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Crime e Castigo

Então… Comecei a ler Crime e Castigo, de Dostoiévski, em janeiro deste ano, quando nem sonhava que levaria um tombo, machucaria gravemente o joelho e ficaria um bom perí­odo de repouso. Após a queda e passados os primeiros dias de aflição com a situação, continuei a leitura, o que me garantiu tardes nada monótonas.

Penso que falar do enredo é chover no molhado, pois temos um sem número de resenhas e textos a respeito. Mas, afinal, porque ler Crime e Castigo?

Porque o livro não trata de uma simples história de assassinato; muito além disso: ele vai fundo na natureza humana. É um debate sobre a moral e a legalidade, um estudo sobre o remorso, sendo que o crime é apenas o pano de fundo para a análise da consciência do criminoso.

O texto de Crime e Castigo é estudado na psicologia, na sociologia e na filosofia e influenciou inúmeros pensadores ocidentais. Nietzsche, Freud, Sartre beberam suas palavras e o estilo literário influenciou Camus, George Orwell, Proust, Kafka e Hemingway.

Sem mais palavras para este obra: apenas um clássico que não perderá sua majestade. Podes crer.

Pausa para recuperação

No dia 28 de janeiro fiz uma postagem. Estávamos ainda em férias e devolvendo livro na Biblioteca Pública da Praça da Liberdade. Mal sabia eu que 4 dias depois eu sofreria uma queda (boba) e quebraria de forma grave a patela. Até aqui já são 3 meses de recuperação, uma cirurgia por vir e a vida quase parada.

De lá pra cá li alguns livros sobre os quais vou escrever em breve, vi alguns filmes, séries e… fiquei parada. Por mais de mês nem banho pude tomar sozinha, estava dependendo de várias pessoas, principalmente para me ajudarem com as crianças.

Agora estou caminhando com alguma dificuldade, mas estou caminhando. Já posso fazer várias coisas, passeio com os meninos e a vida está quase normal. Foi uma queda e um joelho gravemente quebrado. Mas, ainda bem, algo que se resolve e a vida volta ao normal.

Batata doce assada com páprica

Uma amiga querida me deu uma ideia maravilhosa. A de assar a batata doce picada e temperada com uma mistura de manteiga, alho, sal e páprica picante. Você faz uma pastinha com estes ingredientes e passa bem em todos os cubinhos de batata doce.

O resultado é uma batata doce macia por dentro, sequinha por fora e muito saborosa. Se você quiser, pode misturar páprica doce para não ficar muito apimentada. Neste dia também assei abóbora vermelha no azeite e tirinhas de abobrinha temperadas e passadas na farinha de rosca. Tudo fez sucesso.

Musse de chocolate com aquafaba

Você conhece aquafaba, sabe o que é? Aquafaba é o resultado da água do cozimento de leguminosas, sendo o mais usado o grão de bico. Você vai deixar 1 xí­cara de grão de bico de molho em 3 xí­caras de água por, pelo menos 6 horas. Neste perí­odo escorra e troque a água por 2 vezes.

No fim do perí­odo, escorra e descarte a água do molho. Coloque o grão-de-bico escorrido em panela de pressão e adicione mais 3 xí­caras de água. Feche a panela e leve ao fogo alto. Não adicione sal nem temperos.

Quando a panela de pressão começar a fazer barulho, baixe o fogo e deixe cozinhar por 20 minutos. Desligue o fogo, espere esfriar. Ao abrir a panela despeje tudo – o grão-de-bico mais a água – em um pote com tampa e leve í  geladeira até o dia seguinte. Passe, então, o grão-de-bico por uma peneira e recolha o lí­quido, que é, justamente, a aquafaba.

Agora, para fazer a base da musse, leve este lí­quido í  batedeira e bata bastante, até que se transforme no ‘chantilly’ mostrado nas fotos. Adicione, depois de já iniciado o processo, algumas gotas de baunilha pra reduzir o cheio do grão de bico. No caso, não junte nenhum açúcar, pois quando a base já estiver bem durinha, vamos juntar chocolate ao leite derretido, que já é bastante doce.

Quando o ‘chantilly’ estiver em ponto de claras em neve, junte o chocolate derretido, mexa delicadamente e leve ao congelador por algumas horas antes de servir. Se desejar, reduza ainda mais o açúcar da receita, usando chocolate amargo ou mesclando este com o chocolate ao leite. A receita ficou deliciosa, mas dá um pouquinho de trabalho. De qualquer forma, foi super válida de fazer e conhecer; achamos (eu e Ele fizemos juntos) muito interessante o processo, sem contar que nos rendeu uma sobremesa deliciosa.

