um blog sobre todas as coisas em geral

Autor: Ela Page 109 of 121

Bem mais idiotas

Acho que todo mundo já leu a notí­cia de que um pequeno ví­deo da filha da Tizuka Yamazaki fazendo sexo caiu na rede. E aí­ começam as gracinhas, as piadinhas, os deboches. E aí­ começam as comparações com Paris Hilton e a possibilidade de a moça ser contratada pelas Brasileirinhas. Que preguiça.

No caso, na minha opinião, mais negócio pra moça (em se tratando de internet) é ligar o “dane-se”. Se ficar tentando evitar que se fale no assunto, mais vão falar e divulgar o ví­deo, vide todos os outros casos já divulgados.E, descobrindo-se quem divulgou as cenas, que este alguém pague pelas consequências na Justiça.   

O que mais me aborrece é que a mulher ainda é uma ví­tima em tudo o que se refere a sexo. A moça não estava só, mas é só seu nome, sua imagem, que acabam sendo diminuí­dos. O homem, como sempre, estava apenas se divertindo, como tem que ser.

Porque ainda existe tanta hipocrisia, tanto pudor especificamente relacionadoÂ í  mulher? Porque tantos dedos quando sexo entra na jogada? Já não se falou o bastante, já não se discutiu o suficiente? Gostaria tanto de entender as origens deste sentimento de pecado, de sujeira, que brota nas pessoas quando um destes ví­deos aparece na internet. Sim, eu sei, são frutos da religião, mas ainda não me explicaram, quero saber mais, quero entender.

Ah, sim, não há explicação, minha amiga, religião não se explica. Se obedece, segue, respeita. São dogmas. E é assim que tem que ser. O que fica é que sexo é pecado, é sujo, é errado. E quem o fizer vai ter contra si um grande dedo em riste, em desaprovação. Simplesmente porque você agiu como o animal que é.

Enfim, mais uma vez socorro-me das palavras do psiquiatra Galeno Alvarenga quando diz que somos muito mais idiotas que inteligentes. Que pena.

Ensaio sobre a cegueira

Recentemente fomos ao cinema para assistir o tão falado filme do diretor Fernando Meirelles que adapta o elogiado livro de José Saramago, “Ensaio sobre a cegueira“.

O quê achamos? Bem… Não achamos muito legal, não.

Os motivos são apresentados a seguir:

  • Será que se todos ficarmos cegos realmente perderemos a noção e nos comportaremos como animais?
  • Será que precisava pegar tão pesado com sexo e nudez?
  • Será que somos mesmo assim?

Talvez não tenhamos entendido bem as metáforas evocadas no filme – mesmo porquê, quem leu o livro nos disse que no texto as coisas não aconteceram daquela maneira mostrada na tela (nenhuma surpresa).

Mas o fato é que o filme nos deixou bem desconfortáveis. De um jeito que não precisava; principalmente se a idéia era mostrar a mensagem de que estamos cegos para as coisas que nos fazem bem.

Sei lá. Não recomendamos pagar para assistir no cinema… Se estiver passando na TV, vale a pena. A não ser que esteja passando algo melhor em outro canal. í“bvio 🙂

Frutos do cerrado brasileiro

Bom, pelo menos por enquanto, este é nosso último post sobre a Chapada dos Veadeiros e, claro, sobre o cerrado brasileiro. Nele gostarí­amos de apresentar para quem ainda não conhece a Sorveteria Frutos do Cerrado e uma pequena frutinha prima do caju, o cajuí­.

Bom, sobre a Frutos do Cerrado, a vimos pela primeira vez na cidade de Coromandel. Mas, por uma série de fatores, não tivemos tempo nem oportunidade de ir experimentar os sorvetes. Depois, passamos por Brasí­lia, mas também lá não a encontramos.

Foi com surpresa que, em razão do tal Encontro Multicultural que ocorria em São Jorge, nos deparamos com uma barraquinha improvisada da sorveteria e, claro, experimentamos alguns sorvetes.

Como podem ver, tomamos (e aprovamos) os sorvetes de jaca, pequi, cajamanga e araticum. Eu achei o de jaca um pouquinho enjoativo, apesar de gostar da fruta. O de pequi é bem especial e o de cajamanga é delicioso, bem azedinho.

O sorvete de araticum, por sua vez, é bem saboroso. É como se você estivesse comendo os pedacinhos da fruta que, no cerrado mineiro, também é conhecida por “cabeça de nêgo”.

Adoramos tudo o que provamos, só lamentando que não tivemos tempo de testar os inúmeros outros sabores. Ao retornarmos a BH, todavia, tivemos nossa tristeza aplacada, pois soubemos que aqui também há  Frutos do Cerrado. Pois é, estávamos desatualizados em relação a isto, o que é inadmissí­vel! 🙂

Enfim, ainda não tivemos oportunidade de visitar a nossa Frutos do Cerrado, mas avisaremos quando o fizermos.

Neste post também mostramos o cajuí­, um fruto que apresenta as mesmas caracterí­sticas do caju velho de guerra. A diferença está mesmo no tamanho e no fato de que o delicado cajuzinho é, como milhares de outros alimentos, um fruto do cerrado,  a segunda mais rica formação vegetal brasileira em variedade biológica.

Estes cajuí­s margeavam nossa trilha por dentro do Parque da Chapada dos Veadeiros e foram, obviamente, deixados em seu devido lugar.

Já comeu paçoca de carne? E de soja?

