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Bolo de chocolate sem óleo

Fiz neste sábado este bolo de chocolate.  Vou deixar aqui a receita porque pretendo repetí­-lo. Faça também, vale a pena.

Você vai precisar de

  • 2 xí­caras de farinha de trigo
  • 2 xí­caras de açúcar
  • 1 xí­cara de leite
  • 4 colheres de sopa de cacau 100%
  • 1 colher de sopa de fermento
  • 6 ovos

Como fazer: 

Em uma batedeira, bata as claras em neve, acrescente as gemas, o açúcar e bata novamente. Adicione a farinha, o cacau, o leite e bata por mais alguns minutos. Junte por fim o fermento, bata rapidamente. Despeje a massa em uma forma untada e asse em forno médio e pré-aquecido por 40 minutos ou até assar. Faça o teste do palito. 🙂

Meninos amaram e até levaram o restinho hoje pra escola, com o leitinho integral de sempre.

Baltimore Blues, de Laura Lippman

Passamos 5 dias da última semana (férias de julho) no Hotel Fazenda Canto da Siriema. E foi lá que li Baltimore Blues, de Laura Lippman.

O livro estava na lista dos programados para 2018 e achei que a breve viagem seria o momento ideal para lê-lo. Imaginei um livro de fácil leitura, sem enredo intrincado, mas empolgante, já que indicado por escritores em voga da atualidade, como Tess Gerritsen, autora do excelente Jardim de Ossos.

Baltimore Blues conta a história de Tess Monaghan, uma repórter desempregada que aceita dinheiro de um grande amigo, Rock, para espionar sua noiva. Alguns fatos descobertos por Tess deixam Rock enlouquecido e logo depois o advogado Michael Abramowitz é assassinado, tudo levando a crer ter sido Rock o assassino.

Tess, confiante na inocência do amigo, começa duas investigações paralelas. Uma com o advogado de Rock  e outra por conta própria, terminando por descobrir muito mais do crime em Baltimore do que poderia imaginar de iní­cio. Colocando em risco a própria vida.

Tess Monaghan é o tipo de protagonista cabeça dura e dura, sem carreira,  mas também extremamente forte, sarcástica, divertida, malhada.. parece um estereótipo. A resolução do crime também não me empolgou absurdamente. Esperamos que Tess descubra inconsistências nas provas da promotoria e as leve í  corte, mas o que ela descobre vai pra baixo do tapete e o desfecho é um pouco diferente do que eu imaginei. O assassino, suas motivações e modus operandi se revelam por outros meios.

A leitura é divertida, mas nada excepcional.

Vale dizer que este é o primeiro livro de uma série de livros de ficção policial protagonizada por Tess Monaghan. Quem sabe os demais serão mais eletrizantes? 🙂

Hotel Fazenda Canto da Siriema

 

Voltamos ontem do Hotel Fazenda Canto da Siriema. Foi um ótimo passeio. Os meninos ficaram radiantes com as diversões do hotel: amaram a pescaria, o pedalinho, andaram a cavalo, nadaram até não poder mais. Nós nos divertimos também. Foram 5 dias muito gostosos, de descanso dos afazeres domésticos e das obrigações com o trabalho. Seguimos os meninos por todo o canto do hotel. Fomos juntos em todas as atividades, mesmo as com monitoria. Fazendinha pela manhã, depois piscina, esqui-bunda.. pedalinho e pescaria à tarde, mais piscina… não faltaram o futebol e a queimada, brincadeira amada pelos dois. Na sexta-feira pudemos ver o eclipse da lua e, de quebra, durante o eclipse, nosso rapazinho se sentou ao lado de um cupinzeiro, o que foi preocupante na hora (ganhou uma boa picada), mas motivo de graça depois :-D. Enfim, em relação à diversão das crianças não temos nada o que reclamar. Tudo ótimo.

