos no oposto, mais idiotas que inteligentes…”

É isso aí­: gostei bastante do livro. Vale para quem deseja conhecer um pouquinho de como as emoções atuam no pensamento e na avaliação do comportamento humano, numa linguagem acessí­vel para leigos como eu.

Princesa, de Jean P. Sasson

Que as mulheres sempre foram e são alvo de toda sorte de preconceito sexual pelo mundo afora ninguém duvida, mas a condição a elas imposta pelo mundo árabe é perversa.

Um livro bacana pra quem tem interesse pelo assunto é o Princesa, de Jean P. Sasson, que retrata a vida de uma princesa da Casa Real Saudita. Nem preciso dizer que o texto é recheado de violência contra a mulher. O que espanta é a violência sexual, aceita como natural para a população masculina, inclusive cometida contra crianças menores de 10 anos.

A crí­tica religiosa encontra suporte no personagem Hadi. O mais hipócrita é também o mais beato (ou santarrão nos dizeres da autora), cujo cinismo enojante é protegido pela capa da religião.

Enfim, é bem interessante conhecer alguns hábitos e crenças do Islã, mas o grande mote do livro é descortinar ao mundo os atos de covardia praticados contra aquelas que são, na verdade, escravas de homens de Deus.

Leia entrevista da autora.

Delícias do mês de junho

O fato é que eu não podia deixar acabar junho sem postar algo sobre esta época do ano, de dias de um belo azul e pôr-do-sol impecável. E ah… aí­ vem as comidas… o mês de junho em BH é uma coisa deliciosa.

Outro dia, enquanto cozinhava minha canjica, sentia a do vizinho já temperada, com aquele amendoinzinho esperto. O cheiro vai longe, perpetuando a tradição. 🙂

Mas, enfim, o friozinho do mês de junho permite pratos mais suculentos, quentinhos e isto é a cara de Beagá. Há dois fins de semana, a propósito, tiramos a barriga da miséria. Eu e Ele passamos o sábado na cozinha e fizemos uma vaca atolada e um caldo de feijão deliciosos.

Como eu já tinha feito canjica (sem côco), arroz doce e mais uma carne (cuja receita farei questão de postar, pois é deliciosa), o ‘jeito’ foi chamar a famí­lia e mandar brasa.  O pão de queijo não foi caseiro, mas estava presente, claro, como não podia deixar de ser.

 

Violentos são os outros?

í€s vezes aproveito pra adiantar o almoço ainda cedo pela manhã. Cozinho um legume, corto uma couve, ou seja, deixo alguma coisa no jeito pra facilitar a vida. Hoje foi assim. Eu só não imaginava que enquanto eu cumpria minha tarefa, o jornal da Rede Record, o nacional que começa í s 8 horas, teria o atrevimento de passar um ví­deo de um sujeito sendo torturado pelos mesmos traficantes que, nesta semana, mataram os jovens que lhes foram entregues por um tenente do Exército no Rio.

í“bvio que os jornalistas, se inquiridos, se defenderão apontando o direito do cidadão em obter informação e blá blá blá.. a gente já sabe de tudo. Mas, alto lá, foi de um mal gosto tão grande que me fogem as palavras. Passei o dia todo relembrando aquele áudio (porque não olhei a tv) e, claro, me questionando sobre as razões de tamanha barbaridade.

Eu imagino que, nestes casos, os telejornais deveriam se limitar a dizer que um ví­deo tal e tal fora apreendido, mas que em respeito aos expectadores ele não seria exibido. Eu tenho convicção que a atitude seria aplaudida por muitos.

A verdade é que nunca gostei de televisão em cozinha. Mas, como costumo passar algum tempo sozinha, cozinhando, resolvemos comprar uma daquelas tvs pequeninas, de porteiro. E, geralmente, nos perí­odos de passageira solidão, vejo algum telejornal ou um destes programas bestas que passam na tv aberta.

Mas a minha implicância com a tv tem todo fundamento. Praticamente todas as vezes em que almoçamos ou jantamos com a a tv ligada, vendo jornal, fomos surpreendidos por alguma notí­cia desagradável (e dispensável), o que é o fim da picada. Justamente por isto, vale dizer, ela tem permanecido desligada durante as refeições.

Mas, como eu ia dizendo, hoje, eu com a mão suja de alho, não tive tempo de alcançar o aparelho e livrar-me daqueles sons absurdos, que ainda estão a povoar meus pensamentos. Sabe-se lá até quando.