Coisa gostosa foram as paçocas de carne e de soja que comemos em São Jorge, Goiás. A de carne tinha bem mais carne que farinha e um temperinho muito do bom. Nos foi vendida na porta de uma casa da vila, demonstrando como o turistmo pode ser um excelente ganha-pão.

A de soja foi vendida na feira montada para as comemorações do Encontro Multi Étnico que ocorria na cidade e era caprichada no coentro. Eu adoro coentro e com a soja realizou-se um perfeito casamento.

Ele já não é muito fã, mas creio seja um pouco de preconceito com esta erva cheirosa, originária do Egito (quem diria, jurava que era baiana!). Bem, como alguém pode não gostar de coentro? Pra mim, era perfeita apenas em peixes e em saladas. Agora também na paçoca de soja.

Mas, enfim, deliciosas as paçocas, que representam bem a comida do tropeiro, do homem rústico do cerrado. Conservam-se bem por um bom tempo fora da geladeira e são uma verdadeira refeição.

Candombá, a flor do cerrado

Dentre as inúmeras espécies da flora do cerrado brasileiro, esta bela planta de flor lilás nos impressionou. As pétalas coloridas reinavam quase que absolutas dentro do Parque da Chapada dos Veadeiros; caminhávamos um pouco e, ôpa, lá estavam mais algumas dezenas delas.

Nosso guia nos mostrou, outrossim, que o seu caule libera uma seiva que entra facilmente em combustão. Esta resina é vista com facilidade na planta: é grossa, escura e, infelizmente, faz com que as queimadas se propaguem com facilidade na região.

Brincou o guia que os garimpeiros tiram uma onda com a resina do candombá, dizendo que ela é o seu filtro solar. Imagine só.

Vale da Lua – Chapada dos Veadeiros

Nosso último passeio na Chapada foi ao Vale da Lua, um lugar bem curioso onde as pedras do rio foram arredondamente moldadas pela água. Fica em área de fácil acesso e, mais uma vez, deve-se acordar cedo para visitar o local. Quando já o deixávamos chegou um ônibus lotado lotado.

Para quem não conhece a região, vai a dica de que este Vale fica fora do Parque, em terras de particulares, que estão a cobrar R$ 5,00 por pessoa. No estacionamento forjado na entrada do Vale há algumas barraquinhas onde se encontra de milho verde a cerveja. Pois é, como já disse, chegue bem cedinho no local e desfrute do sossego enquanto é tempo.  😉

Cachoeira Morada do Sol – Chapada dos Veadeiros

Além da visita ao Parque Nacional, há muito (muito mesmo) o que se ver/fazer na Chapada dos Veadeiros.

Esta é a cachoeira Morada do Sol, propriedade privada onde se entra pagando uma pequena taxa. É um bom lugar para ir com crianças e pessoas que não tenham possibilidade de fazer grandes caminhadas, já que o carro fica estacionado perto das quedas d´água.

Gostamos muito deste lugar também, mas se você o visitar em época de férias ou em finais de semana prolongados tome o cuidado de ir bem cedo pela manhã, pois a quantidade de visitantes que aparece lá pelas 11 da manhã pode ser bem irritante.

Enfim, não há o que se fazer em relação a isto, pois todos querem se divertir. Apenas acorde bem cedo e tome o seu rumo.

A propósito, achei um post sobre 10 programas na Chapada para quem não quer ou não pode se desgastar fisicamente. Achei interessante e, portanto, digno de nota.

Segundo banho no Parque da Chapada dos Veadeiros

Após o lanche e os nados no segundo salto seguimos adiante. Andamos mais uns 40 minutos e nos deparamos com mais uma grande piscina. Claro que não dava pra passar em branco e caí­mos n´água mais uma vez. Nesta área a água estava bem mais quentinha. Porque a região é mais descampada e  estava no auge do calor também; só sei que foi bom demais.

Eu já falei que não é muito bacana dividir o guia com pessoas desconhecidas.  Pois então:  imagine você nadando em um belo lugar como este, divertindo-se com o marido, namorado, filhos, amigos, e alguém com quem você dividiu o guia, do nada, encasqueta de ir embora. Não rola.

Primeiro banho no Parque da Chapada dos Veadeiros

Este aí­ da foto é o segundo salto da trilha que fizemos, a dos saltos. A outra (como já disse, o turista só pode percorrer duas trilhas determinadas) é a trilha dos canions.

Bem, este lugar é delicioso. Porque a piscina, apesar da friagem da água, é perfeita. É grande, tem profundidade em alguns pontos e, bem, é avistada naquele momento em que a caminhada já te fez ter fome e calor suficientes.

Então, fizemos uma longa parada neste salto de 80 metros. Lanchamos e depois caimos nágua. Verdade é que caí­ primeiro; Ele estava super resistente a banhar-se, já que a água estava geladí­ssima (era julho, diga-se). Mas depois da minha insistência e amolação ele se rendeu e nadamos bastante. Bom demais. 😉

Primeiro salto do Parque Chapada dos Veadeiros

O Parque da Chapada dos Veadeiros é um lugar maravilhoso. Nos encantamos com os saltos e as cachoeiras. A propósito, aqui em Minas não estamos muito acostumados com o uso da palavra saltos para quedas d´água.

Nos explicaram que saltos são as quedas em que a água cai sem bater em pedras e/ou paredões. No caso da cachoeira, por outro lado,  a água desce tendo como obstáculos pedras e plantas. Sinceramente, acho que isto não é nada técnico, mas nos demos por convencidos.  😉

Fato é que este é o primeiro salto do Parque da Chapada (120m) e não há como não se encantar com sua beleza, sua potência e sua intangibilidade.

Page 109 of 121

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén