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Autor: Ela Page 115 of 119

2º dia no Atacama – Parque dos Flamingos

Nosso primeiro passeio no Atacama foi para o Soncor, o Parque Nacional dos Flamingos. Quando você chega ao parque, após pagar a taxa de ingresso, já se vê numa estradinha feita com pedras de sal, rodeada de umas pequenas lagoas (chaxas), cheinhas de flamingos e outros pássaros menores. Estávamos entusiasmados demais com a beleza e a riqueza do deserto.

Após ficarmos um pouco por lá, fomos até o ponto de apoio do parque, assistimos a um ví­deo explicativo e, após, tomamos café da manhã, servido ali mesmo. Foi bem legal esta hora, quando conhecemos algumas pessoas do nosso grupo e tivemos a oportunidade de falar um pouco sobre o Brasil e, claro, sobre Belo Horizonte.

Após, viajamos um pouco mais e fomos em direção í s maravilhosas lagunas Miscanti e Minhiques. Foi um dia muito gostoso.

Pousada Don Raul – São Pedro do Atacama

A pousada Don Raul é boa. O problema é que eles se fazem de bobos e não te avisam do costume de cortar a água í  noite. E aí­Â você chega de um passeio, todo empoeirado e.. boas. Não há água na pousada. Nós percebemos o engodo da seguinte forma: em uma das noites, ao chegarmos tarde de um dos passeios, não saí­a água quente do chuveiro. E, como estava bem frio, comunicamos o fato í  recepção. O dono da pousada veio ver o que era e nos avisou que havia um problema no aquecimento a gás. Eles ficaram tentando resolver o “problema” e nos facultaram usar os banheiros coletivos, o que não foi muito apreciado.   

Na mesma noite, fomos mudados de quarto, mas o problema persistiu, de modo que, neste dia, tomamos um banho de gato e  fomos dormir.  Em nenhum momento o dono da pousada nos sugeriu, por exemplo, pagar esta diária como se estivéssemos usando banhos coletivos. No dia seguinte, a mesma jornada. Primeiro não havia água quente. Depois, nem água havia. Os atendentes e o dono da pousada se limitavam a pedir desculpas.

Conversando com outros hóspedes, descobrimos que não estava faltando água em SPA (se estivesse, entenderí­amos, obviamente). É que o dono da Don Raul, após determinada hora da noite, simplesmente fecha o registro e deixa os clientes sem água. O hóspede precisa conversar a respeito na recepção - dizer que vai chegar tarde ou que vai sair bem cedo e que precisa da água, logicamente -  pra não ser pego de surpresa. Quando fizemos isso, tivemos o problema resolvido. No mais, o lugar é bacaninha, os quartos são bons, o atendimento é legal.

Sobre lobos-guará, jacus e outros bichos

Leia mais sobre o lobo-guará e os outros habitantes do Parque do Caraça.

… em toda a reserva existe apenas uma famí­lia, macho e fêmea e os filhotes do ano. Acasalam-se em abril ou maio, os lobinhos (em média dois) nascem depois de 65 dias e ficam uns três meses escondidos, alimentados pelos pais. O macho, muitas vezes, engole quase inteira aquela enorme quantidade de carne… Sai do pátio, late para chamar a famí­lia e regurgita o que comeu. Depois volta para comer o dele …

Feriado de 1º de maio – parte II

Aproveitamos que estávamos em Santa Bárbara – que fica entre Mariana e Itabira – e visitamos o Colégio do Caraça, que fica em uma reserva particular que abrange a Serra do Caraça. A região é linda; é uma área de transição, convivendo ecossistemas de mata atlântica e cerrado. A primeira foto é do museu do mosteiro, já reformado. A outra é da cascatinha, uma das diversas atrações da região.

Fomos também a Catas Altas, Mariana e aproveitamos, na volta, para dar uma passada por Ouro Preto e Cachoeira do Campo, onde conhecemos o sorvete Arte e Manha.

😛

Feriado de 1º de maio; cidades históricas

Neste feriado de 1º de maio fizemos uma viagem bem bacana. Sem planejar nada, fomos passeando até encontrar um lugar legal para ficar. A ideia era não viajar para muito longe e visitar algumas cidades que ainda não conhecíamos.

