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Molho de tomates frescos

No dia em que fiz tomates secos aproveitei o miolo dos frutos para fazer um molho. Ele não ficou muito vermelhinho, acho que por causa do tipo/qualidade dos tomates, e eu não quis usar colorau. Mas ficou muito gostoso.

Fiz assim: apesar de na foto os tomates estarem no liquidificador eu não os triturei antes de refogar. Eu separei os miolos do suco (água do miolo), piquei em pedaços pequenos e os refoguei no azeite com um pouco de açúcar. Apenas os pedaços foram refogados; o suco dos tomates eu fui adicionando devagar, ao longo do processo.

Pois bem, deixei que a polpa do tomate fosse cozinhando aos poucos, sem acrescentar água. Quando necessário juntava um pouco do suco do próprio tomate, mantendo o fogo brando. Também aos pouquinhos juntei o sal e provei. Podia  ser que um pouco mais de açúcar fosse desejado (pra reduzir a acidez).

É, o molho de tomates frescos não é pra ser feito com pressa; deve ficar no fogo por um bom tempo para apurar o sabor.  No caso deste aí­ da foto eu não usei nenhuma água a não ser a do próprio tomate e quando ele já estava pronto  desliguei o fogo e adicionei um bom molho de manjericão.

Fato é que quando adicionei um pouco de açúcar no azeite quente e, logo após, refoguei os tomates,  a casa toda recendeu e foi uma delí­cia. Tão gostoso quanto saborear o pratinho de macarrão que vocês viram aí­.

😉

Salada de grãos de soja cozidos

salada-soja-2

Todo mundo sabe  o quanto a soja é saudável, mas poucos conhecem boas receitas que a utilizem in natura. Eu mesma já tive preconceito com a soja em grão, mas  porque desconhecia como prepará-la. Quando pensava em soja, pensava na soja texturizada ou na soja assada, comida como petisco.

Outro dia andei pesquisando em alguns sites e li que o grão de soja deve,  inicialmente, antes de ser cozido,  passar por um choque térmico. Ou seja, jogue a soja em água fervente e, após 5 minutos, a transfira para a água gelada. Isto vai ajudar a reduzir o sabor de feijão cru do grão e facilitar a retirada das casquinhas. Eu vou esfregando a soja com as mãos até conseguir me livrar de todas elas.

Depois do choque térmico, cozinhe bastante a soja até que fique macia. E, então, pode temperá-la a seu gosto. Nas fotos acima eu a  temperei com alguma antecedência antes de comer. Piquei tomate, pimentão  e cebola e temperei com azeite, sal, orégano, pimenta do reino e manjericão em pó. Ficou gostosa.

Hoje  eu tive a idéia de fazer novamente a receita, mas acabei deixando a panela queimar. Torrei a soja que escapou ilesa na frigideira, sem óleo algum. Ele aprovou, mas  acho que são muitas calorias em algo que não é tão gostoso assim. Prefiro a salada.

Tentarei em breve fazê-la refogada com alho. Conto aqui.

Como fazer tomates secos – parte 2


Polvilhados os tomates, leve-os ao forno por 1 hora. A temperatura deve ser a mais baixa possí­vel e, como vocês podem ver, eu forrei os tabuleiros com papel alumí­nio para facilitar a limpeza.

Após 1 hora, retire os tabuleiros do forno, vire os tomates de boca pra baixo e bora lá mais 1 hora no forno. Depois destas 2 horinhas os tomates já estarão com o aspecto da terceira foto, ocasião em que voltarão ao forno, agora por mais 40 minutos, mais ou menos, de boca para cima.

Eu não costumo deixar mais do que este tempo, pois gosto dos tomates suculentos. Se preferir, pode deixá-los não por 40 minutos, mas por 1 hora mais. Eles ficarão mais secos, claro, e também deliciosos.

Terminada a secagem dos tomates, cubra-os com azeite e leve-os í  geladeira. Vale lembrar que não podem ficar guardados por um longo tempo, mesmo que refrigerados. Já tivemos tomates mofados após umas duas semanas armazenados, o que foi uma pena.

Como fazer tomates secos – parte 1

Se tem uma coisa gostosa são tomates secos caseiros. Eles são maravilhosos com carne de boi, recheando um pãozinho fresco ou picadinhos numa boa macarronada. Se você nunca fez em casa, prepare-se, pois a experiência, apesar de um tiquinho trabalhosa, é bastante recompensadora.

A primeira foto acima mostra a seleção dos tomates para secagem, mais um molho de manjericão para temperar o molho que será feito com as sementes dos frutos.

Quando animo, seco uns 3 ou 4 quilos de tomates de uma vez, já que eles ficam bem reduzidos ao final, mas passarei as medidas utilizadas para 1 quilo, para facilitar. Pois bem, lave e seque 1 quilo de tomates. O tipo pode variar, dependendo de seu gosto e bolso. No caso destes aí­, eu usei o tomate salada, pois estava na promoção.