Ficamos no melhor quarto e foi bastante confortável (e limpo). Como eu já havia lido que mesmo no luxo plus não há secador de cabelo, levei o meu. Em dias frios de inverno é legal secar o cabelo das crianças à noite, por exemplo.

O hotel, para o adulto, deixa a desejar em alguns pontos:

Primeiro, na região da piscina, lugar preferido das crianças, colocam música alta durante todo o dia. Ao vivo ou não, você não tem um minuto de sossego. E quem quer um pouco de paz se sente incomodado. Acho legal que contratem músicos e tal, acho bacana que promovam uma festa ao redor da piscina, muita gente gosta disso. Mas o dia todo, 100% do tempo, já é demais. Isto nos cansou bastante. E não bastava a música. Era bem alta.

Segundo: a comida não é boa. É muito tocada, não tem bons ingredientes. As carnes também não são bacanas, todas muito gordurosas. Penso que a comida não precisa ser sofisticada, mas precisa ser bem feita. E se você não chegar cedo para as refeições pega a comida bem revirada. A impressão é que alguns pratos não são renovados também. Quem comeu comeu. Quem chegou depois não come mais. Já estava enjoada da comida no último dia, de verdade. Sem contar que era comum faltar vasilhame durante as refeições.

Terceiro: há duas piscinas aquecidas e os meninos não reclamaram da temperatura. Mas elas não são tão grandes e, com a lotação do hotel, pareciam estar sujas. Não estou afirmando que estavam sujas, não havia sujeira aparente, mas a água estava turva, causando uma impressão bem ruim. Nós, adultos, sinceramente, tivemos um pouco de nojo de nadar, o que não aconteceu nos outros hotéis fazenda que já frequentamos. Também em relação à  área da piscina, nem sempre havia toalhas disponí­veis (a maioria bem velha e uma que nos entregaram estava bem suja) e se você quer consumir precisa ir até o bar, pois não há nenhum garçom circulando no espaço.

Os funcionários, sem exceção, foram muito cordiais no trato conosco. Nada a reclamar quanto a isso.

Enfim, nós nos incomodamos com alguns pontos no hotel sim, talvez não voltemos mais lá (já que tem tantos outros que desejamos conhecer), mas os meninos amaram o passeio. Eles nem ficaram sabendo dos nossos incômodos e apenas aproveitaram imensamente as férias. 🙂

Istambul, Memória e Cidade, por Orhan Pamuk

Fiquei bastante impressionada com este livro de Orhan Pamuk. Não conhecia o autor, nunca tinha ouvido falar nesta obra especí­fica. A bem da verdade me interessei por ele bem por acaso, numa ida sem pretensão à  livraria Ouvidor com a família, num sábado ensolarado..

Havia assistido à  série Seyit e Sura. Série turca, de época, que se inicia na Rússia do último czar, Nicolau II, e se desenvolve na Turquia após a revolução bolchevique. Neste passo, de maneira discreta – pois o foco é o romance entre os personagens principais – vamos acompanhando alguns acontecimentos históricos. E aí, se você gosta de história, o novelo se vai…  Procurei vários textos na internet sobre a Turquia, ouvi novamente os podcasts do Xadrez Verbal... fui me encantando mais e mais com a história, os costumes do povo etc etc etc

E, justo neste momento de interesse, vejo o livro na prateleira da livraria.

Então…

O livro não é um romance ficcional. É uma autobiografia do autor e um retrato de sua cidade natal – Istambul –  relatada tanto em seu aspecto fí­sico quanto emocional.  E enquanto se descreve fatos de infância (Orhan tem 66 anos hoje), há um passeio por histórias ainda mais antigas, da época, por exemplo, em que houve a ocidentalização da Turquia por Mustafa Kemal Atatürk  na década de 20 e também de quando o império Otomano reinava absoluto. E parece que há, sim, ainda hoje, uma luta na cidade entre o antigo e o novo, o estilo de vida ocidental secular, europeu, e o turco. São as elites seculares contra os camponeses, com baixa instrução e mais religiosos. Esta questão havia aparecido em Seyit e Sura e eu estava bem curiosa pra entender melhor  o contexto.

