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Categoria: Nossos gêmeos Page 10 of 12

Frio não combina com neném..

Eu sempre amei o frio.

Mas agora, com dois bebês em casa, tem como gostar da estação das gripes? Porque gripe de bebê não é uma gripe qualquer.

Bebê não sabe assoar o nariz. Não sabe que o soro é um simples soro. Não sabe que é preciso se hidratar mais. Não entende que o mal estar vai passar.

E aí­ temos os dois Bolotas com narizinhos entupidos,  escorrendo, corpinhos com mal estar.

Sábado mesmo nossa Menina dormiu a noite inteira no Bebê Conforto, para aliviar a congestão nasal. E mesmo assim passou a noite acordando, afogadinha. E o pior é que a Bichinha não aceita o soro sem um dramalhão daqueles. Ela se debate, grita, chora.  Tem como não sofrer junto?

Se pudéssemos livrá-los de todo o mal o farí­amos sem pensar duas vezes. Mas como não podemos, vamos driblando a situação.

E dá-lhe janelas abertas, passeios ao ar livre, água de côco, soro fisiológico e muita paciência. Até a gripe passar.

Filhos gêmeos – quem precisa de babá? Ou mãe de gêmeos x babá, um relacionamento necessário

Quando nossos bebês saí­ram da UTI Ele ainda tinha uma semana de férias. Como eu já estava sem trabalhar, pudemos ficar os dois, a sós, por sete dias, cuidando dos meninos. Apanhamos um pouco nos primeiros momentos. Parecia que não darí­amos conta, especialmente em razão da prematuriedade. Ambos estavam com quase 2 meses de nascidos e pesando apenas 2 quilos.

Durante esta semana comecei a procurar alguém que pudesse me ajudar e uma conhecida me indicou uma sra, que começou a ser a babá dos gêmeos exatamente na segunda-feira em que Ele retornou ao trabalho.

Nossa babá tem sido um grande apoio na lida com os bebês desde então. Meu estranhamento com a situação é que eu não tive e não tenho ainda, pelo menos nos dias úteis, aquela privacidade, aquela liberdade, que toda mãe deseja ter com seu bebê.  Já no iní­cio me sentia muito incomodada quando ia amamentar as crianças e havia alguém sempre ali. Claro que eu me recolhia, saí­a de perto da babá e buscava meu conforto. Mas a pessoa continua ali, dentro de sua casa, sabendo de seus horários, de suas manias, de suas implicâncias.

E, por mais que ela seja  gente boa, não é da famí­lia. Talvez outras mães tenham ou tiveram melhores experiências e conseguiram um laço de intimidade com sua babá. Eu não. Ela continua sendo uma estranha, com a qual não gosto de compartilhar muitas coisas.

í“bvio que ela sempre foi e é boa com meus bebês. Eu estou 100% do tempo em casa e vejo isto. Se não fosse não estaria mais comigo. Os meninos gostam quando ela chega; ficam felizes. É uma relação bacana.

Aí­ eu acho que o problema mora exatamente no fato de eu estar constantemente presente. Vejo mães que  trabalham fora e não se incomodam tanto com suas babás. Mas eu não. Eu acompanho tudo o que ela faz e aí­.. claro… sempre acho que eu faria melhor.

Alguém, então, poderia se questionar: “porquê, se tanto te incomoda, você não cuida sozinha de seus filhotes?”

Olha, mães de gêmeos, em geral, dependem de ajuda, principalmente nos primeiros meses. São dois bebês com fraldas sujas, dois bebês com fome, dois bebês com sono, precisando de banho.. Quase sempre ao mesmo tempo. E aí­, se você tem um pouco de condição, vai querer uma ajudante. Eu até já li  alguns depoimentos de mulheres que fazem questão de ficarem a sós com os bebês. Para estas eu tiro o chapéu, pois uma criança só já nos consome bastante. Imagine duas da mesma idade.

Um agravante no nosso caso é que moramos em prédio sem elevador. Então não é nada viável sair para um passeio sozinha com dois bebês. O carrinho de gêmeos também não entra confortavelmente em qualquer elevador ou passa em qualquer corredor de prédio. Enfim, sempre é necessário alguém para ajudar com as crianças.

