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Banana marmelo para a escola

Não deixa de ser difí­cil escolher alimentos saudáveis, práticos e gostosos para o lanche das crianças. Uma dica é usar a banana (marmelo ou da terra) cozida ou assada. Ela é doce, suculenta. Mata com uma cajadada só a obrigação de enviar um carboidrato e uma fruta. Mesmo porque penso que o lanche da tarde não pode ser pesado. Na escola dos meninos eles lancham as 15:00hs e logo í s 17:00hs já é servido o jantar. Se o lanche for muito mais incrementado não sobra apetite para depois.

Neste dia enviei  banana marmelo assada e leite puro integral. Eles adoram.

IMG_20151210_125546Banana marmelo

Ovo monstro!

Ano velho, ano novo

O ano de 2015 foi bem fraco para o blog. Muito disso se deve ao fato (já relatado aqui) de que o escritório aonde escrevo os posts fica no segundo andar de casa e depois que eu ganhei o ipad (em 2011) eu quase não subo. Faço e vejo praticamente tudo no Ipad. Eu já tentei várias vezes escrever os posts usando um aplicativo no tablet, mas até agora foi bem ineficiente. Mas enfim, quero estar mais presente por aqui neste ano de 2016. Um ano novo merece algumas mudanças na rotina e eu desejo postar mais. Quero postar sobre a rotina dos meus gêmeos, sobre receitas testadas e aprovadas, sobre livros apreciados, séries assistidas e lugares visitados.

2015 foi um ano bom. Começamos com uma viagem gostosa a Cabo Frio; depois, a partir de março/abril, iniciamos uma reforma em nosso apartamento. A reforma se estendeu ao nosso prédio e nisso foram uns bons meses de pó e sujeira. Em maio estivemos no Mirante do Mangabeiras e este dia deve ser lembrado, já que marcante para os dois pequenos. A lua estava linda e um jogo do Atlético se encarregou de povoar o céu com fogos de artifí­cio.

Na época de frio vieram as leituras na cama da mamãe, sopinhas quentinhas e chocolates quentes feitos com cacau 100%. Também aconteceu o primeiro aniversário deles na escolinha, junto com os primeiros convites de aniversário dos amigos fora da escola. O resto do ano foi cheio de passeios: zoológico, parque das Mangabeiras, parque Tom Jobim, clubes… culminando no tão esperado Natal para as crianças. Os olhinhos se encheram de alegria com as luzes e com a esperança dos presentes. O reveillon não ficou por menos. Reunimos a famí­lia em casa e cantamos ao som da viola ate quase 3 da matina. Dia primeiro de janeiro também recebemos os parentes e a ceia do dia 31 (churrasco, farofa, arroz com brócolis e outras gostosuras) deu lugar  ao pequi e í  galinha caipira feita no nosso novo fogão í  lenha.

É claro que houve cansaço, dias difí­ceis, mãe nervosa e estressada com as artes dos filhos. Tenho dó dos pequenos quando suas peripécias chegam junto dos hormônios í  flor da pele. Mas eles hão de entender um dia. O carinho e o amor por eles se sobrepõe um milhão de vezes aos arroubos da minha ignorância..

crianças

Mirante (1)

 

Primo Pastifício

Sexta-feira passada, o dia do Black Friday brasileiro (ou black fraude para alguns), tivemos a grata surpresa de ir ao Pastifí­cio Primo (rua Alagoas, n.957, Savassi). Eu pedi o tradicional nhoque com molho pomodoro e Ele pediu o prato surpresa da casa, que neste dia foi um fettuccine com molho branco de vitelo e funghi. Ambos deliciosos e por um preço muito bom. Meu prato saiu a R$ 9,90 e o dele a R$ 12,90 na especial oferta do dia de promoções. No dia a dia cada prato sai de R$ 12,90 pra cima.

Pelo que reparei, a casa, que não é restaurante, mas uma fábrica de massas, atende a todos os gostos. Há massas com bom preço, como as que pedimos, mas também há massas super sofisticadas, como a recheada de cacau e nutella. Esta, por exemplo, sai a R$ 99,90 o quilo. Bem cara. Há também a possibilidade de você comprar as massas secas ou levar o prato pronto apenas para esquentar.

Compramos também uma berinjela diferente que eles fabricam por lá (última foto acima). Não lembra em nada as conservas tradicionais í s quais estamos acostumados.  Parece ralada ou desfiada; tem sabor marcante, talvez vinho na preparação.. Muito boa. Vale o preço um pouco salgado de R$ 69,90 o quilo.

Enfim, nossa experiência foi boa; indicamos o lugar. Uma refeição possí­vel e gostosa por preço de sanduí­che.

