Archive for the 'Gastronomia' Category
Como fazer tomates secos - parte 2
Polvilhados os tomates, leve-os ao forno por 1 hora. A temperatura deve ser a mais baixa possível e, como vocês podem ver, eu forrei os tabuleiros com papel alumínio para facilitar a limpeza.
Após 1 hora, retire os tabuleiros do forno, vire os tomates de boca pra baixo e bora lá mais 1 hora no forno. Depois destas 2 horinhas os tomates já estarão com o aspecto da terceira foto, ocasião em que voltarão ao forno, agora por mais 40 minutos, mais ou menos, de boca para cima.
Eu não costumo deixar mais do que este tempo, pois gosto dos tomates suculentos. Se preferir, pode deixá-los não por 40 minutos, mas por 1 hora mais. Eles ficarão mais secos, claro, e também deliciosos.
Terminada a secagem dos tomates, cubra-os com azeite e leve-os à geladeira. Vale lembrar que não podem ficar guardados por um longo tempo, mesmo que refrigerados. Já tivemos tomates mofados após umas duas semanas armazenados, o que foi uma pena.
No commentsComo fazer tomates secos - parte 1
Se tem uma coisa gostosa são tomates secos caseiros. Eles são maravilhosos com carne de boi, recheando um pãozinho fresco ou picadinhos numa boa macarronada. Se você nunca fez em casa, prepare-se, pois a experiência, apesar de um tiquinho trabalhosa, é bastante recompensadora.
A primeira foto acima mostra a seleção dos tomates para secagem, mais um molho de manjericão para temperar o molho que será feito com as sementes dos frutos.
Quando animo, seco uns 3 ou 4 quilos de tomates de uma vez, já que eles ficam bem reduzidos ao final, mas passarei as medidas utilizadas para 1 quilo, para facilitar. Pois bem, lave e seque 1 quilo de tomates. O tipo pode variar, dependendo de seu gosto e bolso. No caso destes aí, eu usei o tomate salada, pois estava na promoção.
Lavados os tomates, parta-os ao meio e retire as sementes, reservando-as. Faça uma mistura de uma colher de sopa de sal, mais uma de açúcar fino e salpique por cima dos tomates. Você vai ver que surge uma aguinha dentro dos tomates, mas é assim mesmo, eles já podem ir ao forno.
A propósito, outro dia, conversando com um senhor no supermercado, ele me disse que antes de salpicar sal e açúcar nos tomates, ele os leva ao ar livre, ao sol, pra dar uma secada inicial. Quem tiver espaço em casa pode fazer isto. Eu já os levo diretamente ao forno brando, inicialmente por uma hora.
No commentsRodízio Japonês no Yukai
Bem, o último final de semana foi cheio. Um dia fomos ao cinema e no outro, a um rodízio de comida japonesa no Yukai, que fica no Sion, em BH.
Sabemos que um rodízio (da mesma forma que os self-services - qualquer que sejam) é, por natureza inferior - tanto no serviço quanto na qualidade da comida - ao que encontramos em restaurantes tradicionais como o Sushi Naka (o melhor de BH em nossa opinião) ou o Hokkaido, por exemplo. Ainda assim, este tipo de opção é recomendada em diversas ocasiões. E assim foi no nosso final de semana.
Fomos, então, ao Yukai.
Casa lotada, o que é relativamente um bom sinal (reconhecimento popular). Entretanto, logo de cara, uma decepção: O que nos atraiu à casa foi a promoção de um desconto numa categoria de rodízio específica para assinantes do Estado de Minas (temos o cartão do clube de assinantes e adoramos aproveitar as vantagens). Chegando lá fomos informados que a tal vantagem não era bem uma vantagem, visto que a modalidade de rodízio em questão era bem inferior. Optamos pelo rodízio mais completo.
O atendimento deixou um pouco a desejar. Não sabemos se em função da casa estar lotada ou se foi um ‘golpe do joão-sem-braço’ por parte do restaurante, mas o fato foi o seguinte: o rodízio funciona com cartelas, onde o cliente escolhe o que vai querer e entrega ao garçom que traz o pedido. Havíamos recebido dois tipos de cartela, que representam diferentes pratos. No meio do processo, sentimos falta de alguns pratos que não estavam listados nas cartelas para que pudéssemos escolher. Ao comentar com o garçom ele “se lembrou” e nos deu o terceiro tipo de cartela, numa quantidade menor - óbvio - pois era o tipo de cartela que listava os pratos diferenciais (motivo que nos fez optar por aquela modalidade de rodízio).
