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Autor: Ela Page 111 of 121

São Tomé das Letras, Minas Gerais

Saindo de Monte Verde, passamos em Três Corações e, de lá, fomos para São Tomé das Letras, cidade que eu sempre quis conhecer. Não que a fama de riponga da cidade tivesse me atraí­do. O que eu queria ver era a natureza do lugar, que é lindí­ssima. E lá fomos nós.

Ele achou a cidade um pouco suja, feia e sem atrativos. Eu gostei bastante. O lugar realmente não se encontra muito arrumadinho para turistas. Não há hotéis legais ou pousadas interessantes dentro da cidade, apenas estabelecimentos mais simples, mais sem graça. Os que querem fazer algum estilo partem para o tema exoterismo. Ou seja, o lugar é realmente destino de mochileiros sem grana. Bem, esta foi a impressão que eu tive da cidade, claro, e eu gostaria mesmo de ser contrariada por alguém que conhece São Tomé melhor que eu.

Mas, ainda assim, com todos estes poréns, gostei demais do passeio.  Gostei das casas (quase todas) revestidas de pedras e do clima jovem do lugar. Isto sem falar, obviamente, em quanto é linda a natureza da região, em quantos passeios podem ser feitos, em quanto você não fica deslumbrado por tudo aquilo ali simplesmente existir.

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Vista do centro da cidade.

Muitas casas, bares e restaurantes são revestidos de pedras.

Detalhe para o visitante sentado no telhado.

O que mais tem em São Tomé são bares para a garotada.

Monte Verde, Minas Gerais – parte 2

Monte Verde não é apenas um antro de comilança. A natureza do lugar é muito, mas muito bela. Há inúmeras opções de passeios, a pé ou a cavalo, para todo tipo de pessoa: de crianças a idosos, de preguicosos a animados.

Há trilhas de apenas 30 ou 40 minutos, como as que te levam ao Chapéu do Bispo e í  Pedra Redonda. De 1h30m chegando no Platô ou na Pedra Partida. E até trilhas de 2h30m chegando ao Pico Selado. Estes, claro, são os pontos turí­sticos mais famosos de Monte Verde, mas, com toda certeza, há ainda muito mais o que ver na região, o que deve ser feito com a presença de um guia local para evitar aborrecimentos.

No nosso caso, fizemos todas as caminhadas possí­veis e foi muito bom. Abaixo, algumas imagens da vista que se tem quando se chega ao destino das trilhas.

Monte Verde, Minas Gerais – parte 1

Fizemos, em 2004, uma viagem muito gostosa. Saí­mos de BH em direção a Monte Verde e, depois de uma semana de frio, fondues, várias caminhadas e muito, mas muito sono, fomos para São Tomé das Letras.

Mas, voltando a Monte Verde, estas são as fotos da cidade, excelente para ser visitada no inverno, especialmente se você é daqueles que, como nós, adora um friozinho. As opções de restaurantes e bares são inúmeras, sem falar nas dezenas de cafés que servem aquelas coisas mais gostosas do mundo.

Como há uma certa influência alemã na região, é bem fácil achar vários tipos de tortas de maças e os deliciosos ‘joelhos de porco’. Falando nisto, foi em Monte Verde que comemos o joelho de porco mais gostoso de todos. Ele veio í  mesa meio branquelo, meio esquisito, mas quando o experimentamos soubemos que não seria fácil achar outro igual.

Outra delí­cia que nos marcou em Monte Verde foi uma beringela/berinjela com queijo que comemos em um restaurante da rua principal. A parmeggiana do Trás os Montes também estava deliciosa. Também houve uma carne seca na abóbora moranga e uma carne de lata que não esqueceremos, esta última no restaurante O Caipira. Isto sem falar num maravilhoso fondue de queijo deliciado exatamente na madrugada do dia 01º de janeiro de  2005, depois de passarmos o reveillon no aeroporto mais alto do paí­s.

🙂

A propósito, nos hospedamos na Pousada Sol Nascente e não tivemos nenhuma reclamação. Quarto com lareira bem aconchegante e um café da manhã bem gostoso. Tudo por um preço justo.

Tá certo que comemos um pouco demais nesta viagem, mas compensamos com as caminhadas pela região, como se verá no próximo post.

Lavras Novas, Minas Gerais

Uma de nossas primeiras viagens juntos foi para Lavras Novas, uma pequena cidade pertinho de Ouro Preto. O lugar é uma gracinha, bem fresquinho, cheio de bares, restaurantes e pousadas bastante agradáveis. Também é cheio de trilhas para trekking e cachoeiras para quem se aventura um pouco mais.

Quando lá estivemos estava um frio lascado; me lembro bem que quando acordávamos não ví­amos nada da paisagem, mas apenas aquela névoa gostosa, que te chama continuamente para os cobertores.

