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Autor: Ela Page 110 of 121

O Parque da Chapada dos Veadeiros

Antes de postar as fotos que tiramos, acho interessante relatar algumas impressões que tivemos do Parque da Chapada.

É que muita coisa nos surpreendeu. Estamos acostumados a visitar parques ecológicos de Minas Gerais e nunca vimos uma estrutura tão bacana como a que foi montada nesta chapada. Os visitantes só podem caminhar pelo parque se estiverem acompanhados de guias treinados e só há duas trilhas liberadas. Os demais pontos do parque são inacessí­veis ao público, o que permite um controle mais rigoroso da região.

Em razão da obrigatoriedade de o turista contratar o guia não há lixo espalhado, não há coleta de mudas e plantas e o visitante, claro, aprende um pouco sobre a fauna e a flora do cerrado. E o que é mais legal: ainda fica conhecendo um pouco mais da cultura da região pela troca de informações com o guia, que cobra R$ 60,00 por cada passeio.

Há o costume de se formar grupos para visitar o parque ou outras regiões da chapada e, então, as pessoas dividem o preço do serviço. Mas nós preferimos ir sozinhos com nosso guia, não tendo preocupações com horários e/ou aborrecimentos com terceiros desconhecidos. De fato, o melhor a fazer é pagar o guia para o casal, para a famí­lia ou grupo de pessoas amigas.

Enfim, foi para nós uma boa surpresa conhecer o Parque da Chapada dos Veadeiros. Embora ele tenha sido, no passado, dez vezes maior em hectares e hoje tenha sido reduzido a apenas 65.500 ha é um reduto fantástico de incontáveis espécies e nascentes de água e merece, com toda ênfase, a visita de todos.

Termas da Chapada dos Veadeiros

Após deixarmos a linda visão do Jardim de Maytreia, fomos dar umas voltas pelas Termas da Chapada dos Veadeiros. Como a tardinha ainda não havia chegado, continuava bem quente, o que não convidava a  mergulho em termas de nenhuma natureza. Então, paramos no  bar que serve de apoio í s termas, pedimos umas batatinhas fritas, tomamos refrigerantes e ficamos papeando.

Na verdade, parece que o costume é ir nadar í  noite. Então, exatamente em razão deste costume da turistaiada, resolvemos ir nadar í  tarde. Enfim, quando a tarde começou a cair, fomos ter com as piscinas de águas naturais.

Quando chegamos nos encontramos apenas com alguns turistas franceses que estavam a nadar nesta primeira piscina da foto. A segunda piscina estava vazia e nós a ocupamos felizes da vida, ficando por lá por umas 2 horas, mais ou menos, sem aparecer ninguém. Foi uma delí­cia.

Saindo da piscina, retornamos ao bar, tomamos um cafezinho e voltamos bem cansados para São Jorge. Terminamos o dia em um delicioso self service de massas.

Jardim de Maytreia – Chapada dos Veadeiros

Este post vem com uns dias de atraso, mas ok, vamos lá.

No mesmo dia em que almoçamos no Oca Lila, em Alto Paraí­so,  fizemos passeios em que não precisarí­amos nos exercitar. Estava muito quente, muito seco e minha cabeça não estava lá estas coisas. Aproveitamos, então, para tão somente admirar a beleza da região.

Após o Oca Lila, tomamos sorvete na Mel & Cia, que oferece sorvetes com cobertura de florais. Muito bacana. Vá lá  e peça sorvete com cobertura de chuva dourada, rosas do cerrado, pinika ou alecrim dourado. Cada uma lhe trará um benefí­cio: tranqí¼ilidade, equilí­brio amoroso, organização, energia…  Mesmo que não acredite nos efeitos, não custa experimentar.

Saí­mos da sorveteria e fomos admirar a região conhecida como Jardim de Maytreia, um lindo lugar que, pra nossa admiração, estava cheinho de araras azuis. Não sei se era aquela ameaçada de extinção. Mas era arara; e era azul.

Notas breves sobre jardinagem

Em nossa casa temos o privilégio de ter uma pequena área onde cultivamos um prazer bem gostoso que é cuidar de plantas. Ela já falou disso aqui e hoje é a minha vez. Passo apenas para complementar com algumas informações que podem ser úteis.

Bem, todos sabem que estamos enfrentando tempos bem secos aqui em BH. Isso fez com que nossa mangueira secasse e se partisse. Uma pena. Mas isso não fez com que a inutilizássemos. Compramos um assessório bem legal da Tramontina, uma ligação reparadora, que é um conector justamente projetado para fazer este tipo de reparo. Confesso que estava um pouco cético com o produto e desconfiava dos resultados. Mas depois que tirei da embalagem consegui resolver o problema da mangueira partida rapidamente e sem a necessidade de ferramentas. Uma beleza. Recomendo.

