um blog sobre todas as coisas em geral

Autor: Ela Page 118 of 119

Enquanto isso…

…no zoológico de Santiago:

Evite acidentes

Este é um Zoo muito especial. Esta foto, embora não mostre a diversidade de animais presentes no Zoo da cidade, serve para nos lembrar – de forma bem humorada (para nós, que entendemos um trocadilho) – de colocar mais coisa sobre este incrí­vel lugar, bem no meio do Serro São Cristóvão.

Pratos do fim de semana

Experimentamos dois novos pratos neste fim de semana. No sábado comemos um vatapá vegetariano, servido com arroz verde (com brócolis) e vinagrete. O vatapá veio separado, numa cumbuquinha. Não consegui distinguir bem os temperos utilizados, mas creio que seja um creme de abóbora com castanhas de cajú trituradas, curry, pimenta vermelha, talvez gengibre. Os demais temperos/ingredientes não consegui perceber. Meio salgado o preço, mas foi bacana.

No domingo comemos uma lasagna um pouco diferente. E esta foi em casa. Pouca massa e o recheio lembrando as receitas orientais: carne de boi fatiada bem fininha, cogumelos frescos, salsão, cenoura, além do molho branco com a tí­pica pitada de noz moscada. Diferente e deliciosa.

Vista de Santiago

Serro São Cristóvão

Esta é a vista de Santiago do Serro São Cristóvão. Neste dia, ali mesmo de onde a foto foi tirada, experimentamos mote com huesillos e comemos biju, igualzinho aos que são vendidos em sinal de trânsito. O mote com huesillos merece um post todo seu, com direito a foto e tudo o mais. Mas vou deixá-lo para quem realmente se deliciou com a iguaria chilena.

Biju

Mote

Depois das aventuras gastronômicas, descemos o serro de bondinho e fomos passear pela Providência.

A viagem para Calama – parte 2

Café

Acordamos cedo, recebemos o café da manhã – nescafé, bolo, doce de pêssego – e logo depois fizemos uma parada em Antofagasta. Descemos, mas a rodoviária estava lotada e, como já nos tinham avisado para ficar de olho nas saí­das dos ônibus, que não costumam esperar passageiros retardatários, não nos aventuramos muito, retornando logo aos nossos lugares.

A estrada já estava bem vazia e já dava pra ter um idéia do que é uma região inóspita. Você não vê um posto de gasolina, nao vê muitos carros. Apenas terra, areia, montanhas.. quase sem vegetação.

Bem, neste dia, pelo menos pra mim, a viagem voou. Quando vi, já estava em Calama. Lá, compramos passagens para São Pedro do Atacama. Como as cidades ficam a pouco mais de 100 km de distância uma da outra, há inúmeros ônibus durante todo o dia. É muito simples; esperamos pouco mais de uma hora apenas e já estávamos indo a São Pedro.

Legal lembrar que foi em Calama que nos demos conta de quantos estrangeiros visitam o Atacama. Mais tarde verí­amos também que a quantidade de brasileiros é incrí­vel e que, sim, é bom encontrar patrí­cios em terras estranhas. Eles são como nós.

A viagem para Calama – parte 1

Valle

Saindo da Concha Y Toro, passeamos pelo Valle Del Maipo, mencionado em um dos posts anteriores. O lugar é uma espécie de Macacos ou Serra do Cipó. Pelo que vimos, muita gente de Santiago tem casa de campo lá, o que ocorre também na região de Vií±a Del Mar. Retornando í  capital, fomos a um dos seus grandes shopping, comemos e fomos descansar. No dia seguinte partirí­amos para Calama.

Nesta ocasião, ainda estávamos instalados no Hotel Paris, no centro. Uma das poucas coisas boas do lugar é que tí­nhamos internet a qualquer hora do dia. Então, na manhã seguinte, tomamos café no hotel – nescafé, leite, pão, geléia – mandamos emails para a famí­lia e o moço da locadora de carros, ao buscar nosso Suzuki, nos deu uma carona até a rodoviária.

Bem, aqui começa nossa viagem rumo ao Atacama.

Chegando na rodoviária, conhecemos o tal cama premium da TurBus, que é, realmente, super bacana. Não fico mais chateada por não termos este tipo de poltrona aqui no Brasil porquê nossas estradas só não são piores que as da Bolí­via. No Chile é diferente. As estradas são excelentes, o que torna a viagem gostosa.