E assim foi: passamos pelas cidades de Caeté, Barão de Cocais e, quando chegamos em Santa Bárbara (fotos), resolvemos ficar. A cidade é uma gracinha, super aconchegante, a 120 km de BH, mais ou menos. O Hotel Quadrado, no qual nos hospedamos, também merece referência. Muito bom.

Em busca do melhor sorvete

Em nossa viagem ao Chile, tivemos o prazer de sermos, voluntariamente, apresentados ao melhor sorvete que experimentamos até então. Em Santiago nos deliciamos diariamente (e, í s vezes mais do que uma vez ao dia) com sorvetes da Gelateria Bravissimo. Tudo começou com uma visita ao shopping center que fica próximo ao Mercado Central da capital chilena. Aquele passeio, que foi o segundo em nossa estada na cidade, marcou a viagem. Os sorvetes da Braví­ssimo são tão gostosos que decidimos que cada um de nós consumiria ao menos uma bola de sorvete a cada dia… E assim fizemos este delicioso esforço. Infelizmente, por mais que nos esforçássemos, não conseguimos esgotar a pluralidade de sabores em nossa estada no paí­s.

Desde que voltamos, colocamo-nos a buscar, em nossa cidade natal, um sorvete que fosse tão bom quanto o da Gelateria Braví­ssimo. Tentamos I Scream, Easy Ice, São Domingos, Salada, Nevada e Hí¤agen-Dazs; mas nenhum chegava aos pés… Vale ressaltar que o Hí¤agen-Dazs – por duas vezes – estava com aquele aspecto de que já havia sido descongelado e recongelado…

Hoje, em uma viagem, encontramos uma sorveteria que se mostrou quase tão boa quanto. Trata-se da Arte e Manha, que vende sorvetes artesanais em Cachoeira do Campo e em Amarantina. Simplesmente deliciosos! Para melhorar, além dos tradicionais sabores que todos nós adoramos (Chocolate, Ferrero, Brigadeiro, Trufado…) há também sabores diferentes que são deliciosos. Em poucas horas no local (km 68 da rodovia dos inconfidentes, que liga a BR 040 a Ouro Preto), experimentamos:

  • Pequi
  • Maracujá com manjericão e gengibre
  • Tangerina com manjericão e hortelã
  • Cupuaçu
  • Abacaxi com cardamomo
  • Figo
  • Fruta do conde
  • Rosas e hibisco
  • Brigadeiro
  • Tartufo (chocolate amargo)
  • Amarula
  • Uva, amora e jabuticaba
  • Ferrero rocher
  • Chocolate com pimenta

Após consumirmos ao menos uma bola de sorvete de cada um dos sabores mencionados acima (obviamente eu experimentei alguns e Ela, outros), concluí­mos que o meu preferido foi o de abacaxi com cardamomo. Mas o de rosas e o de chocolate com pimenta são algo fora do comum. Ela preferiu o de fruta do conde e o de figo, com igual destaque para o de maracujá com manjericão e gengibre.

Recomendamos mais que veementemente para que aqueles que estejam a caminho de Ouro Preto que experimentem esta sorveteria. Excelente!

Opinião dEla: Eles (a sorveteria Arte e Manha) se sobressaem em virtude da pluralidade de sabores; em termos de qualidade, embora muito bons, ainda não chegam a superar os da Gelateria Braví­ssimo.

Assino embaixo. E assim continua nossa busca pelo melhor sorvete. Ainda falta experimentarmos, em BH, sorvetes da La Basque e Blue Mountain. Mas agora, além da Gelateria Braví­ssimo, eles também terão que ser melhores que os da Arte e Manha.

Fazendo justiça a São Pedro do Atacama – Chile

Alguns posts atrás, escrevi que SPA não é nada mais do que um ponto de apoio no deserto do Atacama. Tal afirmação não é esclarecedora em se tratando da história do Chile, por isso resolvi falar algo mais a respeito.

