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Seyit e Shura, de Nermin Bezmen

Em 2018 acompanhei pelo Netflix a série Seyit e Shura, um romance daqueles impossí­veis, em que as famí­lias dos respectivos amantes não aprovam a união. No caso, na época dos acontecimentos, o amor entre um turco de famí­lia muçulmana e uma russa cristã não era cogitado, principalmente pelos turcos mais conservadores.

Depois de um tempo descobri que a série foi baseada em uma história real, contada pela neta de Kurt Seyit e me interessei em ler o livro. E é bacana, um livro de quase 3 décadas de existência, a propósito. Além do relato da paixão intensa dos protagonistas, Nermin Bezmen conta um pouco da Revolução Russa e dos conflitos existentes na região da Turquia das décadas de 20/30. Ela fez um pesquisa intensa de sua própria famí­lia e também conseguiu relatos de familiares da russa Shura, conseguindo dados impressionantes do que foi a vida dos dois namorados.

Como não quero dar spoilers vou ficando por aqui, deixando mesmo apenas um registro de mais esta leitura. Fique com o suspense de como o casal passou pelas agruras da Revolução Russa, o que aconteceu com cada um e como foi o destino de ambos. Ficaram juntos? 😉

Ribeirinhos

E o mês mais gostoso do ano também é o mês das prendas familiares. Enfeite para a festa junina feito a 8 mãos, com muito gosto.

Risoto de cogumelos

Delí­cia de risoto com este cogumelo Yanomami. Fiz da forma tradicional, porém usei uma cachacinha no lugar do vinho branco. Mais a mais, cozinhei o riso no caldo de legumes, juntei os cogumelos já refogados na manteiga e cebola e finalizei com manteiga e parmesão. Todos aprovaram, inclusive os dois pequenos, que amam uma boa comida. 🙂

Assados delí­cia com abóbora e nozes

Eu adorei estes assados com abóbora. Deliciosos para comer com salada, carne ou puros mesmo. Fiz de dois tipos.

O primeiro deles, que mais gostei, levou os seguintes ingredientes: 1/2 quilo de abóbora de cabeça, 2 maças verde, 1 xí­cara de nozes, 150 gramas de bacon e mel.

O segundo tipo levou 1/2 quilo de abóbora de cabeça, 150 gramas de bacon, 1 xí­cara de passas sem sementes, 1 xí­cara de nozes, 1/2 xí­cara de azeite, páprica, noz moscada, cardamomo, sal e pimenta branca.

Não tem erro não. É só picar todos os ingredientes mais ou menos do mesmo tamanho e levar ao forno. Eu usei papel alumí­nio e não gostei, pois os ingredientes grudaram um pouco. Da próximo usarei o tapete de silicone. Experimentem, vale muito a pena. Receita cheirosa e saborosa.

Escondidinho de carne seca

Infelizmente me esqueci de tirar foto do prato pronto. Mas quis registrar a receita de qualquer forma, até pra me lembrar que a carne seca da marca Vapza é boa. Comprei esta caixa numa oferta e fiquei naquela dúvida se teria ou não gosto de ‘comida de caixinha’. E ó, não tem. A empresa diz que os alimentos são cozidos no vapor e embalados a vácuo; você abre o pacote e não sente cheiro nenhum de conservante. A carne também não é salgada, o que é ótimo.

Então: cozinhei mais ou menos 1 quilo de mandioca, que levei ainda quente na batedeira, com manteiga e sal, para virar um purê.

A carne eu refoguei no alho, cebola, temperos variados e depois juntei uma lata de tomates pelados picados. Deixei formar um molho e fiz as camadas. Mandioca, carne, mandioca e queijo ralado. Levei ao forno para gratinar e pronto. O prato ficou muito gostoso e prático de fazer. Recomendo e fico devendo uma foto dos finalmentes da próxima vez.

Cenas da casa – 7

Cumbuquinhas que ganharam quando ainda eram bebês. Eles as adoram.

Lanche especial

Hoje o lanchinho da escola foi mais especial. Aniversário dos meus pequenos, fiz um brigadeirão bem gostoso, usando cacau 100%.

Mandei suco de laranja, croissant quentinho e um pedaço do brigadeirão. Pra completar o dia, almoçamos no restaurante japonês (que eles amam) e í  noite nós três, já que papai ainda estava trabalhando, lanchamos quiche de queijo, pasteizinhos e coxinha.

O dia foi ótimo e eles adoraram os presentes que ganharam. No próximo sábado faremos um bolinho para a famí­lia e cantaremos os parabéns.

O Processo, de Kafka

Também li O Processo, de Kafka, durante minha recuperação. E esta leitura foi, pra mim, tão difí­cil e complicada quanto a leitura de A Metamorfose.