Bem, Lavras Novas é a primeira cidade a ser retratada numa pequena série de 5 posts que serão publicados sobre algumas de nossas andanças por Minas Gerais. Como disse, esta foi a nossa primeira viagem; ainda em 2004.

Durante este mês de julho, enquanto viajamos pelo cerrado mineiro, escalamos a publicação de alguns dos destinos já visitados. Quando voltarmos de nossa pequena incursão pelo cerrado, haverá muita coisa nova e bela para postar.

Mas, enfim, este é o centro de Lavras Novas. Como podem ver, é uma rocinha, mas lotada de bares e restaurantes bem bacaninhas, todos bem rústicos e que surpreendem os visitantes que se deparam com esta pequena vila no alto da serra.

E toda esta movimentação deve-se, claro, aos inúmeros turistas que lotam Lavras Novas, normalmente vindos de Belo Horizonte, nos fins de semana e nos feriados prolongados.

Construção antiga em adobe, preservada para observação e deleite dos turistas. Vale dizer, ainda sobre o turismo em Lavras Novas, que a cidade recebe bem aqueles que gostam de acampar, havendo mesmo uma aura riponga no lugar.

No nosso caso, ficamos na Pousada Bem Querer e fomos muito bem atendidos. Também gostamos bastante da carne com molho chimichurri do Kokopelli, uma delí­cia.

Lojinha de artezanato em Lavras Novas. Como esta há várias, bem enfeitadas, coloridas e charmosas, onde você poderá encontrar toda sorte de trequinhos mineiros.

Enfim, vale a pena dar um pulo em Lavras Novas, especialmente se você já estiver em Ouro Preto. Apenas tenha bastante cuidado com a estrada, que é de terra e bem sinuosa. Por isso mesmo não é aconselhável chegar lá quando a noite já tiver caí­do.

Children of Men

Outro dia assistimos o filme “Filhos da Esperança“. Eu estava esperando muito do filme, que – por motivos vários – não haví­amos conseguido assistir no cinema. Ela também aguardava com ansiedade a oportunidade de conhecer a história tão prometida no trailler que vimos há um tempão.

Mas o filme decepcionou. Não sei, mas parece que muita coisa passa em branco. Por exemplo: por qual motivo as mulheres deixam de ser férteis? O que está acontecendo no mundo que gerou aquela quantidade de conflitos? Por qual motivo são criados os campos (cidades) de refugiados? O quê são os tais “Peixes”? E, por último: por qual motivo medicamentos que induzem í  morte são vendidos e anunciados í  população?

A soma disso tudo e de uma narrativa um tanto quanto confusa é o que temos no filme. Como disse, fiquei decepcionado. De certa forma, o filme me lembrou o “Extermí­nio“… Que gostei mas que também deixa muita coisa sem ser explicada.

Bem, se estiver passando na TV a cabo e você assistir, tudo bem, mas não recomendo gastar seu dinheiro alugando e nem seu tempo baixando o filme.

Na Natureza Selvagem

Fomos, neste fim de semana, conferir o filme Na Natureza Selvagem, de Sean Penn. Eu gostei bem mais que Ele, que achou o personagem principal um revoltado de butique. Inclusive, lendo na net a respeito, encontrei este post, que me lembra, em sua primeira parte, a critica que ouvi ao sair do cinema.

Na minha opiniao, esta imaturidade faz parte da construção do personagem, que, ao final, por uma dezena de motivos, compreende a real extensão das consequências de seus atos. Só que o aprendizado custa-lhe muito e, bem, veja o filme.

Esta critica do filme é muito boa também, vale a pena.

Indiana Jones

Foi bem bacana ver o novo Indiana Jones. Harrison Ford continua (quase) o mesmo e nós nos sentimos com 10 anos de idade. Ficamos nos lembrando de como ficávamos emocionados dentro do cinema naquela época e em como os filmes eram mais que filmes.

Muito boa diversão. Não foi do nada que bateu as expectativas.

O Poder das Emoções

Antes de ler Princesa, tinha lido O Poder das Emoções, do psiquiatra Galeno Procópio M. Alvarenga e sobre ele não poderia deixar de comentar.

O livro é bastante interessante e nos faz pensar em quanto a racionalidade humana é muito mais mito que realidade e que as emoções são as verdadeiras guias do cotidiano. A explicação sobre os neurotransmissores é bem legal e a gente acaba por entender melhor o que observa no dia-a-dia, por exemplo, como eles funcionam trazendo as boas sensações quando do dever cumprido.