Aí sim, lá pela terceira ou quarta rodada de pratos, pudemos experimentar as iguarias diferenciais. Outra decepção: um risoto de camarão que não passava de um arroz chop-suey e um tempura que consistia em batata e cenoura em tiras fritas. Bem fraco. Experimentamos o guiosa. Estes estavam gostosos, embora excessivamente pequenos.
Voltamos para os sushis que estavam muito bem feitos e bem gostosos. Este tipo de prato fez com que a nossa experiência valesse a pena.
Resumindo, recomendamos o Yukai para você que quer comer bastante sushi mas não está a fim de pagar caro num restaurante tradicional e nem num self-service. Para esta situação, o restaurante vale muito a pena.
No commentsFrutos do cerrado brasileiro
Bom, pelo menos por enquanto, este é nosso último post sobre a Chapada dos Veadeiros e, claro, sobre o cerrado brasileiro. Nele gostaríamos de apresentar para quem ainda não conhece a Sorveteria Frutos do Cerrado e uma pequena frutinha prima do caju, o cajuí.
Bom, sobre a Frutos do Cerrado, a vimos pela primeira vez na cidade de Coromandel. Mas, por uma série de fatores, não tivemos tempo nem oportunidade de ir experimentar os sorvetes. Depois, passamos por Brasília, mas também lá não a encontramos.
Foi com surpresa que, em razão do tal Encontro Multicultural que ocorria em São Jorge, nos deparamos com uma barraquinha improvisada da sorveteria e, claro, experimentamos alguns sorvetes.
Como podem ver, tomamos (e aprovamos) os sorvetes de jaca, pequi, cajamanga e araticum. Eu achei o de jaca um pouquinho enjoativo, apesar de gostar da fruta. O de pequi é bem especial e o de cajamanga é delicioso, bem azedinho.
O sorvete de araticum, por sua vez, é bem saboroso. É como se você estivesse comendo os pedacinhos da fruta que, no cerrado mineiro, também é conhecida por “cabeça de nêgo”.
Adoramos tudo o que provamos, só lamentando que não tivemos tempo de testar os inúmeros outros sabores. Ao retornarmos a BH, todavia, tivemos nossa tristeza aplacada, pois soubemos que aqui também há Frutos do Cerrado. Pois é, estávamos desatualizados em relação a isto, o que é inadmissível!
Enfim, ainda não tivemos oportunidade de visitar a nossa Frutos do Cerrado, mas avisaremos quando o fizermos.
Neste post também mostramos o cajuí, um fruto que apresenta as mesmas características do caju velho de guerra. A diferença está mesmo no tamanho e no fato de que o delicado cajuzinho é, como milhares de outros alimentos, um fruto do cerrado, a segunda mais rica formação vegetal brasileira em variedade biológica.
Estes cajuís margeavam nossa trilha por dentro do Parque da Chapada dos Veadeiros e foram, obviamente, deixados em seu devido lugar.
No commentsJá comeu paçoca de carne? E de soja?
Coisa gostosa foram as paçocas de carne e de soja que comemos em São Jorge, Goiás. A de carne tinha bem mais carne que farinha e um temperinho muito do bom. Nos foi vendida na porta de uma casa da vila, demonstrando como o turistmo pode ser um excelente ganha-pão.
A de soja foi vendida na feira montada para as comemorações do Encontro Multi Étnico que ocorria na cidade e era caprichada no coentro. Eu adoro coentro e com a soja realizou-se um perfeito casamento.
Ele já não é muito fã, mas creio seja um pouco de preconceito com esta erva cheirosa, originária do Egito (quem diria, jurava que era baiana!). Bem, como alguém pode não gostar de coentro? Pra mim, era perfeita apenas em peixes e em saladas. Agora também na paçoca de soja.
Mas, enfim, deliciosas as paçocas, que representam bem a comida do tropeiro, do homem rústico do cerrado. Conservam-se bem por um bom tempo fora da geladeira e são uma verdadeira refeição.
No commentsViagem pelo cerrado - Aracê e Oca Lila
A foto que você vê aí em cima foi tirada no segundo dia de nossa estada na Chapada, enquanto nos deliciávamos com a cerveja artesanal Aracê durante um almoço vegetariano bem gostoso no Oca Lila - um charmoso espaço para quem curte comida vegetariana de boa qualidade.