Pode parecer bobagem para quem não passou pela situação, mas é muito, muito chato, estar com seus filhos no colo e não ser independente, não ser livre para o que der e vier.

O bom é que o perí­odo de maior dependência é relativamente curto, ou seja, até que os gêmeos  possam caminhar com firmeza.  O trabalho (logicamente)  não será menor, mas pelo menos poderemos os três sairmos de casa sem precisar de ajuda, o que já vai ser muito bom.

Enfim… quando falamos em filhos, desde a gravidez surgem questões práticas (í s vezes muito chatas)  com as quais temos que lidar e, nestes casos, normalmente cabe a máxima do “vai passar..”.

E passa mesmo.

Carnaval e novas gracinhas

No último post escrevi sobre as aventuras linguí­sticas da Bonequinha. Ele não ficou atrás e, menos de uma semana depois, começou também a balbuciar dadá. Foi mais uma vez aquela festa, principalmente porque ao final da brincadeira ambos estavam falando, juntos.

E as gracinhas não param. Ele começou a piscar os olhinhos ao nosso pedido e faz um charminho lindo quando ganha beijinhos da mamãe. Ela anda cheia de vontades e a gente ri para não chorar… Volta e meia se recusa a se deitar ou sentar. Finca o corpinho, quer ficar em pé e que fiquemos em pé também, para que veja melhor a paisagem.

Enfim… cada dia mais apaixonantes..

Neste último sábado, na hora do almoço, fizemos programas diferentes com os bebês. Pela primeira vez o Toquinho foi a uma pizzaria e ganhou a beiradinha da pizza para chupar. Ela, por sua vez, ficou brincando com a vovó, já que está gripadinha, com o peito cheio, e fazendo nebulização. Primeira gripe dela; perdeu o apetite e tudo o mais, mas já está melhorzinha.

Depois, quando í­amos para casa, já com os dois e vovó, vimos passar um bloco carnavalesco. Achei que fossem se assustar com o barulho, mas não. Ele ficou todo animado com o batuque. Ela não riu, mas também não chorou. 🙂

Em casa, vovó nos ajudou a preparar o almoço comemorativo de domingo e os xodozinhos dormiram que nem anjos, cansados do dia cheio de atividades.

Dadá!

Hoje nossa pequena nos surpreendeu balbuciando lindos dadás. Ficamos bobos, apaixonados.. 😉

Enquanto jantávamos colocamos os dois em seus respectivos cadeirões. Eles ainda não ficam firmemente sentados, mas o cinto de segurança permite que os deixemos um pouquinho assim.

Então.. durante nosso lanche oferecemos alguns biscoitinhos de polvilho. Ela comeu com mais destreza; ele alegrou as cachorrinhas, deixando cair vários alguns pedaços..

Terminado o lanche, o papai ficou tomando conta dos dois enquanto eu tomava um rápido banho. E quando eu saí­ já ouvi a falação na sala.

Papai (embalando o Rapazinho do Cabelinho Espetado, que já dormia) e Pequenina batiam um papo pra lá de animado. Era dadá pra lá, dadá pra cá. A coisinha mais linda do mundo.

Papinhas salgadas

Hoje é dia 28 de dezembro e há exatos 6 dias estamos dando papinhas salgadas para os meninos. E, puxa vida, como é divertido! Nos primeiros dois dias fiz uma papa de batata, cenoura, músculo e espinafre. Depois usei chuchu no lugar da cenoura (mantendo o restante dos ingredientes) e a comidinha ficou mais verdinha. Eles adoraram, mesmo porque refoguei cebola em um pouquinho de óleo e temperei a papa, que ficou bem gostosinha.

Ontem e hoje, em razão de nossas férias e a distância da cozinha, dei papinha Nestlê de beterraba e caldinho de feijão e eles comeram toda a porção. Achei muito engraçado porque parece que eles preferiram a comida menos salgada e mais homogênea, ou melhor dizendo, mais triduradinha.

Amanhã farei 2 tipos de papa, para duas refeições, e pretendo usar cará, abóbora, abobrinha, peito de peru… Enfim, vou variar um pouco o cardápio. Ficando bacana dou a dica por aqui.