Abacate

No serviço da cama premium você recebe travesseiro, cobertor, fones de ouvido para acompanhar os filmes, além das refeições, compostas de sanduí­che, refrigerante, doce de pêssego ou maçã. O rodomoço, lá pelas 23:00 hs, nos ofereceu um colchãozinho para estender por sobre a poltrona, fechou as cortinas e desligou a tv. Só fizemos duas paradas: em La Serena e em Antofagasta, a cidade que sofreu com um terremoto em 2007.

Pací­fico

Mas o mais bacana de tudo é a paisagem. De iní­cio viajamos por um bom tempo margeando o pací­fico pela rota Panamericana. Eu fiquei maravilhada com o por-do-sol no mar. O céu vermelhinho, um sol gigante… muito lindo. E, junto a isso, a expectativa do deserto. Passamos por várias cidadezinhas costeiras e a estrada, í  medida que se afastava de Santiago, se tornava um pouco mais vazia.

Por do sol

Quando abandonarmos a rota Panamericana já era tarde da noite e a janela do Turbus deu lugar a um sono entrecortado, porém perfeito.

Mais sobre a Concha Y Toro (a versão dele)

Experimentando o vinho

Como Ela já disse, a viní­cula é bastante bonita; mas… a coisa é bastante, digamos, pasteurizada. O guia te leva a um vinhedo bem próximo í  sede e te serve uma taça de vinho. De cara ele te diz que aquela taça é sua (que bom, afinal a entrada é um tanto quanto salgada). Depois disso, ele te leva a uma espécie de pátio e serve outro vinho, repetindo uma explicação bem rasteira sobre a qualidade da uva e o tipo do vinho.

Barris

Por último, você entra com uma turma para o local de armazenamento dos vinhos com rótulo Casillero del Diablo. Um climinha sombrio é montado e você ouve a explicação do mito em torno daquele tipo especí­fico de vinho. Quando esta parte termina, você vê onde o suposto diabo está aprisionado (uma coisa bem interessante, porém, como disse, pasteurizada) e é só. Próximo passo? A lojinha!

O veredito da visita é: Vale a pena? Em termos. Não espere muito e procure ir de carro, pois se você explorar os arredores da viní­cula, conhecerá paisagens de cair o queixo. De van numa excursão ou no tal trem do vinho, isso não acontece. É aquele tipo de coisa que você faz para não voltar para casa dizendo que não fez. Bem semelhante ao mercado central… Mas este fica para outro post.

Temperada pela natureza

Estava pensando em como a beringela/berinjela é versátil e em como a utilizamos constantemente em casa. Pesquisando na net, li que é digestiva e laxante, sendo um fruto (como o tomate) muito rico em nutrientes. Normalmente a comemos em conserva ou assada no molho de tomate.

Ela pode ser colocada (picada miúda) no molho í  bolonhesa. Vai cozinhar, sumir e encorpar de um jeito saudável o prato. A dica é boa para quem quer reduzir a quantidade de calorias da refeição.

De qualquer forma, iniciei o assunto justamente para compartilhar a receita da pasta de beringela defumada que fiz hoje, enquanto terminava o almoço. A receita é tão fácil que vale a pena.

Basta que você finque a beringela em um garfo ou faca, levando-a í  chama do fogão até que fique bem macia por dentro. A casca pode queimar, não se preocupe. A queima da casa, inclusive, é que confere o gostinho de defumado í  pasta. Quando a beringela estiver bem macia e a casca bem queimadinha, retire a polpa e a triture com alho, sal e azeite. Fica uma delí­cia com pão árabe e pasta de grão de bico.

Pra quem não tem muita experiência com a beringela, lembre-se que ela combina bem com: azeite, alho, tomate, queijos, azeitona, alcaparras, cebola, tomate, orégano, shoyo.. e com mais o que der na telha.

A Concha Y Toro

Não sei porquê cargas d’água resolvemos visitar a Concha Y Toro após o almoço, ou melhor, após um Mac Minhoca dos grandes e num dia de imenso calor. Calma aí­. Não tí­nhamos o hábito de comer este tipo de comida. Enquanto estivemos no Chile comemos tudo quanto era comida tí­pica.