Lavados os tomates, parta-os ao meio e retire as sementes, reservando-as. Faça uma mistura de uma colher de sopa de sal, mais uma de açúcar fino e salpique por cima dos tomates. Você vai ver que surge uma aguinha dentro dos tomates, mas é assim mesmo, eles já podem ir ao forno.

A propósito, outro dia, conversando com um senhor no supermercado, ele me disse que antes de salpicar sal e açúcar nos tomates, ele os leva ao ar livre, ao sol, pra dar uma secada inicial. Quem tiver  espaço em casa pode fazer isto. Eu já os levo diretamente ao forno brando, inicialmente por uma hora.

Frutos do cerrado brasileiro

Bom, pelo menos por enquanto, este é nosso último post sobre a Chapada dos Veadeiros e, claro, sobre o cerrado brasileiro. Nele gostarí­amos de apresentar para quem ainda não conhece a Sorveteria Frutos do Cerrado e uma pequena frutinha prima do caju, o cajuí­.

Bom, sobre a Frutos do Cerrado, a vimos pela primeira vez na cidade de Coromandel. Mas, por uma série de fatores, não tivemos tempo nem oportunidade de ir experimentar os sorvetes. Depois, passamos por Brasí­lia, mas também lá não a encontramos.

Foi com surpresa que, em razão do tal Encontro Multicultural que ocorria em São Jorge, nos deparamos com uma barraquinha improvisada da sorveteria e, claro, experimentamos alguns sorvetes.

Como podem ver, tomamos (e aprovamos) os sorvetes de jaca, pequi, cajamanga e araticum. Eu achei o de jaca um pouquinho enjoativo, apesar de gostar da fruta. O de pequi é bem especial e o de cajamanga é delicioso, bem azedinho.

O sorvete de araticum, por sua vez, é bem saboroso. É como se você estivesse comendo os pedacinhos da fruta que, no cerrado mineiro, também é conhecida por “cabeça de nêgo”.

Adoramos tudo o que provamos, só lamentando que não tivemos tempo de testar os inúmeros outros sabores. Ao retornarmos a BH, todavia, tivemos nossa tristeza aplacada, pois soubemos que aqui também há  Frutos do Cerrado. Pois é, estávamos desatualizados em relação a isto, o que é inadmissí­vel! 🙂

Enfim, ainda não tivemos oportunidade de visitar a nossa Frutos do Cerrado, mas avisaremos quando o fizermos.

Neste post também mostramos o cajuí­, um fruto que apresenta as mesmas caracterí­sticas do caju velho de guerra. A diferença está mesmo no tamanho e no fato de que o delicado cajuzinho é, como milhares de outros alimentos, um fruto do cerrado,  a segunda mais rica formação vegetal brasileira em variedade biológica.

Estes cajuí­s margeavam nossa trilha por dentro do Parque da Chapada dos Veadeiros e foram, obviamente, deixados em seu devido lugar.

Já comeu paçoca de carne? E de soja?

Coisa gostosa foram as paçocas de carne e de soja que comemos em São Jorge, Goiás. A de carne tinha bem mais carne que farinha e um temperinho muito do bom. Nos foi vendida na porta de uma casa da vila, demonstrando como o turistmo pode ser um excelente ganha-pão.

A de soja foi vendida na feira montada para as comemorações do Encontro Multi Étnico que ocorria na cidade e era caprichada no coentro. Eu adoro coentro e com a soja realizou-se um perfeito casamento.

Ele já não é muito fã, mas creio seja um pouco de preconceito com esta erva cheirosa, originária do Egito (quem diria, jurava que era baiana!). Bem, como alguém pode não gostar de coentro? Pra mim, era perfeita apenas em peixes e em saladas. Agora também na paçoca de soja.

Mas, enfim, deliciosas as paçocas, que representam bem a comida do tropeiro, do homem rústico do cerrado. Conservam-se bem por um bom tempo fora da geladeira e são uma verdadeira refeição.

Viagem pelo cerrado – Aracê e Oca Lila

A foto que você vê aí­ em cima foi tirada no segundo dia de nossa estada na Chapada, enquanto nos deliciávamos com a cerveja artesanal Aracê durante um almoço vegetariano bem gostoso no Oca Lila – um charmoso espaço para quem curte comida vegetariana de boa qualidade.

Ao lado da cerveja, os companheiros inseparáveis de viagem: O Guia e os óculos escuros. Sol nos olhos não dá, né?