Olhares…

Ontem, dia 16 de dezembro, constatamos pela primeira vez nosso bebezinho curioso, olhando a irmãzinha por entre as grades de seu berço. Eu entrei no quarto, mexi nas coisas, e ele nem tchuns pra mim. Ficou todo o tempo observando a irmã, que se mexia distraidamente em sua caminha.

É muito lindo ver irmãos gêmeos se identificando, se conhecendo. Invariavelmente, quando seus olhos se encontram, vemos sorrisos gostosos. Parece que eles se entendem de alguma forma e combinam um futuro de muitas brincadeiras e amizade.

Eles estão com 6 meses e 10 dias. Para nós, parece que sempre os tivemos.

Liberada a papinha de frutas!

Bom, ontem, dia 21 de novembro, estivemos na pediatra dos meninos. Eles estão ótimos, com um excelente desenvolvimento; ela com 5.350 e ele com 5.650 kg. A boa nova é que a médica liberou geral a papinha de frutas, que agora vai substituir uma mamada da parte da tarde.

Então! Começamos ontem mesmo, com maçã raspadinha. Foi engraçado porque nenhum dos dois rejeitou a frutinha, mas ele estava tão impaciente com a colher indo e vindo que danou a chorar. Sempre tomou mamadeira e o fluxo de leite é contí­nuo. Porque raios agora ele teria que esperar a colher indo até o prato? Aí­, lógico, dei uma mamadeira. Ela aguentou melhor e comeu um pouco da papinha, mas depois de um certo tempo também ganhou leite. Quem não chora…

Hoje, com ele, foi a mesma coisa. Ficou muito impaciente com a bananinha prata amassada e não tardou a abrir o bué. Não quis insistir e dei logo o leite. Tento novamente quando a barriguinha não estiver vazia.

Ela comeu quase meia banana prata. Achou uma delí­cia. É claro que ainda tem um pouco de dificuldade, bota um tiquinho pra fora, mas já está se inteirando do que trata o esquema colher/pratinho.

Enfim, uma delí­cia ambas as experiências. Tanto a com ele como a com ela. Cada um a seu modo já estão aprendendo as maravilhas da boa mesa.

😉

Tem como ser mais charmosa?

Olha o detalhe no bracinho dela!

Tem como não apertar?

A falta que faz..

O ano de 2010 foi um ano emblemático pra mim. Conflitos profissionais, dúvidas, escolhas.. notí­cias avassaladoras, tristezas e alegrias andaram juntas. O contentamento veio apenas no finalzinho. Descobri minha gravidez (e de gêmeos). Preparamo-nos para uma nova vida.

Mas um acontecimento marcou e fez com que muitas expectativas fossem tolhidas. Sem volta. Foi a morte de meu pai.

Eu nunca havia perdido alguém tão próximo. Era feliz por ter a famí­lia toda por perto. Mas um câncer devastador não perdoaria um homem já idoso e, por mais que ele fosse forte como um touro, não pôde resistir.

E aí­ veio a notí­cia dos meninos, junto com a lembrança de que ele era simplesmente louco para ter filhos gêmeos. Ironias da vida.. coincidências..

Volta e meia me pego pensando nele. Era o pai severo, durão, mas que estaria ali pelos filhos, acima de qualquer coisa. Um bom pai.

E aí­ também me lembro dele como avô: outra pessoa. Um sujeito que adorava nenéns e que fazia vozinha meiga ao falar com eles. Um homem que contava histórias e que queria lhes ensinar o gosto pela ópera. Fazia a vontade dos netos í  sua medida e era, sim, muito carinhoso.

Olho os meninos e sei que para eles nunca existirá uma sensação de falta. Verão um retrato, mas nunca conhecerão o homem. Escutarão histórias, mas serão somente histórias..

Sempre fico imaginando como ele reagiria a esta ou aquela gracinha dos bebês. Quase ouço sua voz falando com eles. Ele estaria muito feliz e orgulhoso, tenho certeza.

Infelizmente pra mim restam as expectativas frustradas. Consequências da morte..

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