Fazendo creme azedo simples

Para o aniversário Dele fizemos, no fim de semana após o dia 15, um almoço mexicano. Eu com a perna imobilizada, mas animada, combinamos alguns pratos tí­picos e o também tí­pico creme azedo.

Este Ele mesmo fez, dessorando 500g de coalhada integral de um dia para o outro. O resultado são 200g de creme azedo e 300g de soro, aproximadamente. E deu muito certo. Foi um ótimo acompanhamento.

Dessorar a coalhada é simplesmente deixa-la escorrendo em um papel de coador. O soro sai e fica o creme azedo. Vai no improviso mesmo.

Em recuperação

Quebrei o joelho dia 02 de fevereiro e estou me recuperando (e sendo bem mimada) na casa de mamis. Sempre tem algo bom nos momentos nem tão bons assim. 😉

Livros da Biblioteca – dia 4

Hoje fomos entregar os 3 últimos livros na Biblioteca Pública. Os dois já tinham ido andar de bicicleta na Praça da Liberdade; então, sozinha na biblioteca, peguei apenas um. Apenas este do Tolkien, pois vamos começar na próxima semana a leitura da História das Invenções, de Lobato.

A propósito, este livro do Tolkien – Sr. Bliss – é uma graça. Esta edição contém o texto em português nas páginas esquerdas e, nas direitas, o texto manuscrito original, bem como as ilustrações do próprio autor. A história é muito criativa – como era de se esperar – e as ilustrações muito delicadas. Vale a pena.

Com o livro em mãos fui para a Praça encontrar os três e lá ficamos até escurecer. Os dias estão muito longos e quentes, muito quentes. Os dois andaram tanto de bicicleta que nossa menina acordou de madrugada reclamando de dor na perna.

Lama, morte e lágrimas

Mais uma vez dezenas de mortes, centenas de famí­lias em desespero, milhares de pessoas consternadas, milhões de animais sucumbidos. A natureza em declí­nio e a esperança soterrada. Mais uma vez.

Mas o bolso de uma meia dúzia continuará cheio. Os carros, as mansões, as viagens… estas seguem firme e forte. Sem abalo.

Caçadas de Pedrinho

Caçadas de Pedrinho foi o nosso nono livro da coleção infantil de Monteiro Lobato. Divertido e irônico (principalmente quando se refere í s atitudes dos funcionários públicos que foram ao sí­tio recuperar o famoso paquiderme), nos trouxe bons momentos de diversão.

Os dois, como sempre, adoraram a leitura, acompanhada de algumas reflexões sobre a época em que o livro fora escrito, especialmente em razão da propriamente dita caçada da onça. 🙂 Com 07 anos eles já conseguem compreender que o mundo muda, evolui (preferencialmente) e que toda leitura precisa ser balizada e interpretada.

Daremos uma breve pausa nos livros de Monteiro Lobato e daremos iní­cio í  série de livros Diário de Pilar, indicada por amigos nossos. Parece muito interessante, já até pegamos o nosso primeiro na Biblioteca Pública.

Férias em Búzios

Nas nossas outras viagens para o Rio de Janeiro ficamos em Cabo Frio e em todas elas passamos um dia muito agradável em Búzios. Daí­ que, desta vez, a escolha foi por ficarmos hospedados por lá. Eu adorei e preferi. Búzios, além de ter uma natureza belí­ssima, tem uma clima de interior muito gostoso e a Rua das Pedras é uma atração í  parte e que já chama a atenção das crianças. Os restaurantes são lindos, os cafés, a quantidade de turistas estrangeiros dão um ar exótico ao lugar… a famí­lia toda aprovou. Além, claro, das praias serem muito lindas (apesar de frias).

O pôr do sol foi em Geribá, onde ficamos, mas passeamos bastante. Fomos na Ferradurinha, João Fernandes, Praia das Tartarugas (de taxi lancha!) e, claro, precisávamos fazer o passeio inverso. Passamos um dia em Cabo Frio, almoçamos no shopping, fomos ao cinema ver WiFi Half e, ao fim do dia, fomos í  Praia do Foguete e das Dunas. Vale lembrar que também jogamos baralho, montamos quebra-cabeças, cozinhamos e nos divertimos muito. Enfim, a viagem a Búzios foi muito proveitosa. Que venha logo nosso próximo passeio, porque as férias ainda estão de vento em popa! Ainda teremos muita piscina, passeios e uma semana de colônia de férias. 🙂

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