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Autor: Ela Page 112 of 119

Boa literatura e cinema: poucas chances de fracasso

A propósito, o ator que interpreta Caspian (Crônicas de Nárnia) será o personagem Dorian Gray na nova adaptação da obra escrita por Oscar Wilde – O retrato de Dorian Gray. Este livro é tão bacana que eu já conto os minutos para ver o filme.

Também aguardo com ansiedade os filmes Paixão índia, Cidade do Sol e, como não poderia deixar de ser, a refilmagem de Duna, uma obra prima da literatura.

Crônicas de Nárnia 2 – O Príncipe Caspian

Vimos ontem, no Diamond Mall, “O Prí­ncipe Caspian”. Adoramos.

Quando do primeiro filme, Ele me deu “As Crônicas de Nárnia”, que li rapidinho. Fiquei encantada com as histórias, com a imaginação do autor, com a beleza dos personagens; enfim, com tudo. Senti por não ter conhecido a obra bem antes, quando era criança e a fantasia fazia ainda mais parte do meu dia-a-dia.

Pois é, C.S. Lewis publicou o “O Leão, A Feiticeira e o Guarda-roupa” em 1950. Depois se interessou em escrever outras crônicas que explicariam a origem do mundo de Nárnia. Ou seja, a ordem de publicação na coletânea é diferente da ordem em que as crônicas foram redigidas. Os filmes, por tudo o que indica, obedecerão a ordem em que as crônicas foram escritas pelo autor, que, após escrever “O Leão, A Feiticeira e o Guarda-roupa”, escreveu, em sequência, “O Prí­ncipe Caspian” e “A Viagem do Peregrino da Alvorada”, que estará em cartaz em 2010.

Apesar do alto conteúdo cristão dos escritos de C.S.Lewis, a obra não se prende a demonstrá-lo de maneira explí­cita, o que a torna ainda mais primorosa a meu sentir. Pois que Nárnia pode ser, sim, exclusivamente, um mundo de fantasia a povoar a cabeça de adultos e crianças e não um evangelho fantástico. E quem quiser que assim o seja, tudo bem.

 

Flanelinhas, uma afronta ao cidadão

Eu fico roxa só de ouvir a palavra flanelinha. Não consigo admitir, de maneira alguma, que estes sujeitos que vivem de extorquir os outros possam ser chamados de trabalhadores.

Ok, uns não extorquem e estão ali realmente para lavar carros, com todas aquelas buchas sujas e água barrenta, mas, vamos e venhamos, pelo menos em Belo Horizonte, estes caras são minoria. A maioria te intimida na maior e ai de você se não der “o cafezinho”.

Na última quarta-feira, dia 28, o inusitado ocorreu: os integrantes da Associação dos Lavadores e Guardadores de Veí­culos de Minas Gerais fizeram uma manifestação exigindo que a Prefeitura garanta a instalação de padrões de água e luz nas ruas e reserve espaços para que eles possam lavar os carros. Eles também pleiteiam o fim de uma cobrança anual feita pelo Sindicato da “categoria”, mais desconto na compra do faixa azul.

Segundo o presidente da associação, os flanelas estão chateados com a atual situação e pretendem fazer uma ‘paralisação’, que seria negativa para a população, com o aumento no número de roubos a carros. Parece piada, mas não é. E eu fico aqui, esperando ansiosa pela greve anunciada.

A alamanda não decepciona

Quando estávamos iniciando nossa busca por plantas e flores que resistem bem ao sol, ao vento e í  chuva, procuramos vários artigos sobre paisagismo. Todos eram unânimes em indicar a alamanda, esta plantinha aí­ da foto.

Primeiramente, compramos esta amarela e, em um ano, ela deu pinta de ser mesmo batuta. Cresce rápido, não é chegada a infestações de colchonilhas, pulgões, formigas e pragas em geral. Além disso, flore constantemente e suas folhas são de um verde muito lustroso. Quem tem criança e/ou filhote de cachorro deve tomar cuidado, pois a alamanda é tóxica. A primeira foto é de agosto de 2007 e a segunda, de maio de 2008.

Animados, fomos a uma flora perto de casa e compramos, agora em fevereiro, outra alamanda. Só que desta vez compramos a que produz flores de um roxo intenso. As folhas desta variedade são mais rústicas, mais rugosas e ásperas, diferentes das folhas da outra. Vamos ver como esta evoluirá no perí­odo de um ano.

Despedimo-nos do Chile

É muito difí­cil, passados alguns meses de nossa chegada, dizer do que mais gostamos no Chile. Nem sei, em verdade, se saberí­amos dizê-lo assim que descemos em Confins. Enumerar um lugar, uma situação ou um dia seria injusto, porque tudo foi muito bom.

No caso do Chile, presentes todas as qualidades que venho mencionando no decorrer dos posts, foi ótimo realizar um plano antigo nosso, de viajar sem rumo, sem hotéis reservados, sem caminhos pré-definidos. Pois foi assim que fomos indo, de acordo com as vontades, de acordo com a conveniência. Espero, mesmo, poder fazer outras viagens assim, encontrando lugares tão interessantes, receptivos e seguros. E um dia, quem sabe, retornaremos ao Chile e rumaremos ao sul, até as belezas da Patagônia.