Istambul, Memória e Cidade foi escrito em momento de depressão de Orhan Pamuk; penso que há catarse na escrita. O autor expõe particularidades do casamento de seus pais e o relacionamento confuso com o irmão. Longe de ser lavação de roupa suja; pelo contrário. É uma escrita terapêutica. Há delicadeza, mas uma delicadeza libertadora em relação às suas relações familiares. O livro é intimista, nostálgico, suave e muito transformador. Para o autor (penso eu) e, com certeza, para seus leitores.

Orhan Pamuk foi o primeiro turco a receber um prêmio Nobel de Literatura (em 2006) e também a primeira figura pública a falar abertamente sobre o genocí­dio armênio, tema tabu na Turquia, fato que lhe rendeu perseguição, processo e condenação pelo seu estado natal.

Fiquei fã e não demorarei a ler outros livros de Orhan Pamuk. Excelente descoberta.

Tempo frio e seco…

Hoje é segunda-feira. Desde quarta í  noite precisamos  medicar nossa filha, logo depois que o pai a levou no atendimento de urgência, já que reclamava de dores de ouvido. Na mesma madrugada foi a vez do filho, que chorou também pela mesma dor. Resultado: ambos tomando Amoxicilina, usando corticoide no nariz e soro. Eu não fico atrás com a tal da sinusite. Dores, incômodos.. aff! Mas desta vez estou tentando me resolver apenas com o soro. Vamos lá, né? Aguentar este tempo frio, seco e poeirento.

“Quindim de coco”

A sogra fez esta receita para os netos e eu adorei. Teste fiz pra levar em um aniversário da famí­lia e todos adoraram também.

Você vai precisar de:

  • 6 ovos (é bom retirar a pelí­cula da gema);
  • 1 + 1/2 de lata de leite condensado;
  • 2 latas de leite (use a lata do leite condensado);
  • 300 gramas de coco ralado e hidratado;
  • 1/2 xí­cara de queijo ralado (usei parmesão).

Faça assim, não tem erro: 

Bata tudo no liquidificador e asse em forma untada e esfarinhada com farinha de rosca.  Faça o teste do palito antes de tirar do forno. Duvido você não gostar.

obs: a receita já está acertada para esta forma maior (a da foto). 

Lanches da semana – 12

Desde a mudança de escola não postei nenhuma semana de lanches dos meninos. Mas o hábito tem sido o mesmo: enviar o menor número de industrializados possí­vel e combinar de um jeito interessante suco/leite/iogurte com frutas, carboidrato e proteí­na (nem sempre vão todos os itens). Tem sido mais difí­cil um pouco acertar nos lanches porque agora os dois enjoam fácil das coisas que mando, reclamam í s vezes de alguma fruta… mas há lanches que dificilmente desagradam. Eles continuam adorando os biscoitos ou bolo de banana (tenho evitado fazer direto justamente para não enjoarem) e os queijinhos e tomatinhos também sempre são bem vindos.

Ele continua sem gostar de iogurte pronto, mas ama kefir e o leite fermentado. Ela não gosta de kefir, mas gosta dos iogurtes industrializados, em todas suas versões. Nesta semana pediram bastante estas bebidas; vou atendendo quando dá.

Vamos aos 5 lanches desta semana última:

Segunda-feira: biscoitinhos de arroz com chia, morangos e cramberries  secos e meia goiaba no alumí­nio. Para beber iogurte/leite fermentado.

Terça-feira: suco integral industrializado (sem açúcar adicional), milho na manteiga e banana caturra.

Quarta-feira: queijo quente, tomatinhos com queijo e manjerição e banana. Para beber iogurte/leite fermentado.

Quinta-feira: biscoitos caseiros de banana, aveia e castanhas com leite puro integral.

