A cada dia que passa vejo mais e mais almas-de-gato em Belo Horizonte. Já ouvi relato que eles, mansos como pombas, estariam até vindo comer pipocas ao solo.
Foto tirada na Praça da Liberdade, dia 13 de abril.
A cada dia que passa vejo mais e mais almas-de-gato em Belo Horizonte. Já ouvi relato que eles, mansos como pombas, estariam até vindo comer pipocas ao solo.
Foto tirada na Praça da Liberdade, dia 13 de abril.
Sempre tive curiosidade em ler Kafka, especificamente sua Metamorfose, mas sempre achei que seria uma leitura difícil, penosa. Mais a mais, dei preferência a autores mais familiares, uns mais clássicos, outros mais populares. E Kafka ia ficando pelo caminho..
Num belo dia, por um acaso, Ele traz pra casa Oscar Wilde, Platão, Kant e… Kafka, pondo um fim ao antigo desejo.
Li A Metamorfose, Carta a meu pai e o conto O artista da fome. Inicialmente não compreendi nada do universo de Kafka. A Metamorfose é um livro pra baixo, depressivo. A linguagem utilizada é simples (pelo menos a tradução que li), porém seu conteúdo é tão denso que chega a causar mal-estar.
O que ocorre é que quem lê Kafka sem conhecer um pouco de sua biografia não entende bem as razões pelas quais há este peso em sua escrita. Depois que li um pouco a respeito de sua vida e também li Carta a meu pai, pude compreender um pouquinho o espírito do escritor. Ele é um atormentado pelas relações familiares e descrente do homem. Como não poderia deixar de ser, tais características são refletidas em seus textos e seus leitores, bem, não ficam impunes.
Fato é que me assustei com Kafka, pelo menos a princípio. Me pareceu muito frustado e surreal. Mas agora, depois que ingressei em seu universo nonsense, resta-me compreendê-lo e ler mais alguns de seus escritos. O Veredicto e O processo estão na minha lista.
E então chegou o dia do show.
Apesar da forte chuva que atrapalhou a vida de muitas pessoas na tarde de domingo, chegamos a tempo de ver um excelente show. A banda tocou muito bem e não deixou barato. Comparado aos mais recentes shows que fomos no mesmo local (Pet Shop Boys e Faith no more), o do A-ha foi o que mais gente levou ao Marista/Chevrolet Hall.
Teve de tudo. As músicas do disco novo (que é muito bom, por sinal) e os grandes hits.
A grande ocupação do local foi boa e ruim ao mesmo tempo. Boa pois mostrou do que o A-ha é capaz; ruim porque acabamos ficando um pouco mais distantes do palco que gostaríamos.
Isso não foi, no entanto, um impedimento para que fizéssemos alguns vídeos do show. Apesar de o vídeo não ter a melhor qualidade, o áudio está bem bacana. Assista nossos vídeos e diga-nos o que achou.
Foot of the mountain
Scoundrel days
The blood that moves the body
Move to Memphis
Stay on these roads
Cry wolf
Crying in the rain
Como disse, o show foi ótimo! Colocou o dia 14 de março de 2010 em nosso calendário de datas marcantes.
Além dessas músicas, os caras tocaram “Early morning”, “Manhattan Skyline” e a indefectível “Take on me” (no segundo bis!). Uma pena que a bateria e o cartão do celular não aguentaram o tranco…
Apenas sentimos falta de “You are the one”. Acho que, se eles tivessem tocado esta música, certamente seríamos transportados de vez para a década de 1980…
Querendo, dá pra fazer do Subway uma opção saudável de lanche fora de casa. É só escolher os ingredientes mais leves, de preferência montar um sanduba sem carne, e optar por um suquinho ou um chá. Não estou dizendo que á coisa mais saudável do mundo, mas, vá lá: é um lanche fora de casa!
Eu só não sei o porquê quando vamos lá sempre comemos o Subway Melt, o que leva queijo gordo e, bem, bacon.
Delícia.
Só pra constar, estou bastante ansiosa esperando pelo show do A-ha no próximo domingo. Imagine que eu tinha 13 anos (idade crítica) quando o Morten esteve no Rio em 89. A fita com a gravação do show – que passou ao vivo na Globo – quase furou.
Depois, quando eles vieram a BH, lá estava eu no Mineirinho, com uma amiga, na maior empolgação. Neste vídeo, de 1991, vocês podem me ver aos 15 anos. Eu sou esta aí, grudada no palco, bem aos pés do Morten.
Enfim… esperando por domingo e imaginando como vai ser uma delícia reviver esta época ao lado d´Ele.