Primo Pastifí­cio (1) Primo Pastifí­cio (2) Primo Pastifí­cio (3) Primo Pastifí­cio (4) Primo Pastifí­cio (5) Primo Pastifí­cio (6)

Sorvetes de banana sem açúcar

Sorvete choco

Eu sempre tento fazer sobremesas saudáveis para as crianças. E depois que descobri os sorvetes de banana fiquei impossí­vel. Normalmente eu processo banana e morango congelado e fica uma delí­cia. No caso do morango, se ele está congelado você pode usar a banana in natura mesmo. Fica delicioso. Não precisa de açúcar. Se desejar uma textura bem delicada, pode juntar um pouco de creme de leite. E, claro, se for para adultos sedentos por doce, você pode juntar um pouco de adoçante também, mas não aconselho. O ideal é se acostumar com o sabor doce da própria fruta.

Depois de fazer bastante morango + banana, comecei a diversificar. Fiz banana com cacau e ficou delicioso. Meus meninos piraram na batatinha. Amaram simplesmente. E não houve nenhum acréscimo de açúcar. No caso do cacau, piquei a banana e congelei. As quantidades nem posso passar, pois tudo que fiz foi no olhômetro. Não tem erro.

Depois tentei algo mais inusitado. Processei banana, café solúvel e canela. Gostei. Mas neste caso o gosto da banana fica mais evidente. Quando se usa cacau ele disfarça um pouco o sabor da fruta. No caso do café não e não acho que ele combine 100% com o gosto da banana. Mas valeu. Quem quiser pode processar somente a banana com canela, um pouco de cardamomo… Farei qualquer dia destes e depois conto para vocês.

O importante, pessoal, é a ideia. A banana tem uma massa maravilhosa para confeccionar este tipo de sorvete. Se você usa a caturra terá um resultado mais doce que a prata, mas esta, por sua vez, tem menos água, o que também proporciona uma textura mais firme no sorvete. Tudo sem a malfalada gordura hidrogenada!

Aniversário de 4 aninhos

Então.. os nossos pequenos fizeram 4 anos e fizemos uma festinha na casa da minha mãe. Foi uma comemoração simples, porém feita com todo carinho. Encomendei duas quiches grandes, assei pães de queijo e sopramos um bolo delicioso, com pouco açúcar, com uma cobertura de ganache sensacional. Eles adoraram.

E adoraram também a singela festinha na escola, decorada com enfeites de Frozen e dos Vingadores. 🙂 Levei salgadinhos comuns, como empadinhas, coxinhas, pães de queijo e um bolo bem suave também, feita por uma vizinha caprichosa. Para beber, suco integral natural e água de coco.

Foi um lanchinho na hora do recreio mesmo. Nós juntamos algumas mesas da salinha deles, cobrimos cada lado do “mesão” com a decoração escolhida por cada um e colocamos copos, pratos, talheres, guardanapos com os mesmos motivos.

Na lembrancinha me recusei a dar balas e chicletes í s outras crianças. Se não as dou aos meus filhos, porquê coloca-las em lembrancinhas? Não faz o menor sentido. Então.. o que fiz? No saquinho dos Vingadores eu coloquei um caderninho do Homem de Ferro, uma reguinha e uma caixinha de lápis de cor. No saquinho da Frozen coloquei um saquinho de pipoca doce, melzinho, uma paçoquinha (que é cheia de açúcar e poucas crianças comem), uma bananada sem açúcar e uva passas. Cada criança ganhou tanto a lembrancinha da Frozen como a dos Vingadores.

Foi tudo muito simples e gostoso. Gostoso de fazer e de ver. Eles se sentiram especiais e ficaram radiantes com a atenção dada pelos colegas, professora e funcionários da escola. Depois, assim do nada, veio uma reclamação da pequena: “mamãe, não gostei da minha festa; não teve brigadeiro!”.

😀

Os afazeres não acabam!

O papa negro, de Ernesto Mezzabotta

Um dos livros mais interessantes que já li foi O papa negro, de Ernesto Mezzabotta. O “negro” não se refere í  cor da pele do papa, o que pode parecer í  primeira vista a um leitor mais desavisado, mas í  batina negra daquele que é eleito pela Congregação Geral para governar toda a Ordem dos Jesuí­tas em caráter vitalí­cio. Este eleito torna-se, então, o  Superior Geral da Companhia de Jesus. O Padre Geral, como é comumente conhecido,  reside na Cúria Generalí­cia em Roma. 

A obra é um romance, porém possui grande valor histórico. Ela conta justamente a história da companhia de Jesus e de Ignácio de Loyola, seu fundador e primeiro Padre Geral.