Ao lado da cerveja, os companheiros inseparáveis de viagem: O Guia e os óculos escuros. Sol nos olhos não dá, né?
Sobre o almoço, bem… Este restaurante merece destaque especial em nossa jornada por Alto Paraíso e São Jorge só pela qualidade da comida. Muito boa, com serviço excelente e muitas opções, incluindo quinua em uma salada muito gostosa e diferentes opções com soja e brotos de feijão e bambu. Mesmo que você não seja vegeratiano, vale a pena experimentar.
Sobre a cerveja, recomendo que quem puder a experimente. É bem gostosa. Tem um sabor marcante e a consistência é boa. Nos refrescou no almoço e depois em outras ocasiões em São Jorge.
A Aracê é produzida em Cavalvanti, um dos municípios que integram a chapada. Os responsáveis pela Aracê, curiosamente, não são brasileiros. Pelo que pudemos apurar:
O produto é fabricado artesanalmente pelos chilenos Manolo Murga e Soledad Ramirez. Eles fundaram a cervejaria há cerca de um ano e meio. Deu tão certo que o casal já planeja aumentar a produção a partir do próximo ano, saltando dos atuais 500 litros/mês para 1.500 litros. A microcervejaria fica na estrada que liga Cavalcante ao município de Colinas do Sul e pode ser visitada pelos turistas.
Infelizmente, não tivemos a oportunidade de visitar a fábrica, mas que deu vontade, deu. Ah, e antes que briguem com a gente, tomamos uma única garrafa da cerveja e esperamos por mais de três horas para podermos dirigir. Enquanto o tempo passava, almoçamos e depois passeamos a pé por Alto Paraíso.
No commentsViagem pelo cerrado - Brasília
Continuando nossa viagem, estivemos em Brasília a caminho da Chapada, por dois dias. A capital é velha conhecida de todos, ainda que pelos telejornais. Eu já tinha estado na cidade. Ele não e, ao final de nossa estadia, tirou a mesma conclusão: Brasília é muito bacana se você estiver a passeio. Para morar talvez não seja a melhor escolha. Pelo calor, pela secura do ar, pela distância de tudo ou pela impessoalidade que passa aos visitantes.
De qualquer forma, tivemos um tempo bom por lá. Visitamos os locais de praxe, fomos a um ótimo restaurante/bar mexicano e a uma sorveteria deliciosa, a Saborella. Quem já passou por aqui sabe o quanto apreciamos a iguaria e que quando falamos que é bom, pode apostar.
É aquela coisa, né, se você é um aspirante a servidor público e, ao alcançar o objetivo, precisa ir pra Brasília, ok. O lance é rezar pra conseguir voltar pra casa logo. E olha que Belo Horizonte já está ficando quente demais. Quente e seco demais.
2 comments(Fuja do) Tosco Burguer. Tosco em todos os sentidos
Bem, como vocês devem ter lido no post abaixo, voltamos a BH. Nossa jornada de volta da Chapada dos Veadeiros (GO) foi um tanto quanto longa; afinal, são quase 1500 KM. Aguarde as fotos e o relato da viagem. Valeu muito a pena.
Voltando ao tema deste post… Quando chegamos a BH, a fome apertava. Muito. Resolvemos, então, experimentar o Tosco Burguer, uma lanchonete daqui de BH que é famosa pelos desafios que oferece. Aparentemente trata-se de um local onde você come sanduíches grandes e é desafiado a comer uma quantidade quase absurda de comida em um determinado tempo e ganhar dinheiro (e fama) com isso.
Enfim, como a fama do local é de oferecer sanduíches, digamos, “bem servidos”, resolvemos matar nossa fome de viajantes com as iguarias do local. Eu encarei um TOSCO IV e Ela, um TOSCO I. Minha intenção inicial era até participar do tal desafio, que consistia em comer dois sanduíches, beber dois refrigerantes e duas taças de sorvete em duas horas. Em troca, receberia R$ 30,00 em crédito e não pagaria pela refeição. Ainda bem que Ela me alertou que primeiro testasse o sanduíche e, numa segunda oportunidade, participasse do desafio. Ainda bem mesmo.