Chile Puede – um filme bacana

De cara, desde o primeiro dia em que chegamos a Santiago, vimos a propraganda do filme Chile Puede, um filme – obviamente – nacional. Bateu uma grande curiosidade, sanada quando retornamos de São Pedro do Atacama. Bem, foi muito bacana a experiência. Primeiro porquê o cinema em que fomos, bem no centro da capital, era daqueles enormes, que não existem mais em Belo Horizonte. Segundo porquê o filme é mesmo legal; é uma comédia/ficção cientí­fica e, apesar de os efeitos especiais não serem lá estas coisas, como já esperávamos, o texto tem boas tiradas, sendo bem engraçado. Vale a pena dar uma conferida no trailler.

Hotel Paris, Santiago – alerta aos brasileiros

Em Santiago, ficamos em três hotéis: Londres, Paris e Posada del Salvador. O último é bem superior aos dois primeiros. Nada a reclamar dele. Sobre preços, 60 dólares para o casal neste último e a partir de 14 mil pesos para um casal com banheiro no Paris e 16 mil nas mesmas condições no Londres – em janeiro de 2008. O Londres e o Paris ficam pareados em termos de conforto. O Paris é um pouco “menos velho” e aceita cartão de crédito…

Em compensação, mexeram em nossas coisas no hotel Paris (no Londres isso não aconteceu). Não nos levaram nada, mas de outra brasileira, que conhecemos em São Pedro e reencontramos em Santiago, levaram uma câmera digital profissional… No consulado, a nossa colega foi avisada que isso acontece com frequência naquele hotel. Também soubemos na feirinha do Serro Santa Lucia, por vendedores locais, de furtos no Hotel Paris. A dona, uma senhora que se parece com aquela Sue Johanson da TV, foi bastante rude e nos tratou super mal… Com nossa colega (que foi roubada enquanto nós já haví­amos mudado para a Posada Del Salvador) ela foi ainda mais rude.

Desrecomendamos totalmente o Paris. Quando esta brasileira chamou os carabineiros para reclamar do furto da câmera no Paris, a dona do Hotel disse que eles tinham mais o que fazer, evidenciando total cumplicidade desta senhora nos furtos ocorridos no seu hotel. Uma vergonha…

Retornando a Santiago

Nossa viagem de retorno a Santiago fora tão bacana quanto a ida ao Atacama. Assistimos a vários filmes e dormimos bem í  noite, de modo que a viagem passou mais rápido do que se pode imaginar. De fato, durante a viagem, descansamos da correria dos passeios no Atacama. Chegando a Santiago, procuramos, desta vez, um hotel no bairro Providência, que  nos lembrou o bairro Funcionários aqui da capital mineira. Pois bem, ficamos na Posada del Salvador, um hotelzinho bem simpático e bem diferente do Hotel Paris, do qual iremos falar no próximo post.

Quando chegamos inicialmente em Santiago, antes de visitar a região de Antofagasta, estávamos naquela sangria de conhecer tudo da cidade, todos os pontos turí­sticos, todas as indicações de conhecidos. Agora não. Estávamos em Santiago e irí­amos acordar tarde, curtir os restaurantes, passear tranquilamente pelos bairros da cidade, conhecer suas livrarias e lojas de Cds, seus shoppings, sua noite, suas lojas de antiguidades. E, como não poderia deixar de ser, visitar seu grande museu. Ou seja, estávamos ali para vivenciar a cidade, o que foi delicioso.

Quanto ao bairro da Providência, nós realmente o adoramos. Há muitos bares e restaurantes gostosos e muitas, mas muitas lojas interessantes. Santiago, de uma forma geral, nos pareceu muito boa para se viver; o povo é educado e simpático. A cidade é limpa, cuidada e não parece ser perigosa. E as estradas do Chile – pelo menos todas as que percorremos – são excelentes, o que, claro, conta pontos a favor da capital.

5º dia no Atacama – retorno a Santiago

Na manhã do 5º dia em que estávamos em São Pedro, passeamos pela cidade, fotografamos o exuberante Licancabur (primeira foto, encoberto por grossas nuvens), deixamos nossas calças jeans para lavar, mandamos mensagens para a famí­lia e até cogitamos em postergar a viagem de volta. Afinal, não tí­nhamos tido a oportunidade de fazer o passeio astronômico, em razão do mau tempo e, bem, estávamos (talvez eu mais) um pouco saudosos de deixar a cidade.

Todavia, depois de conversar um pouco, concluí­mos que valeria a pena retornar í  Santiago e aproveitar um pouco mais da cidade da qual também ficamos fãs. Destino decidido, almoçamos este pratão aí­ da foto, pegamos nossas calças jeans e rumamos para a rodoviária.

Vale ressaltar que no dia em que viemos embora, passamos em uma drogaria que nos pareceu servir especialmente aos habitantes da cidade de São Pedro e não aos turistas. Pois bem, na parede do estabelecimento havia um grande banner e nele havia informações sobre a existência de minas terrestres na região do Atacama. O banner explicitava as espécies de minas, como reconhecê-las, o perigo de encontrá-las e as precauções devidas. Ficamos nos entreolhando com cara de espanto, mas não tivemos a coragem de perguntar nada, pois o dono da loja, ao perceber nossa curiosidade, não mostrou nenhuma receptividade, o que nos deixou sem jeito. Restou, então, a curiosidade e o arrependimento por não termos sido mais cara de pau. Ou melhor, fomos educados e sacamos que o assunto era meio tabu; não estávamos ali para incomodar ninguém.   

 

Mais fotos do pôr-do-sol no Atacama

Nos despedí­amos do Atacama e fomos presenteados por este lindo pôr-do-sol.

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