Espero ouvir, dentre outras..
Living a boy´s adventure tale
Foto tirada em 1991, na porta do Hotel Othon, quando do primeiro show do A-ha em Belo Horizonte.
Ficamos muito, mas muito tristes com o terremoto que assolou o Chile na semana passada. Em 2008 estivemos lá e foi uma experiência fantástica. Visitamos Santiago e depois fomos ao deserto do Atacama, um dos lugares mais maravilhosos do mundo na minha opinião.  Quando retornamos a BH  relatamos passo a passo nossa viagem. Postamos muitas fotos do deserto, das lagunas, do salar, dos geiseres… Falamos da comida chilena e dos chilenos, claro. E hoje, vasculhando os arquivos passados, dei com este post. Achei interessante revivê-lo para mostrar como este terrível evento natural é encarado pelos chilenos.
Enfim, agora é torcer para que cada indivíduo afetado pelo terremoto possa se reerguer e que o Estado possa recuperar suas forças e finanças para voltar a ser como antes. É o que gente deseja a este país que tão bem nos recebeu e que ainda nos terá por suas terras – espero que em um tempo não muito distante.
O texto e as fotos  abaixo foram postados em 17 de abril de 2008.
Um dos guias que tivemos no Atacama foi o Patrício, que aparece neste vídeo de 2007 durante o terremoto que atingiu o norte do Chile. Ele nos deu algumas informações sobre os tremores de terra que assolam diariamente o país. De acordo com ele, o chileno está acostumado a este tipo de evento e nos falou a respeito de um ditado popular do país segundo o qual o chileno só morre de doença de chagas, tiro e mulher.
Ou seja, os tremores de terra e terremotos podem até assustar, mas não tiram o sono de nenhum chileno, o que é normal quando se é obrigado a conviver com este tipo de coisa, vide o cotidiano de milhares de pessoas no mundo inteiro que se vêem obrigadas a continuar na luta mesmo em época de guerras ou calamidades naturais de toda espécie, o que pode ser bem pior que um tremorzinho de terra.
Pra quem é turista, porém, o buraco é mais embaixo e não dá pra não ficar assustado quando, a todo tempo, se é lembrado de que a terra pode dar uma sacolejadinha. Em Vinã del Mar, em cada esquina, nos deparamos com placas alertando para rotas de fuga em caso de tsunamis. Já em Valparaíso, ao entrarmos no ascensor, tivemos a grata surpresa de ler o aviso abaixo.
De toda forma, mais importante é ter informação. Tremores de terra ocorrem sempre, quase que diariamente, segundo o Patrício. Eles são suaves e quase imperceptíveis. Já os terremotos ou sismos são mais fortes e ‘sabe-se deus’ quando e com qual intensidade podem ocorrer. Se você estiver em área descampada, como no Atacama, o risco de ser soterrado é pequeno. Mas, em Santiago, com tantos prédios í volta, não sei não.
O lance é torcer pra não ser na sua vez.
Nestas férias de janeiro lemos um bocado.
Eu li O Hobbit e Noturno durante o mês de janeiro, enquanto Ela leu O ensaio sobre a cegueira, Noturno e Civilizações extraterrenas.
Bem, sobre Noturno posso dizer que trata-se de um livro feito para virar filme. E tem tudo para virar um excelente filme. A história é a primeira de uma trilogia de terror que trata do tema dos vampiros e de como eles (até o momento) estão conseguindo tomar conta do planeta. O texto é bem dinâmico. Um verdadeiro e merecido best-seller escrito por Guillermo del Toro e Chuck Hogan que nos deixa curiosos do início ao fim. Diversão garantida com uma abordagem contemporânea bem interessante de um tema fácil de virar cliché. Nas mãos deles não virou, ainda bem.
O Hobbit é um clássico. A leitura é motivada pela notícia da produção do filme que conta com Guillermo del Toro (um dos escritores de Noturno) na direção. Obra de leitura mais fácil e agradável do que a trilogia de O Senhor dos Anéis, mas igualmente excitante, relata as aventuras de Bilbo Baggins quando ele ainda era jovem. Ou seja: bem anterior aos acontecimentos de OSDA. Na minha opinião é um livro mais desleixado… Quem – como eu – leu OSDA mais de uma vez sempre acha uma ou outra incongruência entre as tramas. Nada que atrapalhe, mas mostrando nitidamente que foram escritas de maneira independente.
Enfim, ficam as minhas indicações para quem gosta de ficção e terror: O Hobbit e Norturno.  O ensaio sobre a cegueira já foi analisado por mim em suas versões livro e filme. Agora deixo para Ela suas reflexões, como também acredito que o fará em relação ao livro do Issac Azimov, Civilizações extraterrenas.