Abaixo, você vê uma foto de nossa jabuticabeira que dá fruta o ano inteiro. O segredo? Não sabemos ao certo… Apenas a tratamos com muito carinho e regamos com bastante água todos os dias.

Aliás, ela acabou de ser regada 😉

Viagem pelo cerrado – Aracê e Oca Lila

A foto que você vê aí­ em cima foi tirada no segundo dia de nossa estada na Chapada, enquanto nos deliciávamos com a cerveja artesanal Aracê durante um almoço vegetariano bem gostoso no Oca Lila – um charmoso espaço para quem curte comida vegetariana de boa qualidade.

Ao lado da cerveja, os companheiros inseparáveis de viagem: O Guia e os óculos escuros. Sol nos olhos não dá, né?

Sobre o almoço, bem… Este restaurante merece destaque especial em nossa jornada por Alto Paraí­so e São Jorge só pela qualidade da comida. Muito boa, com serviço excelente e muitas opções, incluindo quinua em uma salada muito gostosa e diferentes opções com soja e brotos de feijão e bambu. Mesmo que você não seja vegeratiano, vale a pena experimentar.

Sobre a cerveja, recomendo que quem puder a experimente. É bem gostosa. Tem um sabor marcante e a consistência é boa. Nos refrescou no almoço e depois em outras ocasiões em São Jorge.

A Aracê é produzida em Cavalvanti, um dos municí­pios que integram a chapada. Os responsáveis pela Aracê, curiosamente, não são brasileiros. Pelo que pudemos apurar: 

O produto é fabricado artesanalmente pelos chilenos Manolo Murga e Soledad Ramirez. Eles fundaram a cervejaria há cerca de um ano e meio. Deu tão certo que o casal já planeja aumentar a produção a partir do próximo ano, saltando dos atuais 500 litros/mês para 1.500 litros. A microcervejaria fica na estrada que liga Cavalcante ao municí­pio de Colinas do Sul e pode ser visitada pelos turistas. 

Infelizmente, não tivemos a oportunidade de visitar a fábrica, mas que deu vontade, deu. Ah, e antes que briguem com a gente, tomamos uma única garrafa da cerveja e esperamos por mais de três horas para podermos dirigir. Enquanto o tempo passava, almoçamos e depois passeamos a pé por Alto Paraí­so.

Viagem pelo cerrado – Pousada Trilha Violeta

Saí­mos da Saborella e pegamos estrada rumo í  Chapada dos Veadeiros. Já tinham nos informado de que melhor seria se ficássemos no distrito de São Jorge, a 35 km de Alto Paraí­so. Metade da estrada entre as localidades é de terra e, como a maioria das atrações fica mais para o lado de São Jorge, se você por lá se hospeda evita um pouco de trânsito na poeira.

Enfim, chegamos a São Jorge já de noite e, apesar de ser terça-feira, praticamente todas as pousadas estavam lotadas. Ah, sim, por causa das férias? Um pouco. O que realmente lotava a cidadezinha era o VIII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros.

De toda forma, não sabí­amos deste evento; fomos pegos totalmente desprevenidos. Demos sorte que, em nossas andanças, encontramos a Trilha Violeta, uma pousadinha bem bonitinha e confortável. Realmente, a dona da pousada condicionou nossa hospedagem ao fechamento de um pacote maior do que o que planejávamos, mas isto acabou sendo bom. Descansamos bastante e aproveitamos muito o perí­odo em que ficamos por lá.

Fica, enfim, a dica. São Jorge é lotada de pousadas e creio que muitas sejam excelentes. Mas se você estiver pensando em fazer uma reserva í  distância e tiver a Trilha Violeta como opção, pode fazê-la sem susto que não será surpreendido. O café da manhã é bem gostoso, as camas são confortáveis, o banho é bom e o atendimento idem.

Viagem pelo cerrado – Brasí­lia

Continuando nossa viagem, estivemos em Brasí­lia a caminho da Chapada, por dois dias. A capital é velha conhecida de todos, ainda que pelos telejornais. Eu já tinha estado na cidade. Ele não e, ao final de nossa estadia, tirou a mesma conclusão: Brasí­lia é muito bacana se você estiver a passeio. Para morar talvez não seja a melhor escolha. Pelo calor, pela secura do ar, pela distância de tudo ou pela impessoalidade que passa aos visitantes.