Pois bem, segundo registros históricos, a região de São Pedro foi frequentada por nômades desde que o homem é homem. Nesta época, havia grandes lagos e rios abundantes. Milhares de anos depois, o clima sofreu uma grande mudança, passando de chuvoso a seco. As águas se evaporaram, surgindo, por exemplo, uma das grandes atrações do lugar, o Salar do Atacama (surpreendente, por sinal).

Então, em razão desta mudança climática e já pelos idos de 1000 a.c, as famí­lias começaram a buscar as poucas regiões que mantiveram alguma umidade e nas quais encontrariam o algarrobo, o chanãr (duas árvores tí­picas que produzem fruto) e os guanacos, um tipo de lhama selvagem. Os primeiros assentamentos humanos na região foram Tulor, Coyo e Beter, nos quais se cultivava milho, batata e quinua. Mais tarde, viraram vilas e passaram a negociar com outras, como Chiu Chiu e Lasana, que se tornaram importantes centros de comércio.

Duas culturas sobressaí­am nesta época, a atacamenha e a tiawanaku, e tem-se, como curiosidade, que, ainda no ano de 500 d.c, era comum o uso de alucinógenos com finalidade espiritual. A partir de 700/900 d.c as relações entre as duas culturas começaram a ruir, iniciando-se a produção de armas, sendo que as vilas tornaram-se verdadeiras fortalezas, conhecidas como Pucaras. A cultura atacamenha foi mais brava e consolidou-se na região.

Na época em que os europeus rumaram para o norte do Chile, foram se instalando onde hoje é, propriamente, São Pedro; dá pra perceber, inclusive, a cultura cristã  sobrepujando-se í  atacamenha (ou licanantai).

Enfim, São Pedro encontra-se neste burburinho histórico, circundada de vilas e fortalezas, algumas ainda encobertas pela areia.  

Estivemos em alguns destes lugares. Logo virão as fotos.

São Pedro do Atacama, Chile – parte III

O dia-a-dia do turista de SPA é bem tí­pico. Acorda cedo, í s vezes de madrugada, pronto para mais um passeio. Ao retornar, dependendo da hora, toma um banho pra livrar-se da poeira ou já vai direto ao restaurante, azul de fome. í€ tardinha, dá um rolézinho pela cidade, faz um lanchinho, dá outro rolézinho, procura uma internet… e é isso aí­.

A verdade é que eu adorei o lugar. Adorei a rusticidade das ruas poeirentas, a turistaiada andando de lá pra cá e a sensação de que o mundo pode acabar que São Pedro do Atacama estará lá, como num filme.

São Pedro do Atacama, Chile – parte II

A cidadezinha é, de fato, uma roça, mas uma roça com aura de cidade grande, pois há turistas do mundo inteiro e os nativos, claro, se esforçam para agradar a todos, oferecendo uma série de serviços que não se imagina encontrar por lá.

Os preços praticados na cidade não são muito convidativos, mas não se pode esperar outra coisa de um lugar que recebe tantos turistas e que está tão afastado de tudo. No nosso caso, em relação í  comida, tratamos de procurar restaurantes e bares frequentados pelos locais e que tinham, obviamente, um preço mais acessí­vel que os direcionados aos visitantes.

São Pedro do Atacama, Chile – parte I

Assim que chegamos a São Pedro fomos procurar uma pousada, pois haviam nos falado – em Santiago – que era loucura chegar sem reservas, que a cidade estaria lotada e que passarí­amos aperto. Isto não aconteceu. Fomos direto í  pousada Don Raul, indicada pelo brasileiro que conhecemos em Calama e, de cara, encontramos um quarto. O preço não estava além do esperado e por lá ficamos. A respeito da Don Raul, temos alguns alertas a fazer, o que será objeto de outro post. No geral, ficamos satisfeitos.

São Pedro do Atacama não é nada mais do que um ponto no deserto do Atacama de onde saem diariamente dezenas e dezenas de turistas para conhecer os mais diferentes sí­tios da região. Há meia dúzia de ruas lotadas de albergues, pousadas, hostals, bares, restaurantes, todos no mesmo estilão simples. Alguns estabelecimentos, apesar de rústicos – como tudo por lá – são bastante elegantes e caros.


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