Sobre o almoço, bem… Este restaurante merece destaque especial em nossa jornada por Alto Paraí­so e São Jorge só pela qualidade da comida. Muito boa, com serviço excelente e muitas opções, incluindo quinua em uma salada muito gostosa e diferentes opções com soja e brotos de feijão e bambu. Mesmo que você não seja vegeratiano, vale a pena experimentar.

Sobre a cerveja, recomendo que quem puder a experimente. É bem gostosa. Tem um sabor marcante e a consistência é boa. Nos refrescou no almoço e depois em outras ocasiões em São Jorge.

A Aracê é produzida em Cavalvanti, um dos municí­pios que integram a chapada. Os responsáveis pela Aracê, curiosamente, não são brasileiros. Pelo que pudemos apurar: 

O produto é fabricado artesanalmente pelos chilenos Manolo Murga e Soledad Ramirez. Eles fundaram a cervejaria há cerca de um ano e meio. Deu tão certo que o casal já planeja aumentar a produção a partir do próximo ano, saltando dos atuais 500 litros/mês para 1.500 litros. A microcervejaria fica na estrada que liga Cavalcante ao municí­pio de Colinas do Sul e pode ser visitada pelos turistas. 

Infelizmente, não tivemos a oportunidade de visitar a fábrica, mas que deu vontade, deu. Ah, e antes que briguem com a gente, tomamos uma única garrafa da cerveja e esperamos por mais de três horas para podermos dirigir. Enquanto o tempo passava, almoçamos e depois passeamos a pé por Alto Paraí­so.

Viagem pelo cerrado – Brasí­lia

Continuando nossa viagem, estivemos em Brasí­lia a caminho da Chapada, por dois dias. A capital é velha conhecida de todos, ainda que pelos telejornais. Eu já tinha estado na cidade. Ele não e, ao final de nossa estadia, tirou a mesma conclusão: Brasí­lia é muito bacana se você estiver a passeio. Para morar talvez não seja a melhor escolha. Pelo calor, pela secura do ar, pela distância de tudo ou pela impessoalidade que passa aos visitantes.

De qualquer forma, tivemos um tempo bom por lá. Visitamos os locais de praxe, fomos a um ótimo restaurante/bar mexicano e a uma sorveteria deliciosa, a Saborella. Quem já passou por aqui sabe o quanto apreciamos a iguaria e que quando falamos que é bom, pode apostar. 🙂

É aquela coisa, né, se você é um aspirante a servidor público e, ao alcançar o objetivo, precisa ir pra Brasí­lia, ok. O lance é rezar pra conseguir voltar pra casa logo. E olha que Belo Horizonte já está ficando quente demais. Quente e seco demais.

Delícias do mês de junho

O fato é que eu não podia deixar acabar junho sem postar algo sobre esta época do ano, de dias de um belo azul e pôr-do-sol impecável. E ah… aí­ vem as comidas… o mês de junho em BH é uma coisa deliciosa.

Outro dia, enquanto cozinhava minha canjica, sentia a do vizinho já temperada, com aquele amendoinzinho esperto. O cheiro vai longe, perpetuando a tradição. 🙂

Mas, enfim, o friozinho do mês de junho permite pratos mais suculentos, quentinhos e isto é a cara de Beagá. Há dois fins de semana, a propósito, tiramos a barriga da miséria. Eu e Ele passamos o sábado na cozinha e fizemos uma vaca atolada e um caldo de feijão deliciosos.

Como eu já tinha feito canjica (sem côco), arroz doce e mais uma carne (cuja receita farei questão de postar, pois é deliciosa), o ‘jeito’ foi chamar a famí­lia e mandar brasa.  O pão de queijo não foi caseiro, mas estava presente, claro, como não podia deixar de ser.

 

Cachorro-quente especial – São Pedro

O quê? Cachorro-quente com abacate? Sim. É isso mesmo que vocês estão vendo. O abacate é bastante usado na culinária chilhena em sanduí­ches e pratos. É a chamada palta hass.

Este da foto, em especial, é um “Italiano”. Trata-se de um pão de cachorro-quente, com uma salsicha e base de molho de tomate. A surpresa fica para a pimentinha no molho e um complemento de abacate. A salsicha é um pouco diferente, mais branca. O sabor é semelhante í s salsichas brasileiras e ela costuma vir bem cozida neste tipo de lanche. Ao contrário daqui, ela é colocada separada do molho. Ou seja: parece que só nós, brasileiros, cozinhamos a salsicha e a servimos no molho. Lá é separado.

O abacate não tem gosto tão forte quanto o que conhecemos aqui. É mais suave e, neste prato, é servido moí­do em cima de tudo.

Como complemento, os condimentos que conhecemos. Maionese e catchup.

Embora bastante exótico para nós, brasileiros, o “Italiano” chileno é bem gostoso. A mistura fica interessante. E é realmente um costume nacional. Haja visto que o McDonald’s tem um sanduí­che com abacate. Vale a experiência.

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