Sugestões para o dia dos namorados em BH – II (Maharaj)

Dando seqí¼ência í s sugestões para comemoração do dia dos namorados em BH, indico o Maharaj. Embora BH também conte com o Jay Rama, acredito que o Maharaj é uma opção mais completa para uma comemoração. O Jay Rama tem mais cara de almoço rápido e o ambiente não inspira uma comemoração í  altura da ocasião (a não ser que você seja altamente descolado, pois não quer dizer que o ambiente do Jay Rama seja ruim; ele é apenas muito informal).

Mas falemos do Maharaj. O ambiente é algo que – por si só – já vale a visita. O restaurante é todo decorado com peças indianas de excelente gosto. As instalações são aconchegantes e requintadas. A localização ajuda (o restaurante fica na rua Paraí­ba; próximo í  praça Tiradentes) bastante e, lá dentro, não há como não se surpreender com as imagens dos deuses indus e com os móveis, gravuras e por aí­ vai.

Além do ambiente, é importante falar da cozinha indiana. Temperos mil e sabores acentuados. Variações de “carga” de pimenta que vão do suave até o mais repleto teor picante. Tudo é muito bem explicado e os mais sensí­veis para pimenta – como eu – não se sentem desamparados e, portanto, não precisam ficar desesperados.

É uma recomendação de lugar que serve – inclusive – para alertar a importância de se experimentar algo novo. No Maharaj eu experimentei um prato í  base de cordeiro – coisa que eu nunca havia comido – e gostei muito. Muito legal para ver o que há de diferente nos pratos daquele paí­s e, de quebra, impressionar-se com as novidades.

Sobre a comida, como disse, recomendo os pratos í  base de cordeiro. Há dois muito legais: o que é complementado com curry e castanha de caju e o que tem creme de leite e espinafre; o segundo é mais apimentado que o primeiro. As sobremesas í  base de sorvete e manga (com direito a sorvete de manga) são muito gostosas. Até eu que não sou nada fã da fruta, me deliciei.

Vinhos? A carta é repleta de boas opções; os preços não são salgados e você recebe auxí­lio para fazer uma escolha que seja apropriada ao prato que vai comer.

Quanto se gasta? Entre 150 e 200 Reais para um casal (ref: 2008).

Sugestões para o dia dos namorados em BH – I (Amigo do Rei)

Embora esteja um pouco em cima da hora, creio que esta dica pode ajudar as pessoas que ainda não decidiram o que farão hoje í  noite.

Se você está lendo isso fora da época do dia dos namorados, a dica vale para uma outra comemoração.

Então, para a primeira dica, recomendo o restaurante Amigo do Rei, de culinária persa. O único de BH.
Pra começar, é sempre bom lembrar que a culinária persa nada tem a ver com a árabe. Não vá pra lá esperando comer quibe cru. Comer no Amigo do Rei é uma experiência completamente diferente. A começar pela recepção e pelo ambiente. O clima é bastante amistoso e í­ntimo. Como são poucos lugares na casa, é imprescindí­vel que se faça reserva. A decoração não é pomposa, mas você se sente bem í  vontade no lugar. Sua experiência começa com uma apresentação de como é o estilo da comida e você pode até experimentar o tempero antes de fazer o seu pedido para conhecer melhor a casa e a cozinha persa.

Recomendo a experiência de uma refeição completa; começando com uma sopa, passando por um prato principal e encerrando com uma sobremesa. A chef visita as mesas e explica como são os pratos e, durante a refeição vai acompanhar e receber um feedback dos clientes. Muito legal. O restaurante é daqueles que – se hoje um ingrediente não estava bom quando a chef foi comprar, os pratos que levam aquele ingrediente não serão ofertados.

A carta de vinhos não é a mais repleta de tí­tulos da cidade, mas para um consumidor como eu que gosta de um bom vinho, mas não faz questão de ser um enófilo, acredito ser mais do que suficiente. Os preços são bacanas para uma comemoração e bastante compatí­veis com o que você leva de benefí­cio.

Recomendações: sopa de romã, sopa de iogurte, cubos de frango com açafrão e a sobremesa que leva um creme de pistache que eu não me recordo o nome. Tudo muito delicioso. A riqueza dos temperos da culinária persa é algo que surpreende e agrada bastante.

Quanto se gasta? Entre 100 e 150 Reais (ref: 2006)

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