O Processo, confesso, achei ainda mais difí­cil de digerir. O livro é absurdo e distópico, sendo que a realidade na qual o personagem Josef K. está imerso é claustrofóbica. Há uma série de surpresas surreais, geradas por uma realidade inacessí­vel. Josef K., o protagonista, desorienta-se diante do absurdo das situações, trazendo ao leitor – como não? – o mal-estar tí­pico das obras de Kafka.

Josef K. nunca é informado por que motivos está sofrendo o processo e isto é angustiante. O texto é atual e provoca questionamentos acerca dos costumes e crenças arbitrários, que podem ser, sim, bizarros quanto os acontecimentos da vida de K.

Kafka não é meu autor preferido, mas penso que ele é necessário.

Identidade, de Marco Simas

Este livro foi presente de uma amiga e colega de trabalho no Natal de 2018. O autor é mineiro, atualmente residente no Rio de Janeiro, cineasta e roteirista. Já publicou outros dois livros, Bárbara não quer perdão e O último trem, dois volumes da trilogia ” Aqui estamos nós”, que termina exatamente com Identidade.

Identidade – o último da trilogia – é um thriller excepcional. Li em duas tardes. É daqueles livros que você esquece o mundo ao redor. Você quer terminar a leitura, mas não quer que o livro acabe. A história é genuinamente brasileira: famí­lia de polí­tico corrupta, prostituição, disputa pelo poder a qualquer custo, paixão e violência.

O autor narra de maneira muito fluida o encontro de dois jovens marginalizados pelas circunstâncias e unidos pela vontade de viver uma vida normal. Ane foi violentada e prostituí­da. Joe, um assassino a serviço de um poderoso grupo polí­tico-financeiro. Desse encontro nasce um amor impossí­vel, trágico e definitivo. A narrativa é muito bem arquitetada, os personagens são bens construí­dos; o autor é definitivamente talentoso.

E acho mesmo que o texto de Identidade deveria se tornar filme ou série de TV. Aposto que faria muito sucesso. Enfim, indico demais este livro. Sua leitura me deu muito prazer.

A Transparência do Tempo

A Transparência do Tempo, de Leonardo Padura, foi presente de uma amiga querida durante o perí­odo em que eu estava me recuperando do joelho. Foi uma boa leitura, interessante para compreender melhor a realidade de Cuba.

Padura relata um pais amado, de gente boa de vida difí­cil. A pobreza e a escassez de produtos básicos estão na obra de forma enviezada, por exemplo quando os personagens se alegram por poder tomar um café decente. Não há crí­ticas tão diretas ou duras ao regime, Padura ama viver em Cuba, mas o escritor não faz questão de relatar um pais sem máculas ou dificuldades.

Pesquisei sobre Padura e li que ele mesmo se diz preterido em seu paí­s natal. Em razão de suas crí­ticas ao regime provavelmente, mas ele é o cara que diz que “precisamos refundar a utopia”, ele ama Cuba e não pretende deixá-la.

Em A transparência do tempo, seu último romance, há um trânsito entre a Guerra Civil Espanhola e o cotidiano da Cuba imediatamente anterior í  morte de Fidel Castro. A história versa sobre o famoso ex-policial cubano Mario Conde, que percebe o encolhimento da oferta de livros usados cuja revenda vinha sendo seu ganha-pão. Aparece, então, um ex-colega de escola e lhe oferece o trabalho de recuperar a estátua de uma Virgem negra que lhe fora roubada. Com o passar das investigações, Conde percebe que a peça é mais valiosa do que imaginava.

Há capí­tulos intercalados, nos quais o autor relata as lendas que envolvem a imagem da santa, tendo como pano de fundo a Catalunha, desde a Idade Média até a Guerra Civil Espanhola. Pela Cuba contemporânea Conde ronda dois polos da mesma moeda: o submundo dos cortiços, o tráfico de drogas e o ambiente tóxico dos colecionadores de arte, várias vezes envolvidos em contrabando e venda ilegal de obras. Padura fala de catolicismo e da santerí­a (que seria o Candomblé cubano?) sincretizados, o que torna o livro bastante interessante.

Leonardo Padura Fuentes nasceu em Havana em 1955. Pós-graduou-se em Literatura Hispano-Americana, é romancista, ensaí­sta, jornalista e autor de roteiros para cinema. Ganhou reconhecimento internacional com a série de romances policiais Estações Havana, adaptada para o cinema e que inclusive assistimos no Netflix. Padura também escreveu O homem que amava os cachorros, considerada sua obra principal, e Hereges, tendo recebido diversos prêmios de Literatura.

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