Digo isso pois a única coisa boa lá é o refrigerante, que é industrializado e vem direto da Antarctica. De resto, os sanduíches são muito ruins. Parece que eles se esforçam para fazer a coisa ser realmente desafiadora. O pão é ruim, os hambúrgueres são de terceira e a batata palha é sofrível. Na verdade, todos os ingredientes são de qualidade inferior. Nem o catchup salva.
Ou seja, você não precisa entrar num desafio de comer uma quantidade enorme de comida para sentir o drama. O desafio é terminar de comer um único sanduíche.
Saímos do local com aquela impressão de que desperdiçamos espaço em nossas barrigas. Teria sido muito mais válido comer um treiler de sanduíches comum ou até mesmo encarar uma pizza. Valeu pela experiência. Desmistificou o local e serviu para que construíssemos nossa (péssima) impressão sobre o Tosco Buguer. Se BH fosse uma cidade turística, o local poderia ser considerado como uma daquelas armadilhas básicas para pegar os incautos.
Se você quer comer bons sanduíches made in BH, há excelentes opções: Xodó (no estilo fast-food) e Eddie (no estilo americano).
1 commentDelícias do mês de junho
O fato é que eu não podia deixar acabar junho sem postar algo sobre esta época do ano, de dias de um belo azul e pôr-do-sol impecável. E ah… aí vem as comidas… o mês de junho em BH é uma coisa deliciosa.
Outro dia, enquanto cozinhava minha canjica, sentia a do vizinho já temperada, com aquele amendoinzinho esperto. O cheiro vai longe, perpetuando a tradição. :)
Mas, enfim, o friozinho do mês de junho permite pratos mais suculentos, quentinhos e isto é a cara de Beagá. Há dois fins de semana, a propósito, tiramos a barriga da miséria. Eu e Ele passamos o sábado na cozinha e fizemos uma vaca atolada e um caldo de feijão deliciosos.
Como eu já tinha feito canjica (sem côco), arroz doce e mais uma carne (cuja receita farei questão de postar, pois é deliciosa), o ‘jeito’ foi chamar a família e mandar brasa. O pão de queijo não foi caseiro, mas estava presente, claro, como não podia deixar de ser.
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Sugestões para o dia dos namorados em BH - II (Maharaj)
Dando seqüência às sugestões para comemoração do dia dos namorados em BH, indico o Maharaj. Embora BH também conte com o Jay Rama, acredito que o Maharaj é uma opção mais completa para uma comemoração. O Jay Rama tem mais cara de almoço rápido e o ambiente não inspira uma comemoração à altura da ocasião (a não ser que você seja altamente descolado, pois não quer dizer que o ambiente do Jay Rama seja ruim; ele é apenas muito informal).
Mas falemos do Maharaj. O ambiente é algo que - por si só - já vale a visita. O restaurante é todo decorado com peças indianas de excelente gosto. As instalações são aconchegantes e requintadas. A localização ajuda (o restaurante fica na rua Paraíba; próximo à praça Tiradentes) bastante e, lá dentro, não há como não se surpreender com as imagens dos deuses indus e com os móveis, gravuras e por aí vai.
Além do ambiente, é importante falar da cozinha indiana. Temperos mil e sabores acentuados. Variações de “carga” de pimenta que vão do suave até o mais repleto teor picante. Tudo é muito bem explicado e os mais sensíveis para pimenta - como eu - não se sentem desamparados e, portanto, não precisam ficar desesperados.
É uma recomendação de lugar que serve - inclusive - para alertar a importância de se experimentar algo novo. No Maharaj eu experimentei um prato à base de cordeiro - coisa que eu nunca havia comido - e gostei muito. Muito legal para ver o que há de diferente nos pratos daquele país e, de quebra, impressionar-se com as novidades.
Sobre a comida, como disse, recomendo os pratos à base de cordeiro. Há dois muito legais: o que é complementado com curry e castanha de caju e o que tem creme de leite e espinafre; o segundo é mais apimentado que o primeiro. As sobremesas à base de sorvete e manga (com direito a sorvete de manga) são muito gostosas. Até eu que não sou nada fã da fruta, me deliciei.
Vinhos? A carta é repleta de boas opções; os preços não são salgados e você recebe auxílio para fazer uma escolha que seja apropriada ao prato que vai comer.
Quanto se gasta? Entre 150 e 200 Reais para um casal (ref: 2008).
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