Sexta-feira: pãozinho de leite com manteiga, queijo e tomatinhos. Para beber iogurte/leite fermentado.

Copa do Mundo de 2018

É bem verdade que esta Copa do Mundo está sendo um fracasso em animação.

A CBF por si só já é motivo de vergonha pelos escândalos de corrupção etc .. aliado a isso a camisa da seleção tem sido utilizada pelos patos amarelos desde os suspeitos movimentos de 2013. Mesmo a bandeira do paí­s pode ser confundida. Quem a balança torce pelo futebol ou por intervenção militar? Enfim.. as pessoas já não sentem a mesma satisfação e sossego anteriores para usar ou empunhar sí­mbolos nacionais.

De qualquer forma…… temos dois torcedores mirins aqui e eles estão no clima. Então fizemos um almocinho simples com os familiares para torcer pelo Brasil. Foi uma pena que não vimos uma vitória (1 a 1, Brasil x Suí­ça). Não ouvimos um foguete ou rojão sequer..

Mas valeu o encontro. Meus irmãos vieram e os meninos ficaram felizes.

A propósito, fiz arroz, espetinhos, molho de tomates/pimentões e a torta de abobrinha que os meninos amam. E já prometi que ontem foi o último dia de canjica deste ano! 😉

Cenas da casa: esperando a turma – 6

Sexta-feira é um dia que papai pode buscar as crianças. Também um dia em que acho gostoso preparar algo diferente para o lanche. Hoje quis relembrar o sanduí­che assado de pão de forma que minha mãe fazia e que eu adorava encontrar í  tarde. Tão simples e gostosinho: basta fazer um creme de leite, ovos e queijo e jogar nas fatias de pão de forma branco, intercaladas com queijo e presunto. Dá pra variar os sabores, incluir legumes, bem gostoso!

Os três chegaram e comeram bastante. As crianças foram pro banho, pra leitura e… cama!  Nós ainda fomos ver a série Atlanta e, claro, eu dormi no sofá. Bom fim de semana! Domingo tem o primeiro jogo da Copa do Mundo.

 

Leituras com as crianças

Até o fim de maio deste ano de 2018 já lemos juntos, além de vários outros livros infantis mais curtos, tanto nossos quanto os enviados pela escola, 5 livros de Monteiro Lobato. O primeiro foi o Reinações de Narizinho e marcou o fato de que, ao seu final, nossa menina ficou realmente chateada. Ela não queria que a leitura terminasse e este é o maior indí­cio de que foi muito prazeirosa. A convenci de que continuarí­amos as aventuras partindo para A Reforma da Natureza, o que, de fato, aconteceu.

Nosso menino, por sua vez,  estava louco pra ler O Saci e ficou bastante animado com as aventuras de Pedrinho, com quem  – claro – se identifica. O Saci é de 1921; é o primeiro livro de Monteiro Lobato, que, nesta época, trouxe í  tona um desmemoriado folclore brasileiro nas figuras do Boitatá, do Negrinho do Pastoreio, do Lobisomem, da Mula-sem-cabeça, da Cuca, da Iara e, obviamente, do Saci, a grande figura mitológica desta obra.

Depois partimos para Memórias de Emí­lia e confesso que nenhum de nós três ficou tão empolgado. Não sei se porquê este livro faz referências a acontecimentos de outras histórias de Monteiro Lobato, não sei… Mas até mesmo eu achei a leitura um tico enfadonha. O último capí­tulo salva um pouco a leitura, de toda forma.

O quinto livro de Monteiro Lobato, emprestado pela vovó materna, foi  O Garimpeiro do Rio das Garças. Leitura mais simples, mas bem divertida; nós terminamos em uma noite.

Agora estamos em um impasse: ela quer se dedicar a livros menores; deseja ler histórias diversas durante a semana. Ele quer começar Caçadas de Pedrinho.

Vamos ver como faremos este acordo. 🙂

 

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