Lindezas; alegraram nossos olhos no caminho até o Parque Municipal.
Fomos para a Feira do Livro Infantil e Juvenil. Muitos títulos bons, com bons preços; nós quatro nos esbaldamos.
Fotos da Avenida João Pinheiro.
Esta é uma história legal, algo que nos aconteceu há mais ou menos um (ou dois) ano (s).
Havíamos acabado de deixar um parente em casa, no bairro Sion (BH) e depois passamos na drogaria Araújo da av. Uruguai. Era um fim de tarde de domingo e algo grande estava acontecendo na cidade. Talvez fosse um jogo no Mineirão ou Independência. Talvez um show no Mineirinho. Copa do Mundo, será? Não me recordo mais. Só sei que era quase noite e a cidade estava em polvorosa por alguma razão. Por isso, poucos taxis livres no momento.
Meu marido entrou na drogaria e eu fiquei no carro com os meninos. Lá dentro ele percebe um senhor idoso tentando sem sucesso encontrar condução. Consternado, oferece uma carona.
O senhor aceitou de bom grado e veio até o carro, nos cumprimentou e ficou com uma carinha bem satisfeita ao ver as duas crianças conosco. Nos fez várias perguntas e logo logo se apresentou. “Meu nome é Ronaldo Simões Coelho“, sou escritor de livros infantis, psiquiatra com consultório na Savassi, estou voltando da casa de uma filha e não consegui taxi”. A simpatia dele logo nos contagiou e batemos papo até chegar í sua casa, Â um prédio bacana onde, por coincidência, havíamos olhado um apartamento para comprar alguns meses antes.
Na despedida o senhor Ronaldo pediu nosso endereço e telefone.
Pois bem, qual não foi nossa surpresa na manhã do dia seguinte! Bate a campainha e quem está na porta, com um envelope grande para nos entregar?
Ele mesmo, com a mesma carinha boa de satisfação, o doutor Ronaldo Simões Coelho. Veio até em casa, em sinal de agradecimento, nos presentear com duas de suas obras. Estava indo para o consultório, como faz todas as manhãs, Â e fez questão de dar uma parada aqui em casa.
Uma história tão simples deixa de ser tão simples quando moramos em uma cidade como Belo Horizonte. Enorme, tímida, arisca. Onde pessoas mal se cumprimentam – pelo menos na região mais central – e pouco se ajudam. Onde caronas para estranhos são quase proibidas. Onde agradecimentos tão gentis são raros. Deixa de ser tão simples quando um dos protagonistas é um senhor de 83/84 anos (hoje com 85) que vai trabalhar em seu consultório rotineiramente, andando a pé por aí, distraindo-se e distraindo os demais com sua simpatia.
Enfim. Os livros foram muito apreciados. E são apreciados até hoje. Sempre que os pego para ler os meninos relembram a história “do senhor gentil que veio nos trazer os livros”. Um senhor muito gentil sim e também muito interessante. Médico, mais de 50 obras infantis e uma vitalidade de cair o queixo.
Não tenho notícias do senhor Ronaldo Simões Coelho, mas sempre nos lembramos dele. Que seu consultório esteja aberto e ele esteja na labuta, escrevendo e clinicando, como pareceu gostar tanto de fazer.
Adendo: assistindo ao documentário Holocausto Brasileiro, já em 2018, descobri que o dr. Ronaldo Simões Coelho foi um dos primeiros psiquiatras a denunciar as atrocidades de Barbacena. Fiquei emocionada. Â
Pois então. Há mais de 8 anos eu e meu marido viemos fazendo a separação do lixo orgânico do lixo reciclável. No início parecia chato e até difícil e muitas vezes eu me pegava jogando um lixo reciclável no meio dos orgânicos. Meu marido insistia no assunto e o hábito foi se firmando a ponto de todos da família hoje, incluindo as crianças de 5 anos, saberem distinguir o que seja lixo orgânico do não-orgânico e acondiciona-los adequadamente. Deixamos sempre uma sacola grande no quarto dos fundos e todo o lixo que não vai para o lixo comum vai parar nela.
