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Categoria: Gastronomia

Em busca do melhor sorvete

Em nossa viagem ao Chile, tivemos o prazer de sermos, voluntariamente, apresentados ao melhor sorvete que experimentamos até então. Em Santiago nos deliciamos diariamente (e, í s vezes mais do que uma vez ao dia) com sorvetes da Gelateria Bravissimo. Tudo começou com uma visita ao shopping center que fica próximo ao Mercado Central da capital chilena. Aquele passeio, que foi o segundo em nossa estada na cidade, marcou a viagem. Os sorvetes da Braví­ssimo são tão gostosos que decidimos que cada um de nós consumiria ao menos uma bola de sorvete a cada dia… E assim fizemos este delicioso esforço. Infelizmente, por mais que nos esforçássemos, não conseguimos esgotar a pluralidade de sabores em nossa estada no paí­s.

Desde que voltamos, colocamo-nos a buscar, em nossa cidade natal, um sorvete que fosse tão bom quanto o da Gelateria Braví­ssimo. Tentamos I Scream, Easy Ice, São Domingos, Salada, Nevada e Hí¤agen-Dazs; mas nenhum chegava aos pés… Vale ressaltar que o Hí¤agen-Dazs – por duas vezes – estava com aquele aspecto de que já havia sido descongelado e recongelado…

Hoje, em uma viagem, encontramos uma sorveteria que se mostrou quase tão boa quanto. Trata-se da Arte e Manha, que vende sorvetes artesanais em Cachoeira do Campo e em Amarantina. Simplesmente deliciosos! Para melhorar, além dos tradicionais sabores que todos nós adoramos (Chocolate, Ferrero, Brigadeiro, Trufado…) há também sabores diferentes que são deliciosos. Em poucas horas no local (km 68 da rodovia dos inconfidentes, que liga a BR 040 a Ouro Preto), experimentamos:

  • Pequi
  • Maracujá com manjericão e gengibre
  • Tangerina com manjericão e hortelã
  • Cupuaçu
  • Abacaxi com cardamomo
  • Figo
  • Fruta do conde
  • Rosas e hibisco
  • Brigadeiro
  • Tartufo (chocolate amargo)
  • Amarula
  • Uva, amora e jabuticaba
  • Ferrero rocher
  • Chocolate com pimenta

Após consumirmos ao menos uma bola de sorvete de cada um dos sabores mencionados acima (obviamente eu experimentei alguns e Ela, outros), concluí­mos que o meu preferido foi o de abacaxi com cardamomo. Mas o de rosas e o de chocolate com pimenta são algo fora do comum. Ela preferiu o de fruta do conde e o de figo, com igual destaque para o de maracujá com manjericão e gengibre.

Recomendamos mais que veementemente para que aqueles que estejam a caminho de Ouro Preto que experimentem esta sorveteria. Excelente!

Opinião dEla: Eles (a sorveteria Arte e Manha) se sobressaem em virtude da pluralidade de sabores; em termos de qualidade, embora muito bons, ainda não chegam a superar os da Gelateria Braví­ssimo.

Assino embaixo. E assim continua nossa busca pelo melhor sorvete. Ainda falta experimentarmos, em BH, sorvetes da La Basque e Blue Mountain. Mas agora, além da Gelateria Braví­ssimo, eles também terão que ser melhores que os da Arte e Manha.

Cacau Show decepcionando

Comprei, há alguns dias, na Cacau Show, duas caixinhas do Mint Dreams, aqueles chocolatinhos de menta que vem empacotados um a um, para comer com café. Pois bem, era para conter 20 unidades em cada caixa, mas í  medida em que fomos comendo os chocolates, encontramos problemas em 03 pacotinhos. Um veio com metade do chocolate, outro com um terço e o terceiro – pasmem – vazio.

Ou seja, encontramos problemas em 15% dos chocolates da primeira caixa.

Hoje, ainda com raiva, tentei o 0800 da empresa, mas o telefone encontra-se fora de serviço. Esta não é a primeira vez que isto acontece comigo. Já comprei a caixinha com mint dreams uma outra vez e o mesmo ocorreu, ou seja, imagino que o problema não deva ser desconhecido da Cacau Show.

Felizmente, há outras chocolaterias que também fabricam este tipo de chocolate aqui em Belo Horizonte. Terei o maior prazer em procurá-las.