O autor conta que Loyola era um dos membros dos Templários (que seriam os futuros maçons), duramente perseguidos pelo papado e pela monarquia da época (o papa era Clemente III e o Rei era Felipe, o Belo, da França) e que, devido aos graves problemas enfrentados pela ordem, tratou de criar a sua própria, a seu jugo e leis, fazendo-se crer um convertido em Cristo. Esta relatada conversão é um fato histórico bastante explorado no romance: uma suposta experiência espiritual pela qual passou Ignácio de Loyola.

““Pois bem — prosseguiu o peregrino, fazendo um grande forço, — foi aí­ que me apareceram os anjos do Senhor e que ensinaram a maneira de guiar os homens e de os conduzir í  fé obediência, ao caminho do céu. Os preceitos que eles me ensinaram, meus irmãos, escrevi-os, e tenho-os aqui, — e Loiola mostrou folhas que tinha ao lado. — Com estes “Exercí­cios espirituais”, escrevi enquanto os anjos mos ditavam, encontrei o modo de reduzir í  submissão as almas mais rebeldes, e de fazer com que elas sejam nas mãos do seu diretor espiritual como um cadáver nas mãos do cirurgião. Estas palavras resumiam em si a terrí­vel doutrina da Companhia de Jesus, que Inácio de Loiola devia fundar. “Perinde ac cadaver” — como um cadáver — tal é a forma de obediência impo aos jesuí­tas.” 

Em 1534, portanto, amparado por uma revelação divina, Ignácio de Loyola e seis fraternos amigos templários  fundam a Companhia de Jesus.

É interessante ressaltar que naquele tempo não havia indiferença em relação í s coisas da religião.

“O grande movimento, que se produzira na Alemanha, suprimira os indiferentes e dividira-os todos em duas classes bem distintas: uma, que era constituí­da pelos que respeitavam e obedeciam í  Igreja romana, confessando-se seus campeões; outra, que era formada pelos que se apresentavam para abalar as bases do edifí­cio do pontificado, fazendo ruir com ele todas as velhas instituições que tinham o apoio e consagração da Igreja. Ser indiferente naqueles tempos aos assuntos religiosos seria tão impossí­vel como nos ditosos dias de 1848 conservar-se estranho aos movimentos polí­ticos. Era preciso tomar-se parte 12 naqueles ou nestes; ser por Lutero ou por Clemente, pela autoridade eclesiástica, ou pela liberdade do pensamento. De uma e outra parte, a fé estava de tal modo sobre-excitada, que nenhuma força humana poderia impedir que as discussões fossem tempestuosas, violentas e irreprimí­veis. Como acontecera nos primeiros tempos do Cristianismo, o apostolado fazia-se í  custa do martí­rio. Paris, Madrid, Roma, queimavam os protestantes; Londres e Genebra perseguiam e destruí­am os católicos.”

Resumindo: gananciosamente Inácio de Loyola traiu seus irmãos templários e aliou-se ao Papa e ao Rei, exigindo da Igreja, em troca do conhecimento gnóstico que os templários possuí­am, a criação e o comando de uma nova ordem: a Ordem dos Jesuí­tas. Esta, por sua vez, trocava informações de peso por indulgências, conseguindo, assim, criar uma grandiosa rede de informantes e angariando, cada vez mais, poder e riqueza. A Companhia de Jesus dedicava-se oficialmente a pregar e a efetuar obras de caridade na Itália, mas, como se percebe do livro de Mezzabotta, tudo não passou de apenas um passo para a conquista de poder, muito poder na Europa dos séculos 16 em diante.

O livro ainda descreve a crua realidade das perseguições religiosas da época;

“A praça de Greve, lugar onde ordinariamente se efetuavam as execuções, estava enormemente concorrida. Tratava-se de uma dessas execuções que eram do particular agrado do povo parisiense. Um fornada inteira de hereges, homens e mulheres, apanhados enquanto assistiam ao sermão de um ministro evangélico, devia passar pelo fogo. Se se tratasse de ladrões ou de assassinos, na multidão não deixaria de haver tal ou qual simpatia pelos condenados. Mas tratava-se de hereges, e contra estes os parisienses, excitados pelas continuadas prédicas, não nutriam senão sentimentos de ferocí­ssimo ódio. Paris orgulhava-se de ser a cidade mais católica do reino, aquela em que a heresia nunca pudera penetrar, e olhava como inimigos terribilí­ssimos de toda a população aqueles que, seguindo uma religião diversa, pareciam ter em vista tirar í  capital francesa a sua candura de cidade não inquinada de heresia. E contudo, o suplí­cio a que tinham sido condenados os hereges — e que se devia í  satânica inteligência do cardeal de Tournon e do padre Lefí¨vre .— era tal, que deveria comover até um coração de pedra. Com efeito, os desgraçados hereges já não eram condenados só a morrer entre as chamas duma fogueira, suplí­cio horrí­vel, mas de curta duração. Os algozes tinham inventado umas cadeiras, que, amarradas a grandes argolas de ferro, subiam e desciam sobre o fogo, de modo que aqueles infelizes morriam ao cabo de convulsões cem vezes repetidas. É certo que o exemplo de tão horrí­vel crueldade já fora dado aos católicos pelo chefe dos protestantes, por João Calvino, que, discordando de Miguel Servet sobre um ponto da Trindade, o fizera queimar a fogo lento. Assim, naqueles desditosos tempos, os vários partidos, em vez de se imporem pela razão e pela persuasão, competiam em ferocidade; e não havia culpa grave num, que o outro não tivesse…”