No dia em que fomos ver o filme “A fita branca”, no cine Belas Artes, ficamos batendo papo no café que divide espaço com as salas de exibição. Com um pouquinho de fome, resolvemos pedir algo para beliscar. Veio o cardápio e, ao invés dos costumeiros pães de queijo, resolvemos inovar e experimentar um dos pratos do local. Ele escolheu os “rolinhos de abobrinha com tomates secos e mussarela”.
Sim, eles estavam gostosos, mas eu fiquei surpresa com a quantidade oferecida. Foram 10 rolinhos, mas cada um deles muito pequenininho. Depois que já havíamos comido 5 tirei a foto para vocês verem do que falo.
Deve-se levar em conta que os pratos pretos ao lado dos rolinhos são pratos pequenos, que sequer usamos dada a rapidez com que os rolinhos se foram. 🙂
Poxa, não achei que valeram a pena. Foram R$16,00 por umas fatias de abobrinha enroladas em pedaços muito pequenos de tomate e queijo. Fazendo justiça com quem preparou o prato, devo dizer que o sabor estava muito bom. O molho estava ótimo, a abobrinha estava no ponto (nem dura nem molenga) e o temperinho também estava ok.
Só ficamos com cara de tacho quando vimos a quantidade. Podiam caprichar mais no rolinho ou aumentar o número deles. Apenas isso.
No mais, como nem tudo é perdido nesta vida, peguei a ideia do prato e o farei aqui em casa. Mais farto, é claro. Mais farto.
Saladinha de última hora, feita correndo e com os restinhos da geladeira.
Tomates e pimentões grosseiramente picados, cogumelos fatiados, tomates secos, mussarela em cubinhos, passas e manjericão. Usei orégano, sal e um pouquinho do óleo do tomate seco como temperos.
Comemos com torradas e não é que ficou boa? Leve e gostosa, perfeita para este clima forninho.
Gosto do carnaval. Gosto dos bailes, dos sambas gostosos e das marchinhas antigas. Gosto dos compactos dos desfiles, da criatividade dos carnavalescos, da alegria da galera e dos corpos bem esculpidos (exageros fora).
Chato são as bebedeiras, as drogas e o sexo indiscriminado. Os milhares de acidentes de carro, as prisões e a violência que acompanha algumas festas e pessoas. Porquê, para alguns, carnaval é carnaval e o mundo pode acabar amanhã. Como se a festa fosse um grande ritual de exorcismo de todas as ‘urucas’.
Relembrando o passado, vejo que já aproveitei demais o carnaval. Viajei muito com as amigas para Diamantina e Tiradentes. Fui a bailes em clubes do interior. Tive como destino Ouro Preto e até Piúma, suportando a falta de estrutura, o calor insuportável, faltas de água, de luz, de dinheiro, de tudo. O que sobrava mesmo era um ânimo absurdo (que misteriosamente acaba na fase adulta).
Mas, enfim, a fase das “farras carnavalescas em cidades do interior†passa, mas resta-nos experiências não menos gostosas, principalmente se estamos com o namorado, o marido, os filhos… ou, para os solteiros, com os amigos e familiares queridos.
Neste carnaval faríamos uma viagem ‘visita-família’, mas confesso que as estradas nos fizeram desistir. As pessoas são muito imprudentes, muito irresponsáveis. E depois,  ficando aqui em BH poderíamos nos dedicar aos cinemas, aos restaurantes e aos encontros com a família, principalmente nesta época bicuda em que o tempo é nosso maior inimigo.
E está sendo muito bom ter ficado por aqui. Valeu demais pelo silêncio das ruas e pelo trânsito agradável. Não conseguimos ainda ir ao cinema, mas hoje, por exemplo, nos dedicamos aos pais e irmãos e fizemos um almoço bacana. E com aquele gostinho de ser segunda-feira e de não ter que ir trabalhar amanhã.
Para ilustrar este post vou compartilhar com vocês o macarrão que fiz, o carnavalesco caprese. Facílimo de fazer: você só precisa picar tomatinhos crus,  manjericão fresco e mussarela de búfala em uma vasilha. Basta temperar com azeite e sal a gosto e juntar o macarrão ainda quente.
O calor do macarrão dá uma derretida na mussarela e faz exalar o cheirinho do manjericão; os tomatinhos dão um toque adocicado delicioso e o azeite… nem precisa falar.
Sirva com uma carne de sua preferência e agrade a todos. Afinal, é carnaval. 😉
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