Houve uma época em que armazenávamos os recicláveis por uma semana e toda quarta-feira o deixávamos na porta de casa para o recolhimento pela prefeitura. Hoje, no entanto, depois de quebrarmos a cara várias vezes, levamos nós mesmos o lixo aos pontos de coleta. É que não era raro o caminhão de coleta trocar o horário ou simplesmente não passar e aí, vocês sabem, algum animal bagunçava o lixo ou passava catador de papel e fazia aquela lambança. O problema, é óbvio, não era O catador, mas estava sendo comum vermos todo nosso lixo plástico reciclável espalhado pela calçada. Não raro também este lixo espalhado (que havia sido separado) ia para a lixeira comum pelas mãos da varrição. Teria sido interessante se tivéssemos conseguido combinar com algum catador de papel para que pudesse buscar em casa os papeis e papelões recicláveis, mas não rolou.
Hoje separamos o material e o levamos a alguma loja do supermercado Carrefour. Não dá nenhum trabalho ao contrário do que pode parecer. Assim que a sacola fica cheia a deixamos no carro e nas oportunidades que surgem a deixamos no ponto de coleta. O lixo do dia-a-dia fica muitíssimas vezes reduzido. í€s vezes só tiramos lixo de casa 2 vezes por semana. A natureza agradeça e a consciência também. 🙂
Ah, vale falar também que muitas vezes nos esquecemos de que um lixo jogado no chão da cidade pode causar vários danos, lembre-mo-nos (Fora, Temer, mas não leve as mesóclises….rsrs) das inundações que ocorrem sistematicamente em Belo Horizonte…
É viável, em meio ao intenso tráfego de pessoas e veículos no centro de Belo Horizonte, voltar í década de 40. É só dar um pulinho na “Vila Werneckâ€, que fica na rua Guajajaras 619, bem no miolo da capital.  A vila, composta por apenas 12 casas, conserva a arquitetura e os detalhes da época em que foi construída. Como é tombada, não pode sofrer nenhuma alteração.
Suas duas únicas ruas tem calçadas de paralelepípedo e há uma mini pracinha muito agradável. Um restaurante na casa  9 abriga o restaurante macrobiótico Fonte de Minas e foi exatamente ele que nos proporcionou conhecer este espaço tão interessante da cidade.
Nós recomendamos. A comida é gostosa, leve, o preço é o padrão de casas análogas. Vá e sinta-se em outro época, outra cidade… 🙂
Poucas pessoas esperam encontrar uma turma de miquinhos em uma pequena praça na movimentada região sul de Belo Horizonte. Isto acontece de vez em quando, acho que quando os bichinhos resolvem ver a cidade além dos muros do Palácio.
A praça é a Mendes Júnior, bem ao lado do antigo Palácio dos Despachos, ao lado do Minas Tênis Clube, pertinho da Praça da Liberdade e da Biblioteca Pública Luiz de Bessa.
Dê uma volta por lá e torça para que seja dia de festa. Se não for, aproveite a ida í Praça Mendes Júnior e coma um dos pratos do Carro de Lanches Vegetarianos. Vai valer a pena.
Gosto de Belo Horizonte, com todos os seus defeitos, suas injustiças, sua sujeira, sua caipirice.  Até entendo quando a criticam, não sou cega. Mas é que cada um dos seus defeitos tem  um contraponto legal.
Cidade cosmopolita e interiorana… com um lindo horizonte.
Na noite de ontem, perto da meia noite, percebemos que acabou a luz aqui em casa. quando fomos para a janela ver se era um problema de nosso apartamento ou do prédio, vimos que o bairro inteiro, até onde pudemos observar também ficou sem luz.
O apagão deve ter afetado grande parte da região sul de BH nesta madrugada do dia 15/06/2013. No entanto, não vimos notícia alguma em qualquer portal. Será que foi sonho? A energia voltou a ser fornecida perto de uma da manhã.
Se você também percebeu este apagão, por favor, comente. Estamos achando que foi um caso de alucinação coletiva, já que ninguém deu notícia disso…
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