O livro, enfim, desnuda a podridão entre as quatro paredes da Igreja e mostra como os jesuí­tas – especificamente – foram tudo menos os enviados de um Deus em que eles acreditavam. Por meio de envenenamentos (de papas e reis, inclusive), traições, subornos, chantagens e outros artifí­cios ardis os Jesuí­tas se tornaram poderosos a ponto de mandar na própria Igreja. Não havia como alguém ficar de pé caso dificultasse o caminho dos jesuí­tas, cujo poder imperava por toda a Europa e chegou ao Novo Mundo infundindo o terror e dando iní­cio í  prelazia papal que seria conhecida, anos mais tarde, como Opus Dei.

Vale a leitura; recomendo fortemente.

Sobre o autor:

Ernesto Mezzabotta foi um jornalista e escritor italiano, nascido em 1852 e morto em 1901. Ele trabalhou na Biblioteca Nacional Central de Roma, colaborou em vários jornais e escreveu vários romances históricos e religiosos. O Papa Negro, pelo que pesquisei,  é o único romance traduzido para o português e, pelo menos há algumas décadas, foi incluí­da no Index Librorum Prohibitorum, ou seja, no índice dos Livros Proibidos  da Igreja Católica, por conter teorias com as quais a Igreja Católica não apoiava ou não concordava. Tal proibição só devia atiçar ainda mais o formigueiro. 🙂

Obra – desespero a vista. E à vista!

Dia primeiro deste mês começamos uma nova empreitada. Uma obra para reforma de nossos 2 banheiros, de um lavabo, para troca de piso das salas da cobertura e para a construção de um fogão a lenha com churrasqueira.

A ideia inicial era apenas a reforma dos banheiros, mas já que estávamos na m#, resolvemos atolar o pé um pouco mais na lama. Porque, né? Pra que simplificar se podemos complicar?

Como não deixamos por menos, ainda resolvemos colocar um ar condicionado no nosso quarto, embutir o que já temos no escritório, trocar a cor de algumas paredes, embutir vários fios que enfeiavam a casa… resolvemos tudo de uma hora para outra.

O resultado é que estamos há mais de 20 dias vivendo no improviso, com todas as nossas coisas empilhadas nos armários, respirando poeira que nem uns loucos e nos cansando e aborrecendo com os pedreiros.

Estes aí­ chegam para consertar meia dúzia de coisas e deixam outra dúzia estragada. Sujam suas paredes, arranham seu chão, quebram suas coisas. E nem rola de reclamar. Porquê além de não resolver nada você corre o risco do serviço ficar mais porco ainda.

Mas vai ficar tudo bacana, eu espero. Da próxima eu postarei algumas fotos de antes e depois. E vamos que vamos, veremos quando a bagunça vai acabar de vez.

🙂

 

Águas do Treme – passeio delicioso

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Nos finalmentes de 2014 fomos a um dos lugares mais lindos e gostosos daqui de Minas. O hotel fazenda íguas do Treme. Chegamos na sexta í  noite e fomos embora na segunda-feira í  tarde, feriado em BH. O local é um resort rural, lindo, com boa comida, super confortável.. Nós quatro amamos.

Achei muito engraçadinho que os dois,  com 3 aninhos apenas, já conseguiram perceber a beleza e o ‘chiquetê’ do lugar. Os comentários de ambos demonstravam que se apaixonaram pelo conforto dos quartos, pela sofisticação do restaurante, por tudo o que de bacana que o local oferece.

Ficaram encantados com o banheiro da suí­te (enorme e muito bem decorado) e muito mais ainda com as várias esculturas espalhadas pelos jardins. Dormimos os 4 numa mega cama e a farra foi muito, muito boa!

O passeio foi maravilhoso. As lembranças, deliciosas.

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