A propósito, encaminhei este post para a empresa via email. Vamos ver se eles o responderão ou se o lance do FAC estende-se também a este meio de comunicação.

Sobre o Mote con Huesillos

Promessa é dí­vida. E estou aqui para quitar meus débitos acerca do tão falado Mote con Huesillos. O nome, como você já deve ter lido, deve-se ao fato de seus principais ingredientes serem o grão do trigo (mote) e o pêssego cozido (huesillo).

Eu preferiria dizer que são famigerados além de tão falados. Mas deixarei isso para você depois que experimentar um nas inúmeras carrocinhas que vendem a iguaria pelas ruas de Santiago.

Como dito, é uma bebida bem tí­pica e caracterí­stica do Chile (especialmente da região de Santiago – mas encontrada em todo o paí­s). Trata-se de um caldo onde foram cozidos pêssegos e grãos de trigo descascados que se bebe / come bem gelado, com o auxí­lio de uma colher, bem ao estilo sucrilhos.

Mas não se deixe enganar pelo estilo de se comer a coisa. O gosto nada tem a ver com qualquer comida ou bebida que você por ventura tenha experimentado em sua vida e que lembre sucrilhos. A coisa que mais se assemelha í  experiência de um mote con huesillos é – imagino – dar uma bela lambida nas costas de uma lhama daquelas bem sujas.

Mote

É isso mesmo. A cada colherada/gole, eu me sentia mais e mais inserido em algum tipo de curral imaginário onde lhamas, vicuí±as e alpacas estariam confinadas por alguns anos sem qualquer tipo de cuidado em termos de higiene. Ou seja: é ruim demais. Se você espera algo doce por causa do pêssego, esqueça. O mote é bem… digamos… peculiar.

Não desrecomendo a experiência de deliciar-se com um, entretanto. É bem barato e, qualquer impressão mais forte, basta jogar fora (o que eu não fiz). Por pior que tenha sido, posso dizer que já provei…

Procurando pela internet, achei mais uma pessoa que experimentou o tal mote con huesillos, além de também ter bebido o Bilz e o Pap – coisa que eu também fiz. Só que tenho opinião diferente com relação ao Pap. O Bilz é, realmente muito ruim. Já o Pap, é uma delí­cia… Lembra o gostoso Guarapan.

Obs: Quase todos que comentaram sobre o mote com huesillos disseram que gostaram da bebida. Realmente, acho que demos muito azar, pois adoramos sabores novos. Precisamos voltar ao Chile. E você, o que acha? Já experimentou?

Comida chilena

Fritas, ovo frito, filé acebolado e pão com alho. Para beber, água e pisco sour, que é uma bebida estilo caipirinha, ou seja, aguardente de uva (pisco), mais limão e açúcar. Não tenho dúvidas ser este o menu mais comum na mesa do chileno.

Obviamente, a comida chilena não se resume a isto. Em cada região do paí­s encontra-se uma variedade imensa de pratos, sabores e combinações. No Atacama, região de fortí­ssima herança indí­gena, comemos muita coisa gostosa e diferente: empanadas, cazuela de ave e de vaca, além dos deliciosos alfajores de algarrobo e pan de pascua. Houve outros pratos também (como uma espécie de sopa de canjica com legumes e coentro) mas infelizmente me falha a memória o nome. Em Santiago, além das tí­picas empanadas, comemos pastel de choclo, cogumelos e filés deliciosos.

Mas, enfim, o que eu queria com este post é dizer que em qualquer lugar que se vá no Chile (pelo menos do centro ao norte), você encontra um bom prato de carne (boi ou frango) com fritas e ovo, o chamado “a lo pobre”. Mas o forte dos pratos é o frango, encontrado em todas as esquinas, normalmente frito.

Procurando por receitas de pisco sour, acabei de ler que a groselha também é utilizada, o que eu não sabia. Nos falaram no Chile que você nunca deve comprar uma garrafa da bebida pronta, pois vem com muito conservante e não é muito gostoso. Você deve comprar o pisco e preparar a bebida, de forma caseira. É o mesmo que ocorre com a caipirinha.