Já começávamos o dia com um bom pan de pascua ou um pan amasado com geléia. Depois.. empanadas, pollo, porotos verdes, pastel de choclo.. Papas fritas, então… nem se fala! No Atacama também comemos vários pratos diferentes, de modo que nunca poderemos ser acusados de preconceito alimentar. Ocorre que, neste dia, estávamos (isto mesmo, os dois) sofrendo as conseqí¼ências de uma pequena complicação intestinal e resolvemos almoçar algo familiar.

Sede da Concha Y Toro

Então, depois de um bom sanduí­che, numa tarde bem quente, fomos í  Concha Y Toro degustar alguns vinhos.A viní­cola é bastante bonita; tem uma sede linda, um casarão estilo década de 50. O que nos decepcionou um pouco é que você não vê o vinho sendo produzido. O guia te leva a uns vinhedos, explica a origem da empresa, que é gigante, diz algumas gracinhas como é comum em passeios guiados… e fica nisto. Você degusta 3 tipos de vinho. Um branco e dois tintos, sendo um destes, claro, o Casillero del Diablo.

Uvas

Como disse, estava muito quente e, pelo menos pra mim, um dia não muito propenso a vinhos, de modo que acabei jogando fora – disfarçadamente – o resto da terceira taça. Mas é legal o esquema que eles montaram para promover o Casillero del Diablo. Há uma adega climatizada abaixo do solo e lá eles fizeram uma espécie de cela onde o demo encontra-se aprisionado. Mas, sério, achei meio engana turista o passeio na Concha Y Toro. Muito caro, muito rápido e pouco a se ver.

Mas valeu, principalmente pela região onde se localiza a viní­cola, que é muito bela. Fiquei imaginando aquilo ali no inverno, que maravilha deve ser. Há glaciares e montanhas muito, mas muito bonitas. Da Concha Y Toro trouxemos as taças da degustação, sob meus protestos. Eu achava que não resistiriam ao resto da viagem e que seria bobeira ficar pra cima e pra baixo carregando aquela sacolinha maleta.

Mas no fim, apesar da trabalheira que alguém teve (não fui eu), deu tudo certo e agora, de vez em quando, tomamos um vinhozinho nas taças chilenas.

Voltando à  nossa viagem ao Chile

Um dia antes de irmos a Valparaí­so e Vinã del Mar, fomos a uma estação de metrô de Santiago e, lá dentro, em uma das agências da TurBus, compramos nossas passagens para Calama. De Calama comprarí­amos passagens para São Pedro do Atacama, a cidade que serve de apoio ao deserto do Atacama.

Em verdade, quando fomos í  procura das passagens, querí­amos partir logo rumo ao norte do paí­s, mas para que viajássemos na chamada cama premium tivemos que esperar mais alguns dias.

A cama premium é uma poltrona que praticamente vira uma cama, muito confortável e necessária se você vai viajar – como viajamos – por aproximadamente 1700 km. Em cada ônibus premium há apenas 6 poltronas assim, situadas no primeiro piso do veí­culo. No segundo, há cadeiras clássicas. A passagem não é barata; se não estou enganada, é praticamente o preço do avião. Mas querí­amos (eu, principalmente) conhecer o interior do Chile e esta seria uma maneira legal. Pois então, como são poucas as camas premium, não havia passagens para aquele dia.

Acho que estivemos na agência em uma segunda-feira e compramos passagens para a quinta. Logo, se não fiz confusão com os dias, passeamos por Santiago na segunda (a pé e de metrô; depois, í  tarde, contratamos um carro para a terça-feira), fomos a Valpa e Vinã na terça e, na quarta, estivemos na Concha Y Toro, situada no belo Valle del Maipo.

Falo mais sobre a TurBus quando contar sobre a viagem rumo ao Atacama. Fiquemos, por ora, com o passeio í  Concha Y Toro e com uns pequenos incidentes alimentares.

A Cidade do Sol

Inicio hoje a leitura de A Cidade do Sol, de Khaled Hosseini. Não há quem não saiba que ele é também o autor de O caçador de pipas.

Como não li este último livro – apenas vi o filme – não tenho nenhuma referência direta do escritor, apenas boas expectativas. Tive a notí­cia de que também já foram vendidos os direitos de filmagem deste novo romance; vamos ver no que vai dar.

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