Segundo o autor, “lançando mão das chatices da vida, você poderá receber sua quota de dopamina e noradrenalina. Assim, através desse alimento milagroso, fácil e barato, você irá domar e acalmar seu exigente organismo”. Ou seja, concretamente: “tome mais banhos frios, faça mais regime, enfrente tarefas duras e complicadas, procure outras e outras tarefas chatas e desagradáveis, tudo isso o tornará ‘feliz, bem feliz’…”

A explicação do psiquiatra para tais sugestões é a seguinte: ao iniciarmos a ação desagradável, como, por exemplo, ir ao banco pagar uma conta, o cérebro identifica e percebe que já estamos caminhando para pôr fim ao mal-estar proveniente do não pagamento. “Sentimos que os atos desagradáveis possivelmente irão terminar, pois estamos agindo conforme o roteiro estabelecido para isso”. E se o indiví­duo não realiza a ação desagradável, outros neurotransmissores, contrários í s ações tranquilizantes da dopamina ou noradrenalina serão produzidos, criando um desequilí­brio perturbador.

Enfim, o autor explica como funcionam os neurotransmissores, resumindo que a dopamina e a noradrenalina são os estimulantes de todos os seres vivos e devido a eles readaptamos todo o tempo o estado desarmônico do organismo (em razão de fatores internos ou extermos).

Bem, falei sobre um capí­tulo especí­fico; a obra aborda vários outros assuntos, valendo citar, a tí­tulo de ilustração, um trecho da contracapa:

“Por motivos históricos, nossa cultura endeusou a razão, deixando de lado a emoção; não sei o motivo de tanta antipatia. Muitas vezes deixamos de lado nossos preconceitos contra as emoções e, por instantes, elogiamos os que apreciam o belo, a arte, os amantes, os que sorriem ou sofrem. Portanto, convivemos, respeitamos e somos sensibilizados pelas emoções, mas, no fundo, as repudiamos, pois ocupam um lugar secundário em nossa vida. Essa idéia é errada.

Os indiví­duos que estão amando, tristes ou raivosos, não escolheram ou decidiram estar assim. As emoções ocorrem sem nossa vontade ou desejo. Elas são detonadas em virtude da ativação de circuitos e núcleos neurais…

Culturalmente, de um modo implí­cito, muitas vezes explí­cito, atacamos (com bastante raiva) a ira dos outros e, também, aplaudimos o amor da pessoa í  humanidade ou a um simples indiví­duo. Mas esta emoção produtora da ação – amar ao próximo – não foi escolhida, ela nos ocorre naturalmente.

O livro procura mostrar que frequentemente somos mais comandados por nossas emoções (irracionalidade: raiva, paixão) que pelas razões. Somos, por mais que acreditemos no oposto, mais idiotas que inteligentes…”

É isso aí­: gostei bastante do livro. Vale para quem deseja conhecer um pouquinho de como as emoções atuam no pensamento e na avaliação do comportamento humano, numa linguagem acessí­vel para leigos como eu.

Princesa, de Jean P. Sasson

Que as mulheres sempre foram e são alvo de toda sorte de preconceito sexual pelo mundo afora ninguém duvida, mas a condição a elas imposta pelo mundo árabe é perversa.

Um livro bacana pra quem tem interesse pelo assunto é o Princesa, de Jean P. Sasson, que retrata a vida de uma princesa da Casa Real Saudita. Nem preciso dizer que o texto é recheado de violência contra a mulher. O que espanta é a violência sexual, aceita como natural para a população masculina, inclusive cometida contra crianças menores de 10 anos.

A crí­tica religiosa encontra suporte no personagem Hadi. O mais hipócrita é também o mais beato (ou santarrão nos dizeres da autora), cujo cinismo enojante é protegido pela capa da religião.

Enfim, é bem interessante conhecer alguns hábitos e crenças do Islã, mas o grande mote do livro é descortinar ao mundo os atos de covardia praticados contra aquelas que são, na verdade, escravas de homens de Deus.

Leia entrevista da autora.

Delícias do mês de junho

O fato é que eu não podia deixar acabar junho sem postar algo sobre esta época do ano, de dias de um belo azul e pôr-do-sol impecável. E ah… aí­ vem as comidas… o mês de junho em BH é uma coisa deliciosa.

Outro dia, enquanto cozinhava minha canjica, sentia a do vizinho já temperada, com aquele amendoinzinho esperto. O cheiro vai longe, perpetuando a tradição. 🙂

Mas, enfim, o friozinho do mês de junho permite pratos mais suculentos, quentinhos e isto é a cara de Beagá. Há dois fins de semana, a propósito, tiramos a barriga da miséria. Eu e Ele passamos o sábado na cozinha e fizemos uma vaca atolada e um caldo de feijão deliciosos.

Como eu já tinha feito canjica (sem côco), arroz doce e mais uma carne (cuja receita farei questão de postar, pois é deliciosa), o ‘jeito’ foi chamar a famí­lia e mandar brasa.  O pão de queijo não foi caseiro, mas estava presente, claro, como não podia deixar de ser.

 

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