De qualquer forma, tivemos um tempo bom por lá. Visitamos os locais de praxe, fomos a um ótimo restaurante/bar mexicano e a uma sorveteria deliciosa, a Saborella. Quem já passou por aqui sabe o quanto apreciamos a iguaria e que quando falamos que é bom, pode apostar. 🙂

É aquela coisa, né, se você é um aspirante a servidor público e, ao alcançar o objetivo, precisa ir pra Brasí­lia, ok. O lance é rezar pra conseguir voltar pra casa logo. E olha que Belo Horizonte já está ficando quente demais. Quente e seco demais.

Alumiando o pensamento

Falando em cerrado e em Coromandel, é interessante salientar que a população do Alto Paranaí­ba tem sotaque e palavrear bastante caracterí­sticos. Tudo é bem diferente de quem mora na capital e as pessoas pronunciam expressões do tempo do onça ou nunca utilizadas por aqui.

Quando criança, passando férias por lá, especialmente quando ficava na fazenda, me assustava ouvir verbos como apear, arribar, alumiar e muitos outros que não me recordo agora. Por vezes não sabia mesmo o que queriam me dizer e, na minha ignorância, por vezes achava que aquela linguagem encontrava-se em desacordo com a norma do português.

Mais tarde, estudando e lendo mais e mais, compreendi que, em verdade, não há um português errado ou correto. Há, sim, a norma culta, que deve obedecer aos padrões gramaticais e é utilizada em ocasiões especí­ficas, mas o português – definitivamente – não se resume a ela e as diferentes regiões e/ou populações possuem a sua linguagem particular, que deve ser respeitada.

Pois então. Na nossa última viagem, ouvimos por vezes o verbo alumiar. Chegando a Beagá, continuei a leitura de Anna Karenina e, pra minha surpresa, em uma tradução não muito recente, lá estava ele. Eu não imaginava, sinceramente, que alumiar é verbo regular da 1ª conjugação. Aproveitei e verifiquei apear e arribar e também são, isto mesmo, verbos constantes da norma culta. O que quero dizer: o que eu, por vezes, achei fosse “errado”, não era. E o meu desconhecimento, minha ignorância, fora fruto de algum preconceito.

E ainda que não fossem verbos da norma culta, vale dizer, estariam inseridos em um contexto próprio, ou seja, em nada desqualificariam seus falantes. Hoje, claro, tenho uma visão mais crí­tica e a mim me agrada bastante conhecer um pouco mais da riqueza de nossa lingua.

Enfim, em Coromandel, por várias razões, ficamos um pouco mais ricos em matéria de lingua portuguesa, o que também foi muito bacana.

Viagem pelo cerrado – Coromandel

Como prometido, iremos postar algumas fotos da nossa viagem de julho. Foram 10 dias muito bacanas, começando a viagem pela cidade de Coromandel.

Coromandel é uma pequena cidade do Alto Paranaí­ba/MG. Daquelas em que os vizinhos ainda se visitam e pegam panelas emprestadas. E que no sábado bolos gostosos e pães de queijo amarelinhos (um dos melhores de Minas) saem do forno. As crianças ainda podem brincar nas ruas e uma festa de peão com show de Bruno e Marrone é um grande acontecimento. 😉

São de lá vários dos maiores diamantes brasileiros. Curioso, inclusive, que alguns, ao matar galinhas, ainda tenha o costume de conferir em suas moelas a presença de algum cisco de diamante. É que as coitadas comem tudo o que chama a atenção e, logo, mandam fácil pra dentro uma pedrinha que esteja brilhando ao sol. No passado, podem acreditar, não era raro encontrarem o pequeno tesouro dentro do bucho das penosas. Hoje, acho eu, isto não é tão frequente.

Várias cachoeiras transformam o lugar em encantador, mas são quase todas em áreas particulares ou de difí­cil acesso. Nós passeamos bastante pela região e, além de ver dezenas e dezenas de belas plantações, conhecemos alguns lugares não turí­sticos, como a cachoeira da usina de Lages.

Vendo ou alugo chave do céu

E não é que a Igreja Universal do Reino de Deus foi condenada a devolver a um de seus fiéis todo o dinheiro ofertado a tí­tulo de dí­zimo, desde 1996? O sujeito, portador de doença mental, envolveu-se até o pescoço com os ‘pastores’ da ‘igreja’, que chegaram a lhe vender a chave do céu. Quem tentasse dissuadi-lo, claro, era chamado de demônio.

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