Pratos do fim de semana

Experimentamos dois novos pratos neste fim de semana. No sábado comemos um vatapá vegetariano, servido com arroz verde (com brócolis) e vinagrete. O vatapá veio separado, numa cumbuquinha. Não consegui distinguir bem os temperos utilizados, mas creio que seja um creme de abóbora com castanhas de cajú trituradas, curry, pimenta vermelha, talvez gengibre. Os demais temperos/ingredientes não consegui perceber. Meio salgado o preço, mas foi bacana.

No domingo comemos uma lasagna um pouco diferente. E esta foi em casa. Pouca massa e o recheio lembrando as receitas orientais: carne de boi fatiada bem fininha, cogumelos frescos, salsão, cenoura, além do molho branco com a tí­pica pitada de noz moscada. Diferente e deliciosa.

Mais sobre a Concha Y Toro (a versão dele)

Experimentando o vinho

Como Ela já disse, a viní­cula é bastante bonita; mas… a coisa é bastante, digamos, pasteurizada. O guia te leva a um vinhedo bem próximo í  sede e te serve uma taça de vinho. De cara ele te diz que aquela taça é sua (que bom, afinal a entrada é um tanto quanto salgada). Depois disso, ele te leva a uma espécie de pátio e serve outro vinho, repetindo uma explicação bem rasteira sobre a qualidade da uva e o tipo do vinho.

Barris

Por último, você entra com uma turma para o local de armazenamento dos vinhos com rótulo Casillero del Diablo. Um climinha sombrio é montado e você ouve a explicação do mito em torno daquele tipo especí­fico de vinho. Quando esta parte termina, você vê onde o suposto diabo está aprisionado (uma coisa bem interessante, porém, como disse, pasteurizada) e é só. Próximo passo? A lojinha!

O veredito da visita é: Vale a pena? Em termos. Não espere muito e procure ir de carro, pois se você explorar os arredores da viní­cula, conhecerá paisagens de cair o queixo. De van numa excursão ou no tal trem do vinho, isso não acontece. É aquele tipo de coisa que você faz para não voltar para casa dizendo que não fez. Bem semelhante ao mercado central… Mas este fica para outro post.

Temperada pela natureza

Estava pensando em como a beringela/berinjela é versátil e em como a utilizamos constantemente em casa. Pesquisando na net, li que é digestiva e laxante, sendo um fruto (como o tomate) muito rico em nutrientes. Normalmente a comemos em conserva ou assada no molho de tomate.

Ela pode ser colocada (picada miúda) no molho í  bolonhesa. Vai cozinhar, sumir e encorpar de um jeito saudável o prato. A dica é boa para quem quer reduzir a quantidade de calorias da refeição.

De qualquer forma, iniciei o assunto justamente para compartilhar a receita da pasta de beringela defumada que fiz hoje, enquanto terminava o almoço. A receita é tão fácil que vale a pena.

Basta que você finque a beringela em um garfo ou faca, levando-a í  chama do fogão até que fique bem macia por dentro. A casca pode queimar, não se preocupe. A queima da casa, inclusive, é que confere o gostinho de defumado í  pasta. Quando a beringela estiver bem macia e a casca bem queimadinha, retire a polpa e a triture com alho, sal e azeite. Fica uma delí­cia com pão árabe e pasta de grão de bico.

Pra quem não tem muita experiência com a beringela, lembre-se que ela combina bem com: azeite, alho, tomate, queijos, azeitona, alcaparras, cebola, tomate, orégano, shoyo.. e com mais o que der na telha.

Cogumelos Chilenos

Para quem não sabe como preparar um belo prato com cogumelos chilenos secos, aí­ vai a dica: estes cogumelos ficam maravilhosos com molho de tomate. Hidrate-os primeiramente em água quente, coando uma eventual areiazinha que ficar no fundo. Não desperdice a água, que pode ser usada no próprio molho ou num risoto, por exemplo.

Pois bem, hidratados os cogumelos, faça um molho de tomates bem gostoso e os adicione picados, deixando ferver um pouco para que se aprimore o sabor. Se o molho for natural, de tomates mesmo, melhor. Se não, em razão da facilidade da latinha, refogue-o com seus temperos favoritos. Um pouquinho de açúcar ajuda a reduzir a acidez.

A quantidade dos ingredientes fica í  escolha do cozinheiro, atentando para o fato de que estes cogumelos tem um sabor bem forte, ou seja, com um punhadinho já se prepara molho para meio quilo de macarrão. Querendo um molho mais marcante, adicione a água utilizada para hidratar os cogumelos.

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